Archive for PODCAST

AULA COM EUGENIO BUCCI

// September 13th, 2009 // 2 Comments » // JORNALISMO, PODCAST

Eu e Rodrigo Savazoni estamos dando uma das disciplinas no curso de jornalismo multimídia da PUC-SP. Numa das aulas levamos o professor Eugênio Bucci para falar aos alunos sobre projetos editoriais.

 
icon for podpress  Aula prof. Eugenio Bucci [163:34m]: Play Now | Play in Popup | Download

Todo o material do curso está no blog que criamos, aqui. Mas resolvi replicar neste blog também o áudio da palestra, que não ficou lá essas coisas, mas é uma aula excepcional. De repente alguém se anima a transcrever.

PODCAST COM TREMOÇO 0.0

// September 12th, 2009 // No Comments » // PODCAST

A Casa da Cultura Digital inaugura o Podcast com Tremoço. Esta primeira edição – a primeira de muitas ou a última – é um bate-papo com Daniela B. Silva e Pedro Markun, criadores do Clone do Blog do Planalto, e Andre Deak, Rodrigo Savazoni e Cláudio Prado.

Pretendemos gravar sempre em sextas-feiras de lua cheia, ou quando der. Sempre no quintal da Casa da Cultura Digital, na Barra Funda, em São Paulo, com tremoço e cachaça empurrando a conversa pra frente. Sem papas na língua.

Esperamos que gostem.

Podcast com tremoço 01 – download

Publicamos primeiro no Trezentos.

ENTREVISTA: MANUEL CARLOS CHAPARRO

// May 25th, 2009 // 3 Comments » // Destaques, ENTREVISTAS, JORNALISMO, PODCAST

O curso de jornalismo atravessa uma crise de definição. De um lado, uma crise conceitual: não se pensa mais num mundo em que existe o acontecimento e existe o público, e no meio dele o jornalista. O jornalista não é mais, apenas ele, difusor da notícia. Essa difusão não depende mais dos jornalistas. As tecnologias mudaram tudo.

Outra crise é o fascínio pelas tecnologias, pelo termo multimídia. Isso não é uma prioridade para a formação. Deve preparar o uso do multimídia, claro, mas colocar o multimídia como o essencial é uma deformação do jornalista. Só tem sentido se funcionar como ferramenta de algo mais importante, que é o conteúdo.

Com esta visão, o professor Manuel Carlos Chaparro começou a apresentar aos professores e organizadores do Projeto Repórter do Futuro – curso complementar para estudantes de jornalismo, mantido pela Oboré – o resultado de anos de reflexão e das discussões que presencia como membro da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação (MEC) que reúne as discussões sobre diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. Coordenador e um dos primeiros professores do curso que completou 15 anos em 2009, Chaparro foi à Oboré conversar sobre a tarefa de lecionar jornalismo. Abaixo, alguns destaques do bate-papo e o áudio com a íntegra da entrevista.

 
icon for podpress  Professor Carlos Chaparro: crise no jornalismo [80:04m]: Play Now | Play in Popup | Download

É importante que não se perca a perspectiva de que é preciso saber pensar.

Chaparro: Associamos jornalismo a jornal, a redações organizadas, mas cada vez mais o jornalismo é um fenômeno abstrato. É algo espalhado pela sociedade. Isso elimina o jornalismo? Não, claro que não. Ele ganha força. Porque é quando a informação passa pelo jornalismo, por seus critérios, é que ganha credibilidade. Na faculdade se aprende a construir uma linguagem da credibilidade. Mas muita gente usa a linguagem do jornalismo hoje. A linguagem precisa ser preservada, mas os jornalistas também. Nada do que ocorre hoje vai contra a profissão ou contra a atividade, pelo contrário.

Antigamente os políticos iam até a praça pública – lá era o espaço público. Agora ainda vão, mas apenas como palco para o jornalismo. O jornalismo tornou-se o grande espaço público – não a mídia, mas o jornalismo. Porque ninguém se importa em aparecer na Ana Maria Braga, mas querem aparecer no jornal das oito. Porque lá está a credibilidade.

Quais são as principais indicações que chegam para a estrutura dos cursos de jornalismo?

Chaparro: Há uma constância: o ensino deve ter um caráter humanístico. E outra coisa é o multimídia.

Minha opinião – não a opinião do comitê –, é que não há como entender o jornalismo sem levar em conta o mundo em que ele está inserido. Mas agora é que vamos entrar na fase de descobrir o que pensam os membros da comissão, quais são as idéias de cada um.

Como era o método de avaliação desenvolvido?

Chaparro: O ideal era fazer uma avaliação individual, mas como nem sempre isso podia ser feito, por causa do tempo, fazíamos grupos de dois ou três estudantes. Eles traziam pautas. Por exemplo, uma entrevista com Alberto Dines.

Os alunos ficavam duas semanas estudando a vida do Dines. Não vai chegar lá e perguntar o que todo mundo já sabe: quantos livros escreveu, o que fez. Isso outros já perguntaram. Aí faziam a entrevista, e depois ficavam mais semanas escrevendo o texto.

Fazíamos também um confessionário: conversas individuais. Tentávamos avaliar a evolução de cada aluno, não a comparação com o grupo. As notas, no fim, geravam comparação, mas eram dadas a partir da evolução individual. O curso terminava com um comentário, fechado num envelope, só para o estudante, com uma explicação sobre sua evolução. Quem é bom, mas não evolui, pode tirar nota mais baixa do que quem não é tão bom, mas evolui.

Há uma dificuldade dos alunos de jornalismo em serem editores do próprio texto. Ou seja: definir título e lead.

Chaparro: O mais difícil talvez seja justamente isso: definir o que é importante. Costumo dizer para definir duas ou três coisas mais importantes, e colocar embaixo delas o que estiver relacionado. Vai sobrar muita coisa, tem que jogar fora. É isso que atormenta o repórter.

Também é importante a escolha da significação do fato. Costumo usar um exemplo extremo, a parada gay. Tem uma significação econômica, outra política, outra cultural. Qual é a preponderante? Qual é o eixo narrativo escolhido? É possível percorrer todos, mas é preciso escolher um.

O jornalista deve ser capaz de fazer escolhas. Escolhas lúcidas.

O professor Chaparro mantém o blog O Xis da Questão, com debates e aulas em vídeos sobre jornalismo.

*Estiveram presentes na conversa com o professor Chaparro os jornalistas Ana Luisa Zaniboni Gomes, Andre Deak,  João Paulo Charleaux, Mariana Felippe, Pedro Ortiz e Sérgio Gomes.

MURILO SALLES: “NOME PRÓPRIO” VAI PRA REDE

// July 17th, 2008 // 6 Comments » // A REDE, CONVERGÊNCIA, PODCAST

Murilo Salles é o autor do filme Nome Próprio, baseado no livro e no blog da Clarah Averbuck. Estréia no dia 18 de julho, mas conversei com ele aqui na CPFL Cultura, em Campinas, onde tem uma pré-estreia. Entre outros assuntos, que devem ir pra rede logo, achei que a maior e melhor novidade é que ele é mais um autor que apóia a livre divulgação pela rede.

“Até porque é dinheiro público. É necessário [ir para a rede, para download livre]”

[UPDATE]: Ouça a conversa inteira com Murilo Salles sobre o filme Nome Próprio, método de criação no cinema, roteiro, cinema no celular e outro projetos.

 
icon for podpress  Murilo Salles - Filme Nome Próprio [1:07m]: Play Now | Play in Popup | Download

 
icon for podpress  Murilo Salles - 45min: Play Now | Play in Popup | Download

PODCAST: JORNALISMO OPEN SOURCE

// April 21st, 2008 // No Comments » // CONVERGÊNCIA, JORNALISMO, PODCAST

Rafael Evangelista apresentou no último dia do Forum Internacional Software Livre (FISL) a proposta do Jornalismo Open Source. É um paralelo à programação de código aberto, conhecida como software livre, ou open source, onde as linhas de código do programa são abertas e permitem que qualquer um que conheça a linguagem modifique o programa.

No caso do jornalismo, a proposta é que todas as fontes usadas para redigir a reportagem estejam abertas, disponíveis, permitindo inclusive novas reportagens a partir das mesmas fontes. Seria algo mais ou menos assim: Para escrever uma reportagem, o repórter faz cinco entrevistas, tira 20 fotos e lê uns 15 textos. No final, sai um texto de duas laudas onde entraram apenas 3 entrevistas e uma foto. A diferença é que estaria disponível para o leitor a íntegra de todas as cinco entrevistas (em texto ou áudio, ou os dois), as 20 fotos e os 15 textos originais.

Assim, pode-se reconstruir todo o processo de criação da reportagem, mostrando inclusive o viés editorial que o repórter optou na hora de construir seu texto. Mais: permite que o leitor se aproprie do processo e modifique a reportagem, ou construa outra, com base no material original.

Diz ele: “No software livre, todo o código-fonte é compilado de acordo com uma arquitetura. No processo jornalístico também funciona a compilação. Lê-se as fontes e depois gera um texto – como uma versão executável de um programa. A leitura das fontes não é unívoca. O jornalista destaca o que prefere. Se você faz uma abertura das fontes, permite que outras pessoas recompilem outros textos. Fatos iguais podem ter leituras diferentes a partir de quem os lê.”

Algo errado com os hiperlinks, copie o endereço do texto onde Rafael Evangelista fala sobre isso: www.dicas-l.com.br/zonadecombate/zonadecombate_20070514.php

Seguindo a sugestão, coloco aqui a íntegra do que ele disse, tranformando isso num post-jornalístico-open-source:

 
icon for podpress  Jornalismo open Source - Rafael Evangelista [18:23m]: Play Now | Play in Popup | Download

PODCAST: INTERNET SOB ATAQUE

// April 19th, 2008 // 1 Comment » // A REDE, JORNALISMO, MULTIMIDIA, PODCAST

O professor e ex-presidente do ITI (2002-2005) esteve no Fisl falando que vivemos um momento de disputa pela internet. De um lado, as grandes corporações, os governos. Do outro, a cultura hacker, os libertários, a economia da dádiva. A gravação ficou estourada, infelizmente. Mas mesmo assim resolvi colocar aqui o podcast, porque acho que todos deveriam ouvir o que o Sergio tem para dizer. O direito à comunicação está ameaçado. A liberdade que existe na internet não está dada nem consolidada. Vamos ter que lutar por isso.

Esse é o arquivo, de uns 30 minutos, com a íntegra da palestra do Sergio Amadeu

Aqui, Sergio Amadeu fala sobre uma “coisa estranha” no Windows

TRANSCRIÇÃO: a Yaso fez uma boa transcrição de parte da palestra. Podíamos editar isso e mandar pra várias listas, hein.

GUARDIAN E O PODCAST DE 41 MINUTOS

// December 17th, 2007 // No Comments » // JORNALISMO, PODCAST

O jornal britânico The Guardian juntou críticos e editores de literatura num podcast onde dão dicas dos livros que leram, e sugestões para o Natal. O curioso nem é tanto o conteúdo (a maioria dos livros nem saiu aqui no Brasil), mas a discussão gerada nos comentários do podcast. A maioria das pessoas achou que valia muito mais o jornal oferecer uma lista do que um podcast.

“Me dê uma lista a qual eu possa olhar rapidamente e clicar – a possibilidade de usar novas tecnologias não significa que deve ser usada das maneiras mais estúpidas”, diz um comentário. Muitos concordaram com ele.

“O que vocês querem que eu faça agora? Ouça e tome notas? Se existe uma oportunidade para oferecer uma lista, é justamente essa”.

“Podcasts são ótimos para entrevistas, para qualquer coisa em que vozes e tons de voz são importantes, coisas que envolvem atores, atmosfera… Não são bons para listas”.

GÊNEROS JORNALÍSTICOS NO CIBERESPAÇO

// December 7th, 2007 // 1 Comment » // JORNALISMO, PODCAST

Lia Seixas diz que, normalmente, os gêneros no jornalismo são divididos por mídia (eletrônicos ou digitais, televisivos, radiofônicos), mas também como gêneros jornalísticos, o que dificulta os estudos, uma vez que se pode fazer o seguinte questionamento: existe algum gênero que se repita em todas as mídias? Ou melhor: todos os gêneros podem ser replicados em todas as mídias?

Talvez quando de fala em gêneros jornalísticos sim, mas talvez não em outras casos. A telenovela, por exemplo, é um gênero televisivo, apenas. A rádio-novela seria o seu paralelo no rádio? E a foto-novela no impresso? Todos os elementos são comuns?

Javier Díaz Noci apresentou, pelo lado espanhol, uma proposta provisória de tipologia dos gêneros digitais do jornalismo, que passa por notícia, reportagem, crônica, entrevista, debate, enquete, chat, infografia.

icon for podpress  Lia Seixas - Gêneros no ciberjornalismo [25:21m]: Download
icon for podpress  Javier Díaz Noci - Tipologia de gêneros [19:11m]: Download
icon for podpress  Guillermo López e Koldo Meso - Catalogação de meios [33:44m]: Download

NARRATIVIDADE

// December 7th, 2007 // No Comments » // JORNALISMO, PODCAST

Seguindo as postagens das íntegras do Colóquio Brasil-Espanha sobre Cibermeios, as apresentações sobre narratividade. Javier Noci recolheu conceitos interessantes, como, por exemplo, o de que “a não-linearidade contribui para a objetividade”.

Pelo Brasil, que apresentou os estudos sobre narratividade foi Luciana Mielniczuk, mostrando tipos de hipertexto existentes (lineares ou rizomáticos, por exemplo), e contando que os estudos do hipertexto na literatura são antigos.

Mas os dois disseram muito mais que isso. Ouça só.

PS: Acabo de acrescentar também o áudio do José Afonso Junior, bem interessante. “Narrativa fluida, quando ela pode ser construída pelo receptor”

icon for podpress  Javier Díaz Noci - Narratividade [19:33m]: Download
icon for podpress  Luciana Mielniczuk - Narratividade [14:21m]: Download
icon for podpress  José Afonso Junior - Fluxo de conteúdos [16:40m]: Download

JORNALISMO PARTICIPATIVO

// December 6th, 2007 // No Comments » // JORNALISMO, PODCAST

No terceiro dia do Colóquio Brasil-Espanha sobre Cibermeios, a primeira parte da manhã tratou de jornalismo participativo. Pela Espanha, Koldo Meso, do País Basco, e Bella Palomo, de Málaga, apresentaram seus estudos. A brasileira Claudia Quadros, depois, falou sobre jornalismo participativo no Brasil.

Koldo mostrou um estudo interessante feito em sua universidade: 95% dos professores não têm blogs e, pior, a maior parte deles nem sabe o que é isso.

Bella Palomo causou polêmica quando mostrou suas conclusões de apenas 645 jornalistas ibero-americanos têm blogs. No Brasil, disse que encontrou apenas 50 – e aí é houve questionamentos sobre a metodologia, porque sabe-se que há muito mais que isso. Ela explicou depois que considerou apenas blogs cujos jornalistas se identificam como jornalistas. Ou seja, muitos jornalistas têm blogs mas não dizem em nenhum lugar do blog que são jornalistas (aliás, é o meu caso). Assim, a pesquisa ficou bastante diferente da realidade.

Ainda assim, trouxe coisas interessantes, como os motivos apontados pelos jornalistas para ter um blog. Nessa ordem:

1. Para começar uma conversa com o leitor (7 de cada 10 disseram isso)
2. Para poder ter um estilo livre de redação
3. Liberdade editorial
4. Ganhar popularidade
5. Aprender a usar novos meios
6. Escrever sobre asssuntos que não poderia no veículo onde trabalha
7. Ganhar dinheiro
8. Poder publicar rumores e coisas em off.

Abaixo, os áudios na íntegra:

icon for podpress  Koldo Meso e Bella Palomo - Blogs e jornalistas [26:19m]: Download
icon for podpress  Claudia Quadros - Jornalismo participativo no Brasil [28:55m]: Download