Postado em Dec 4, 2007

INFOGRAFIA – ESCASSEZ DE PESQUISA

Tenho especial interesse pelas duas apresentações sobre infografia que ocorreram hoje no colóquio Brasil-Espanha sobre cibermedios. Tattiana Teixeira, pelo Brasil, e Bella Palomo, da Espanha, ressaltaram que existem poucas pesquisas sobre o assunto. No Brasil, aliás, não há nenhum livro sobre infografias – e não que seja um campo novo: mesmo sobre infografia impressa, que existe há décadas e onde o Brasil é premiado internacionalmente (Superinteressante, por exemplo), não há nada.

Há dificuldade inclusive na nomenclatura: o que é uma infografia multimídia? O que é um infográfico animado? Qual a diferença entre cada coisa? Mais que isso: por que não se usa? Quando se deveria usar?

Tattiana propõe um ótimo trabalho de tipologia, chamando de “protoinfográfico” muito do que existe na rede hoje: a simples transposição para a web de uma infografia impressa. Divide as infografias entre Enciclopédica (temas “frios”) e Jornalística (hardnews). E cada uma dessas entre Independente (se não depende nem acompanha um texto) e complementar. A infografia independente ainda teria uma variação: a reportagem infográfica. Ou seja: toda a narrativa da notícia está construída dentro da infografia.

Parece interessante? Então ouça.

(Peço paciência com o download. Alguns arquivos ficaram grandes, já que são a íntegra das palestras. Demora, mas vai)

icon for podpress  Tattiana Teixeira - Infografia e design [18:31m]: Download
icon for podpress  Bella Palomo - O desenho dos cibermedios [22:46m]: Download

Postado em Dec 4, 2007

JORNALISMO DE BASE DE DADOS, CONSUMO DE INFORMAÇÕES NA WEB

Seguem as íntegras do I Colóquio Internacional Brasil-Espanha sobre Cibermeios.

Como não estão usando microfones, e muitos dos palestrantes falam ao estilo “professor” – caminhando pela sala -, fiz o que pude para melhorar a qualidade dos áudios. Espero que esteja razoável.

 
icon for podpress  Beatriz Ribas - Bases de Dados [23:02m]: Play Now | Play in Popup | Download

 
icon for podpress  Xosé Pereira - Arquitetura da informação [15:44m]: Play Now | Play in Popup | Download

 
icon for podpress  Carla Schwingel - Arquitetura da Informação [27:43m]: Play Now | Play in Popup | Download

 
icon for podpress  Graciela Nathanson - Consumo de informação na web [30:52m]: Play Now | Play in Popup | Download

Postado em Dec 3, 2007

JORNALISMO DIGITAL NO BRASIL E NA ESPANHA: O ESTADO DA QUESTÃO

Aqui em Salvador estou acompanhando as atividades do I Colóquio Internacional Brasil-Espanha sobre Cibermeios, no Auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Participam oito pesquisadores de Universidades espanholas e 12 pesquisadores brasileiros. Serão apresentados, segundo o organizador Marcos Palacios, 22 trabalhos, que colocarão em dimensão comparativa Brasil-Espanha os estudos acadêmicos sobre Jornalismo Digital em redes de alta velocidade. O blog Jornalismo Móvel publica alguns vídeos e cobertura do evento. Aqui, os podcasts completos com as palestras de cada dia.

 
icon for podpress  Marcos Palacios - Jornalismo digital no Brasil: o estado da questão [34:10m]: Play Now | Play in Popup | Download

 
icon for podpress  Pere Masip - Jornalismo digital na Espanha: o estado da questão [38:10m]: Play Now | Play in Popup | Download

 
icon for podpress  Thais Mendonça Jorge - Rotinas e identidades do jornalismo online [18:40m]: Play Now | Play in Popup | Download

 
icon for podpress  Pere Masip - Profissão e rotinas produtivas [18:20m]: Play Now | Play in Popup | Download

Postado em Oct 18, 2007

DEIXO A AGÊNCIA BRASIL

 
icon for podpress  Rolling Stones - I´m free [2:28m]: Play Now | Play in Popup | Download

No meu primeiro dia longe da redação da Agência Brasil, essa é minha trilha sonora. Como ainda estou finalizando um projeto pra lá, não vai dar ainda para desaparecer em alguma praia. Mas já dá para ir para as piscinas do Água Mineral.

Copio abaixo a carta que enviei à turma da Radiobrás.

Caros amigos e colegas,

Depois de mais de três anos numa mesma empresa – um recorde para mim –, deixo vocês. Sentimento de missão cumprida, fim de uma etapa na minha vida e na dessa empreitada em direção à comunicação pública. Ficam aqui novos e velhos amigos, conquistas realizadas e outras a realizarem-se. Levo comigo a experiência de ter participado de um momento histórico da construção de um jornalismo feito na esfera pública. Aqui foi possível realizar um jornalismo honesto, apaixonado, livre, verdadeiro, inovador. Coisa rara. Aqui vai meu muito obrigado aos que se dispuseram a realizá-lo conosco, dos estagiários aos presidentes da Radiobrás.

Essa passagem por aqui foi capaz de me reanimar o sentimento de que é possível fazer jornalismo ético, sem nenhum tipo de concessão senão ao interesse público. Foi esse o trabalho com o qual estive envolvido, junto com alguns de vocês, e pelo qual, hoje, somos amplamente reconhecidos.

Costumo lembrar uma história que, creio, serve como mais um elemento para ter noção do que alcançamos. Trabalhei nos primórdios do Último Segundo. Era um dos encarregados por receber todo o material das agências noticiosas, verificar se era material repetido, formatar segundo o “manual de redação e estilo” do IG e publicar (algo como encaixar aquelas peças de madeira coloridas e com formas diferentes nos buracos correspondentes, mas chamavam de estágio).

O caso era que eu recebia a newsletter da Agência Brasil, com aquele logo verde e amarelo, a agência oficial. A ordem dos editores era olhar, mas jamais publicar. Caso alguma coisa interessante surgisse – no meio daqueles “presidente inaugura…” –, a regra era simples: atenção para ver se a Reuters dava, para publicar o da Reuters.

Hoje, veja só, a Agência Brasil faz parte do planejamento estratégico da Reuters, que teme o crescimento da empresa. Por que pagar a Reuters se se pode ter de graça na ABr?

Além do reconhecimento pelo trabalho bem feito, a agência também foi capaz de avançar tecnologicamente, multimidiaticamente, virando inclusive referência. As experiências de jornalismo em múltiplas plataformas são enormes, maiores do que qualquer coisa já feita nesse país em veículos jornalísticos, e comparáveis a bons trabalhos feitos no exterior. Não é pouco.

Isso é especialmente incrível se pensarmos que foi feito dentro de uma empresa pública. Recebi uma mensagem certa vez nos parabenizando pelos avanços tecnológicos, pela inovação multimídia. O sujeito dizia que éramos mais ou menos um mamute com um blog. Ou seja: uma estrutura enorme, velha, utilizando o que há de mais novo nas tecnologias de comunicação. Ele nos elogiava porque, além de estarmos na ponta, estamos na ponta dentro de uma empresa pública. E cada um aqui sabe como é difícil avançar dentro dessas estruturas.

Parabéns para todos aos que estão dispostos a realizar o século 21 com um novo pensamento. E – por que não? – um novo jornalismo.

Aos que quiserem porventura entrar em contato, pelos próximos dias pretendo estar numa praia qualquer. Talvez pelos próximos meses. Ou anos.

Grande 4bs
André Deak

Postado em Sep 10, 2007

PIRAÍ – REDE WIRELESS PÚBLICA

Piraí é uma cidade no estado do Rio de Janeiro com 22 mil habitantes. Todos eles têm acesso gratuito à conexão pública de banda larga sem fio.

O ministro Gilberto Gil, da Cultura, vai lá hoje.

Leia a reportagem e ouça o podcast (no link, ou abaixo) que o Rodrigo Savazoni, da Agência Brasil, fez sobre isso em entrevista com o coordenador de Políticas Digitais do Ministério da Cultura, Cláudio Prado, que “vem organizando e desorganizando a cultura brasileira há algumas décadas”.

 
icon for podpress  Claudio Prado e a diversidade cultural: Play Now | Play in Popup | Download

José Murilo tem um ótimo post sobre redes municipais sem fio: o hype, a bolha, o futuro.

Postado em Jun 19, 2007

PODCAST: MediaOn

O primeiro arquivo tem parte da abertura do MediaOn, e a apresentação do futurista do New York Times, Michael Rogers. Não se trata do cara do horóscopo, mas um especialista em novas mídias, que aponta o futuro, para que a redação comece a trabalhar já. Está em inglês.

O segundo é o pesquisador Samuel Possebom, com dados bem impressionantes sobre a ameaça pela qual passa a televisão e as velhas mídias. “O que se gasta com ringtones, joguinho, vídeo no celular, gera R$ 3 bilhões no Brasil, mais que o faturamento publicitário de revistas e jornais”.

 
icon for podpress  Michael Rogers (NYT) [37:22m]: Play Now | Play in Popup | Download

 
icon for podpress  Samuel Possebom (TelaViva) [2:20m]: Play Now | Play in Popup | Download