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	<title>Andre Deak &#187; ENTREVISTAS</title>
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			<title>Andre Deak</title>
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		<title>19 VÍDEOS SOBRE ACERVOS DIGITAIS</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 13:23:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Deak</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Terminamos aqui na empresa de editar as 19 entrevistas que fizemos sobre digitalização de acervos.
Terminou já há pouco mais de dois meses o Simpósio Internacional de  Políticas Públicas para Acervos Digitais – mas ainda não acabaram as  discussões levantadas em três dias de encontro no Novotel Jaraguá, em  São Paulo. Tentamos reverberar e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terminamos aqui na empresa de editar as 19 entrevistas que fizemos sobre digitalização de acervos.</p>
<blockquote><p>Terminou já há pouco mais de dois meses o <a href="http://www.acervosdigitais.blog.br/">Simpósio Internacional de  Políticas Públicas para Acervos Digitais</a> – mas ainda não acabaram as  discussões levantadas em três dias de encontro no Novotel Jaraguá, em  São Paulo. Tentamos reverberar e multiplicar os debates neste blog, e  por isso publicamos desde o meio de maio 19 entrevistas gravadas em  vídeo com palestrantes e outros participantes importantes do evento.  Hoje encerramos os trabalhos, com a <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/07/08/a-interacao-entre-conteudo-e-usuario-e-diferente-no-trem-e-em-casa/">última  entrevista</a>publicada.</p>
<p>As principais questões e desafios da digitalização de acervos estão  colocadas nos vídeos produzidos pela <a href="http://www.flimultimidia.com.br/">FLi Multimídia</a>: entraves dos <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/tag/direito-autoral/">direitos  autorais</a>, necessidade de ampliar o <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/tag/acesso-ao-conhecimento/">acesso  ao conhecimento</a>, impasse em relação às obras órfãs, padrões e  formatos universais, apoio ao <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/tag/acesso-ao-conhecimento/">acesso  aberto</a> e ao uso de <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/tag/software-livre/">softwares  livres</a>, modelo de negócios do <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/tag/google-books/">Google  Books</a>, democracia, novos hábitos de comportamento, entre outros.</p></blockquote>
<p>Há vários jeitos de ver esses vídeos, como o nosso <a href="http://vimeo.com/album/227442">álbum do Vimeo.</a></p>
<p>Mas, se quiser, abaixo tem um link direto pra cada uma:</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/05/18/a-logica-do-acesso-deve-orientar-os-processos-de-digitalizacao/"><strong>José  Murilo Jr</strong></a>, do Ministério da Cultura (Brasil)<br />
“A lógica do acesso deve orientar os processos de digitalização”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/05/19/digitalizacao-de-acervos-e-o-modelo-google-de-negocios/"><strong>Ivo  Correa</strong></a>, do Google (Brasil)<br />
“A digitalização e o ‘modelo Google de negócios’”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/05/21/acervos-sao-viveiros-nao-monumentos/"><strong>João  Brant</strong></a>, do Intervozes (Brasil)<br />
“Acervos são viveiros, não monumentos”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/06/14/uso-comercial-esta-incluso-na-definicao-de-uso-livre/"><strong>Mathias  Schindler</strong></a>, da Wikimedia Foundation (Alemanha)<br />
“‘Uso comercial’ está incluído na definição de ‘uso livre’”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/06/10/a-rede-e-uma-revolucao-que-vai-alem-do-capitalismo/"><strong>Jean-Claude  Guedon</strong></a>, da Universidade de Montreal (Canadá)<br />
“A rede é uma revolução que vai além do capitalismo”</p>
<p>- <strong><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/05/25/e-necessario-que-o-direito-autoral-se-adeque-a-revolucao-tecnologica/">José  de Oliveira Ascensão</a></strong>, presidente da Associação Portuguesa  de Direito Intelectual (Portugal)<br />
“É necessário que o direito autoral se adeque à revolução tecnológica”</p>
<p>- <strong><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/05/26/a-sociedade-do-seculo-21-e-formada-por-seres-humanos-atemporais/">Marcos  Wachowicz</a></strong>, do Gedai/UFSC (Brasil)<br />
“A sociedade do século 21 é formada por seres humanos atemporais”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/06/16/bibliotecarios-nao-sao-mais-guardioes-de-livros/"><strong>Paul  Keller</strong></a>, do Images for the Future (Holanda)<br />
“Bibliotecários não são mais guardiões de livros”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/05/28/escolhas-e-o-que-um-pais-faz-com-suas-politicas-publicas/"><strong>Eliane  Costa</strong></a>, da Petrobrás (Brasil)<br />
“Escolhas é o que um país faz com suas políticas públicas”</p>
<p>- <strong><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/07/08/a-interacao-entre-conteudo-e-usuario-e-diferente-no-trem-e-em-casa/">Anne  Vroegop</a></strong>, do Netherlands Institute for Heritage/Dish  (Holanda)<br />
“A interação entre usuário e conteúdo é diferente no trem e em casa”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/06/23/a-justificativa-para-a-existencia-de-acervos-esta-no-como-eles-se-comunicam-com-as-pessoas/"><strong>Frans  Hoving</strong></a>, do Netherlands Institute for Heritage (Holanda)<br />
“A justificativa para a existência de acervos está no como eles se  comunicam com as pessoas”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/06/07/instituicoes-publicas-devem-zelar-por-espacos-publicos-na-internet/"><strong>Pedro  Puntoni</strong></a>, da Brasiliana-USP (Brasil)<br />
“Instituições públicas devem zelar por espaços públicos na internet”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/06/24/se-queremos-que-as-pessoas-frequentem-bibliotecas-precisamos-criar-novos-servicos/"><strong>Frédéric  Martin</strong></a>, da Gallica (França)<br />
“Se queremos que as pessoas frequentem bibliotecas, precisamos criar  novos serviços”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/07/05/internet-redes-sociais-acesso-movel-sao-frutos-dos-antigos-jogos-de-computador/"><strong>Andreas  Lange</strong></a>, do Video Games Museu (Alemanha)<br />
“Internet, redes sociais e acesso móvel têm origem nos antigos jogos de  computador”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/06/09/livros-digitalizados-nao-estao-acessiveis-para-o-publico/"><strong>Alexandre  Pesserl</strong></a>, do Gedai/UFSC (Brasil)<br />
“Livros digitalizados não estão acessíveis para o público”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/07/02/cultura-do-seculo-20-esta-mais-ameacada-que-a-dos-seculos/"><strong>Beatriz  Busaniche</strong></a>, da Via Libre (Argentina)<br />
“Cultura do século 20 está mais ameaçada que a dos séculos anteriores”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/06/25/uma-biblioteca-de-links-deve-respeitar-a-lei-de-direitos-autorais/"><strong>Evelin  Heidel</strong></a>, da Bibliofyl (Argentina)<br />
“Uma biblioteca de links deve respeitar a lei de direitos autorais?”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/06/18/entre-o-acervo-e-o-publico-ha-o-editor/"><strong>Ana  Claudia Souza</strong></a>, da Funarte (Brasil)<br />
“Entre o acervo e o público há o editor”</p>
<p>- <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/06/17/um-e-reader-e-livro-ou-aparelho-eletronico/"><strong>Murilo  Marinho</strong></a>, da Mix Tecnologia (Brasil)<br />
“Um e-reader é livro ou aparelho eletrônico?”</p>
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		<title>ENTREVISTA: JAMIE KING, STEAL THIS FILM E VODO.NET</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 22:40:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Deak</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O idealizador do documentário “Steal this Film” (”Roube este Filme”, em português) e criador da rede Vodo.net, Jamie King, defende a liberdade de compartilhamento livre na rede e ajuda produtores a usarem sistemas P2P para a distribuição de suas criações. Em “Steal this Film” ele descreve como funciona a cultura de distribuição de conteúdo peer-to-peer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O idealizador do documentário “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Steal_This_Film">Steal this Film</a>” (”Roube este Filme”, em português) e criador da rede <a href="http://vodo.net/" target="_blank">Vodo.net</a>, Jamie King, defende a liberdade de compartilhamento livre na rede e ajuda produtores a usarem sistemas P2P para a distribuição de suas criações. Em “Steal this Film” ele descreve como funciona a cultura de distribuição de conteúdo peer-to-peer e mostra as consequências disso para os criadores de conteúdo, para cineastas e artistas em geral.</p>
<p>Convidado a contar a sua experiência na mesa de discussão sobre comunicação no Seminário Internacional do <a href="http://CULTURADIGITAL.BR" target="_blank">Fórum da Cultura Digital</a>, em novembro de 2009, Jamie falou um pouco mais sobre o seu trabalho nesta entrevista.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt; Depois do Steal This Film, o que está fazendo agora?</strong><br />
Recentemente, estive envolvido em um projeto para ajudar produtores de conteúdo a usar o compartilhamento de arquivos, usar grandes serviços de distribuição pirata para espalhar seu trabalho pelo mundo todo. Enfim, mostra como o peer-to-peer pode ser útil para todos os tipos de artistas a cineastas principiantes.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt; O projeto “Steal this Film” levou dois anos para ser realizado, certo?</strong><br />
Ele começou em 2006. Nós fizemos a Parte Um em 2006 e um outro grupo fez a Parte Dois em 2007. E a parte 2.5 foi lançada este ano (2009).</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt; O que emergiu deste projeto?</strong><br />
Uma das coisas excitantes sobre “Steal this Film” para nós foi que, <strong>sem ter uma infraestrutura tradicional de distribuição, fomos capazes de engajar uma audiência mundial</strong> e realmente fazer parte do debate crescente sobre o compartilhamento de arquivos e P2P. Este é um momento importante para apresentar um retrato do que significa o compartilhar arquivos, fazer download, compartilhar mídia. Especialmente fazer isso a partir do nosso ponto de vista, do produtor, pra quem isso é absolutamente normal. Eu queria fazer parte desta conversa, ter o direito de dizer como construir esse futuro em potencial.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt; Você disse que se se tivesse apelado para o processo tradicional de distribuição, não teria dinheiro para pagar pelo documentário. O modelo tradicional está falido?</strong><br />
Bem, não está quebrado para todo mundo. Quero dizer, as pessoas ainda vão ao cinema e, de fato, mais pessoas vão ao cinema no Reino Unido do que nunca.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt; Mas não para ver documentários&#8230;</strong><br />
Certo, mas só recentemente é que se vêem documentários nos cinemas. É muito raro um documentário estar nos cinema. Foi <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Harvey_Weinstein" target="_blank">Harvey Weinstein </a>quem inicialmente promoveu a ideia de que documentários deveriam também atrair grandes públicos [N.E – vale ler <a href="http://www.oesquema.com.br/urbe/2010/03/01/a-carta-de-harvey-weinstein-para-errol-morris.htm" target="_blank">a carta que Weinstein escreveu a Errol Morris</a>, documentarista que ajudou a popularizar o gênero]. Isso é muito recente, de todo modo. <strong>A pergunta é “seríamos capazes de fazer “Steal this Film” pelo sistema tradicional? Bem, diferentes filmes poderiam ser feitos. Há coisas que fizemos em “Steal this Film 1” que você não poderia fazer nesse sistema</strong>. Existem limites suaves, ou pouco visíveis, impostos aos cineastas, e depende do quão distante você está do modelo para notar se esses limites são mais ou menos importantes. Por exemplo: você não é livre para pegar partes de filmes de outras pessoas e adicionar um <em>voice over</em>, ou criar um ensaio usando imagens alheias sem a permissão explícita delas. E algumas pessoas vão dizer que esse é o jeito que deve ser. Nossa visão é outra: que somos cercados por imagens em todos os lugares onde vamos. Inclusive, acho que não vi outdoors em São Paulo&#8230;</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt;Há um ano já que não temos isso&#8230; É lei.</strong><br />
É bem perceptível. Mas em Londres ou em Berlim, ou em outros lugares, você é cercado constantemente por imagens concebidas para determinar o que você deve sentir, o que você deve desejar, como definir seu sucesso, como você deve ser. E você continua exposto, mesmo que não existam outdoors, pois elas estão no cinema, na TV, em todo lugar. Apesar delas estarem presentes em todos os momentos de nossas vidas, não temos permissão para usá-las. É como se elas fossem significativas para você de todas as maneiras, mas não são suas. E mantenha suas mãos longe! <strong>Então, fazer remix, reutilizar sem permissão, parece ser uma maneira de quebrar, ou melhor, alterar a lógica dessas imagens, temporariamente pelo menos</strong>. Enfim, essa é uma coisa que você definitivamente não poderia fazer na televisão, mas você pode fazer quando produz um filme desse jeito.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt;Nós falamos sobre propriedade, então vamos falar sobre direitos autorais. O filme é registrado em copyright. Por quê? Se você pretende uma distribuição para todos, por que tem um copyright?</strong><br />
É uma piada. Porque o filme se chama “Steal this Film” e se tivéssemos colocado uma licença livre, creative commons ou algo assim, as pessoas, tecnicamente, não poderiam mais roubá-lo, então o filme não poderia mais se chamar “Steal this Film”. Foi necessário ter um copyright, para que as pessoas pudessem quebrá-lo. Além disso, somos geeks, nos divertimos com o paradoxo de dizer para alguém roubar algo, mas não de verdade. Então foi por isso que não fizemos os projetos em licenças creative commons.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt;E você prefere creative commons ou copyleft?</strong><br />
Nós não usamos licença copyleft para conteúdo. Porque é mais difícil de reproduzi-lo. Os artistas [no Vodo.net] basicamente dizem que tipo de condições querem colocar no trabalho &#8211; e então geramos uma licença para cada um.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt;Mas há uma crítica que diz que o creative commons ainda está sob o guarda-chuva do copyright&#8230;</strong><br />
Sem dúvida.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt;Você não está desafiando o sistema, está se adaptando&#8230;</strong><br />
Bem, eu sou uma das pessoas que fazem essa crítica a favor de modificar o sistema de copyright. Mas nós o sustentamos. <strong>Nós vivemos em um tempo de contradições (risos). Com o Vodo.net, acho que provamos algo muito importante, sobre como usar as redes P2P nesses trabalhos, mostrando que a rede pode distribuir valor para os produtores. </strong>Isso indica para mim um certo tipo de pragmatismo. Você não pode fazer o que quiser, nem forçar seus pontos de vista sobre ninguém. No nosso caso isso significa que nós vivemos abertos para o “film maker”. Se um cineasta quiser restringir certos usos, tudo bem. Se você quiser colocar seu filme em domínio público, mais ou menos como “Steal this Film”, você também pode.</p>
<p>Nós tivemos uma discussão interna sobre o “Steal this Film” uma vez porque nós encontramos no blog de alguém do Festival Internacional de Cinema de Cingapura uma chamada para “Steal this Film 2”, eles iam exibir e não nos contaram. E ninguém tinha dito pra eles que podia. E eu disse para um dos caras envolvidos no filme “O que você acha disso?” e ele disse “é claro que alguém ia fazer isso”. É que eu pensei que eles, sendo um festival de filmes, deveriam conhecer melhor as regras. Eu iria legalmente impedí-los de exibir o “Steal This Film 2”? Talvez não, mas eles poderiam ter nos consultado, nos contado pelo menos, estaria tudo ok. <strong>Acho que mesmo tendo as posições mais radicais, deveriam existir maneiras de sinalizar para as outras pessoas que usos você permite para o seu material.</strong></p>
<p>Mas eu gosto de ficar fora do sistema de copyright. E gostaria de apenas sugerir usos para meu trabalho, pois eu acho que essa é a realidade da situação. Eu confio em fronteiras éticas e eu não quero restrições legais. E quanto mais a lei do copyright parece representar interesses que eu realmente discordo, menos quero me envolver com copyright.</p>
<p>Existem outros exemplos desse paradoxo. É realmente complicado responder a essa pergunta, não é porque estou tentando ser político, mas porque é uma pergunta muito complicada. Pegue Richard Stallman e o sistema GPL [N.E. Licença Pública Gnu], que sempre se apoiou no copyright, e agora está numa posição de apoiar o copyright e argumentar contra políticas do Partido Pirata porque ele precisa do copyright para dar suporte ao GPL. As pessoas pensam que ele é anti-copyright, mas na verdade ele defende. Então há vários paradoxos emergindo desta situação tecnológica. Eu acho que temos que olhar caso a caso.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt;Você acha que vai haver uma mudança radical?</strong><br />
Sem dúvida! Novas leis terão que ser feitas. Estamos radicalmente repensando as coisas. Eu posso te contar sobre as conversas que tenho tido, eu tenho certeza que você tem as mesmas. Na Europa ou nos EUA. Eu comecei o projeto Vodo.net, há um mês atrás veio à público. Eu tive, provavelmente, 250 e-mails de cineastas e nenhum deles disse “Essa é uma ideia estúpida. Você não faz ideia de como ganhar dinheiro”. E também não foi apenas uma pessoa que disse “Isso é maravilhoso. Gostaria de me envolver. Isso vai ajudar os cineastas”.</p>
<p>As pessoas sabem que este mundo que emergiu é imperfeito, o mundo da reprodução mecânica, da televisão, do rádio.<strong> E este mundo que está emergindo tem imensamente mais possibilidades para todos nós. E esta é questão: como realizar uma contribuição construtiva para este novo paradigma.</strong> Se eu fizer contribuições sólidas o bastante, práticas o bastante, nós não deveríamos ter nenhum problema em criar um novo regime legal, porque vamos descobrir novas maneiras de os cineastas ganharem dinheiro. Mas se fizermos apenas downloads dos filmes de Hollywood, sem criar nada novo, sem dúvida eles tentarão nos destruir. Mas se contribuirmos, construirmos algo novo&#8230; Acho que há muito mais pelo que lutar, e muito a ganhar.</p>
<p><img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyNjgxNzQzOTI2NzYmcHQ9MTI2ODE3NDM5Njg4MSZwPTE5ODY4MSZkPTZsdDYyMnAzNXYmZz*yJm89NDRlN2VkNTE2/NjJhNDcxNGI4NTk3YjAzYzYzNGIxMzUmb2Y9MA==.gif" /><object name="kaltura_player_1268174391" id="kaltura_player_1268174391" type="application/x-shockwave-flash" allowScriptAccess="always" allowNetworking="all" allowFullScreen="true" height="364" width="410" data="http://www.culturadigital.br/kalturaCE/index.php/kwidget/wid/9cw14rc182/uiconf_id/530"><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="allowNetworking" value="all"/><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="bgcolor" value="#000000"/><param name="movie" value="http://www.culturadigital.br/kalturaCE/index.php/kwidget/wid/9cw14rc182/uiconf_id/530"/><param name="flashVars" value=""/><param name="wmode" value="opaque"/><a href="http://corp.kaltura.com">video platform</a><br />
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		<title>NEWSGAMES: ENTREVISTA COM FRED DI GIACOMO</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 01:06:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Deak</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheci Fred Di Giacomo numa mesa que participamos juntos em Florianópolis, na Semana de Jornalismo Digital da UFSC (e que teve também a argentina Maria Arce). Fred é um dos principais caras que fazem os newsgames da Abril &#8211; pelo menos na Superinteressante, na Mundo Estranho e no núcleo Abril Jovem. Já escrevi algumas vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheci <a href="http://freddigiacomo.blogspot.com/" target="_blank">Fred Di Giacomo</a> numa mesa que participamos juntos em Florianópolis, na Semana de Jornalismo Digital da UFSC (e que teve também a argentina <a href="http://www.andredeak.com.br/2009/10/21/argentina-vencedora-do-fnpi-entrevista-com-maria-arce-do-clarin/" target="_blank">Maria Arce</a>). Fred é um dos principais caras que fazem os newsgames da Abril &#8211; pelo menos na Superinteressante, na Mundo Estranho e no núcleo Abril Jovem. Já escrevi algumas vezes sobre os<a href="http://www.andredeak.com.br/?s=superinteressante" target="_blank"> newsgames da Super</a>, que produziu alguns dos melhores que já vi no Brasil.</p>
<p>Abaixo, umas perguntas que ele me respondeu por email.</p>
<p><strong>Como é que você foi parar na área de newsgames? Qual sua formação? E como, quando e por que a Abril resolveu começar a desenvolver newsgames?</strong></p>
<p>Eu sou formado em jornalismo pela Unesp &#8211; Bauru, mas sempre puxei para a área de multimídia. Meu estágio foi em Rádio e TV, e na faculdade eu desenvolvi vários projetos de audiovisual, além de fazer o site do meu fanzine na raça, usando Front Page e html basicão. Quando passei no Curso Abril (2006), caí num grupo que deveria desenvolver uma revista digital para a Capricho. De lá fui contratado para o site da Mundo Estranho, no qual criamos jogos, testes, vídeos e podcasts.</p>
<p>Quando voltei a trabalhar no Internet Núcleo Jovem (novembro/2008), o Rafael Kenski era o editor e estava começando a produzir newsgames. Ele nem conhecia esse termo. Achávamos que estávamos criando os &#8220;jogos jornalísticos&#8221;, com a experiência que o núcleo já tinha em infográficos online. Foi aí que eu me envolvi com esse formato e foi aí que a a Abril começou a desenvolvê-lo. Não foi uma iniciativa corporativa, foram iniciativas pessoais.</p>
<p><strong>Como é seu dia-a-dia?</strong></p>
<p>Hoje eu sou o editor da Internet Núcleo Jovem, então acumulo algumas funções mais burocráticas, além de tocar esses projetos especiais, como os newsgames. Eu chego no trabalho por volta de 11h e fico até umas 20h30. Coordeno uma equipe de mais 6 pessoas que cuidam dos sites da Mundo Estranho, Superinteressante, Guia do Estudante e Aventuras na História. Abro o dia me atualizando com as notícias, via Twitter, RSS e portais. Faço algumas reuniões. Temos reuniões de pautas semanais no Núcleo e também faço reuniões semanais com os editores das revistas. Geralmente tocamos uma produção multimídia por mês e atualizamos os sites diariamente com notícias, blogs, enquetes e um pouco de conteúdo ligado às edições impressas. Reuniões com TI, fornecedores, marketing e publicidade também fazem parte da rotina.</p>
<p><strong>As equipes dos newsgames da Abril costumam ser grandes &#8211; roteiro, apuração, programação, design&#8230; Com quantas pessoas trabalham normalmente? O que faz cada um?</strong></p>
<p>As equipes de newsgames incluem gente da nossa equipe fixa (que também toca todos os sites) trabalhando com  frilas. São no mínimo 5 pessoas por produção (editor, repórter, designer, programdor e ilustrador). Às vezes aproveitamos uma apuração que o repórter tenha feito para uma matéria da revista, em outras pagamos alguém pela apuração. O editor coordena a parte de texto do newsgame e muitas vezes também é responsável por desenvolver o roteiro e a mecânica do jogo. O designer cuida do layout e coordena o trabalho do ilustrador e do programador.</p>
<p><strong>O que você acha necessário que um jornalista saiba para trabalhar com newsgames? Quais os pré-requisitos?</strong><br />
É importante que o jornalista tenha alguma experiência como gamer, para ter referências de mecânicas e também de estética, de jogabilidade. Conhecimento de infográficos online e outras narrativas multimídias (vídeos, slide shows, etc) também são bem-vindas. E,claro, a pessoa precisa ser criativa.</p>
<p><strong>Games são entretenimento. Jornalismo trabalha com notícia. Como fica essa mistura? Não há risco de cair muito para o entretenimento e acabar esquecendo &#8220;qual é o lead&#8221; do game? Como vocês trabalham esta questão?</strong></p>
<p>Essa é uma das principais discusões que temos na equipe. Como aliar a diversão e a informação de uma forma equilibrada? Não existe uma fórmula, newsgames são uma linguagem nova. O Rafal Kenski tinha uma ideia legal sobre isso. Quando você estiver com a ideia do jogo pronta pergunte: &#8220;ele diverte? ele informa?&#8221;. Se cumprirmos essas duas missões, estamos no caminho certo. Sem informar, o newsgame é só game.</p>
<p><strong>Games, infografias interativas&#8230; Esse é um futuro para o jornalismo? Por onde vamos?</strong></p>
<p>Acho que o jornalismo tradicional sempre vai existir. Demora bastante pra produzir um newsgame, não dá pra noticiar a morte de um presidente só quando o infográfico ficar pronto. Mas esses serão os &#8220;cadernos especiais, as grandes reportagens do século XXI&#8221;. Acho que só estamos começando a explorar, de verdade,  as linguagens multimídia agora. Temos muito caminho para desbravar no universo do jornalismo online.</p>
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		<title>PARTIDO PIRATA: ENTREVISTA COM AMELIA ANDERSDOTTER</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 14:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Deak</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amelia Andersdotter é a mais jovem membro do Parlamento Europeu. Com 22 anos, eleita pelo Partido Pirata sueco, e empossada agora em dezembro, ela esteve no Brasil em novembro para o Seminário Internacional de Cultura Digital Brasileira, realizado em São Paulo.

Em paralelo à programação oficial, rodas de conversas entre os participantes foram organizadas e gravadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Amelia Andersdotter é a mais jovem membro do Parlamento Europeu. Com 22 anos, eleita pelo Partido Pirata sueco, e empossada agora em dezembro, ela esteve no Brasil em novembro para o <a href="http://culturadigital.br" target="_blank">Seminário Internacional de Cultura Digital Brasileira</a>, realizado em São Paulo.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: line-through;"><img class="aligncenter size-full wp-image-564" title="ameliaivojose" src="http://www.andredeak.com.br/wp-content/uploads/2009/12/ameliaivojose.jpg" alt="ameliaivojose" width="620" /></span></p>
<p>Em paralelo à programação oficial, rodas de conversas entre os participantes foram organizadas e gravadas para discutir os assuntos abordados no Seminário. Participei da <a href="http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/12/01/roda-de-conversa-jose-murilo-ivo-correa-e-amelia-andersdotter/" target="_blank">conversa entre a parlamentar pirata sueca, </a><a href="http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/12/01/roda-de-conversa-jose-murilo-ivo-correa-e-amelia-andersdotter/" target="_blank">o diretor de políticas públicas do Google, Ivo Corrêa, e </a><a href="http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/12/01/roda-de-conversa-jose-murilo-ivo-correa-e-amelia-andersdotter/" target="_blank">o gerente de Cultura Digital do Ministério da Cultura, José Murilo Jr. (da esq pra direita, na foto)</a>.</p>
<p>Abaixo, os principais trechos:</p>
<p><strong>Por que ser contra o copyright?</strong><br />
<strong>Andersdotter: </strong>É um modelo antigo e estou confiante que existem novos modelos. O <a href="www.creativecommons.org.br/" target="_blank">Creative Commons</a> (CC), por exemplo, está ficando mais forte. [O CC é um contrato que permite uma flexibilidade na utilização de obras protegidas por direitos autorais, sem infringir as leis de proteção à propriedade intelectual].</p>
<p>Os cinemas també estão indo muito bem, ficando mais fortes. Nós estamos rodeados de informação todos os dias. Uma cópia é só um produto, ninguém quer pagar por isso, mas o cinema é toda uma experiência que as pessoas estão dispostas a pagar. É um serviço. Vemos isso ocorrer com a música ao vivo, uma experiência única que as pessoas querem pagar, colocar tempo e esforço nisso. Acho que é por aí que os criadores culturais terão que ir, terão que ser mais criativos, encontrar novos modelos. E não é papel de um legislador exigir que as pessoas fiquem agarradas a um modelo que está vencido há pelo menos 10 anos.</p>
<p><strong>Ivo Corrêa: </strong>E é importante acrescentar algo. É um pequeno grupo de artistas que, hoje, pode viver vendendo cópias de livros ou CDs. A maioria dos artistas não vive de vender CDs. Deveríamos gastar energia e dinheiro em novos modelos. A Apple faz muito dinheiro vendendo música online de maneira criativa. Melhor tentar descobrir o novo do que tentar lutar para manter o antigo.</p>
<p><strong>Andersdotter:</strong> Muitas das políticas feitas hoje são feitas para manter o velho mercado. E as políticas públicas deveriam se focadas em permitir a participação e a colaboração das pessoas. Pensando bem, talvez, numa economia digital, sem copyright, nós não tenhamos mais um Paul McCartney dirigindo uma BMW. Talvez esse tipo de artista não possa existir mais. Eu ouço esse argumento sempre: onde estarão os Hitchcocks numa economia digital? Como eles irão surgir? Bom, nós não temos mais um Hitchcock desde os anos 60. Talvez não tenhamos que ter outro. Talvez o ambiente digital seja completamente diferente, e deva ser mesmo. E a política tem mesmo que pensar mais na política colaborativa em vez de defender os velhos mercados.</p>
<p>O Partido Pirata propõe mudanças substanciais nas leis de direito autoral. Mudanças no mercado de telecomunicações. Mais privacidade. Menos vigilância, nenhuma censura. Mais compartilhamento de informações, transparência, mesmo as que sejam controversas. Esses são problemas que vemos na Europa nos últimos anos: governos querendo vigiar cidadãos.</p>
<p><strong>Quem são seus eleitores?</strong><br />
<strong>Andersdotter:</strong> A maioria homens e jovens. Existem pessoas tanto de esquerda quanto de direita. Por que mais homens que mulheres? Bem, acho que esse debate é bastante dominado pelos homens, você não vê tantas mulheres discutindo copyright. E acho que o efeito multiplicador ocorre dentro dessas estruturas masculinas.</p>
<p><strong>Como o partido lida com as diferenças entre esquerda e direita?</strong><br />
<strong>Andersdotter:</strong> Temos bastante acordo sobre quais mudanças precisam ser feitas para uma sociedade da informação mais justa. Então há acordo sobre onde queremos chegar. Algumas vezes temos alguma discordância sobre como vamos traçar este caminho. Em geral a maioria das pessoas [do partido] é liberal. Então você tem a esquerda liberal junto com a direita liberal. A grande diferença, e o grande problema atual, é construir o mapa desta estrada para o objetivo final. Você vê a mesma coisa ocorrer com anarquistas, com socialistas, até mesmo com sindicalistas. Você olha a sociedade ideal deles e a visão é bastante similar. Mas eles têm soluções completamente distintas para chegar lá.</p>
<p><strong>E isso ocorre em todos os assuntos? Meio ambiente, trabalho&#8230;</strong><br />
<strong>Andersdotter:</strong> Não, não. Nós não discutimos esses assuntos. Estamos totalmente voltados para inovações nas políticas culturais criativas, em geral. Mas eu poderia perguntar a mesma coisa sobre o Brasil. Me disseram que vocês têm um governo que incentiva a participação social, mas o Senado, parece, não coopera muito a respeito disso&#8230; Como vocês lidam com isso?</p>
<p><strong>José Murilo Jr.: </strong>Me parece um problema de gerações. Aqui no Brasil os jovens não acreditam mais no governo. Eles preferem movimentos sociais em vez de criar um novo tipo de partido político. As pessoas me parecem mais felizes em fazer isso do que entrar nos velhos esquemas partidários. Por que vocês optaram por este caminho?</p>
<p><strong>Andersdotter: </strong>Apesar de todas as redes sociais que existem na sociedade civil, quase toda regulamentação é feita nos parlamentos. Ali é o campo de batalha, ainda. E tudo o que sai do Parlamento Europeu tem impacto no mundo todo. É uma batalha importante também, mudar as coisas de dentro. Movimentos sociais são ótimos. O parlamento é mais lento. Mas, provavelmente, também é bom, em algum nível.</p>
<p><strong>O modelo do Creative Commons é uma solução?</strong><br />
<strong> Andersdotter: </strong>Laurence Lessig [criador do CC] é um advogado. O que eu sempre observo em advogados é que eles não são contrários aos direitos de propriedade. É conveniente transformar o conhecimento em propriedade, porque facilita a criação de contratos mais amarrados, facilita a solução de conflitos. Se você quer ser radical sobre copyright, então você precisa defender o copyleft, não o CC [o copyleft é a oposição ao copyright. No copyleft, tudo é permitido]. Porque o copyleft é um modelo mais comunitário (dos “commons”). O sistema CC é mais uma maneira de flexibilizar o sistema atual de copyright.</p>
<p><strong>Ivo Corrêa: </strong>O Creative Commons tem um mérito: de informar os autores que eles podem decidir como sua obra será usada. O autor fica sabendo que tem uma escolha. O principal mérito, acho, é informar as pessoas que a lei não precisa determinar tudo. No Brasil, a maioria acha que não tem opção. Que é tudo copyright.</p>
<p><strong>Andersdotter: </strong>Existe uma falha nessa argumentação, que é a seguinte: consideremos que o Creative Commons mostra às pessoas que elas podem fazer uma escolha. Mas elas não deveriam ter essa escolha. Quando alguém decide criar informação, ou cultura, toda a produção deveria, automaticamente, ser livre. E, talvez, apenas em poucos casos, a escolha pudesse ser ao contrário: escolher proibir o acesso. Mas tudo, em geral, por definição, seria livre.</p>
<p><strong>Mas o sistema de Creative Commons garante, ao menos, que o autor seja reconhecido pela obra. Pode tudo, desde que citada a fonte. No copyleft não existe essa garantia.<br />
</strong><strong>Andersdotter: </strong>Na comunidade artística, me parece que existe uma integridade mínima de não se apropriar do trabalho do outro. Se você faz um filme, não acho que niguém pegaria seu filme e colocaria o nome dele em cima. Em primeiro lugar, seria vergonhoso. Segundo, você faria inimigos. Acho que isso seria autoregulado pela comunidade. Assim, me parece que o copyleft, basicamente, resolve tudo.</p>
<p><em>*Texto feito originalmente para o jornal Brasil de Fato.</em></p>
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		<title>VÍDEO-ENTREVISTA: BLOGUEIRA CUBANA YOANI SANCHEZ</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 19:23:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Deak</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estive em Cuba em 2008, e entrevistei a blogueira Yoani Sánchez. Finalmente publico o vídeo resultante do encontro, filmado na casa dela pelo Alexandre Praça, que estava comigo. Fiz na época um post sobre essa visita.

Yoani Sanchez &#8211; interview from andre deak on Vimeo.
Recentemente, Yoani foi agredida e presa durante um curto período de tempo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estive em Cuba em 2008, e entrevistei a blogueira Yoani Sánchez. Finalmente publico o vídeo resultante do encontro, filmado na casa dela pelo Alexandre Praça, que estava comigo. <a href="http://www.andredeak.com.br/2008/02/13/diario-de-havana-vii-%E2%80%93-meetings-de-repudio/" target="_blank">Fiz na época um post sobre</a> essa visita.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="599" height="397" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=7521127&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="599" height="397" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=7521127&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://vimeo.com/7521127">Yoani Sanchez &#8211; interview</a> from <a href="http://vimeo.com/andredeak">andre deak</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Recentemente, Yoani foi <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/11/07/yoani/" target="_blank">agredida e presa durante um curto período de tempo</a>. Publicou um post sobre isso no blog Generación Y: <a href="http://www.desdecuba.com/generaciony/?p=2476" target="_blank">La culpa de la víctima</a>.</p>
<p>Na época em que conversei com ela, ainda não era a personalidade internacionalmente premiada, símbolo de tantas coisas que se tornou através de seu blog. Hoje é lida por milhões de pessoas todos os meses. Cada post tem milhares de comentários, e é traduzido para várias línguas. E agora ela também tem <a href="http://twitter.com/yoanisanchez" target="_blank">twitter</a> (publica por telefone, quando não consegue estar online). E continua publicando seus posts a partir de estruturas precárias &#8211; a internet na ilha é bastante limitada, tanto por causa do bloqueio econômico, quanto pelo racionamento de banda que o governo determinou: médicos, universidades, governo, algumas empresas e turistas, basicamente, são os que têm acesso. O resto da população utiliza uma intranet que é feita apenas dos sites que tem domínio .cu &#8211; como se só pudéssemos acessar sites .br</p>
<p>Queria ter publicado o vídeo com um post mais demorado, analítico, mas faço uma atualização depois. Alguma coisa já publiquei na <a href="http://www.andredeak.com.br/?s=havana+" target="_blank">série de posts Diários de Havana</a>, quando estive lá. Depois escrevo mais.</p>
<p>PS: Um livro com suas postagens foi publicado também estes dias &#8211; <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=9788572444491&amp;sid=659338111101962696412753" target="_blank">De Cuba com Carinho</a>. Ainda não consegui ler todo ele, mas já acompanhava seus posts. Leitura bastante interessante sobre o dia a dia de Yoani, e da ilha. E é ótima a análise feita no posfácio pelo Demétrio Magnoli.</p>
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		<title>COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM EUGÊNIO BUCCI</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 14:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Deak</dc:creator>
				<category><![CDATA[CulturaDigitalBR]]></category>
		<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta entrevista faz parte da série que investiga o campo da comunicação digital, para o Fórum da Cultura Digital Brasileira. As mesmas questões foram enviadas para várias pessoas e o resultado serve de base para as discussões no grupo de comunicação digital, dentro da plataforma do fórum.
Também serão compiladas no documento final do Fórum, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta entrevista faz parte da série que investiga o campo da comunicação digital, para o <a href="http://culturadigital.br" target="_blank">Fórum da Cultura Digital Brasileira</a>. As mesmas questões foram enviadas para várias pessoas e o resultado serve de base para as discussões no <a href="http://culturadigital.br/groups/curador-de-comunicacao-digital" target="_blank">grupo de comunicação digital</a>, dentro da plataforma do fórum.</p>
<p>Também serão compiladas no documento final do Fórum, e serão discutidas durante o <a href="http://culturadigital.br/blog/2009/10/26/seminario-internacional-do-forum-da-cultura-digital-brasileira/" target="_blank">encontro presencial que ocorrerá na Cinemateca</a>, em São Paulo, entre 18 e 21 de novembro.</p>
<p>O debate é aberto, portanto, todos os que quiserem participar, seja respondendo as questões, seja discutindo as respostas, estão convidados. A caixa de comentários está aberta, assim como o site do Fórum e o grupo de comunicação. E sinta-se convidado para comparecer pessoalmente ao debate, na Cinemateca. Quem não puder ir poderá acompanhar via transmissão online e participar pelo chat.</p>
<p>Abaixo, as respostas do professor Eugênio Bucci:<br />
<strong> Qual seria o campo da comunicação digital?</strong></p>
<p>Atenção: o campo da comunicação digital é todo o campo da comunicação. A comunicação digital não recorta, não reparte. Ela só pode ser entendida quando visualizamos que ela expande o campo anterior, abrindo vasos comunicantes entre áreas que antes viviam estancadas em si. A comunicação digital energiza, capilariza e oxigena todo o corpo da comunicação. Ela está também no jornal impresso, preste bem atenção. As redações são redações digitais, todas elas, que escoam seus &#8220;conteúdos&#8221; por diversos suportes, simultaneamente. Mas seu núcleo já é digital. Acomunicação digital está nos impressos porque ali os textos FORAM PROCESSADOS DIGITALMENTE, com a possibilidade de diálogos que antes não podiam acontecer, mas agora acontecem e são registrados sobre o papel, com fotos enviadas por celulares, entrevistas por e-mail, contestações de bolgs, referências a outros sites. A comunicação digital está na tv. No rádio, no telefone, em toda parte. E o que ela mais pode proporcionar é a interação (não a interatividade, que é uma categoria do consumo). Ela dá mais velocidade aos mecanismos da esfera pública e propulsiona o ritmo do mundo da vida.</p>
<p><strong>Quais são os principais atores deste campo?</strong></p>
<p>Que atores? O imposto de renda é um, serve? O eleitor serve? (lembre-se de que a urna é eletrônica). Não entendo o que você quer me perguntar com isso. O laboratório de análises clínicas é um agente desse campo (a gente pega os resultados pela internet). As agências de viagens, as bibliotecas, as lojas de músicas, as reservas de teatro, a prostituição (inclusive a infatil, veja que fatalidade). Ora, todos os agentes públicos e privados em movimento no espaço público adquirem uma nova dimensão (uma espécie de avatar autorizado, oficial, fidedigno) na esfera digital. E agem aí. Os principais atores, portanto, lamento desapontá-lo, são: o cidadão, os agentes da administração pública, as empresas&#8230; Você vai me dizer &#8220;são os mesmos de antes&#8221; e eu vou responder &#8220;sim, são eles, mais os novos, que entram em cena agora, como as ongs, os sites colaborativos, o mundo acadêmico&#8221;. Agora, será mais difícil militar contra a transparência. Os governos, claro, ficam atrasados nisso (inclusive porque não têm interesse na transparência), mas vão sendo levados de roldão.</p>
<p><strong>Quais os principais problemas?</strong><br />
Eu apontaria três problemas:</p>
<p>1. Os velhos formatos da máquina pública, que recusa a transparência e a agilidade. Em outras palavras, a velha burocracia, que favorece os interesses dos encastelados, das quadrilhas ou dos partidos, depende do ângulo, das turmas, das famílias oligárquicas. Esse primeiro problema se manifesta como um BLOQUEIO contra as potencialidades da cultura digital.</p>
<p>2. As novas formas de uso malicioso da comunicação (há exemplos fartos no &#8220;culto do amador&#8221;, do keen). Trata-se de fato de um grande problema. Os conglomerados do mundo empresarial se disfarçam de blogs domésticos para difundir suas propagandas e seus lobbies. Além disso, há a baixaria generalizada, que ganhou novo impulso, o anonimato criminoso, que trabalha pelo rebaixamento dos padrões do debate público e pelo rebaixamento cultural. Há as ações das claques partidárias sabotando, mesmo, o livre fluxo das idéias. Temos percebido que várias claques organizadas (as pardiárias em destaque) não acreditam na democracia, no debate objetivo, na verificação da verdade; têm apenas uma visão instrumental da comunicação e procuram instrumentalizar a esfera digital. Um senhor problema.</p>
<p>3. O fetichismo da tecnologia. Aí, temos o deslumbramento dos que idolatram a tecnologia como se ela substituísse os processos sociais. essa mentalidade acaba sendo apenas uma propaganda involuntária de maquininhas, mas não resolve nem entende a democracia.</p>
<p><strong>E que políticas públicas poderiam existir para melhorar o cenário?</strong><br />
Financiamento público do jornalismo independente, sem dúvida. Estímulo para a constituição de redações independentes &#8212; desvinculadas de ongs, de governos e também de mecanismos de comércio. Um fortalecimento, com base em critérios democráticos e transparente, da comunicação pública, de fato.</p>
<p>Leia também a entrevista com <a href="http://www.andredeak.com.br/2009/09/28/comunicacao-digital-entrevista-com-beth-saad/">Beth Saad</a>, também parte da pesquisa do eixo de Comunicação Digital.</p>
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		<title>ARGENTINA VENCEDORA DO FNPI: ENTREVISTA COM MARIA ARCE, DO CLARÍN</title>
		<link>http://www.andredeak.com.br/2009/10/21/argentina-vencedora-do-fnpi-entrevista-com-maria-arce-do-clarin/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 01:11:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Deak</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheci Maria Arce, a jornalista argentina do Clarín, vencedora do Prêmio da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano 2009 em Santa Catarina, por conta da VIII Semana de Jornalismo da UFSC.
Eles venceram na categoria internet com o especial Ruta 66. Percorreram o trajeto de 4 mil km nos EUA entrevistando pessoas sobre as eleições norte-americanas, e reportando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheci Maria Arce, a jornalista argentina do Clarín, vencedora do <a href="http://www.fnpi.org/premio/nominados-octava-convocatoria/nominados-internet-octava-convocatoria/" target="_blank">Prêmio da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano 2009</a> em Santa Catarina, por conta da VIII Semana de Jornalismo da UFSC.</p>
<p>Eles venceram na categoria internet com o <a href="http://www.clarin.com/diario/2008/10/10/conexiones/inicio_ruta.html" target="_blank">especial Ruta 66</a>. Percorreram o trajeto de 4 mil km nos EUA entrevistando pessoas sobre as eleições norte-americanas, e reportando dia-a-dia. Maria Arce foi a produtora, fez entrevistas, gravou vídeos  e tirou fotos durante o trajeto.</p>
<p>Abaixo, uma breve entrevista com ela.</p>
<p><strong>Como foi o processo de pauta? Como surgiu a ideia?</strong></p>
<p>A ideia foi de Paula Lugones, em 2004, enquanto cobria as eleições nos EUA. Ela visitou vários estados, mas não havia conexão entre eles (noticiosA). Ela procurou algo que os unisse. Aí ocorreu a ela cobrir as eleições de 2008 pela rota 66. Mas em 2004 a internet era jovem ainda e ela não havia pensado o projeto para web. No começo de 2008 fizemos uma reunião para ver como poderíamos realizar uma cobertura multimídia. Me dei conta de que a forma tradicional de especiais multimídia do Clarín.com não era viável <em>[apurar e, depois de algumas semanas de edição e programação, publicar]</em>. Não podíamos viajar, gravar e voltar para processar tudo. Então surgiu o maior desafio de todos: um multimídia em tempo real, feito do exterior. Foi o primeiro na história da Argentina e, até onde sabemos, de toda América Latina pelo menos.</p>
<p><strong>E a execução? Um mês na estrada, literalmente? Como foi?</strong></p>
<p>Paula Lugones e eu estivemos na rota 66 por 40 dias. Mandávamos material todos os dias. Trabalhamos até 20 horas por dia em alguns dias. O material enviado podia ser notas, vídeos, galerias de fotos, áudios ou posts. do nosso blog. Tudo editado nos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Quantas pessoas fizeram o especial? O que fez cada uma?</strong></p>
<p>Basicamente o trabalho todo fizemos eu e Paula. Paula se dedicou a escrever as notas publicadas na edição impressa do Clarín, que depois iam ao Clarín.com. A equipe do Clarin.com em Buenos Aires – umas 15 pessoas alternadamente &#8211; publicava na home nosso material. Uma outra fez a infografia animada e outras cinco fizeram a plataforma em flash do especial.</p>
<p><strong>Tem ideia do investimento, em dinheiro, feito pelo Clarín? O Clarín é um dos poucos jornais na América Latina que faz investimentos em multimídia. Por quê?</strong></p>
<p>Clarín.com sempre quis estar na vanguarda e isso significa apostar no multimídia. Sempre fez isso. Clarin.com sempre busca novos formatos narrativos, experimentamos, arriscamos e provamos, assim, que é possível fazer jornalismo digital. O custo da cobertura poderíamos dizer que foi de uns US$ 25 mil aproximadamente, entre passagens, hospedagem, custos gerais, etc.</p>
<p><strong>Que equipamento levou? O que levaria se fosse fazer a viagem hoje?</strong></p>
<p>Viajei com uma maleta cheia, laptop, câmera de video HD, tripé, máquina fotográfica, Ipod, 120 cassettes, fones de ouvido, 3 celulares (um da Argentina, um dos EUA e um capaz de transmitir vídeos ao vivo, 3G), um modem 3G. Transformadores, cabos USB, carregadores para cada um dos equipamentos, e adaptadores para carregar baterias no carro. Duas baterías para a câmera de vídeo.</p>
<p>Hoje eu levaria um netbook, uma câmera <a href="http://www.theflip.com/en-us/" target="_blank">flip</a> e uma de fotos. Sem cabos, carregadores, nada. Um quinto do equipamento, e tudo caberia no meu bolso.</p>
<p><strong>O que um jornalista precisa saber para realizar isso? Qual a formação necessária?</strong></p>
<p>Saber editar vídeos e fotos, ter um blog, produzir e gravar. Pensando sempre em qual formato é melhor para cada conteúdo. Não adianta publicar fotos por publicar. As imagens têm sua razão. Todo formato é assim. Isto é ser um verdadeiro jornalista multimídia: ter a capacidade de pensar uma cobertura em todos os formatos.</p>
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		<title>COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM BETH SAAD</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 14:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Deak</dc:creator>
				<category><![CDATA[CONVERGÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[CulturaDigitalBR]]></category>
		<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>

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		<description><![CDATA[
A entrevista é parte do processo de construção do eixo de Comunicação Digital do Fórum de Cultura Digital.Br

Andre Deak: Essa é uma conversa sobre a delimitação do campo da comunicação digital. No livro Cultura Digital.Br (baixe aqui), a primeira pergunta para todos os entrevistados é “o que é a cultura digital?”. E há inlusive uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } --></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A entrevista é parte do processo de construção do <a href="http://culturadigital.br/groups/curador-de-comunicacao-digital" target="_blank">eixo de Comunicação Digital</a> do Fórum de Cultura Digital.Br</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>Andre Deak: Essa é uma conversa sobre a delimitação do campo da comunicação digital. No livro Cultura Digital.Br (<a href="http://culturadigital.br/blog/2009/09/26/baixe-o-livro-culturadigital-br/" target="_blank">baixe aqui</a>), a primeira pergunta para todos os entrevistados é “o que é a cultura digital?”. E há inlusive uma disputa semântica de termos: cibercultura, cultura digital. Mas todos entendem que a cultura digital não é simplesmente a digitalização – o analógico tornado digital. Dizem que muda muito mais, que é uma mudança estruturante da sociedade.</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>Beth Saad: </strong>Concordo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>Na comunicação é possível o mesmo paralelo?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Tem um complicador. Não dá para negar que vamos continuar tendo os meios tradicionais. Mas maioria tende a limitar a comunicação digital às ações de relacionamento no ciberespaço. E não acham que isso vai envolver todos os demais suportes.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>Mas a comunicação digital vai envolver tudo simplesmente porque o ciberespaço será onipresente, ou mais que isso?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Mais que isso. Algumas coisas vão acontecer no ciberespaço, mas várias outras coisas estarão digitalizadas e vão envolver a lógica digital, de trocas, de bits. Um jornal impresso, hoje, se faz com meios digitais. A lógica digital é o grande chapéu do processo de comunicação. Uma parte do processo é o meio digital puro. Relacionamento com o público: o que vai fazer a diferença é se a relação é unilateral, bilateral, multilateral. O que vejo hoje é que se delimita o relacionamento no mundo virtual como se ele não se misturasse com os demais. Não acredito nisso. Tem que se misturar. Se você se propõe a entrar nas redes sociais, e abrir conta no twitter, no facebook, esse processo vai desembocar em outros processos não são tão virtuais assim. Existe toda uma integração que ainda não está clara. As pessoas acham que o que está no virtual ficará no virtual. Mas não é assim.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Cada vez mais estamos tirando o intermediário do processo, falando diretamente – o gestor, produtor com o consumidor. Isso vai afetar todo o resto. Sinto uma grande dificuldade, especialmente nas corporações privadas. Esse povo tem dificuldade em aceitar essa proximidade. Isso ainda assusta.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>O Marcelo Tas diz que o digital, do termo cultura digital, uma hora desaparece, porque tudo será digital. Na comunicação também?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Eu diria que sim. A gente fala em comunicação digital hoje porque existe uma necessidade didática de organizar as coisas em caixinhas. Mas cada vez mais as coisas da comunicação vão ocorrer num pacote único. E sempre haverá um processo, ou parte dele, que ocorre em bits. Vamos colocar um tempo aí ainda pra isso acontecer, mas será assim.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>O campo da comunicação digital, portanto, será o campo da comunicação?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Será. Hoje ainda está restrito ao ambientel virtual.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>O livro Cultura Digital.Br talvez seja um exemplo interessante. Ele inverte a lógica com a qual estamos acostumados. O livro, impresso, não é resultado final do processo, mas ao contrário: é o início do processo, um caderno de provocações. Que depois é discutido no virtual – a plataforma <a href="http://www.culturadigital.br/">www.culturadigital.br</a> .</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">E as pessoas ainda estão na lógica do linear em que sempre haverá algo palpável no final. Teremos aí um tempo de convivência, entre comunicação digital e tradicional. Hoje o digital é um subcampo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>E quanto aos atores? São os mesmos do campo e do subcampo?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Enquanto competências e habilidades, todos precisam pensar no digital. Mas há uma questão de geração que causa alguns impedimentos&#8230; (risos). Para ter um conjunto de atores com este pensamento, é preciso formação destes atores. Hoje a gente mantém a formação do comunicador de forma compartimentada. Ou é jornalista, ou publicitário, ou RP. Enquanto não inverter esse processo de formação básica, sempre haverá no final do processo alguém querendo fazer só livro em papel.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Vejo a formação como algo que irá modificar a mudança do campo. É muito diferente eu ensinar de modo compartimentado do que ensinar a trabalhar com grandes temas. Uma coisa é ensinar a fazer um anúncio para o impresso, outra é pedir para o aluno conceber uma campanha crossmedia, cross-suporte. Se ensinar a pensar sistemicamente, o digital entra naturalmente no processo todo. É preciso mudar o início.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Pense como seria a ECA como um pacote único, e não mais compartimentada. Essa é a proposta mais extrema. E isso não é só no Brasil. Veja a discussão do Protocolo de Bolonha.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>Como é isso?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O <a href="http://www.proec.ufg.br/revista_ufg/45anos/K-internacionaliza.html" target="_blank">Protocolo de Bolonha</a> propõe que o aluno europeu possa frequentar o seu curso em vários países. Para isso, houve um prazo de cinco anos para que as universidades da Europa se adaptassem, currículo similar, número de créditos. Para que quem quiser faça um pouco na Inglaterra, um pouco na Espanha, e saia comunicador. Poderíamos, com essa nova proposta, acrescentar umas aulas na história.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Eu conversei com Ramon Salaverría, que atualmente é chefe do depto de jornalismo em Navarra, perguntei para ele: vocês reformaram o curso e incluíram todo o curso de comunicação no pacote? Não. Continua jornalismo, apenas. Não abriram mão. Isso reflete um certo patamar da sociedade que não aceita o fim do cartesianismo, na Europa mais que tudo. Ainda demora um pouco. Apesar do público final já ver que a coisa é outra, as estruturas sociais continuam fechadas.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>Aproveito para abrir para sua análise do campo. Falou dos empresários e da universidade&#8230;</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">E tem a comunicação pública. Tem um lado muito adiantado, que é a comunicação de serviços: governo eletrônico, imposto de renda, agenda o INSS pelo computador. Eleição. Tem um avanço bom. Mas não é comunicação, apenas meios facilitadores para reduzir o tempo. Não significa espaço para relacionamento.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>Para as empresas também. Você compra uma passagem de avião, usa o home banking, mas se tiver algum problema&#8230;.</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Pois é. Teve o caso do sujeito da United Airlines.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A United perde o violão dele, ele reclama e ninguém faz nada. O cara é músico, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5YGc4zOqozo" target="_blank">fez uma música sobre a história</a>, o vídeo estoura (5,6 milhões de views no momento deste post), a empresa fica em crise. A música dele vai para as primeiras paradas do Itunes, ele ainda ganha dinheiro. Aí a empresa corre atrás. Isso é um processo típico do mundo digital. As empresas tem um medo do cão. O cara fala mal no YouTube. O que a empresa faz? Em geral, usa respostas do mundo tradicional para dialogar com o digital. Processa o cara. As pessoas não querem buscar a solução – responder no mesmo formato, conversar.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>A última parte: que políticas públicas poderiam ser feitas para avançar esse processo?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">De novo, agir na base. Política pública de comunicação digital tem que ensinar isso para as crianças, muito mais do que oferecer facilidades. Mudar o modo de pensar. Se tiver que pensar em política pública, eu diria no ensino, nas escolas, no campo comunicacional.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong>Daí é um problema oferecer o instrumento, mas bloquear orkut, msn&#8230;</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Nem mostrar que existe. A gente tem políticas já, como o computador para todos, mas isso não resolve se você não entender que o processo de relacionamento é outro na rede. Ensino à distância. E-learning. O cara acha que é só colocar o teste na rede, depois fazer uma prova&#8230; E tudo bem. É a mediação que vai fazer o processo de aprendizagem ocorrer. E hoje o mercado não tem mediadores. Na educação, nos serviços. As pessoas não entenderam ainda este papel: alguém que vai promover os grupos, alimentar a conversa. Isso não tem. E isso será o papel do comunicador.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Estive num congresso agora, em que a maioria das pessoas era jornalista ou publicitário. E eu disse que haveria uma transformação, no sentido de começar a mediação. E houve uma reação assim: mas eu não vou mais escrever? O que eu vou fazer?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Está muito difícil das pessoas entenderem&#8230;</p>
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		<title>ENTREVISTA: MANUEL CARLOS CHAPARRO</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 00:14:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Deak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[JORNALISMO]]></category>
		<category><![CDATA[PODCAST]]></category>

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		<description><![CDATA[O curso de jornalismo atravessa uma crise de definição. De um lado, uma crise conceitual: não se pensa mais num mundo em que existe o acontecimento e existe o público, e no meio dele o jornalista. O jornalista não é mais, apenas ele, difusor da notícia. Essa difusão não depende mais dos jornalistas. As tecnologias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O curso de jornalismo atravessa uma crise de definição. De um lado, uma crise conceitual: não se pensa mais num mundo em que existe o acontecimento e existe o público, e no meio dele o jornalista. O jornalista não é mais, apenas ele, difusor da notícia. Essa difusão não depende mais dos jornalistas. As tecnologias mudaram tudo.</p>
<p>Outra crise é o fascínio pelas tecnologias, pelo termo multimídia. Isso não é uma prioridade para a formação. Deve preparar o uso do multimídia, claro, mas colocar o multimídia como o essencial é uma deformação do jornalista. Só tem sentido se funcionar como ferramenta de algo mais importante, que é o conteúdo.</p></blockquote>
<p>Com esta visão, o professor <strong>Manuel Carlos Chaparro</strong> começou a apresentar aos professores e organizadores do <a href="http://reporterdofuturo.com.br/" target="_blank">Projeto Repórter do Futuro</a> – curso complementar para estudantes de jornalismo, mantido pela <a href="http://www.obore.com.br" target="_blank">Oboré </a>– o resultado de anos de reflexão e das discussões que presencia como membro da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação (MEC) que reúne as discussões sobre diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. Coordenador e um dos primeiros professores do curso que completou 15 anos em 2009, Chaparro foi à Oboré conversar sobre a tarefa de lecionar jornalismo. Abaixo, alguns destaques do bate-papo e o áudio com a íntegra da entrevista.</p>
<p></p>
<blockquote><p>É importante que não se perca a perspectiva de que é preciso saber pensar.</p></blockquote>
<p><strong>Chaparro: </strong>Associamos jornalismo a jornal, a redações organizadas, mas cada vez mais o jornalismo é um fenômeno abstrato. É algo espalhado pela sociedade. Isso elimina o jornalismo? Não, claro que não. Ele ganha força. Porque é quando a informação passa pelo jornalismo, por seus critérios, é que ganha credibilidade. Na faculdade se aprende a construir uma linguagem da credibilidade. Mas muita gente usa a linguagem do jornalismo hoje. A linguagem precisa ser preservada, mas os jornalistas também. Nada do que ocorre hoje vai contra a profissão ou contra a atividade, pelo contrário.</p>
<p>Antigamente os políticos iam até a praça pública – lá era o espaço público. Agora ainda vão, mas apenas como palco para o jornalismo. O jornalismo tornou-se o grande espaço público – não a mídia, mas o jornalismo. Porque ninguém se importa em aparecer na Ana Maria Braga, mas querem aparecer no jornal das oito. Porque lá está a credibilidade.</p>
<p><strong>Quais são as principais indicações que chegam para a estrutura dos cursos de jornalismo?</strong></p>
<p><strong>Chaparro: </strong>Há uma constância: o ensino deve ter um caráter humanístico. E outra coisa é o multimídia.</p>
<p>Minha opinião – não a opinião do comitê –, é que não há como entender o jornalismo sem levar em conta o mundo em que ele está inserido. Mas agora é que vamos entrar na fase de descobrir o que pensam os membros da comissão, quais são as idéias de cada um.</p>
<p><strong>Como era o método de avaliação desenvolvido?</strong></p>
<p><strong>Chaparro: </strong>O ideal era fazer uma avaliação individual, mas como nem sempre isso podia ser feito, por causa do tempo, fazíamos grupos de dois ou três estudantes. Eles traziam pautas. Por exemplo, uma entrevista com Alberto Dines.</p>
<p>Os alunos ficavam duas semanas estudando a vida do Dines. Não vai chegar lá e perguntar o que todo mundo já sabe: quantos livros escreveu, o que fez. Isso outros já perguntaram. Aí faziam a entrevista, e depois ficavam mais semanas escrevendo o texto.</p>
<p>Fazíamos também um confessionário: conversas individuais. Tentávamos avaliar a evolução de cada aluno, não a comparação com o grupo. As notas, no fim, geravam comparação, mas eram dadas a partir da evolução individual. O curso terminava com um comentário, fechado num envelope, só para o estudante, com uma explicação sobre sua evolução. Quem é bom, mas não evolui, pode tirar nota mais baixa do que quem não é tão bom, mas evolui.</p>
<p><strong>Há uma dificuldade dos alunos de jornalismo em serem editores do próprio texto. Ou seja: definir título e lead.</strong></p>
<p><strong>Chaparro: </strong>O mais difícil talvez seja justamente isso: definir o que é importante. Costumo dizer para definir duas ou três coisas mais importantes, e colocar embaixo delas o que estiver relacionado. Vai sobrar muita coisa, tem que jogar fora. É isso que atormenta o repórter.</p>
<p>Também é importante a escolha da significação do fato. Costumo usar um exemplo extremo, a parada gay. Tem uma significação econômica, outra política, outra cultural. Qual é a preponderante? Qual é o eixo narrativo escolhido? É possível percorrer todos, mas é preciso escolher um.</p>
<p>O jornalista deve ser capaz de fazer escolhas. Escolhas lúcidas.</p>
<p><em>O professor Chaparro mantém o blog <a href="http://www.oxisdaquestao.com.br/" target="_blank">O Xis da Questão</a>, com debates e <a href="http://www.youtube.com/oxisdaquestao" target="_blank">aulas em vídeos sobre jornalismo</a>.</em></p>
<p><em>*Estiveram presentes na conversa com o professor Chaparro os jornalistas Ana Luisa Zaniboni Gomes, Andre Deak,  João Paulo Charleaux, Mariana Felippe, Pedro Ortiz e Sérgio Gomes.</em></p>
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		<itunes:summary>O curso de jornalismo atravessa uma crise de definiccedil;atilde;o. De um lado, uma crise conceitual: natilde;o se pensa mais num mundo em que existe o acontecimento e existe o puacute;blico, e no meio dele o jornalista. O jornalista natilde;o eacute; mais, apenas ele, difusor da notiacute;cia. Essa difusatilde;o natilde;o depende mais dos jornalistas. As tecnologias mudaram tudo.

Outra crise eacute; o fasciacute;nio pelas tecnologias, pelo termo multimiacute;dia. Isso natilde;o eacute; uma prioridade para a formaccedil;atilde;o. Deve preparar o uso do multimiacute;dia, claro, mas colocar o multimiacute;dia como o essencial eacute; uma deformaccedil;atilde;o do jornalista. Soacute; tem sentido se funcionar como ferramenta de algo mais importante, que eacute; o conteuacute;do.
Com esta visatilde;o, o professor Manuel Carlos Chaparro comeccedil;ou a apresentar aos professores e organizadores do Projeto Repoacute;rter do Futuro ndash; curso complementar para estudantes de jornalismo, mantido pela Oboreacute; ndash; o resultado de anos de reflexatilde;o e das discussotilde;es que presencia como membro da Comissatilde;o de Especialistas do Ministeacute;rio da Educaccedil;atilde;o (MEC) que reuacute;ne as discussotilde;es sobre diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. Coordenador e um dos primeiros professores do curso que completou 15 anos em 2009, Chaparro foi agrave; Oboreacute; conversar sobre a tarefa de lecionar jornalismo. Abaixo, alguns destaques do bate-papo e o aacute;udio com a iacute;ntegra da entrevista.


Eacute; importante que natilde;o se perca a perspectiva de que eacute; preciso saber pensar.
Chaparro: Associamos jornalismo a jornal, a redaccedil;otilde;es organizadas, mas cada vez mais o jornalismo eacute; um fenocirc;meno abstrato. Eacute; algo espalhado pela sociedade. Isso elimina o jornalismo? Natilde;o, claro que natilde;o. Ele ganha forccedil;a. Porque eacute; quando a informaccedil;atilde;o passa pelo jornalismo, por seus criteacute;rios, eacute; que ganha credibilidade. Na faculdade se aprende a construir uma linguagem da credibilidade. Mas muita gente usa a linguagem do jornalismo hoje. A linguagem precisa ser preservada, mas os jornalistas tambeacute;m. Nada do que ocorre hoje vai contra a profissatilde;o ou contra a atividade, pelo contraacute;rio.

Antigamente os poliacute;ticos iam ateacute; a praccedil;a puacute;blica ndash; laacute; era o espaccedil;o puacute;blico. Agora ainda vatilde;o, mas apenas como palco para o jornalismo. O jornalismo tornou-se o grande espaccedil;o puacute;blico ndash; natilde;o a miacute;dia, mas o jornalismo. Porque ningueacute;m se importa em aparecer na Ana Maria Braga, mas querem aparecer no jornal das oito. Porque laacute; estaacute; a credibilidade.

Quais satilde;o as principais indicaccedil;otilde;es que chegam para a estrutura dos cursos de jornalismo?

Chaparro: Haacute; uma constacirc;ncia: o ensino deve ter um caraacute;ter humaniacute;stico. E outra coisa eacute; o multimiacute;dia.

Minha opiniatilde;o ndash; natilde;o a opiniatilde;o do comitecirc; ndash;, eacute; que natilde;o haacute; como entender o jornalismo sem levar em conta o mundo em que ele estaacute; inserido. Mas agora eacute; que vamos entrar na fase de descobrir o que pensam os membros da comissatilde;o, quais satilde;o as ideacute;ias de cada um.

Como era o meacute;todo de avaliaccedil;atilde;o desenvolvido?

Chaparro: O ideal era fazer uma avaliaccedil;atilde;o individual, mas como nem sempre isso podia ser feito, por causa do tempo, faziacute;amos grupos de dois ou trecirc;s estudantes. Eles traziam pautas. Por exemplo, uma entrevista com Alberto Dines.

Os alunos ficavam duas semanas estudando a vida do Dines. Natilde;o vai chegar laacute; e perguntar o que todo mundo jaacute; sabe: quantos livros escreveu, o que fez. Isso outros jaacute; perguntaram. Aiacute; faziam a entrevista, e depois ficavam mais semanas escrevendo o texto.

Faziacute;amos tambeacute;m um confessionaacute...</itunes:summary>
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		<itunes:author>andredeak@gmail.com</itunes:author>
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		<title>ENTREVISTA: IDELBER AVELAR</title>
		<link>http://www.andredeak.com.br/2009/02/22/entrevista-idelber-avelar/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Feb 2009 14:36:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andredeak</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tem uns dez dias já que saiu a entrevista que fizemos com Idelber Avelar, de O Biscoito Fino e a Massa. Por fizemos, entenda-se eu, Jorge Vito Corleone dos Exus e Rodrigo Savazoni.
Publico aqui um trecho, mas a discussão boa mesmo está lá no Biscoito Fino.
A versão dos fatos que parece prevalecer atualmente é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem uns dez dias já que saiu a entrevista que fizemos com <a href="http://www.tulane.edu/~spanport/avelar.htm" target="_blank">Idelber Avelar</a>, de O Biscoito Fino e a Massa. Por fizemos, entenda-se eu,<a href="http://www.verbeat.org/blogs/exu/2009/02/entrevista_idelber_avelar.html" target="_blank"> Jorge Vito Corleone dos Exus</a> e <a href="http://www.savazoni.com.br" target="_blank">Rodrigo Savazoni</a>.</p>
<p>Publico aqui um trecho, mas a discussão boa mesmo está <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/02/entrevista.php#comments" target="_blank">lá no Biscoito Fino</a>.</p>
<p><strong>A versão dos fatos que parece prevalecer atualmente é a seguinte: O Hamas lançava foguetes diariamente em Israel, e para evitar que a população israelense continuasse vivendo sob o medo Israel precisou tomar uma atitude drástica, porque &#8220;o Hamas só entende a força bruta&#8221;. Essa versão foi contada, de uma maneira ou de outra, por diversos oficiais e políticos israelenses e repetida diariamente nos jornais. O que realmente aconteceu?</strong></p>
<p>O que o próprio Haaretz noticiou. A invasão <a href="http://www.ratemysnowman.org/browse.php?u=Oi8vd3d3LmFtYWxnYW1hLmJsb2cuYnIvMDEvMjAwOS9vcy1mYXRvcy1zb2JyZS1vLWhhbWFzLWUtb3MtYXRhcXVlcy1hLWdhemEv&amp;b=61">foi preparada</a> durante seis meses, a &#8220;trégua&#8221; se manteve de junho a 04 de novembro – entenda-se &#8220;trégua&#8221; como manutenção da prisão ao ar livre de Gaza sem reação nenhuma dos palestinos – e, nesse dia 04, dia da eleição americana, Israel invadiu Gaza e matou pelo menos seis palestinos, conseguindo o que queria, ou seja, que o Hamas lhe desse um pretexto para a matança. De olho num recadinho para Obama e nas suas próprias eleições, Israel bateu até que o Hamas reagisse com as precárias armas que tem. Dado o pretexto, entra o exército e realiza a chacina.<br />
<a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/02/entrevista.php#comments" target="_blank">Leia tudo aqui</a></p>
<p>PS: E foi, mesmo, uma conversa entre amigos que partilham as mesmas premissas. Pro Avelar eu tiro o chapéu.</p>
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