mnmlist: GEOPOLÍTICA DO CERCO

Esse foi o nome da primeira reportagem especial com infográfico que fizemos na Agência Brasil, janeiro de 2006. Graficamente, hoje, parece bem tosco, coisa de um passado distante. Mas a mensagem continua valendo, especialmente agora. Clique no Equador.

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A maior base norte-americana na América Latina, a base de Manta, fica no país governado por Rafael Correa. Presidente que publicamente é contra a política dos EUA para a região, e disse que não renovará o acordo para manter essa base.

“A partir de 2002, Colin Powell garantiu uma verba adicional de 731 milhões de dólares para financiar a participação do Equador, Bolívia e Peru no Plano Colômbia. O papel do Equador era central, principalmente porque os Estados Unidos utilizavam a estrutura da Base de Manta, com capacidade de controlar o espaço aéreo da região Amazônica, do Canal do Panamá e da América Central. A eleição do presidente Rafael Correa interrompeu o apoio do Equador ao Plano Colômbia, já que uma de suas principais medidas foi anunciar que não renovaria o acordo com os Estados Unidos para o controle da Base de Manta”, conta Maria Luisa Mendonça.

Os EUA farão todo o possível para desestabilizar o governo de Rafael Correa, usando a Colômbia para isso. Se isso servir para causar problemas à Venezuela, tanto melhor.

Outra leitura interessante vem do Beto Almeida, no texto Colômbia: Israel sul-americano?: o assassinato de “Raul Reyes, conhecido por sua característica de exímio negociador político, também deve ser entendido como um alerta ao governo de Sarkosy para que não se meta em negociações que contrariem a linha estadunidense de militarização da região amazônica.”

O momento não pode ser lido apenas pelo que contam os jornais. A primeira vítima desse conflito, como em todos, é a verdade.

 

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