Archive for JORNALISMO

VÍDEO-ENTREVISTA: BLOGUEIRA CUBANA YOANI SANCHEZ

// November 9th, 2009 // 2 Comments » // A REDE, ENTREVISTAS, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Estive em Cuba em 2008, e entrevistei a blogueira Yoani Sánchez. Finalmente publico o vídeo resultante do encontro, filmado na casa dela pelo Alexandre Praça, que estava comigo. Fiz na época um post sobre essa visita.

Yoani Sanchez – interview from andre deak on Vimeo.

Recentemente, Yoani foi agredida e presa durante um curto período de tempo. Publicou um post sobre isso no blog Generación Y: La culpa de la víctima.

Na época em que conversei com ela, ainda não era a personalidade internacionalmente premiada, símbolo de tantas coisas que se tornou através de seu blog. Hoje é lida por milhões de pessoas todos os meses. Cada post tem milhares de comentários, e é traduzido para várias línguas. E agora ela também tem twitter (publica por telefone, quando não consegue estar online). E continua publicando seus posts a partir de estruturas precárias – a internet na ilha é bastante limitada, tanto por causa do bloqueio econômico, quanto pelo racionamento de banda que o governo determinou: médicos, universidades, governo, algumas empresas e turistas, basicamente, são os que têm acesso. O resto da população utiliza uma intranet que é feita apenas dos sites que tem domínio .cu – como se só pudéssemos acessar sites .br

Queria ter publicado o vídeo com um post mais demorado, analítico, mas faço uma atualização depois. Alguma coisa já publiquei na série de posts Diários de Havana, quando estive lá. Depois escrevo mais.

PS: Um livro com suas postagens foi publicado também estes dias – De Cuba com Carinho. Ainda não consegui ler todo ele, mas já acompanhava seus posts. Leitura bastante interessante sobre o dia a dia de Yoani, e da ilha. E é ótima a análise feita no posfácio pelo Demétrio Magnoli.

COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM EDUARDO TESSLER

// October 31st, 2009 // 1 Comment » // CONVERGÊNCIA, CulturaDigitalBR, JORNALISMO

Esta entrevista faz parte da série que investiga o campo da comunicação digital, para o Fórum da Cultura Digital Brasileira. As mesmas questões foram enviadas para várias pessoas e o resultado serve de base para as discussões no grupo de comunicação digital, dentro da plataforma do fórum.

Também serão compiladas no documento final do Fórum, e serão discutidas durante o encontro presencial que ocorrerá na Cinemateca, em São Paulo, entre 18 e 21 de novembro.

O debate é aberto, portanto, todos os que quiserem participar, seja respondendo as questões, seja discutindo as respostas, estão convidados. A caixa de comentários está aberta, assim como o site do Fórum e o grupo de comunicação. E sinta-se convidado para comparecer pessoalmente ao debate, na Cinemateca. Quem não puder ir poderá acompanhar via transmissão online e participar pelo chat.

Abaixo, o consultor para integração de redações Eduardo Tessler (que foi o primeiro entrevistado deste blog, em 2007) responde algumas questões.

Qual seria o campo da comunicação digital?
Hoje nenhum novo negócio pode ser pensado sem comunicação digital. Com o avanço das redes sociais, tudo está passando pelos meios digitais, como o lugar mais fácil onde encontrar pessoas. A necessidade de alguém se informar, receber – e produzir – comunicação é mais do que tudo para estar em dia dentro de sua sociedade. Não é possível alguém chegar em uma reunião de amigos na noite de domingo sem saber quanto foi o futebol, por exemplo. Pois a digitalização permite que a informação acompanhe o cidadão, um cara caminhando com seu i-phone (ou Nokia N95 ou qualquer celular smartphone) é uma estação móvel. Ele produz conteúdo e disponibiliza para o coletivo.  Bem, então o campo é total, multiáreas. As empresas que investem em assesoria de comunicação precisam se modernizar e apostar em comunicação digital. Livre e solta.

Quais são os principais atores deste campo ? Quais te vêm à mente primeiro?
Puxa, essa eu não sei. Acho que é preciso prestar atenção em projetos como o Urbanias, de SP (o Gilberto Dimenstein é associado), o Peabirus, do Rodrigo Lara Mesquita, coisas assim. Não acho que as grandes novidades sairão da academia. O Google não veio da academia, nem a Amazon.

Quais os principais problemas?
Dinheiro é o principal, claro. Hoje mesmo [N.E. na data em que Tessler respondeu o email] um órgão de imprensa puramente digital da Espanha anunciou o fechamento, o www.soitu.es, do Gumersindo Lafuente. O banco BBVA, que segurava a barra, cansou de perder dinheiro. Mas acho que o grande problema é que quem monta negócio digital não pode pensar como papel. E esse é o erro mais comum. Aí os caras quebram. Acho que dá pra imaginar no futuro próximo jornais unicamente em formato digital de segunda a sexta, e uma edição papel de fim de semana. Isso é bem possível, não se deve estranhar. Mas o business plan é outro, não pode ser apenas publicidade.

E que políticas públicas poderiam existir para melhorar o cenário?
A idéia de um centro de pesquisa e aplicação, como o Poynter, seria nota mil. Imagine que ainda há jornais que não estão na web por acharem que é concorrente, que vai tirar leitores, essas coisas. Pô, estamos em 2009 e os caras ainda reagem assim aos meios digitais.

Se eu fosse diretor de um jornal hoje não contrataria uma só pessoa que não tivesse um blog. É preciso ver as empresas de comunicação como centrais de conteúdo, que podem passar esse conteúdo por várias formas para o cidadão. Não mais pacotes fechados, mas várias opções.
Acho que acessibilidade deveria ser ampliada (e acho que no Brasil ela é boa, em relação à grande maioria dos países). As escolas, centros de saúde, locais públicos, todos deveriam ser uma espécie de “lan house” grátis, ou quase. Quanto mais gente estiver conectada, mais rápido avançam as iniciativas digitais.

ARGENTINA VENCEDORA DO FNPI: ENTREVISTA COM MARIA ARCE, DO CLARÍN

// October 21st, 2009 // 2 Comments » // ENTREVISTAS, INFOGRAFIA, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Conheci Maria Arce, a jornalista argentina do Clarín, vencedora do Prêmio da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano 2009 em Santa Catarina, por conta da VIII Semana de Jornalismo da UFSC.

Eles venceram na categoria internet com o especial Ruta 66. Percorreram o trajeto de 4 mil km nos EUA entrevistando pessoas sobre as eleições norte-americanas, e reportando dia-a-dia. Maria Arce foi a produtora, fez entrevistas, gravou vídeos  e tirou fotos durante o trajeto.

Abaixo, uma breve entrevista com ela.

Como foi o processo de pauta? Como surgiu a ideia?

A ideia foi de Paula Lugones, em 2004, enquanto cobria as eleições nos EUA. Ela visitou vários estados, mas não havia conexão entre eles (noticiosA). Ela procurou algo que os unisse. Aí ocorreu a ela cobrir as eleições de 2008 pela rota 66. Mas em 2004 a internet era jovem ainda e ela não havia pensado o projeto para web. No começo de 2008 fizemos uma reunião para ver como poderíamos realizar uma cobertura multimídia. Me dei conta de que a forma tradicional de especiais multimídia do Clarín.com não era viável [apurar e, depois de algumas semanas de edição e programação, publicar]. Não podíamos viajar, gravar e voltar para processar tudo. Então surgiu o maior desafio de todos: um multimídia em tempo real, feito do exterior. Foi o primeiro na história da Argentina e, até onde sabemos, de toda América Latina pelo menos.

E a execução? Um mês na estrada, literalmente? Como foi?

Paula Lugones e eu estivemos na rota 66 por 40 dias. Mandávamos material todos os dias. Trabalhamos até 20 horas por dia em alguns dias. O material enviado podia ser notas, vídeos, galerias de fotos, áudios ou posts. do nosso blog. Tudo editado nos Estados Unidos.

Quantas pessoas fizeram o especial? O que fez cada uma?

Basicamente o trabalho todo fizemos eu e Paula. Paula se dedicou a escrever as notas publicadas na edição impressa do Clarín, que depois iam ao Clarín.com. A equipe do Clarin.com em Buenos Aires – umas 15 pessoas alternadamente – publicava na home nosso material. Uma outra fez a infografia animada e outras cinco fizeram a plataforma em flash do especial.

Tem ideia do investimento, em dinheiro, feito pelo Clarín? O Clarín é um dos poucos jornais na América Latina que faz investimentos em multimídia. Por quê?

Clarín.com sempre quis estar na vanguarda e isso significa apostar no multimídia. Sempre fez isso. Clarin.com sempre busca novos formatos narrativos, experimentamos, arriscamos e provamos, assim, que é possível fazer jornalismo digital. O custo da cobertura poderíamos dizer que foi de uns US$ 25 mil aproximadamente, entre passagens, hospedagem, custos gerais, etc.

Que equipamento levou? O que levaria se fosse fazer a viagem hoje?

Viajei com uma maleta cheia, laptop, câmera de video HD, tripé, máquina fotográfica, Ipod, 120 cassettes, fones de ouvido, 3 celulares (um da Argentina, um dos EUA e um capaz de transmitir vídeos ao vivo, 3G), um modem 3G. Transformadores, cabos USB, carregadores para cada um dos equipamentos, e adaptadores para carregar baterias no carro. Duas baterías para a câmera de vídeo.

Hoje eu levaria um netbook, uma câmera flip e uma de fotos. Sem cabos, carregadores, nada. Um quinto do equipamento, e tudo caberia no meu bolso.

O que um jornalista precisa saber para realizar isso? Qual a formação necessária?

Saber editar vídeos e fotos, ter um blog, produzir e gravar. Pensando sempre em qual formato é melhor para cada conteúdo. Não adianta publicar fotos por publicar. As imagens têm sua razão. Todo formato é assim. Isto é ser um verdadeiro jornalista multimídia: ter a capacidade de pensar uma cobertura em todos os formatos.

CIBERCULTURA 10+10

// September 18th, 2009 // 1 Comment » // CulturaDigitalBR, JORNALISMO

Gilberto Gil, Pierre Levy, André Lemos, Laymert García, Alfredo Manevy, Cláudio Prado e Sérgio Amadeu, juntos discutindo a cibercultura.

Ainda não há divulgação oficial – esta é, portanto, uma informação de bastidores, primeira-mão.

Essa turma foi convidada pela CPFL Cultura (que realiza os encontros e discussões no programa Café Filosófico, transmitido pela TV Cultura) e pelo Laboratório Brasileiro de Cultura Digital (sediado na Casa da Cultura Digital).

O encontro será em Santos, Teatro Guarani, no dia 1º e dia 2 de outubro, agora. Gratuito.

O primeiro dia, uma quinta-feira, será uma discussão sobre cibercultura (o livro do Levy completou 10 anos de tradução brasileira), sobre os últimos 10 anos e sobre os próximos. Daí o nome do evento: Cibercultura 10+10

A sexta-feira, dia 2, será outra coisa: uma oficina de remix. Gilberto Gil fará um recorte de toda sua discografia, com foco na tecnologia. O áudio e o vídeo estarão disponíveis pra serem retrabalhados, uploadados, remixados. Direitos liberados. E os palestrantes do dia anterior continuam na mesa, dialogando com Gil e suas canções. Ao lado de oficineiros que irão ajudar a capturar e a editar o material.

O resultado disso tudo deverá virar algo parecido com o que fizeram recentemente com o Radiohead. Um remix feito pelos fãs, autorizado pelos artistas.

Quer mais? Tudo também será transmitido ao vivo, online.

#FAIL FSP ONLINE SEGUE ONDA ULTRAPASSADA

// September 13th, 2009 // 10 Comments » // CONVERGÊNCIA, JORNALISMO, MULTIMIDIA

capafol

A Folha de S. Paulo lançou uma versão online do jornal impresso. É mais um passo na história de trombadas e retrocessos que a empresa vem dando a caminho da integração.

A opção do jornal foi pelo modelo de Flip Page, em flash. É aquele efeito de virar a página, como se fosse o jornal de papel. Muitas revistas também usam isso, como mostra o site da empresa que desenvolveu pra Folha, a Digital Pages.

Já ouvi de algumas pessoas que desenvolvem projetos na web que muitos clientes ainda gostam deste visual. Principalmente os mais velhos, que se sentem confortáveis, que reconhecem na nova mídia aquela outra com a qual estavam acostumados. Algumas versões do flip page fazem até o barulho do papel virando. Se tivesse cheiro de jornal e manchasse o dedo, talvez gostassem ainda mais. Mas para esse público, creio que o ideal talvez fosse que o jornal na web, um dia, pudesse ser, na verdade…  impresso.

Exagero. Existem algumas vantagens em relação ao impresso. O Flip Page Effect, conforme a Wikipedia:

Flip page refers to the effect of flipping through the pages of a digital document as if it was a physical document. A flip page application is often made in Adobe Flash and requires the Adobe Flash Player to run in a browser window. The benefit of having a flip page document is that it affords the user experience of reading an actual copy of a physical document or magazine. The technology is commonly used by traditional publishers that want to create (and spread) a digital version of their physical document/paper/magazine.

The illusion of having a tangible document on your computer is supposedly more powerful with the flip page function since it mimics the natural way of browsing through a physical document, yet at the same time allows the user to use the traditional electronic benefits like searching through a document, jumping to a certain page, links to external websites etc.

Entendo essas vantagens, mas ainda assim é possível criar outro lay-out, específico para a internet, mais interativo e com mais usabilidade do que a simples reprodução das páginas impressas.

A internet é algo novo (nem tão novo assim, mas cada dia está mais rápida e chegando mais longe, pra mais gente). Tentar repetir na rede “a sensação” de uma outra mídia me parece bastante equivocado, a não ser que a estratégia seja, unicamente, dialogar com o público mais velho do jornal.

No início, as novas mídias sempre tentam repetir as antigas, até por não saberem lidar com o novo. O rádio levou tempo para encontrar uma maneira de narrar que não fosse a monotonia da leitura de um texto ao vivo. Muitas estrelas do cinema mudo fracassaram quando chegou o áudio, sem saber como interpretar com palavras. O mundo audiovisual levou décadas para encontrar uma linguagem adequada – e segue se reinventando.

Com a internet não será diferente – busca-se a fusão de todas as linguagens anteriores, com a introdução de uma interatividade nunca vista.

O Flip Page surgiu em 2002. Não pegou. Não veio para ficar. Não é uma “puta idéia”.

Ou alguém aí acha que é?

AULA COM EUGENIO BUCCI

// September 13th, 2009 // 2 Comments » // JORNALISMO, PODCAST

Eu e Rodrigo Savazoni estamos dando uma das disciplinas no curso de jornalismo multimídia da PUC-SP. Numa das aulas levamos o professor Eugênio Bucci para falar aos alunos sobre projetos editoriais.

 
icon for podpress  Aula prof. Eugenio Bucci [163:34m]: Play Now | Play in Popup | Download

Todo o material do curso está no blog que criamos, aqui. Mas resolvi replicar neste blog também o áudio da palestra, que não ficou lá essas coisas, mas é uma aula excepcional. De repente alguém se anima a transcrever.

WATERLIFE: DOCUMENTÁRIO COM INTERFACE EM FLASH

// September 6th, 2009 // 1 Comment » // CONVERGÊNCIA, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Waterlife

Um dos trabalhos mais bem feitos que vi nos últimos tempos usando a tecnologia Flash. Finalista do ONA Award, o site do documentário canadense Waterlife é um belo especial multimídia que agrega vídeos de uma maneira extramemente eficaz – dá vontade de navegar ali por horas.

Coisa de gente grande: uma co-produção do National Film Board of Canada e Primitive Enterteinment, com direção de Kevin McMahon – documentarista com décadas de estrada (trabalhou com o produtor de The Corporation, por exemplo).

Fala sobre o envenenamento dos Grandes Lagos, que banham Canadá e EUA.

waterflash

Como já disse o blog Manancial da Noite, a interface vale a visita. São vários menus de entradas para as seções, que ajudam bastante a navegação. Trilha sonora ótima, com Phillip Glass entre outros.

Os Grandes Lagos são 5, estão situados na América do Norte, entre o Canadá e os EUA, e constituem o maior grupo de lagos de água doce do mundo. Durante o percurso, a água vai sendo contaminada com todos os tipos de produtos químicos, e gera consequências na vida das comunidades e animais que dependem dessa água para sobreviver.

A fotografia, que mistura belas imagens da natureza com cenas de poluição, mexe até com o menos ecológico dos indivíduos, e abre nossos olhos para a necessidade de nos tornarmos mais conscientes. Tudo importa, desde o que é jogado no vaso sanitário e como ele é limpo até o shampoo que usamos para lavar os cabelos, o detergente que escolhemos para lavar a louça e também a quantidade de água que disperdiçamos diariamente. (via Oi Toronto)

E ainda não desisti de realizar um projeto multimídia interativo sócio-ambiental no Brasil.

PS: Não encontrei o documentário online, mas se alguém encontrar, me avise.

PRESTE ATENÇÃO NESTE FILME: ABRAÇO CORPORATIVO

// August 28th, 2009 // 1 Comment » // JORNALISMO

Levou cinco anos, mais ou menos, mas ficou pronto um documentário  que vai abalar alguns pilares do bom e velho jornalismo brasileiro. Tem o nome singular de O Abraço Corporativo.

Eu queria mesmo era fazer deste post um spoiler, mas me seguro.  Veja o filme quando puder – ainda não está em cartaz, apesar de algumas exibições especiais começarem logo.

Ricardo Kauffman, o diretor, roteirista, criador, idealista, agitador, provocador, está espalhando esta sinopse:

O documentário “O Abraço Corporativo” acompanha as peripécias de um consultor de RH em busca de espaço na mídia. O filme interfere na realidade que retrata de maneira incisiva. E reflete sobre o funcionamento da imprensa às vésperas da convergência digital. 

O filme é corrosivo. O Consultor é Ary Itnem. Uma pesquisa no Google revela o quanto ele ficou famoso. Mas o documentário revelará muito mais.

Estes são alguns dos entrevistados que avaliam a atitude da imprensa, como e por que chegamos nesta crise, num jornalismo sem critérios:

Thomaz Wood Jr
Mauro Wilton de Souza
Juca Kfouri
Luiz Roberto Serrano
Yuri Firmeza
Ricardo Resende
Bob Fernandes
Eugênio Bucci
Jorge da Cunha Lima
Cláudio Lembo
Manuel Chaparro
Contardo Calligaris
Heródoto Barbeiro
João Sayad
Desembargador Rui Cavalheiro

E o trailer:

Abraço Corporativo from Ideia Forte on Vimeo.

LULA CANTA RAUL – REMIX

// July 27th, 2009 // No Comments » // JORNALISMO

Em 2008, nas horas vagas, comecei a brincar de remix e deu nisso aí. O programa de rádio do Lula, Café com o Presidente, fica disponível online, áudio e transcrição. Fiz uma busca por certas palavras nos discursos transcritos, cortei as palavras separadamente no áudio e juntei tudo. Depois peguei imagens do Lula no YouTube e dublei ele mesmo. A idéia era fazer ele cantar a música toda, mas… Bem, taí. Um manifesto pela cultura digital.

CASA DA CULTURA DIGITAL: UTOPIAS REUNIDAS

// July 5th, 2009 // 10 Comments » // CONVERGÊNCIA, CulturaDigitalBR, Destaques, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Levou pelo menos seis meses para acontecer. Levou quase 10 anos. Pensando bem, a Casa de Cultura Digital é resultado de algumas décadas, um projeto que começa com a contracultura dos anos 60-70 e vem parar aqui, na cibercultura do século 21, na Barra Funda, em São Paulo.

Mas o que é a Casa da Cultura Digital? Cada um dos quase 30 utópicos que estão por ali terá sua explicação. Cada um que escuta certamente entende de um jeito diferente. Daria pra dizer que são cerca de 10 organizações ligadas de alguma forma à cultura digital que resolveram se juntar num mesmo espaço físico para trabalhar melhor – o que chamam de cluster por aí. Mas isso seria demasiado simplista. É muito mais.

A CCD é um espaço de troca, por onde circulam idéias, projetos, pessoas. São pessoas e organizações tentando encontrar um modo de convivência e de convergência que respeite as individualidades, as diferenças, as diversidades.  Pra quem acredita que o digital é algo mais do que uma mudança estética.

Ainda estamos construindo – el camino se hace al caminar. Sempre estivemos construindo, aliás. Ali faremos pesquisa, desenvolvimento, articulação de idéias e formação. Jornalismo multimídia. Redes. Plataformas. Sites. Utopias.

Fica o convite aos visitantes desta página para que nos conheçam, que passem ali para uma visita, um chope, uma idéia, um café, um projeto. E vamos que vamos.

Veja as fotos da Casa da Ccultura Digital

Outros relatos, outras definições:

Garapa: Casa da Cultura Digital

Estúdio Livre: O que é a Casa da Cultura Digital? (áudio)

UPDATE: Saimos no Link, do Estadão.