Posted on Jul 21, 2010

19 VÍDEOS SOBRE ACERVOS DIGITAIS

Terminamos aqui na empresa de editar as 19 entrevistas que fizemos sobre digitalização de acervos.

Terminou já há pouco mais de dois meses o Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais – mas ainda não acabaram as discussões levantadas em três dias de encontro no Novotel Jaraguá, em São Paulo. Tentamos reverberar e multiplicar os debates neste blog, e por isso publicamos desde o meio de maio 19 entrevistas gravadas em vídeo com palestrantes e outros participantes importantes do evento. Hoje encerramos os trabalhos, com a última entrevistapublicada.

As principais questões e desafios da digitalização de acervos estão colocadas nos vídeos produzidos pela FLi Multimídia: entraves dos direitos autorais, necessidade de ampliar o acesso ao conhecimento, impasse em relação às obras órfãs, padrões e formatos universais, apoio ao acesso aberto e ao uso de softwares livres, modelo de negócios do Google Books, democracia, novos hábitos de comportamento, entre outros.

Há vários jeitos de ver esses vídeos, como o nosso álbum do Vimeo.

Mas, se quiser, abaixo tem um link direto pra cada uma:

José Murilo Jr, do Ministério da Cultura (Brasil)
“A lógica do acesso deve orientar os processos de digitalização”

Ivo Correa, do Google (Brasil)
“A digitalização e o ‘modelo Google de negócios’”

João Brant, do Intervozes (Brasil)
“Acervos são viveiros, não monumentos”

Mathias Schindler, da Wikimedia Foundation (Alemanha)
“‘Uso comercial’ está incluído na definição de ‘uso livre’”

Jean-Claude Guedon, da Universidade de Montreal (Canadá)
“A rede é uma revolução que vai além do capitalismo”

José de Oliveira Ascensão, presidente da Associação Portuguesa de Direito Intelectual (Portugal)
“É necessário que o direito autoral se adeque à revolução tecnológica”

Marcos Wachowicz, do Gedai/UFSC (Brasil)
“A sociedade do século 21 é formada por seres humanos atemporais”

Paul Keller, do Images for the Future (Holanda)
“Bibliotecários não são mais guardiões de livros”

Eliane Costa, da Petrobrás (Brasil)
“Escolhas é o que um país faz com suas políticas públicas”

Anne Vroegop, do Netherlands Institute for Heritage/Dish (Holanda)
“A interação entre usuário e conteúdo é diferente no trem e em casa”

Frans Hoving, do Netherlands Institute for Heritage (Holanda)
“A justificativa para a existência de acervos está no como eles se comunicam com as pessoas”

Pedro Puntoni, da Brasiliana-USP (Brasil)
“Instituições públicas devem zelar por espaços públicos na internet”

Frédéric Martin, da Gallica (França)
“Se queremos que as pessoas frequentem bibliotecas, precisamos criar novos serviços”

Andreas Lange, do Video Games Museu (Alemanha)
“Internet, redes sociais e acesso móvel têm origem nos antigos jogos de computador”

Alexandre Pesserl, do Gedai/UFSC (Brasil)
“Livros digitalizados não estão acessíveis para o público”

Beatriz Busaniche, da Via Libre (Argentina)
“Cultura do século 20 está mais ameaçada que a dos séculos anteriores”

Evelin Heidel, da Bibliofyl (Argentina)
“Uma biblioteca de links deve respeitar a lei de direitos autorais?”

Ana Claudia Souza, da Funarte (Brasil)
“Entre o acervo e o público há o editor”

Murilo Marinho, da Mix Tecnologia (Brasil)
“Um e-reader é livro ou aparelho eletrônico?”

Posted on Nov 9, 2009

VÍDEO-ENTREVISTA: BLOGUEIRA CUBANA YOANI SANCHEZ

Estive em Cuba em 2008, e entrevistei a blogueira Yoani Sánchez. Finalmente publico o vídeo resultante do encontro, filmado na casa dela pelo Alexandre Praça, que estava comigo. Fiz na época um post sobre essa visita.

Yoani Sanchez – interview from andre deak on Vimeo.

Recentemente, Yoani foi agredida e presa durante um curto período de tempo. Publicou um post sobre isso no blog Generación Y: La culpa de la víctima.

Na época em que conversei com ela, ainda não era a personalidade internacionalmente premiada, símbolo de tantas coisas que se tornou através de seu blog. Hoje é lida por milhões de pessoas todos os meses. Cada post tem milhares de comentários, e é traduzido para várias línguas. E agora ela também tem twitter (publica por telefone, quando não consegue estar online). E continua publicando seus posts a partir de estruturas precárias – a internet na ilha é bastante limitada, tanto por causa do bloqueio econômico, quanto pelo racionamento de banda que o governo determinou: médicos, universidades, governo, algumas empresas e turistas, basicamente, são os que têm acesso. O resto da população utiliza uma intranet que é feita apenas dos sites que tem domínio .cu – como se só pudéssemos acessar sites .br

Queria ter publicado o vídeo com um post mais demorado, analítico, mas faço uma atualização depois. Alguma coisa já publiquei na série de posts Diários de Havana, quando estive lá. Depois escrevo mais.

PS: Um livro com suas postagens foi publicado também estes dias – De Cuba com Carinho. Ainda não consegui ler todo ele, mas já acompanhava seus posts. Leitura bastante interessante sobre o dia a dia de Yoani, e da ilha. E é ótima a análise feita no posfácio pelo Demétrio Magnoli.