Jornalismo Blog

O Blog EmCrise tenta ser uma nova experiência de jornalismo, combinando análise, opinião e informação, sempre sob o formato e a visão do autor. Veja alguns exemplos abaixo.

Blog EmCrise
EmCrise – 10/09/2002

Rapidamente: Blog é uma palavra surgida de web log, uma forma fácil de se fazer sites na internet que acabou virando sinônimo de diário virtual. A proposta do Blog EmCrise não é essa; queremos usar essa nova ferramenta para jogar na rede informação e debate, testar novas formas de jornalismo e levar mais longe as descobertas que fazemos todos os dias, as manipulações da imprensa, informações boicotadas e boas iniciativas independentes - além de tudo o mais que aparecer.

O Blog EmCrise é um laboratório de compartilhamento de perplexidades.

O JOGO DAS PESQUISAS ELEITORAIS
Vou escrever essa notinha para dividir a minha perplexidade. Ontem, nos telejornais, e hoje, nos grandes jornais, foram divulgadas novas pesquisas de opinião sobre a disputa para presidente da República. Ibope e Datafolha, os dois mais renomados institutos do país, mostram que Luiz Inácio Lula oscilou para cima, distanciando-se ainda mais dos segundos colocados. Essa era a notícia. Segunda informação de maior relevância: Garotinho se aproxima de Ciro e Serra, principalmente de Ciro, e esse dado é mais evidente na pesquisa Datafolha. Pois bem, como a imprensa cobriu essa questão? Folha de S. Paulo e Estadão destacaram em manchete o fato de Serra ter se isolado em segundo lugar. Serra não se isolou em segundo lugar. Isso não se comprova se cruzarmos os dados dos dois institutos. Na pesquisa Ibope isso é mais evidente. Com 19% das intenções, Serra, e Ciro Gomes, que tem 15% das intenções, estão empatados tecnicamente, já que a margem de erro para pesquisas com até 5 mil entrevistados é de 2 pontos percentuais. (Fonte para essa afirmação, ex-diretor do Datafolha por dez anos que hoje trabalha na campanha de Lula). Como os jornais justificam isso? Segue o parágrafo da matéria: "Como a margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, foi desfeita a situação de empate técnico entre os dois". Essa informação é mentirosa, e foi utilizada deliberadamente para mascarar um dado que não "bate" com os interesses dos proprietários desses grandes jornais "imparciais".

Analisando os gráficos anteriores do Datafolha, percebe-se que Serra não apresentou qualquer crescimento. Na verdade, manteve os mesmos pontos da penúltima análise, realizada em 30 de agosto. Foi de 20% para 21% (pode-se até questionar esse dado porque os institutos podem manipular os números dentro da margem de erro de acordo com os seus interesses políticos). Quais são os dados concretamente verificáveis nessa última pesquisa? Ciro Gomes apresentou queda para além da margem de erro (de 19% para 15%); Lula e Garotinho cresceram para além da margem de erro. (De 37 para 40% e de 10% para 14%, respectivamente). Serra manteve-se estagnado, mesmo com toda utilização da máquina pública a seu favor.
Veja as últimas pesquisas eleitorais
Posted by Rodrigo Savazoni

UM POUCO DE TUDO
Trecho de um texto de Rubem Alves, intitulado: "Será que a leitura dos jornais nos torna estúpidos?". Vale a pena conhecer sua casa - clique no nome dele e visite.
(...) "A missão da imprensa é informar". Pensa-se que, ao informar, a imprensa educa. Falso. Há milhares de coisas acontecendo e seria impossível informar tudo. É preciso escolher. As escolhas que a imprensa faz revelam o que ela pensa do gosto gastronômico dos seus leitores.
Jornais são refeições, bufês de notícias selecionadas segundo um gosto preciso. Se o filósofo alemão Ludwig Feuerbach estava certo ao afirmar que "somos o que comemos", será forçoso concluir que, ao servir refeições de notícias ao povo os jornais estão realizando uma magia perversa sobre os seus leitores: depois de comer eles serão iguais àquilo que leram.
Confesso que não sei o que fazer com a maioria das notícias dos jornais: entendo as palavras mas não entendo a notícia. Penso: se eu não entendo a notícia que leio, o que acontecerá com o "povão"? Outras notícias só fazem explicitar o que já se sabe. Detalhes, cada vez mais minuciosos, das tramóias políticas e econômicas de um Maluf, de um Jader, nada acrescentam ao já sabido. Esse gosto pela minúcia escabrosa se deriva da pornografia, que encontra seus prazeres na contemplação dos detalhes sórdidos, que são sempre os mesmos, como o comprovam as salas de "imagens eróticas" da Internet. A dita reportagem sobre a tal senhora e as notícias sobre Jader e Maluf atendem às mesmas preferências gastronômicas. Será que as notícias são selecionadas para dar prazer aos gostos suinos da alma? Por outro lado, há os suplementos culturais que, para serem entendidos, é preciso ter doutoramento. Para o povão, o futebol...
Ao final de sua crônica o Arnaldo Jabor dá um grito: "Os órgãos de imprensa devem ter um papel transformador na sociedade..." Dizendo do meu jeito: os órgãos de imprensa têm de contribuir para a educação do povo. Mas educar não é informar. Educar é ensinar a pensar. Os jornais ensinam a pensar? Repito a pergunta: Será que a leitura dos jornais nos torna estúpidos?
(Folha de S. Paulo, Tendências e Debates, 02/09/2001.)

DIGITADOR OCULAR
Publicada hoje na Folha de S. Paulo, a notícia sobre o desenvolvimento de um software que permite que se digite fazendo uso apenas dos olhos veio a calhar. Justo ontem confirmei estar com tendinite. Só espero que o uso intensivo deste software não provoque cataratas ou outras doenças na vista. Para tornar o produto ainda mais digno de elogios, seus "inventores" - David MacKay e David Ward - o desenvolveram em software livre e possuem apenas o título. Já instalei o programa em meu computador, mas é difícil pra danar entender como funciona o bendito. Por enquanto, tenho êxito em uma a cada 30 tentativas - só consegui escrever meias palavras. Quem tiver interesse, o site sobre o programa: http://www.inference.phy.cam.ac.uk/dasher/History.html
Posted by Oona Castro

REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO
ou "Paulo Renato, Queremos Visitar Seu Camarim"
Escola Estadual na Zona Leste, durante o intervalo de aulas. Professores sentados, mastigando chá com goiabas e recostados pra trás, como se já não adiantasse mais se mexer.
A professora de Geografia, de repente, quebra um pedaço de biscoito e diz, gravemente:
- Hoje eu vou dar aula "lá".
Alguns remexem-se nas cadeiras, trocam olhares, silenciam. Ouve-se um "puts" e o sinal toca.
O local - "lá" - é uma sala de Colegial, onde estudam cerca de 40 jovens e um aluno em Liberdade Assistida (chamado de "L.A.").
- Eu tenho medo. - confessa a professora, quase murmurando, sem querer (e poder) se identificar. Leciona há 20 anos, e não sabe mais como lidar com seus próprios alunos. Os grupos mais "perigosos" conversam sobre coisas que ela se obriga a esquecer; eles trocam olhares que não se pode nem perceber. E são apenas estudantes, por mil demônios.
- Moro a duas quadras daqui. - conta a professora de Física - Todos sabem disso, conhecem meus filhos, meu endereço. Eu tenho que sorrir pra eles.
Indagados sobre o artigo do ECA sobre a Liberdade Assistida, os professores encaram as goiabas e suspiram: esse nem é o problema maior. Todas as classes estão se tornando "lá", independente de ter ou não L.A.s; são territórios sem dono, repletos de tensão e olhares adultos. As crianças não repetem de ano, e parecem ir à escola como se vai a um piquenique. A sensação é de total impotência: os docentes viram burocratas a carimbar intermináveis formulários, cujo sentido se perdeu há tempos.
Não estão apenas com medo, mas desesperançosos e impotentes. A escola já desistiu; os destroços escondem-se nas estatísticas do governo. Os professores ainda continuam, embora não se saiba por quê.
Posted by Vanessa Barbara

A SANTA E A MÍDIA
Passei o sábado lá em Ferraz de Vasconcelos, no Jardim Juliana, junto com o Jorge Pereira, outro EmCrise. E sabe o que mais? Um pusta sensacionalismo da mídia. Nem tem tanta gente, nem a imagem é tão perfeita. Olha o que acontece: os guardas municipais que organizam a fila contam as pessoas que passam e dão esse número para os jornais - que já está em 89 mil pessoas. Só que eles ficam obrigando as pessoas a passarem rápido, não dá tempo nem de olhar direito para o vidro. O que acontece? Todo mundo vai mais de uma vez, às vezes três ou quatro. E mais: a vizinhança toda vai todo dia, várias vezes. Imagine a defasagem que isso causa...
E escute mais essa: eu conversava com uma mulher de Fortaleza, perguntei se ela tinha vindo de lá só para ver a santa. "Não, vim visitar uns parentes aqui perto, aproveitei para dar uma passadinha". Um repórter da Band que escutou que ela era de Fortaleza já mandou apontar a câmera para a cara dela e lascou: "Quer dizer que a senhora é de Fortaleza? Quanto tempo de viagem até aqui? E o que achou da santa?" Manipulação pouca é bobagem. Ave Maria, hein.
E por falar em santo, essa eu li no Damnzine, versão recebida por e-mail: "Governo brasileiro estuda uma possível intervenção no Espírito Santo. Porém, o ideal mesmo seria uma intervenção do Espírito Santo no Brasil."

Posted by André Deak

DO JORNALISMO E SUA PRÁTICA
Frase recolhida por um repórter amigo, prêmio Esso nos anos 80, fundador de um dos mais expressivos jornais alternativos dos anos 70 (Cojornal). Ele a ouviu de um seu companheiro. Hoje, a reproduz:
- Não escrevo em porta de banheiro porque não me pagam.
(O camarada se referia à responsabilidade de informar que pesa sobre o jornalista e sua relação com a empresa, o mercado, a bufunfa, o dinheiro).
Posted by Rodrigo Savazoni

RELATO-RELÂMPAGO
João queria ajudar, mas não pôde.
Freqüentemente escutava gritos na vizinhança. Tiros até.
A polícia não vai - tem medo. O Estado não chega - tem medo.
Um dia esmurraram sua porta gritando em desespero que abrisse, que ajudasse.
Abrir significava a morte. Não abrir significava a morte.
João ficou doente com tanta desgraça; foi embora de Ipê-Amarelo.
Um simples homem não será capaz de mudar a rotina das favelas de Minas.
PS: A história e a pessoa são reais.
Posted by André Deak

FICÇÃO E REALIDADE
"Algumas idéias, a partir de James Agee. Numa novela, uma casa ou uma pessoa tem seu significado, sua existência, a partir do escritor. No jornalismo, uma casa ou uma pessoa tem apenas o mais limitado dos seus significados através do repórter... Outra questão: o jornalismo é um método de trabalho, não uma linguagem. Carlos Fuentes, James Agee, Galeano, Heródoto, René Chateaubriand, Normam Mailer, Euclides da Cunha - eis os nomes de alguns repórteres. O jornalismo de Agee é menos literário do que sua ficção? O jornalismo de Norman Mailer é menos literário que sua ficção? O jornalismo é um método: trabalho como instrumento de descoberta de uma realidade, com formas próprias, anotações, pesquisa. Outra idéia: os intelectuais de gabinete, catedráticos, preservando a arte e a literatura com Maiúsculas. Esquecendo - em nome do Elitismo - o sentido contemporâneo da escritura."
Transcrevi um trecho do texto Palavras Aprisionadas, do repórter e professor Marcos Faerman, falecido em 1999 e um dos ídolos do EmCrise. É do livro Com as mãos sujas de sangue, global editora, 1979 - que procurei durante anos e hoje encontrei perdido num sebo.
Posted by André Deak

RELATO-RELÂMPAGO (RESPEITO, QUERO TRABALHAR!)
- Aê motorista, posso subi prá vendê umas bala?
- Podinão, numtá vendo que o ônibus tá cheio
- Qualequié, porra? Deixa eu fazê meu trabalho.
- É você que devia deixá eu fazê o meu, cacete!
Braço enfaixado, devido aos dedos da mão recém-decepados, o homem, mulato, cabelos ensebados, segura com o antebraço esquerdo uma caixa de balas e bombons. Pedido recusado, afasta-se e fica a olhar os passageiros subirem no coletivo. Um a um. O motorista do ônibus espera uma senhora, a última da fila, galgar a escada. Começa a acelerar o carro. O vendedor irrita-se, caminha até a porta, estica a mão e move o espelho retrovisor. O motorista olha para ele. Ameaça levantar-se e partir para o confronto. O homem vocifera alguns palavrões, e pede respeito. O motorista faz o mesmo.
- Eu vô descê daqui, vô arrumá o estrago quecê fez, mas isso nunvai ficá'ssim não.
- Tenho medo, não! Tenho medo, não!
O motorista desce, arruma o espelho, e volta a sentar em sua poltrona. O homem sorrateiramente se aproxima, e novamente retira o retrovisor do lugar, girando-o 180º para a esquerda. No ponto, multidão aglomerada à espera do transporte, manifestações a favor de um. A favor do outro. O motorista pede ajuda do cobrador, que caminha até a porta e espanta o "baderneiro".
- Vagabundo....
O cobrador arruma o retrovisor. O motorista acelera. Meia dúzia de pessoas aplaude. O vendedor caminha para o lado, ressabiado, ressentido, como quem não quer nada. Encosta-se no ponto um articulado, verde e branco, com destino a Santo Amaro. O vendedor espera a fila se formar e se dirige à última porta, posicionada para além da vista do condutor. Olha para um lado, para o outro, e entra rapidamente. Vende dois drops, dois bombons, e desce dois pontos depois, disposto a recomeçar sua peregrinação.
Posted by Rodrigo Savazoni

RAPIDINHAS QUE O RÁDIO DEU
1. O câmbio fica flutuante quando o carro bóia na enchente?
2. Seremos embrulhados de novo se o governo resolver lançar um novo pacote?
3. A filha do Geraldo Alckmin, definitivamente, não é do seu governo.

...E QUE O SIMÃO ESCREVEU
1. O economista do PT, Guido Mantega, virou Guido Doriana, de tão light!
2. E acordo do FMI é como casar na Delegacia: ou assina ou quebra!
3. Manchetes de Amanhã: "Aliados de Lula voltam a comer criancinhas!", "Garotinho tem um criadouro clandestino de mosquito da dengue!!", "Testemunha não identificada confirma que Ciro Gomes quando criança roubou pirulito do colega!", "Serra acerta entrada do Brasil na Comunidade Européia, na Alca e no primeiro mundo!"
Hoje só amanhã!
Posted by André Deak

INFÂNCIA BRASILEIRA
Seguidamente em seu governo, FHC libera menos dinheiro do que o aprovado pelo Orçamento. A verba que já era pouca fica muito mais comprometida.
No ano passado, o programa Reinserção social do Adolescente em conflito com a lei, sob responsabilidade do Ministério da Justiça, do Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente (FNAC) e do Ministério dos Esportes, teve uma liberação de apenas 58,59% do previsto, ou seja, deixou de ser aplicado R$ 11,6 milhões em programas de liberdade assistida ou instituições para privação de liberdade como a Febem.
Detalhe: todo dinheiro que deixa de ser gasto não é cumulativo para o próximo ano. Ele segue para o pagamento da dívida. Uma forma de enxugar os projetos sociais para o pagamamento das dívidas.
Os dados são do INESC, ong que acompanha a execução orçamentária do governo federal.
Posted by Aloisio Milani

UM RASCUNHO
São Paulo. O céu submerso em prédios. Homens e mulheres, quais coelhos de Alice, correndo pelas ruas com rumo e horário certos.
A pobreza se dissipa em São Paulo. Tão burguesa! E a sensação que tenho é a de que estou mergulhado numa cidade infinita.
São Paulo e seus segredos,
...Seu vestido de néon
...Seu talleur parisiense
...Seu modelito de Faoze Haten
Seu vestido de chita, seu pé descalço;
Inflamado;
Putrefato;
Vivo na Avenida Paulista. Limiar da decadência.
De um lado, prostitutas, velhas bichas, botequins nordestinos, carcamanos, arcaicas cantinas, teatros em reforma perene, sarjetas, Dom Orione, Brigadeiro rumo ao centro, Praça Roosevelt.
Era por ali, ao lado da escadaria, pertinho do Ruth Escobar, que me disseram, o pessoal ia beber no Garufas. O Geraldinho da Jerupinga, o Amigo Gianotti. O desejo de pobreza do que restou de esquerda; o desejo de riqueza dos que vivem nos cortiços. O Bixiga é um cortiço. São Paulo é uma gambiarra.
Do outro lado, o jardim. Ou, ainda: os jardins! Onde vive a prefeita. Apartamentos de mil metros quadrados com maçanetas douradas, provavelmente banhadas em ouro. Quadros de Portinari, chãos e escadarias em mármore.
Restaurantes requintados;
Refinados;
Concorridos;
Caros e empertigados.
Michês, artistas, boêmios (esses transitam pelos dois lados) povoam a ala nobre da Paulista. Figueira Rubayat, Ritz, Supremo, Balcão, Roane, Casa do padeiro, gays, lésbicas e simpatizantes. Na Consolação, os meninos e as meninas recitam Verlaine. Vomitam trechos de Dorian Gray. Ouvem música pop inglesa produzida por computadores. E dançam, em ecstasy.
São Paulo. Meu São Paulo. São Paulo ainda me surpreende quando garoa. São Paulo, gigante e morta, que rasteja pululante rumo à modernidade.
Em São Paulo, me sinto perdido a três quarteirões de minha casa
Posted by Rodrigo Savazoni

TRIDESTILADOS
Breves dicas de dois sites bem interessantes:
- Fraude: bons textos, bom humor, contos e idéias interessantes. Aliás, o slogan é algo como "Central de Idéias Flácidas". Ainda não conheci tudo, mas achei os dossiês muito bacanas. Quem escreve os dossiês é o presidente da...
- Irmandade Raoul Duke de Jornalismo Gonzo: O jornalismo gonzo, assim como o new journalism, buscava mais uma aproximação maior com a literatura. No caso, chapando os textos com impressões pessoais, tudo na primeira pessoa, com um olhar diferente sobre coisas banais. Acho que a proposta do site acaba fugindo um pouco do conceito de gonzo - como diz um texto, no próprio site, de Gian Danton. Ótimo texto. Também ainda não olhei o site todo, mas li os textos de Eduf, muito bons, principalmente um sobre a visita daquele fotógrafo, o Spencer Tunick, que mandou o pessoal tirar a roupa no Ibirapuera. O melhor e mais engraçado texto jornalístico - por que não? - que li sobre a história. O Eduf escreve no site da Trip e é quem toca o site Fraude.
Posted by André Deak