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Sem-teto lamentam morte
de fotógrafo
''Manifestamos nosso repúdio à violência porque somos um movimento pacífico na luta por moradia digna e em defesa da vida''. Assim começa a nota divulgada hoje pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) a respeito do fotógrafo Luis Antonio Costa, da revista Época. A nota pede ''investigações das autoridades competentes para esclarecer o ocorrido'' e pede que o episódio ''não se torne justificativa para outra violência'' que seria o despejo forçado das famílias que ocupam a área. Na madrugada de sábado, o MTST organizou a ocupação em São Bernando do Campo, grande São Paulo de um terreno doado pela prefeitura local à fábrica de veículos Volkswagen. ''Não podemos admitir que, enquanto milhares de famílias não têm onde dormir, a prefeitura doe um terreno para a maior montadora no país, que, só em 2001, faturou R$ 10 bilhões de reais'', critica Camila Alves, 25 anos, uma das líderes do MTST. O movimento exige da prefeitura e governo do Estado a desapropriação da área para construção de moradias, posto de saúde, escola pública e creche. ''Queremos apenas que os governos cumpram as suas funções de dar uma garantia mínima de vida às pessoas'', reclama Camila. A seguir, a nota na íntegra. NOTA AO POVO BRASILEIRO Nós do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) viemos lamentar profundamente o ocorrido com Luis Antonio Costa, repórter fotográfico da revista Época, casado, pai de dois filhos. Nos solidarizamos com a família de Luis Antonio e manifestamos nosso repúdio à violência porque somos um movimento pacífico de trabalhadoras e trabalhadores na luta por moradia digna e em defesa da vida. O movimento rejeita o ocorrido e lamenta que, mesmo tendo prestado socorro imediato à vítima desse trágico episódio, Luis Antonio não tenha sobrevivido. Apoiamos as investigações das autoridades competentes para que esclareçam o ocorrido. Desejamos apenas que esse assassinato condenável não se torne justificativa para outra violência, porque temos entre nós centenas de famílias de trabalhadores e mais de duas mil crianças. Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) |