Archive for Destaques

NOVOS BLOGS

// June 6th, 2010 // 3 Comments » // Destaques

Este blog mudou completamente. Agora as discussões sobre jornalismo online passam para o Jornalismo Digital.org, enquanto este blog fica sendo o meu blog pessoal.

Assim, quem quer ler sobre jornalismo, vai pra lá. E aqui fica sendo o espaço pra eu falar mal da Tim, reclamar da vida e do seguro de vida, avisar quando eu colocar mais fotos no meu Flickr, e todas essas coisas desinteressantes que tem num blog pessoal. Assim não mistura as cousas.

De repente até publico aqui uns contos que tenho guardado.

E vamo que vamo.

CASA DA CULTURA DIGITAL: UTOPIAS REUNIDAS

// July 5th, 2009 // 10 Comments » // CONVERGÊNCIA, CulturaDigitalBR, Destaques, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Levou pelo menos seis meses para acontecer. Levou quase 10 anos. Pensando bem, a Casa de Cultura Digital é resultado de algumas décadas, um projeto que começa com a contracultura dos anos 60-70 e vem parar aqui, na cibercultura do século 21, na Barra Funda, em São Paulo.

Mas o que é a Casa da Cultura Digital? Cada um dos quase 30 utópicos que estão por ali terá sua explicação. Cada um que escuta certamente entende de um jeito diferente. Daria pra dizer que são cerca de 10 organizações ligadas de alguma forma à cultura digital que resolveram se juntar num mesmo espaço físico para trabalhar melhor – o que chamam de cluster por aí. Mas isso seria demasiado simplista. É muito mais.

A CCD é um espaço de troca, por onde circulam idéias, projetos, pessoas. São pessoas e organizações tentando encontrar um modo de convivência e de convergência que respeite as individualidades, as diferenças, as diversidades.  Pra quem acredita que o digital é algo mais do que uma mudança estética.

Ainda estamos construindo – el camino se hace al caminar. Sempre estivemos construindo, aliás. Ali faremos pesquisa, desenvolvimento, articulação de idéias e formação. Jornalismo multimídia. Redes. Plataformas. Sites. Utopias.

Fica o convite aos visitantes desta página para que nos conheçam, que passem ali para uma visita, um chope, uma idéia, um café, um projeto. E vamos que vamos.

Veja as fotos da Casa da Ccultura Digital

Outros relatos, outras definições:

Garapa: Casa da Cultura Digital

Estúdio Livre: O que é a Casa da Cultura Digital? (áudio)

UPDATE: Saimos no Link, do Estadão.

ENTREVISTA: MANUEL CARLOS CHAPARRO

// May 25th, 2009 // 3 Comments » // Destaques, ENTREVISTAS, JORNALISMO, PODCAST

O curso de jornalismo atravessa uma crise de definição. De um lado, uma crise conceitual: não se pensa mais num mundo em que existe o acontecimento e existe o público, e no meio dele o jornalista. O jornalista não é mais, apenas ele, difusor da notícia. Essa difusão não depende mais dos jornalistas. As tecnologias mudaram tudo.

Outra crise é o fascínio pelas tecnologias, pelo termo multimídia. Isso não é uma prioridade para a formação. Deve preparar o uso do multimídia, claro, mas colocar o multimídia como o essencial é uma deformação do jornalista. Só tem sentido se funcionar como ferramenta de algo mais importante, que é o conteúdo.

Com esta visão, o professor Manuel Carlos Chaparro começou a apresentar aos professores e organizadores do Projeto Repórter do Futuro – curso complementar para estudantes de jornalismo, mantido pela Oboré – o resultado de anos de reflexão e das discussões que presencia como membro da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação (MEC) que reúne as discussões sobre diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. Coordenador e um dos primeiros professores do curso que completou 15 anos em 2009, Chaparro foi à Oboré conversar sobre a tarefa de lecionar jornalismo. Abaixo, alguns destaques do bate-papo e o áudio com a íntegra da entrevista.

 
icon for podpress  Professor Carlos Chaparro: crise no jornalismo [80:04m]: Play Now | Play in Popup | Download

É importante que não se perca a perspectiva de que é preciso saber pensar.

Chaparro: Associamos jornalismo a jornal, a redações organizadas, mas cada vez mais o jornalismo é um fenômeno abstrato. É algo espalhado pela sociedade. Isso elimina o jornalismo? Não, claro que não. Ele ganha força. Porque é quando a informação passa pelo jornalismo, por seus critérios, é que ganha credibilidade. Na faculdade se aprende a construir uma linguagem da credibilidade. Mas muita gente usa a linguagem do jornalismo hoje. A linguagem precisa ser preservada, mas os jornalistas também. Nada do que ocorre hoje vai contra a profissão ou contra a atividade, pelo contrário.

Antigamente os políticos iam até a praça pública – lá era o espaço público. Agora ainda vão, mas apenas como palco para o jornalismo. O jornalismo tornou-se o grande espaço público – não a mídia, mas o jornalismo. Porque ninguém se importa em aparecer na Ana Maria Braga, mas querem aparecer no jornal das oito. Porque lá está a credibilidade.

Quais são as principais indicações que chegam para a estrutura dos cursos de jornalismo?

Chaparro: Há uma constância: o ensino deve ter um caráter humanístico. E outra coisa é o multimídia.

Minha opinião – não a opinião do comitê –, é que não há como entender o jornalismo sem levar em conta o mundo em que ele está inserido. Mas agora é que vamos entrar na fase de descobrir o que pensam os membros da comissão, quais são as idéias de cada um.

Como era o método de avaliação desenvolvido?

Chaparro: O ideal era fazer uma avaliação individual, mas como nem sempre isso podia ser feito, por causa do tempo, fazíamos grupos de dois ou três estudantes. Eles traziam pautas. Por exemplo, uma entrevista com Alberto Dines.

Os alunos ficavam duas semanas estudando a vida do Dines. Não vai chegar lá e perguntar o que todo mundo já sabe: quantos livros escreveu, o que fez. Isso outros já perguntaram. Aí faziam a entrevista, e depois ficavam mais semanas escrevendo o texto.

Fazíamos também um confessionário: conversas individuais. Tentávamos avaliar a evolução de cada aluno, não a comparação com o grupo. As notas, no fim, geravam comparação, mas eram dadas a partir da evolução individual. O curso terminava com um comentário, fechado num envelope, só para o estudante, com uma explicação sobre sua evolução. Quem é bom, mas não evolui, pode tirar nota mais baixa do que quem não é tão bom, mas evolui.

Há uma dificuldade dos alunos de jornalismo em serem editores do próprio texto. Ou seja: definir título e lead.

Chaparro: O mais difícil talvez seja justamente isso: definir o que é importante. Costumo dizer para definir duas ou três coisas mais importantes, e colocar embaixo delas o que estiver relacionado. Vai sobrar muita coisa, tem que jogar fora. É isso que atormenta o repórter.

Também é importante a escolha da significação do fato. Costumo usar um exemplo extremo, a parada gay. Tem uma significação econômica, outra política, outra cultural. Qual é a preponderante? Qual é o eixo narrativo escolhido? É possível percorrer todos, mas é preciso escolher um.

O jornalista deve ser capaz de fazer escolhas. Escolhas lúcidas.

O professor Chaparro mantém o blog O Xis da Questão, com debates e aulas em vídeos sobre jornalismo.

*Estiveram presentes na conversa com o professor Chaparro os jornalistas Ana Luisa Zaniboni Gomes, Andre Deak,  João Paulo Charleaux, Mariana Felippe, Pedro Ortiz e Sérgio Gomes.

NEWSGAME: CONSUMER CONSEQUENCES

// April 29th, 2009 // 4 Comments » // CONVERGÊNCIA, Destaques, INFOGRAFIA, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Consumer Consequences é um jogo da família dos chamados newsgames dos mais interessantes que já vi. Poderia ser chamado também de uma infografia de banco de dados, talvez. Apresentado de outra maneira, poderia ser, também, o que um dia foi uma grande reportagem. Mas quem sabe dê pra chamar de jornalismo video game.

Basicamente, o jogo é uma calculadora de impacto ambiental individual. Ou seja: você responde um questionário e, com base em uma apuração rigorosa, que está no banco de dados, o sistema calcula o quanto você faz mal ao planeta. Mais diretamente, aponta quantos planetas como a Terra seriam necessários se todos no mundo tivessem o mesmo padrão de vida que você leva.

Sabe-se, por exemplo, quantos metros quadrados são necessários para produzir X de alimentos; quantos acres são precisos para gerar X de energia elétrica não-renovável; quantos hectares são utilizados para  despejar tal quantidade de lixo.

Com base nisso, você insere seus dados no sistema e ele calcula: se todos fossem como você, precisaríamos de 4 planetas – ou 2, ou 5, ou 9, como alguns resultados apontam. (Talvez um apenas para morar em casas de 200 metros quadrados, outro para despejar lixo, outro para produzir alimentos – que são desperdiçados, aliás, e vão para o lixo e um para gerar energia. Isso o programa não diz, mas outros já disseram.)

Mais interessante: você compara seus resultados com a média do norte-americano e com todos os outros que responderam o quiz e informaram idade, profissão, faixa salarial (e quem ganha mais polui mais, aliás), sexo, etc.

O fato é que este método de apresentação de informação é muitíssimo mais eficaz do que um texto. Ou um vídeo-reportagem, ou um documentário, ou um programa de rádio. Aliás: o jogo foi produzido pela American Public Media,  uma organização não-lucrativa que opera rádios públicas nos EUA. De novo: rádios públicas. Que produzem um jogo online.

Alguns dizem que este pode ser o futuro do jornalismo científico. Acho que pode ser, independente de qualquer outra coisa, um belo modelo para apresentação de dados complexos de maneira interativa, leve e interessante. No mínimo.

PS: Alguém quer tentar realizar algo similar por aqui? Vamos?

MAIS: 

OJB sobre newsgames

Are newsrooms ready for games?

Tensões e oportunidades para jogos no jornalismo

VILÉM FLUSSER: O MUNDO CODIFICADO

// April 23rd, 2009 // 4 Comments » // Destaques, Off Topic

FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: por uma filosofia da comunicação. São Paul: Cosac Naif, 2007.

Mais uma leitura crítica, entre as tantas que estou fazendo para o mestrado. Comentários de quem já leu são sempre bem-vindos.

Flusser é leitura obrigatória em diversos cursos de design, mas o jornalismo não costuma citá-lo. Muitos defendem que é ainda pouco reconhecido – já que teria, mesmo antes do surgimento da internet, falado sobre mundos interconectados pela tecnologia. Um paper (ver final) diz que Celo Lafer resume assim sua influência: “os ventos do seu espírito são invisíveis, mas ainda assim o que eles fazem é manifesto e de alguma maneira sentimos a sua proximidade”. Interessante que Arlindo Machado e Lúcia Santaella – pensadores da cibercultura – são admiradores declarados da obra de Flusser.

Vilém Flusser é daqueles autores que, se lermos a cada 5 ou 10 anos, leremos de maneira diferente (alguns dirão que todos os livros são assim, mas não é verdade. Alguns livros simplesmente envelhecem – outros ganham novos significados).

Destaco alguns pontos que, como jornalista interessado na comunicação multimídia, chamaram minha atenção:

Flusser desenvolve um pensamento de que a partir do momento em que seja possível ao leitor manipular sequencias de imagens e sobrepor outras – e isso já é possível -, o filme será totalmente “reversível”.

A epistemologia ocidental é baseada na premissa cartesiana de que pensar significa seguir a linha escrita, e isso não dá crédito à fotografia como uma maneira de pensar. (…) [Um espectador de TV num futuro próximo] poderá filmar seu programa e outro na sequencia, inclusive filmar a si mesmo, e passar o resultado na tela da TV. Isso significa que o programa terá o começo, meio e fim que o espectador quiser, e ele poderá desempenhar o papel que quiser.

(…) Embora ele atue na história e seja determinado por ela, já na está interessado na história em si, mas na possibilidade de combinar várias histórias. Isso significa que a história não é mais um drama, mas um jogo.

Mais adiante, Flusser usa a imagem dos fractais para explicar que

“somente a partir de cálculos, e não mais circunstâncias, é que a estética pura (o prazer no jogo com formas puras) pode se desdobrar; somente assim é que o Homo faber pode se desprender do Homo ludens.”

Ando lendo diversos textos que fazem uma interlocução da comunicação com a matemática (fractais), com a física (quântica), com a biologia (sistemas de classificação) e com a educação (teorias dos jogos). Mais adiante comento mais sobre isso.

Fiquem com um exemplo de fractal (Mandelbrot) para visualizar o que é arte feita por cálculos.

MAIS:
A Comunicologia segundo Vilém Flusser (paper do Intercom)

Flusser sobre fotografia

Fotoplus – difusão da obra de Flusser

Flusser Studies

Flusser e video-games

CRÍTICA: O CULTO DO AMADOR

// April 6th, 2009 // 10 Comments » // Destaques, JORNALISMO

O livro O Culto do Amador, de Andrew Keen, foi lançado em 2009 no Brasil (2007 nos EUA). Fui ler estes dias, depois de ouvir citações. Há tempos não leio nada com que eu discorde tanto. O livro foi alvo de polêmicas nos EUA e muita gente ficou muito irridata. Mas muitos argumentos do livro me pareceram bem pouco sólidos.

Resolvi usar o livro como exemplo para começar aqui um modelo de fichamento dos livros que ando lendo, algo que talvez facilite a redação da minha tese dissertação de mestrado em 2010. Abro, portanto, a seção Crítica.

KEEN, Andrew. O culto do amador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009.
Keen não apenas é contra o que hoje muitos proclamam como revolução digital, mas chama inclusive de macacos os produtores de “conteúdo colaborativo” da rede.

A inspiração deste livro [vem de] T. H. Huxley, biólogo evolucionista do século XIX e autor do teorema do macaco infinito. Se fornecermos um número infinito de máquinas de escrever, alguns macacos em algum lugar vão acabar criando uma obra-prima – uma peça de Shakespeare, um diálogo de Platão ou um tratado econômico de Adam Smith. […] A tecnologia de hoje vincula todos aqueles macacos a todas aquelas máquinas de escrever.

Segundo ele, sem um mediador – seja um jornalista ou uma loja de discos – para definir o que é bom, confiável e de qualidade, as pessoas irão se afogar no consumo de produtos feitos por amadores, que na maior parte das vezes significa lixo. Assim, diz, “blogs, MySpace, YuoTube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores” – esse é o subtítulo do livro.

As críticas de Keen parecem fora de lugar – não apenas um tanto nostálgicas, na linha “antes era muito melhor”, mas também deslocadas da realidade. Não é verdade, por exemplo, que o interesse das pessoas seja diluído por completo na rede. As pessoas continuam buscando e acessando, em sua grande maioria, os mesmos “portos” para receber informação que acessavam quando não havia internet. Na rede, inclusive, a concentração parece ser maior.

Vale reproduzir trecho do texto de Murilo César Soares, Tecnologia e Sociedade: a internet como utopia:

VAZ (2004) focaliza a idealização inicial da rede de computadores, como um ambiente igualitário, citando os resultados de pesquisas desenvolvidas em Harvard:

“…embora haja milhões de Websites, na prática esta diversidade é ignorada: embora possam ir para muitos lugares, a maiora dos usuários visita os mesmos. Devido ao modo de funcionamento – os mecanismos de buscas hierarquizam as respostas pelo número de links que um dado website “recebe” de outros – há uma concentração da mídia no mundo on-line maior do que a existente no off-line.

Um estudo citado pelo autor revelou que nos primeiros dias do ataque ao Iraque pelos Estados Unidos, 32% dos internautas norte-americanos que procuraram a Internet para se informar sobre a guerra contra o Iraque acessaram os sites das redes de TV, 29% os sites dos jornais e 15% sites do governo. Apenas 10% acessaram sites de empresas de notícias de outros países; 8% visitaram sites alternativos e 6% leram sites de grupos que se opunham à guerra.(VAZ, 2004)

McCHESNEY (1999) lamentou que a Internet esteja se tomando o aspecto concentrador da mídia convencional, ao se tornar cada vez mais importante para gigantescas empresas mediáticas. Tudo começou, segundo ele, com a inexistência de um debate público sobre a maneira como iria funcionar a Internet. Os lobbies, naturalmente, não tinham nenhum interesse na discussão do interesse coletivo e viam a rede como um campo aberto à comercialização. Com isso, as possibilidades emancipatórias da Internet definharam ao longo do tempo. Nas palavras de uma matéria do The New York Times, na Internet “o grande se torna maior e o pequeno some”, concluindo que a rede ao invés de apresentar um viés competitivo, na verdade parece estimular o monopólio ou o oligopólio. Assim, apesar de no começo parecer favorecer Davi contra Golias, a Internet rapidamente beneficiou o tamanho gigante, tornando-se dominada pelas corporações de sempre. Para McCHESNEY, alguns participantes novos aparecerão no campo do conteúdo, mas tudo indica que o mundo da comunicação digital será muito parecido ao mundo comercial pré-digital.

Ou seja: a cultura de massa continuará a passar pelos mesmos gatekeepers de antes. Para saber onde acontecem os melhores shows, as pessoas buscam a versão digital do jornal, não um punhado de blogs. Feliz ou infelizmente.

No entanto, algumas das críticas de Keen são interessantes, desconsiderando o tom apocalíptico que ele prega. O que ele diz é existir hoje um culto ao amador, em detrimento do especialista. Para ele, é um terror o fato de que “A Wikipedia de Jimmy Wales, com seus milhões de editores amadores e conteúdo não confiável, é o 17º site mais acessado da internet; Britannica.com, com seus 100 ganhadores do Prêmio Nobel e 4 mil colaboradores especialistas, está em 5.128º lugar”.

O amador, de fato, não pode ser colocado no lugar do especialista para resolver qualquer questão. Um milhão de amadores vale mais do que um – ou um punhado – de especialistas? Ele lembra o que é um amador:

“Um amador é quem cultiva um hobby, podendo ser culto ou não, alguém que não ganha a vida com seu campo de interesse, um leigo a quem faltam credenciais […] Alguém que pratica alguma coisa como passatempo; um executante não-remunerado, também (depreciativo) um diletante [Oxford English Dictionary para estes últimos]”

E aí entra, também, na complexa e tão debatida questão do cidadão-jornalista.

“A responsabilidade de um jornalista é informar, não conversar conosco. […] Na Blogosfera, publicar nosso próprio “jornalismo” é grátis, não exige esforço e está a salvo de restrições éticas irritantes e conselhos editoriais importunos”.

Este é um longo debate e é importante uma base para iniciá-lo: o que é o jornalismo?

Keen também teme o fim da indústria cultural como a conhecemos. Não acho, em hipótese alguma, que isso seja ruim. Talvez uma reinvenção do modelo de negócio esteja a caminho, a exemplo do que ocorre com o tecnobrega. Mas ele está assustado:

“Existem hoje [2007] nos EUA 25% menos lojas de discos do que em 2005. É por isso que a IFPI instaurou 8 mil novos processos contra pessoas que baixam musica ilegalmente apenas em 2006. […] Para 98% dos “consumidores” atuais, a música é agora mais gratuita que eletricidade ou água”

Segundo Keen, não se pode abandonar de uma hora pra outra “200 anos de copyright”. E diz que as novas gerações estão achando que roubar é normal porque baixam música da internet. Muita gente rebate este argumento com o “exemplo da fita K7”. Você não emprestava fitas para os amigos copiarem? Isso era roubo? A diferença é que isso ocorre, agora, em escala global. A diferença estaria no uso para fins comerciais: gravar num CD e vender, por exemplo.

Keen cita alguns exemplos de histórias onde as pessoas pensaram que um amador havia realizado um vídeo, ou um trabalho qualquer, e no final descobre-se que era um trabalho profissional, feito para as pessoas pensarem que era de um amador. Por exemplo, um vídeo que ataca Al Gore pelo documentário Uma Verdade Incoveniente, que depois se descobriu ter sido financiado pela Exxon.

“Howard Kurz, do Washington Post, resumiu assim a farsa de Lonelygirl15:

O que a internet tem de excelente é que qualquer pessoa, até uma garota solitária de 16 anos, pode registrar seus pensamentos e atrair um grande número de adeptos. O que a internet tem de enlouquecedor é que ela pode não ser solitária ou não ter 16 anos.”

Keen diz que a internet dificulta o discernimento do que é verdadeiro ou não. Talvez dificulte, mas panfletos apócrifos sempre existiram. As pessoas aprendem a perceber quando um cartaz colado no poste é sério ou não. Ou será que não?

MAIS:

O blog do Andrew Keen

Belo debate entre Keen vs. Weinberger.
[Onde pode-se ficar convencido de que Keen é um belo polemista, com uma retórica que funciona principalmente entre desavisados...]

UPDATE: uma lista de posts do ótimo GJOL sobre o Andrew Keen

MAKING OF: CRÔNICA DE UMA CATÁSTROFE AMBIENTAL

// March 21st, 2009 // 18 Comments » // CONVERGÊNCIA, Destaques, INFOGRAFIA, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Saiu em março de 2009 a edição da Revista Fórum com a reportagem Crônica de uma catástrofe ambiental. Realizada por mim e por Paulo Fehlauer, foi apresentada tanto na revista impressa quanto na internet, em um site especial feito por nós (com participação especial de Rodrigo Savazoni, dando ideias de edição e de layout).

A ideia do projeto surgiu a partir de um convite de Renato Rovai, editor da Fórum. Inicialmente, seria apenas uma investigação comum, com entrega do material em texto. Mas numa reunião entre o Rovai, nós três (Savazoni, Fehlauer e eu) e Anselmo Massad, editor do site da Fórum, decidimos que poderíamos aproveitar para testar um novo modelo de apresentação de reportagens, mais completo. Como diz Rovai no editorial da edição 72 da revista:

Neste mês estamos lançando uma nova fórmula de grandes reportagens. Ela é uma ação multimídia que pode ser conferida na matéria sobre o caso da catástrofe ambiental no Rio Paraíba do Sul (aliás, assunto ignorado pela mídia tradicional) . A reportagem ficaria incompleta se publicada apenas no papel, inclusive por conta dos custos e das limitações do meio. Ao mesmo tempo, poderia ficar menos visível se apenas divulgada em nosso site. A utilização dos dois meios de forma complementar visa a construir uma nova opção para este tipo de reportagem. E o leitor poderá conferir aqui [na revista impressa] e na página eletrônica o que achou da solução.

Paulo Fehlauer foi quem realizou a programação do site – na verdade, uma adaptação de um template do Wordpress, com vários plugins instalados. Ele conta:

Para contar essa história, resolvemos utilizar de todos os recursos e formatos que tínhamos à mão, o que resultou no site-reportagem cuja primeira página pode ser vista na imagem acima. Trata-se de um cruzamento de texto, fotos, áudio, vídeo, mapas que só é possível na web. Quer mais? Exceto pelos softwares de edição de vídeo e imagem, todo o trabalho foi feito com ferramentas gratuitas disponíveis para quem quiser/souber mixá-las: Wordpress + plugins, Blip.tv, Umapper, entre outras.

JORNALISMO DE CÓDIGO ABERTO

Outra novidade desta experiência é a página de Journalismo de Código Aberto. Quase todo o conteúdo da apuração (áudio, fotos, vídeos, transcrição das entrevistas) está disponível. Isso permite mais transparência, já que todos podem checar a edição a partir das íntegras. Mas também permite que outras edições sejam feitas e que a reportagem possa continuar, mesmo que através de outras mãos.

A questão do “open source journalism” gera uma discussão interessante. Seria possível, inclusive, gravar toda a navegação online realizada durante a apuração, mostrando todo o caminho e o raciocínio que levou à edição final apresentada. Apresentar as anotações feitas no bloco de notas. Mas talvez não seja possível capturar e oferecer toda a subjetividade que envolve a apuração (”não confio no que ele está dizendo, me pareceu que aí tem algo estranho”). Subjetividade essa que, afinal, também é parte do processo de captura da realidade pelo filtro do repórter, e que acaba presente na edição.

Decidimos, por exemplo, não colocar a íntegra de duas entrevistas que realizamos, mas que não foram utilizadas em nenhuma parte. A de um barqueiro, que disse coisas contraditórias (disse, por exemplo, que saíram 5 caminhões de 20 toneladas cheios de peixes mortos. Depois disse que foram 80 toneladas de peixes mortos. Como o áudio da gravação ficou ruim, pois acabamos não usando). E não usamos, também, a fala do deputado André do PV, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alerj, que não nos pareceu acrescentar nada. Estes vídeos, mesmo de má qualidade (técnica ou de conteúdo) deveriam estar disponíveis, de acordo com os preceitos do open source journalism? Não sei.

(Tendo a crer que sim. Transparência total. No entanto, é um trabalho – converter o vídeo, editar fotos, upload, trasncrição – que pode gerar apenas ruído, uma vez que o conteúdo é considerado de baixa qualidade. Mas, sendo radical no pensamento do open source, quem define o que é de qualidade, portanto, não é apenas o jornalista, mas o leitor…)

TEMPO DE PRODUÇÃO

Ficamos uma semana no estado do Rio de Janeiro, em Barra Mansa, Resende, Volta Redonda, Niterói e na capital. Dois jornalistas, munidos de gravador digital, câmera digital, uma câmera de vídeo mini-DV e dois notebooks com internet 3G. Na volta, fiz um relatório com a transcrição de todas as entrevistas e produzi um texto base, que seria depois lapidado na reportagem. Fizemos algumas conversas sobre como seria o layout do site da reportagem, e decidimos que seria mais parecido com a paginação de uma revista (o abre em página dupla, e a reportagem apresentada depois). O abre cumpre a função de introdução, e poderia ser em flash, se tivéssemos tempo e recursos pra isso.

Sendo multimídia, discutimos se apresentaríamos o conteúdo dividido por mídia ou por assunto. Isso se traduz em, por exemplo, colocar no menu uma divisão como “vídeos, fotos, áudios e texto”, ou por temas. Optamos pela segunda opção – o formato é secundário em relação à história. A história é o mais importante, e ela deve ser apresentada da melhor forma. A únicas divisões que existem, portanto, são “A História” e “Os Envolvidos“. Na página principal, os boxes da revista foram transformados em posts (e a própria reportagem impressa virou uma série de posts). Cada personagem ganhou uma página específica, com fotos, transcrição da entrevista, áudio e vídeo na íntegra.

A reportagem toda poderia ter sido totalmente realizada em três semanas, inclusive com a edição do site, mas levou um pouco mais porque estávamos trabalhando em projetos paralelos no meio disso. Fomos para o Rio no final de janeiro, e só agora, quase 60 dias depois, pequenos detalhes foram resolvidos.

O FUTURO

Acreditamos que esse modelo de apresentação de reportagem pode ser reutilizado muitas vezes, sem muita dificuldade e sem muito custo de produção. Nos EUA e na Espanha – e mesmo em países vizinhos como Argentina e Colômbia – esse modelo de apresentação já é bastante utilizado. No Brasil, creio que é a primeira vez que acontece.

Não falo de uma apresentação onde a soma das linguagens ocorra, porque isso é normal (há vários sites e portais que apresentam o modelo “veja o vídeo, oução o áudio, leia o texto”).  Mas de uma apresentação da soma dessas linguagens de uma maneira mais trabalhada, cuidadosa. Não um empilhamento de formatos, mas uma oferta de maneira mais organizada. Esperamos que esse trabalho cumpra esse papel. Mas esperamos mostrar também que, ainda que com poucos recursos e pouco tempo, uma reportagem multimídia é perfeitamente possível.

Por que então os jornais, as revistas, os portais e mesmo os sites brasileiros não fazem isso? Com a palavra, você.

ATUALIZAÇÃO: O Fehlauer também escreveu um Making Of

PENSADORES DO CIBERESPAÇO – TEXTOS

// March 11th, 2009 // 3 Comments » // A REDE, CONVERGÊNCIA, Destaques, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Comecei o curso de mestrado na USP, no programa de Ciências da Comunicação, área Interfaces Sociais da Comunicação. Como havia adiantado, este blog vai ser usado, também, para compartilhar os textos e as experiências de lá.

A professora Beth Saad ofereceu uma série de textos para leitura durante a disciplina “A informação eletrônica em questão: pensadores do ciberespaço”.

É um conjunto referencial sobre as mais recentes discussões sobre informação digital. Estão divididos em três eixos, abaixo. Está tudo em .pdf

Bom proveito.

Eixo 1 – O “status filosófico”da sociedade em rede e das TICs

Lee Siegel. Against the Machine: being human at the age of electronic mob. New York: Spiegel & Grau, 2008.
(Neste caso, o texto não está disponível online, mas há um vídeo do Siegel – 1 hora)

Theo Röle. Power, reason, closure: critical perspectives on new media theory.

Stephen Mcelhinney. Exposing the interests: deconding the promise of the global knowledge society.

Vários. New media and the permanent crisis of aura.

Mark Deuze. The media logic of media work. (páginas 22-40)

Mark Deuze. Collaboration, participation and the media.

Jan Fernback. Beyond the diluted community concept: a symbolic interactionist perspective on online social relations.

Eixo 2 – O impacto da convergência

Stefana Broadbent e Valerie Bauwens. Understanding Convergence. Interactions, jan-fev 2000, p. 23-27.

Ramón Salaverría e José Alberto García Avilés. La convergencia tecnológica en los medios de comunicación: retos para el periodismo. Tripodos, número 23, Barcelona, 2008.

Mark Deuze. Converge culture in the creative industries.

Pablo Boczkowski e José Ferris. Multiple media, convergent processes and divergent products: organizational innovation in digital media production at a european firm.

Mark Deuze. Participation, remediation, bricolage: considering principal components of a digital culture.

Eixo 3 -  Redes sociais, mobilidade, mídia locativa

Fritjof Capra. Uma nova concepção da vida.

Nick Couldry. Actor network theory and media: do they connect and on what terms?

Kathleen Olson. Cyberspace as place and the limits of metaphor.

Stine Gotved. Time and space in cyber social reality.

Kingsley Dennis. Time in the age of complexity.

Raquel Recuero. Memes em weblogs: proposta de taxonomia.

Akshay Java el allii. Why we Twitter: understanding microblogging.

Adrian Mackenzie. Wi-fi and the cultural inversion of infrastructure.

Extras

Pablo B. Books to think with

Vários. Mobile technology

CURSO DE EDIÇÃO PARA JORNALISMO MULTIMÍDIA

// November 24th, 2008 // 11 Comments » // CONVERGÊNCIA, Destaques, INFOGRAFIA, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Durante o mês de novembro apresentei no Comunique-se um curso sobre edição para jornalismo multimídia, a convite do xará André Rosa (vulgo Marmota). Antes de mim, os alunos tiveram palestras com gente bacana: Ana Brambilla, sobre jornalismo colaborativo, o Interney (digo, o Edney), sobre SEO, o próprio Marmota, sobre edição de site, além de outras figuras.

O curso termina na próxima quarta-feira (26), mas resolvi publicar já tudo o que estou mostrando por lá, inclusive pra ter chance de modificar algo. Esses links todos já foram compartilhados com a classe via google.docs e já têm alguma colaboração dos alunos. Este post está aberto às suas colaborações também – basta indicar nos comments.

Essa coleção de links é também uma atualização do curso que dei em Belo Horizonte para os Diários Associados. Costumo usar pouco o powerpoint em aulas e apresentações, mostrando muito mais a rede, navegando nos sites ao vivo. Bem, aí está. Sugiro enfaticamente que você tire um tempo para navegar neles, caso já não conheça todos. Bom proveito.

DIA 1.
Esses links são sobre a evolução da narrativa online e a nova estética, especialmente no uso das fotografias, quando o vídeo era pesado demais, e no uso dos vídeos, mais fechados, closes do rosto, já que a tela era muito pequena 240 x 320, também porque tela grande era pesada demais. Costumo separar dois casos, um brasileiro e um estrangeiro, para mostrar essa estética que a internet trouxe. Começo sempre mostrando isso, principalmente, porque acho legal.

- Bon Bagay Haiti (Agência Brasil, depois de MediaStorm)
- Air Sick (Toronto Star)

Mas o que é, afinal, uma reportagem multimídia (termo que está ficando tão desgastado quanto globalização e sustentabilidade)?

Um pouco de teoria:
- Conceito de multimídia (Janet Murray, Ted Nelson, Raquel Longhi, Bia Ribas)
- Interatividade e infografias simples e complexas (Alberto Cairo, Tattiana Teixeira)
- Exemplos de soma x fusão de mídias (Lucia Santaella)

Exemplos da narrativa jornalística no cyberespaço no site www.interactivenarratives.org, mantido pelo editor do The New York Times, Andrew De Vigal e mantido pela Online News Association (ONA).

A publicidade também traz novidades em relação a narrativas multilineares, interativas. Normalmente, inclusive, é o setor que primeiro explora essas possibilidades (talvez junto com as artes, mas nesse caso, com menos recursos), que só depois se sedimentam para outros campos. Abaixo, alguns exemplos:

http://www.extreme-studio2cine.fr/
http://www.volvocars.com/intl/campaigns/Misc/VolvoOceanRace/Pages/Rush.aspx
http://www.ikea.com/ms/en_US/rooms_ideas/tcb/index.html

http://moodstream.gettyimages.com

Jornalismo de banco de dados / mashups
http://www.agenciabrasil.gov.br/mapas/2007/08/08/a-estrutura-do-pan/view

Exemplo hours concours: Hans Rosling e o Trendalyzer

SAIBA MAIS:
http://www.smackerel.net/index.html
(History of Interactive Media)

DIA 2.
Roteiros Multimídia
Como a interatividade e o hibridismo das mídias podem ser utilizados para contar uma história

- Nação Palmares

- History of Stuff

Jornalismo video-game  e Newsgames / Newsgaming

O jogo da imigração do NYT

http://www.persuasivegames.com/games/game.aspx?game=nyt_immigration

http://www.bogost.com/blog/points_of_entry.shtml

Superinteressante e a Ciência contra o Crime:
http://super.abril.com.br/jogos/crime/index.shtml

Video Game Revolution
http://www.pbs.org/kcts/videogamerevolution/history/index.html

- interatividade na TV aberta
Caso TV Cultura – o uso combinado de web 2.0, interatividade e um programa de TV com sinal aberto
http://www.radarcultura.com.br/node/26023
http://www.radarcultura.com.br/rodaviva/

Caso Current TV – o Twitter mixado com as imagens da TV
http://www.andredeak.com.br/2008/10/08/hack-the-debate-na-current-tv/

Dia 3.
Programas e sites úteis para edição multimídia

Para ler:
TEXTO / BLOGS (em pdf)
Conquiste a Rede – Blogs
Conquiste a Rede – Jornalismo cidadão

Para instalar:
Firefox
Br.Office

Blog:
wordpress

Redação colaborativa:
http://www.wikidot.com/

Twitter e as possibilidades para o jornalismo
Compartilhamento de documento no Google.docs
Assinatura de RSS

Ferramenta colaborativa para criação de projetos:
http://www.mindmeister.com/

FOTO
Flickr
Photobucket
http://www.sxc.hu [fotos royalties free para uso não comercial]
http://www.picnik.com/ [editor de fotos online]
http://www.reduzfoto.com.br/[redutor de fotos online, mas apenas de tamanho]

- Para reduzir o peso de uma foto: Picasa picasa.google.com.br/

- idéias de mashups diversos em software livre [programa que busca fotos no flickr a partir de cores determinadas pelo usuário]: http://labs.ideeinc.com/multicolr

Photoshop online, gratuito: https://www.photoshop.com/express/landing.html

Panoramas for dummies like me
http://www.andredeak.com.br/2008/10/09/panoramas-for-dummies/

http://www.andredeak.com.br/2007/09/22/panoramas/

Programa para costurar as fotos: http://hugin.sourceforge.net/

Dia 4 e 5.
VIDEOS E AUDIOS
O que há de mais avançado em busca e indexação?
http://www.videosurf.com/
www.TED.com

Para ler:
Flogs e Vlogs (pdf)
Formatos: entenda o que é mp3, mp4, .flv, .wmv, .3gp, etc.
http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia_especial.php?id_secao=17&id_conteudo=545
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquivos_de_v%C3%ADdeo

Instalar para edição de áudio: Audacity
download em http://audacity.sourceforge.net/
lame.dll em http://lame.sourceforge.net

Músicas royalties free:
http://www.jamendo.com/en/

podcast online:
http://podomatic.com/

Como fazer um podcast?
http://radio.about.com/od/podcastin1/a/aa030805a.htm
Podcast (para ler, em .pdf)
http://pcworld.uol.com.br/dicas/2008/04/09/o-que-e-como-criar-editar-hospedar-e-publicar-um-podcast/

VIDEO
Edição de vídeo online
http://www.jumpcut.com/

streaming (via celular, inclusive):
http://www.ustream.tv/
coveritlive
http://qik.com/

CONVERSORES & UTILIDADES
http://www.andredeak.com.br/2008/04/23/ferramentas-multimidia-online/

Transferência de arquivos:
http://www.filefactory.com
http://www.rapidshare.com/

Redução de endereços da web (especialmente útil para o Twitter):
http://tinyurl.com/

Imprimir qualquer coisa em pdf
http://baixaki.ig.com.br/download/PrimoPDF.htm

Conversores de formatos:
Super (converte tudo para tudo)
Jodix (tudo para mp4)
Switch Sound File Converter (áudios)
youtube downloader (tirar vídeos do YouTube em .flv)
Não testado: http://sproutbuilder.com/(flash builder)

Proxies:
http://proxy.org/cgi_proxies.shtml

TAREFAS PARA AULAS
Cadastro e uso de diversos recursos da web 2.0

- Montar um blog em Wordpress
- Montar um banco de fotos no Flickr
- Trabalhar com o Twitter durante as aulas
- Montar uma página de agregador de RSS (NetVibes ou Google Reader)
- Realizar um vídeo com aparelho móvel ou web cam
- Fazer um download do YouTube, editar e republicar (Cultura do Remix)

E aí? Alguém indica mais alguns links úteis?