Andre Deak: COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM EDUARDO TESSLER

Esta entrevista faz parte da série que investiga o campo da comunicação digital, para o Fórum da Cultura Digital Brasileira. As mesmas questões foram enviadas para várias pessoas e o resultado serve de base para as discussões no grupo de comunicação digital, dentro da plataforma do fórum.

Também serão compiladas no documento final do Fórum, e serão discutidas durante o encontro presencial que ocorrerá na Cinemateca, em São Paulo, entre 18 e 21 de novembro.

O debate é aberto, portanto, todos os que quiserem participar, seja respondendo as questões, seja discutindo as respostas, estão convidados. A caixa de comentários está aberta, assim como o site do Fórum e o grupo de comunicação. E sinta-se convidado para comparecer pessoalmente ao debate, na Cinemateca. Quem não puder ir poderá acompanhar via transmissão online e participar pelo chat.

Abaixo, o consultor para integração de redações Eduardo Tessler (que foi o primeiro entrevistado deste blog, em 2007) responde algumas questões.

Qual seria o campo da comunicação digital?
Hoje nenhum novo negócio pode ser pensado sem comunicação digital. Com o avanço das redes sociais, tudo está passando pelos meios digitais, como o lugar mais fácil onde encontrar pessoas. A necessidade de alguém se informar, receber – e produzir – comunicação é mais do que tudo para estar em dia dentro de sua sociedade. Não é possível alguém chegar em uma reunião de amigos na noite de domingo sem saber quanto foi o futebol, por exemplo. Pois a digitalização permite que a informação acompanhe o cidadão, um cara caminhando com seu i-phone (ou Nokia N95 ou qualquer celular smartphone) é uma estação móvel. Ele produz conteúdo e disponibiliza para o coletivo.  Bem, então o campo é total, multiáreas. As empresas que investem em assesoria de comunicação precisam se modernizar e apostar em comunicação digital. Livre e solta.

Quais são os principais atores deste campo ? Quais te vêm à mente primeiro?
Puxa, essa eu não sei. Acho que é preciso prestar atenção em projetos como o Urbanias, de SP (o Gilberto Dimenstein é associado), o Peabirus, do Rodrigo Lara Mesquita, coisas assim. Não acho que as grandes novidades sairão da academia. O Google não veio da academia, nem a Amazon.

Quais os principais problemas?
Dinheiro é o principal, claro. Hoje mesmo [N.E. na data em que Tessler respondeu o email] um órgão de imprensa puramente digital da Espanha anunciou o fechamento, o www.soitu.es, do Gumersindo Lafuente. O banco BBVA, que segurava a barra, cansou de perder dinheiro. Mas acho que o grande problema é que quem monta negócio digital não pode pensar como papel. E esse é o erro mais comum. Aí os caras quebram. Acho que dá pra imaginar no futuro próximo jornais unicamente em formato digital de segunda a sexta, e uma edição papel de fim de semana. Isso é bem possível, não se deve estranhar. Mas o business plan é outro, não pode ser apenas publicidade.

E que políticas públicas poderiam existir para melhorar o cenário?
A idéia de um centro de pesquisa e aplicação, como o Poynter, seria nota mil. Imagine que ainda há jornais que não estão na web por acharem que é concorrente, que vai tirar leitores, essas coisas. Pô, estamos em 2009 e os caras ainda reagem assim aos meios digitais.

Se eu fosse diretor de um jornal hoje não contrataria uma só pessoa que não tivesse um blog. É preciso ver as empresas de comunicação como centrais de conteúdo, que podem passar esse conteúdo por várias formas para o cidadão. Não mais pacotes fechados, mas várias opções.
Acho que acessibilidade deveria ser ampliada (e acho que no Brasil ela é boa, em relação à grande maioria dos países). As escolas, centros de saúde, locais públicos, todos deveriam ser uma espécie de “lan house” grátis, ou quase. Quanto mais gente estiver conectada, mais rápido avançam as iniciativas digitais.

Andre Deak: COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM EUGÊNIO BUCCI

Esta entrevista faz parte da série que investiga o campo da comunicação digital, para o Fórum da Cultura Digital Brasileira. As mesmas questões foram enviadas para várias pessoas e o resultado serve de base para as discussões no grupo de comunicação digital, dentro da plataforma do fórum.

Também serão compiladas no documento final do Fórum, e serão discutidas durante o encontro presencial que ocorrerá na Cinemateca, em São Paulo, entre 18 e 21 de novembro.

O debate é aberto, portanto, todos os que quiserem participar, seja respondendo as questões, seja discutindo as respostas, estão convidados. A caixa de comentários está aberta, assim como o site do Fórum e o grupo de comunicação. E sinta-se convidado para comparecer pessoalmente ao debate, na Cinemateca. Quem não puder ir poderá acompanhar via transmissão online e participar pelo chat.

Abaixo, as respostas do professor Eugênio Bucci:
Qual seria o campo da comunicação digital?

Atenção: o campo da comunicação digital é todo o campo da comunicação. A comunicação digital não recorta, não reparte. Ela só pode ser entendida quando visualizamos que ela expande o campo anterior, abrindo vasos comunicantes entre áreas que antes viviam estancadas em si. A comunicação digital energiza, capilariza e oxigena todo o corpo da comunicação. Ela está também no jornal impresso, preste bem atenção. As redações são redações digitais, todas elas, que escoam seus “conteúdos” por diversos suportes, simultaneamente. Mas seu núcleo já é digital. Acomunicação digital está nos impressos porque ali os textos FORAM PROCESSADOS DIGITALMENTE, com a possibilidade de diálogos que antes não podiam acontecer, mas agora acontecem e são registrados sobre o papel, com fotos enviadas por celulares, entrevistas por e-mail, contestações de bolgs, referências a outros sites. A comunicação digital está na tv. No rádio, no telefone, em toda parte. E o que ela mais pode proporcionar é a interação (não a interatividade, que é uma categoria do consumo). Ela dá mais velocidade aos mecanismos da esfera pública e propulsiona o ritmo do mundo da vida.

Quais são os principais atores deste campo?

Que atores? O imposto de renda é um, serve? O eleitor serve? (lembre-se de que a urna é eletrônica). Não entendo o que você quer me perguntar com isso. O laboratório de análises clínicas é um agente desse campo (a gente pega os resultados pela internet). As agências de viagens, as bibliotecas, as lojas de músicas, as reservas de teatro, a prostituição (inclusive a infatil, veja que fatalidade). Ora, todos os agentes públicos e privados em movimento no espaço público adquirem uma nova dimensão (uma espécie de avatar autorizado, oficial, fidedigno) na esfera digital. E agem aí. Os principais atores, portanto, lamento desapontá-lo, são: o cidadão, os agentes da administração pública, as empresas… Você vai me dizer “são os mesmos de antes” e eu vou responder “sim, são eles, mais os novos, que entram em cena agora, como as ongs, os sites colaborativos, o mundo acadêmico”. Agora, será mais difícil militar contra a transparência. Os governos, claro, ficam atrasados nisso (inclusive porque não têm interesse na transparência), mas vão sendo levados de roldão.

Quais os principais problemas?
Eu apontaria três problemas:

1. Os velhos formatos da máquina pública, que recusa a transparência e a agilidade. Em outras palavras, a velha burocracia, que favorece os interesses dos encastelados, das quadrilhas ou dos partidos, depende do ângulo, das turmas, das famílias oligárquicas. Esse primeiro problema se manifesta como um BLOQUEIO contra as potencialidades da cultura digital.

2. As novas formas de uso malicioso da comunicação (há exemplos fartos no “culto do amador”, do keen). Trata-se de fato de um grande problema. Os conglomerados do mundo empresarial se disfarçam de blogs domésticos para difundir suas propagandas e seus lobbies. Além disso, há a baixaria generalizada, que ganhou novo impulso, o anonimato criminoso, que trabalha pelo rebaixamento dos padrões do debate público e pelo rebaixamento cultural. Há as ações das claques partidárias sabotando, mesmo, o livre fluxo das idéias. Temos percebido que várias claques organizadas (as pardiárias em destaque) não acreditam na democracia, no debate objetivo, na verificação da verdade; têm apenas uma visão instrumental da comunicação e procuram instrumentalizar a esfera digital. Um senhor problema.

3. O fetichismo da tecnologia. Aí, temos o deslumbramento dos que idolatram a tecnologia como se ela substituísse os processos sociais. essa mentalidade acaba sendo apenas uma propaganda involuntária de maquininhas, mas não resolve nem entende a democracia.

E que políticas públicas poderiam existir para melhorar o cenário?
Financiamento público do jornalismo independente, sem dúvida. Estímulo para a constituição de redações independentes — desvinculadas de ongs, de governos e também de mecanismos de comércio. Um fortalecimento, com base em critérios democráticos e transparente, da comunicação pública, de fato.

Leia também a entrevista com Beth Saad, também parte da pesquisa do eixo de Comunicação Digital.

Andre Deak: ARGENTINA VENCEDORA DO FNPI: ENTREVISTA COM MARIA ARCE, DO CLARÍN

Conheci Maria Arce, a jornalista argentina do Clarín, vencedora do Prêmio da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano 2009 em Santa Catarina, por conta da VIII Semana de Jornalismo da UFSC.

Eles venceram na categoria internet com o especial Ruta 66. Percorreram o trajeto de 4 mil km nos EUA entrevistando pessoas sobre as eleições norte-americanas, e reportando dia-a-dia. Maria Arce foi a produtora, fez entrevistas, gravou vídeos  e tirou fotos durante o trajeto.

Abaixo, uma breve entrevista com ela.

Como foi o processo de pauta? Como surgiu a ideia?

A ideia foi de Paula Lugones, em 2004, enquanto cobria as eleições nos EUA. Ela visitou vários estados, mas não havia conexão entre eles (noticiosA). Ela procurou algo que os unisse. Aí ocorreu a ela cobrir as eleições de 2008 pela rota 66. Mas em 2004 a internet era jovem ainda e ela não havia pensado o projeto para web. No começo de 2008 fizemos uma reunião para ver como poderíamos realizar uma cobertura multimídia. Me dei conta de que a forma tradicional de especiais multimídia do Clarín.com não era viável [apurar e, depois de algumas semanas de edição e programação, publicar]. Não podíamos viajar, gravar e voltar para processar tudo. Então surgiu o maior desafio de todos: um multimídia em tempo real, feito do exterior. Foi o primeiro na história da Argentina e, até onde sabemos, de toda América Latina pelo menos.

E a execução? Um mês na estrada, literalmente? Como foi?

Paula Lugones e eu estivemos na rota 66 por 40 dias. Mandávamos material todos os dias. Trabalhamos até 20 horas por dia em alguns dias. O material enviado podia ser notas, vídeos, galerias de fotos, áudios ou posts. do nosso blog. Tudo editado nos Estados Unidos.

Quantas pessoas fizeram o especial? O que fez cada uma?

Basicamente o trabalho todo fizemos eu e Paula. Paula se dedicou a escrever as notas publicadas na edição impressa do Clarín, que depois iam ao Clarín.com. A equipe do Clarin.com em Buenos Aires – umas 15 pessoas alternadamente – publicava na home nosso material. Uma outra fez a infografia animada e outras cinco fizeram a plataforma em flash do especial.

Tem ideia do investimento, em dinheiro, feito pelo Clarín? O Clarín é um dos poucos jornais na América Latina que faz investimentos em multimídia. Por quê?

Clarín.com sempre quis estar na vanguarda e isso significa apostar no multimídia. Sempre fez isso. Clarin.com sempre busca novos formatos narrativos, experimentamos, arriscamos e provamos, assim, que é possível fazer jornalismo digital. O custo da cobertura poderíamos dizer que foi de uns US$ 25 mil aproximadamente, entre passagens, hospedagem, custos gerais, etc.

Que equipamento levou? O que levaria se fosse fazer a viagem hoje?

Viajei com uma maleta cheia, laptop, câmera de video HD, tripé, máquina fotográfica, Ipod, 120 cassettes, fones de ouvido, 3 celulares (um da Argentina, um dos EUA e um capaz de transmitir vídeos ao vivo, 3G), um modem 3G. Transformadores, cabos USB, carregadores para cada um dos equipamentos, e adaptadores para carregar baterias no carro. Duas baterías para a câmera de vídeo.

Hoje eu levaria um netbook, uma câmera flip e uma de fotos. Sem cabos, carregadores, nada. Um quinto do equipamento, e tudo caberia no meu bolso.

O que um jornalista precisa saber para realizar isso? Qual a formação necessária?

Saber editar vídeos e fotos, ter um blog, produzir e gravar. Pensando sempre em qual formato é melhor para cada conteúdo. Não adianta publicar fotos por publicar. As imagens têm sua razão. Todo formato é assim. Isto é ser um verdadeiro jornalista multimídia: ter a capacidade de pensar uma cobertura em todos os formatos.

Andre Deak: COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM BETH SAAD

A entrevista é parte do processo de construção do eixo de Comunicação Digital do Fórum de Cultura Digital.Br

Andre Deak: Essa é uma conversa sobre a delimitação do campo da comunicação digital. No livro Cultura Digital.Br (baixe aqui), a primeira pergunta para todos os entrevistados é “o que é a cultura digital?”. E há inlusive uma disputa semântica de termos: cibercultura, cultura digital. Mas todos entendem que a cultura digital não é simplesmente a digitalização – o analógico tornado digital. Dizem que muda muito mais, que é uma mudança estruturante da sociedade.

Beth Saad: Concordo.

Na comunicação é possível o mesmo paralelo?

Tem um complicador. Não dá para negar que vamos continuar tendo os meios tradicionais. Mas maioria tende a limitar a comunicação digital às ações de relacionamento no ciberespaço. E não acham que isso vai envolver todos os demais suportes.

Mas a comunicação digital vai envolver tudo simplesmente porque o ciberespaço será onipresente, ou mais que isso?

Mais que isso. Algumas coisas vão acontecer no ciberespaço, mas várias outras coisas estarão digitalizadas e vão envolver a lógica digital, de trocas, de bits. Um jornal impresso, hoje, se faz com meios digitais. A lógica digital é o grande chapéu do processo de comunicação. Uma parte do processo é o meio digital puro. Relacionamento com o público: o que vai fazer a diferença é se a relação é unilateral, bilateral, multilateral. O que vejo hoje é que se delimita o relacionamento no mundo virtual como se ele não se misturasse com os demais. Não acredito nisso. Tem que se misturar. Se você se propõe a entrar nas redes sociais, e abrir conta no twitter, no facebook, esse processo vai desembocar em outros processos não são tão virtuais assim. Existe toda uma integração que ainda não está clara. As pessoas acham que o que está no virtual ficará no virtual. Mas não é assim.

Cada vez mais estamos tirando o intermediário do processo, falando diretamente – o gestor, produtor com o consumidor. Isso vai afetar todo o resto. Sinto uma grande dificuldade, especialmente nas corporações privadas. Esse povo tem dificuldade em aceitar essa proximidade. Isso ainda assusta.

O Marcelo Tas diz que o digital, do termo cultura digital, uma hora desaparece, porque tudo será digital. Na comunicação também?

Eu diria que sim. A gente fala em comunicação digital hoje porque existe uma necessidade didática de organizar as coisas em caixinhas. Mas cada vez mais as coisas da comunicação vão ocorrer num pacote único. E sempre haverá um processo, ou parte dele, que ocorre em bits. Vamos colocar um tempo aí ainda pra isso acontecer, mas será assim.

O campo da comunicação digital, portanto, será o campo da comunicação?

Será. Hoje ainda está restrito ao ambientel virtual.

O livro Cultura Digital.Br talvez seja um exemplo interessante. Ele inverte a lógica com a qual estamos acostumados. O livro, impresso, não é resultado final do processo, mas ao contrário: é o início do processo, um caderno de provocações. Que depois é discutido no virtual – a plataforma www.culturadigital.br .

E as pessoas ainda estão na lógica do linear em que sempre haverá algo palpável no final. Teremos aí um tempo de convivência, entre comunicação digital e tradicional. Hoje o digital é um subcampo.

E quanto aos atores? São os mesmos do campo e do subcampo?

Enquanto competências e habilidades, todos precisam pensar no digital. Mas há uma questão de geração que causa alguns impedimentos… (risos). Para ter um conjunto de atores com este pensamento, é preciso formação destes atores. Hoje a gente mantém a formação do comunicador de forma compartimentada. Ou é jornalista, ou publicitário, ou RP. Enquanto não inverter esse processo de formação básica, sempre haverá no final do processo alguém querendo fazer só livro em papel.

Vejo a formação como algo que irá modificar a mudança do campo. É muito diferente eu ensinar de modo compartimentado do que ensinar a trabalhar com grandes temas. Uma coisa é ensinar a fazer um anúncio para o impresso, outra é pedir para o aluno conceber uma campanha crossmedia, cross-suporte. Se ensinar a pensar sistemicamente, o digital entra naturalmente no processo todo. É preciso mudar o início.

Pense como seria a ECA como um pacote único, e não mais compartimentada. Essa é a proposta mais extrema. E isso não é só no Brasil. Veja a discussão do Protocolo de Bolonha.

Como é isso?

O Protocolo de Bolonha propõe que o aluno europeu possa frequentar o seu curso em vários países. Para isso, houve um prazo de cinco anos para que as universidades da Europa se adaptassem, currículo similar, número de créditos. Para que quem quiser faça um pouco na Inglaterra, um pouco na Espanha, e saia comunicador. Poderíamos, com essa nova proposta, acrescentar umas aulas na história.

Eu conversei com Ramon Salaverría, que atualmente é chefe do depto de jornalismo em Navarra, perguntei para ele: vocês reformaram o curso e incluíram todo o curso de comunicação no pacote? Não. Continua jornalismo, apenas. Não abriram mão. Isso reflete um certo patamar da sociedade que não aceita o fim do cartesianismo, na Europa mais que tudo. Ainda demora um pouco. Apesar do público final já ver que a coisa é outra, as estruturas sociais continuam fechadas.

Aproveito para abrir para sua análise do campo. Falou dos empresários e da universidade…

E tem a comunicação pública. Tem um lado muito adiantado, que é a comunicação de serviços: governo eletrônico, imposto de renda, agenda o INSS pelo computador. Eleição. Tem um avanço bom. Mas não é comunicação, apenas meios facilitadores para reduzir o tempo. Não significa espaço para relacionamento.

Para as empresas também. Você compra uma passagem de avião, usa o home banking, mas se tiver algum problema….

Pois é. Teve o caso do sujeito da United Airlines.

A United perde o violão dele, ele reclama e ninguém faz nada. O cara é músico, fez uma música sobre a história, o vídeo estoura (5,6 milhões de views no momento deste post), a empresa fica em crise. A música dele vai para as primeiras paradas do Itunes, ele ainda ganha dinheiro. Aí a empresa corre atrás. Isso é um processo típico do mundo digital. As empresas tem um medo do cão. O cara fala mal no YouTube. O que a empresa faz? Em geral, usa respostas do mundo tradicional para dialogar com o digital. Processa o cara. As pessoas não querem buscar a solução – responder no mesmo formato, conversar.

A última parte: que políticas públicas poderiam ser feitas para avançar esse processo?

De novo, agir na base. Política pública de comunicação digital tem que ensinar isso para as crianças, muito mais do que oferecer facilidades. Mudar o modo de pensar. Se tiver que pensar em política pública, eu diria no ensino, nas escolas, no campo comunicacional.

Daí é um problema oferecer o instrumento, mas bloquear orkut, msn…

Nem mostrar que existe. A gente tem políticas já, como o computador para todos, mas isso não resolve se você não entender que o processo de relacionamento é outro na rede. Ensino à distância. E-learning. O cara acha que é só colocar o teste na rede, depois fazer uma prova… E tudo bem. É a mediação que vai fazer o processo de aprendizagem ocorrer. E hoje o mercado não tem mediadores. Na educação, nos serviços. As pessoas não entenderam ainda este papel: alguém que vai promover os grupos, alimentar a conversa. Isso não tem. E isso será o papel do comunicador.

Estive num congresso agora, em que a maioria das pessoas era jornalista ou publicitário. E eu disse que haveria uma transformação, no sentido de começar a mediação. E houve uma reação assim: mas eu não vou mais escrever? O que eu vou fazer?

Está muito difícil das pessoas entenderem…

Andre Deak: CIBERCULTURA 10+10

Gilberto Gil, Pierre Levy, André Lemos, Laymert García, Alfredo Manevy, Cláudio Prado e Sérgio Amadeu, juntos discutindo a cibercultura.

Ainda não há divulgação oficial – esta é, portanto, uma informação de bastidores, primeira-mão.

Essa turma foi convidada pela CPFL Cultura (que realiza os encontros e discussões no programa Café Filosófico, transmitido pela TV Cultura) e pelo Laboratório Brasileiro de Cultura Digital (sediado na Casa da Cultura Digital).

O encontro será em Santos, Teatro Guarani, no dia 1º e dia 2 de outubro, agora. Gratuito.

O primeiro dia, uma quinta-feira, será uma discussão sobre cibercultura (o livro do Levy completou 10 anos de tradução brasileira), sobre os últimos 10 anos e sobre os próximos. Daí o nome do evento: Cibercultura 10+10

A sexta-feira, dia 2, será outra coisa: uma oficina de remix. Gilberto Gil fará um recorte de toda sua discografia, com foco na tecnologia. O áudio e o vídeo estarão disponíveis pra serem retrabalhados, uploadados, remixados. Direitos liberados. E os palestrantes do dia anterior continuam na mesa, dialogando com Gil e suas canções. Ao lado de oficineiros que irão ajudar a capturar e a editar o material.

O resultado disso tudo deverá virar algo parecido com o que fizeram recentemente com o Radiohead. Um remix feito pelos fãs, autorizado pelos artistas.

Quer mais? Tudo também será transmitido ao vivo, online.

Andre Deak: #FAIL FSP ONLINE SEGUE ONDA ULTRAPASSADA

capafol

A Folha de S. Paulo lançou uma versão online do jornal impresso. É mais um passo na história de trombadas e retrocessos que a empresa vem dando a caminho da integração.

A opção do jornal foi pelo modelo de Flip Page, em flash. É aquele efeito de virar a página, como se fosse o jornal de papel. Muitas revistas também usam isso, como mostra o site da empresa que desenvolveu pra Folha, a Digital Pages.

Já ouvi de algumas pessoas que desenvolvem projetos na web que muitos clientes ainda gostam deste visual. Principalmente os mais velhos, que se sentem confortáveis, que reconhecem na nova mídia aquela outra com a qual estavam acostumados. Algumas versões do flip page fazem até o barulho do papel virando. Se tivesse cheiro de jornal e manchasse o dedo, talvez gostassem ainda mais. Mas para esse público, creio que o ideal talvez fosse que o jornal na web, um dia, pudesse ser, na verdade…  impresso.

Exagero. Existem algumas vantagens em relação ao impresso. O Flip Page Effect, conforme a Wikipedia:

Flip page refers to the effect of flipping through the pages of a digital document as if it was a physical document. A flip page application is often made in Adobe Flash and requires the Adobe Flash Player to run in a browser window. The benefit of having a flip page document is that it affords the user experience of reading an actual copy of a physical document or magazine. The technology is commonly used by traditional publishers that want to create (and spread) a digital version of their physical document/paper/magazine.

The illusion of having a tangible document on your computer is supposedly more powerful with the flip page function since it mimics the natural way of browsing through a physical document, yet at the same time allows the user to use the traditional electronic benefits like searching through a document, jumping to a certain page, links to external websites etc.

Entendo essas vantagens, mas ainda assim é possível criar outro lay-out, específico para a internet, mais interativo e com mais usabilidade do que a simples reprodução das páginas impressas.

A internet é algo novo (nem tão novo assim, mas cada dia está mais rápida e chegando mais longe, pra mais gente). Tentar repetir na rede “a sensação” de uma outra mídia me parece bastante equivocado, a não ser que a estratégia seja, unicamente, dialogar com o público mais velho do jornal.

No início, as novas mídias sempre tentam repetir as antigas, até por não saberem lidar com o novo. O rádio levou tempo para encontrar uma maneira de narrar que não fosse a monotonia da leitura de um texto ao vivo. Muitas estrelas do cinema mudo fracassaram quando chegou o áudio, sem saber como interpretar com palavras. O mundo audiovisual levou décadas para encontrar uma linguagem adequada – e segue se reinventando.

Com a internet não será diferente – busca-se a fusão de todas as linguagens anteriores, com a introdução de uma interatividade nunca vista.

O Flip Page surgiu em 2002. Não pegou. Não veio para ficar. Não é uma “puta idéia”.

Ou alguém aí acha que é?

Andre Deak: AULA COM EUGENIO BUCCI

Eu e Rodrigo Savazoni estamos dando uma das disciplinas no curso de jornalismo multimídia da PUC-SP. Numa das aulas levamos o professor Eugênio Bucci para falar aos alunos sobre projetos editoriais.

Todo o material do curso está no blog que criamos, aqui. Mas resolvi replicar neste blog também o áudio da palestra, que não ficou lá essas coisas, mas é uma aula excepcional. De repente alguém se anima a transcrever.

Andre Deak: PODCAST COM TREMOÇO 0.0

A Casa da Cultura Digital inaugura o Podcast com Tremoço. Esta primeira edição – a primeira de muitas ou a última – é um bate-papo com Daniela B. Silva e Pedro Markun, criadores do Clone do Blog do Planalto, e Andre Deak, Rodrigo Savazoni e Cláudio Prado.

Pretendemos gravar sempre em sextas-feiras de lua cheia, ou quando der. Sempre no quintal da Casa da Cultura Digital, na Barra Funda, em São Paulo, com tremoço e cachaça empurrando a conversa pra frente. Sem papas na língua.

Esperamos que gostem.

Podcast com tremoço 01 – download

Publicamos primeiro no Trezentos.

Andre Deak: WATERLIFE: DOCUMENTÁRIO COM INTERFACE EM FLASH

Waterlife

Um dos trabalhos mais bem feitos que vi nos últimos tempos usando a tecnologia Flash. Finalista do ONA Award, o site do documentário canadense Waterlife é um belo especial multimídia que agrega vídeos de uma maneira extramemente eficaz – dá vontade de navegar ali por horas.

Coisa de gente grande: uma co-produção do National Film Board of Canada e Primitive Enterteinment, com direção de Kevin McMahon – documentarista com décadas de estrada (trabalhou com o produtor de The Corporation, por exemplo).

Fala sobre o envenenamento dos Grandes Lagos, que banham Canadá e EUA.

waterflash

Como já disse o blog Manancial da Noite, a interface vale a visita. São vários menus de entradas para as seções, que ajudam bastante a navegação. Trilha sonora ótima, com Phillip Glass entre outros.

Os Grandes Lagos são 5, estão situados na América do Norte, entre o Canadá e os EUA, e constituem o maior grupo de lagos de água doce do mundo. Durante o percurso, a água vai sendo contaminada com todos os tipos de produtos químicos, e gera consequências na vida das comunidades e animais que dependem dessa água para sobreviver.

A fotografia, que mistura belas imagens da natureza com cenas de poluição, mexe até com o menos ecológico dos indivíduos, e abre nossos olhos para a necessidade de nos tornarmos mais conscientes. Tudo importa, desde o que é jogado no vaso sanitário e como ele é limpo até o shampoo que usamos para lavar os cabelos, o detergente que escolhemos para lavar a louça e também a quantidade de água que disperdiçamos diariamente. (via Oi Toronto)

E ainda não desisti de realizar um projeto multimídia interativo sócio-ambiental no Brasil.

PS: Não encontrei o documentário online, mas se alguém encontrar, me avise.

Andre Deak: TODOS A POSTOS: SENADO PREPARA ATAQUE À INTERNET

munchmini

É difícil crer que ainda possamos nos surpreender com as lambanças do Congresso, especialmente do Senado, que talvez pudesse simplesmente deixar de existir sem causar nenhum prejuízo (muito pelo contrário). Mas as recentes declarações sobre o Projeto de Lei Eleitoral que será votado são de dar arrepios.

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor do projeto de censura à internet que ficou conhecido como Lei Azeredo, demonstra o total desconhecimento da rede. Segundo o entendimento dele, a internet é ao mesmo tempo televisão e rádio, e por isso deveria obedecer as regras destes meios – leia-se: espaço idêntico para todos os políticos em época de campanha.

“Na hora em que a internet se assemelha a um jornal, foi colocada a mesma regra. Quando se assemelha a rádio e televisão, como é o caso de debates ao vivo, aí o entendimento foi o de que deve ter as mesmas regras da TV. A internet é uma confluência de vários meios de comunicação”. FSP, 2/9/09

O senador tem a mesma visão distorcida da realidade que o juiz Hermann, que tornou pública sua opinião neste debate no Terra Magazine. Na ocasião escrevi uma resposta ao juiz, que cabe perfeitamente ao senador:

O primeiro erro da argumentação é que rádios e televisões são concessões públicas, portanto, espaços públicos que são cedidos para grupos de comunicação. Sendo um espaço público, não pode ser usado para beneficiar candidato A ou B, obviamente. Mesmo assim, ninguém se lembra da Justiça entrar em ação na famosa edição do debate entre Lula e Collor, na rede Globo.

A limitação do espaço foi ampliada para os jornais, veículos de comunicação privados, de empresas privadas, que por vezes anunciam claramente a intenção e o apoio dos donos a determinados candidatos – o que é bastante salutar, diga-se, para neutralizar um possível noticiário enviesado. Dá até para entender que o Estado sinta-se obrigado a controlar o que dizem veículos de comunicação privados, já que há uma histórica importância do jornal impresso, um peso político que carregam, e a dificuldade de pessoas comuns em lançarem seus próprios veículos impressos com alcance nacional apoiando seus candidatos. Dá para entender, mas acho errado mesmo assim.

O que não faz nenhum sentido é ampliar para a internet essa limitação. A internet não é uma concessão pública. Todas as pessoas podem, gratuitamente, lançarem veículos de alcance mundial. O argumento de que o poder econômico levaria a desvantagens entre candidatos é equivocado; aliás, é justamente o contrário: candidatos com baixo poder econômico, com apoio da população, poderiam ter até maior exposição do que os que comprassem espaço na rede. Dinheiro não compra simpatia. Pelo menos na internet há disposição para manifestações se espalharem como fogo em rastilho de pólvora. Vide que já são mais de 100 mil assinaturas na rede contra o projeto de lei do senador Azeredo. [152 mil hoje]

Mas políticos não entendem a rede. E, como diz Marco Chiaretti, o pouco que entendem, não gostam. Não dá para controlar, não dá para evitar que a rede fale mal. Não dá para censurar, como o filho do Sarney faz com o Estadão, como a Justiça brasileira permite, endossa, apoia. Justiça que chegou a tirar o YouTube do ar, se alguém não lembra.

Não é TV, nem rádio. Não é uma concessão. São milhões de usuários (no Brasil serão mais de 70 milhões ano que vem, no atual ritmo de crescimento) enviando mensagens a milhões de usuários. Quase todos, diga-se, eleitores.

“É proibido isso e aquilo na web em época eleitoral.” Ok, e aí? Vamos colocar um sargento da Rota no ombro de cada usuário do Twitter, de cada blogueiro, de cada autor de comentário, de cada emitente de uma mensagem, um e-mail, um sms? Multar todo mundo? Fingir que não viu? Nos EUA, a turma de Obama usou a web a seu favor. Deu no que deu.

Mas nem é só isso. A proposta que o Congresso irá votar e muitos políticos querem ver aprovada tenta impedir o remix. Como diz Sérgio Amadeu:

Internet é um arranjo comunicacional distribuído. Nela, qualquer pessoa que esteja conectada e que tenha o mínimo de formação pode criar um blog e integrar uma rede social. Infelizmente, é exatamente esta qualidade que alguns Deputados e Senadores querem bloquear nas eleições de 2010.

O pior é tentar impedir que a blogosfera exerça seu direito político de criticar os candidatos e de usar da arte e do humor para comunicar uma mensagem contrária a algum político. Numa das versões desse projeto de reforma eleitoral estava proibido “a trucagem”, “montagem” e “qualquer efeito realizado em áudio e vídeo que degradar ou ridicularizar candidato, partido ou coligação”.

O que é ridicularizar? O que é “trucagem”, um termo usado nos anos 1940 e 1950 para falar das técnicas de fotográficas analógicas? Eles estão querendo dizer que está proibida a “remixagem”, a recombinação?

Sinto muito, ridícula é a tentativa inconstitucional de impedir a crítica, restringir formatos e estilos de narrativas. Uma coisa é a calúnia, a injúria e a difamação. Isto já é proibido. Outra coisa é uma sátira, uma crítica teatralizada e bem humorada, isto não pode ser impedido.

Isso proibiria, muito provavelmente, este remix que eu fiz com o Lula cantando Raul Seixas – se o Lula fosse candidato, claro. Mas já circulam pela rede dezenas de remixes com possíveis candidatos. Serão tirados do ar? Ou vão desligar a internet no Brasil?

Às armas, meus amigos. Às nossas armas. A rede já se mostrou capaz de reverter processos. Poderá novamente ser um instrumento de organização em nome da liberdade. Ou o ano de 2010 poderá se mostrar um retrocesso no desenvolvimento da comunicação digital brasileira.

#comfaz?

1.As pessoas precisam saber que o Congresso pode aprovar um golpe contra a liberdade de expressão na rede. Avise uma pessoa, que avisará outra, e outra. O poder das multidões não pode ser desprezado.

2. Vamos levar esta discussão para dentro do governo. O Fórum de Cultura Digital Brasileira é um espaço livre criado recentemente para gerar políticas públicas a partir da rede. O eixo de Comunicação Digital (o qual coordeno) já debate uma carta de liberdade na rede. Certamente teremos aí um documento de pressão para apresentar ao governo, mais adiante.

3. Você usa o Twitter? Alguns políticos também Por que não manda uns @s? De repente até é possível reverter algumas opiniões irreversíveis.

4. Pratica alguma religião?

Boa noite e boa sorte.

UPDATE: Lula veta restrição à web pra eleições

E com mais detalhes, aqui [republico um trecho]:

Esse veto foi sugerido pela Secretaria de Comunicação Social, com a justificativa de que a internet é um ambiente de livre manifestação do pensamento. Além disso, a internet não é uma concessão pública, como são as emissoras de rádio e TV.



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2012
July
16O maior túnel do mundo
April
1A piscina no Minhocão
March
2indicado para o blog awards!


2011
February
1Novo site da Casa da Cultura Digital


2010
October
27NEWSCAMP 2010
July
2119 VÍDEOS SOBRE ACERVOS DIGITAIS
June
6NOVOS BLOGS
May
27JORNALISMO DIGITAL.ORG E O FIM DESTE BLOG COMO VOCÊ O CONHECE
March
9ENTREVISTA: JAMIE KING, STEAL THIS FILM E VODO.NET
4ENTREVISTA: JOSHUA GREEN E O VÍDEO ONLINE
February
2JORNALISMO E INTERATIVIDADE
January
31CURSO JORNALISMO ONLINE – USP 2010
17HAITI.ORG.BR – JORNALISMO E SOLIDARIEDADE


2009
December
26NEWSGAMES: ENTREVISTA COM FRED DI GIACOMO
15DOCUMENTÁRIOS PARA BAIXAR
11PARTIDO PIRATA: ENTREVISTA COM AMELIA ANDERSDOTTER
9PIRATARIA TAMBÉM É POLÍTICA
4MANY EYES: INFOGRAFIA DO ESTADÃO
November
13CONVITE – FÓRUM DA CULTURA DIGITAL BRASILEIRA
9VÍDEO-ENTREVISTA: BLOGUEIRA CUBANA YOANI SANCHEZ
October
31COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM EDUARDO TESSLER
27COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM EUGÊNIO BUCCI
21ARGENTINA VENCEDORA DO FNPI: ENTREVISTA COM MARIA ARCE, DO CLARÍN
September
28COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM BETH SAAD
18CIBERCULTURA 10+10
13#FAIL FSP ONLINE SEGUE ONDA ULTRAPASSADA
13AULA COM EUGENIO BUCCI
12PODCAST COM TREMOÇO 0.0
6WATERLIFE: DOCUMENTÁRIO COM INTERFACE EM FLASH
3TODOS A POSTOS: SENADO PREPARA ATAQUE À INTERNET
August
28PRESTE ATENÇÃO NESTE FILME: ABRAÇO CORPORATIVO
21ESPECIAL MULTIMÍDIA RAUL SEIXAS
14O QUE É COMUNICAÇÃO DIGITAL?
6NOVO TEMPLATE
July
31FÓRUM DA CULTURA DIGITAL LANÇADO NO FILE
29SEXTA-FEIRA: LANÇAMENTO DO FORUM DA CULTURA DIGITAL
27LULA CANTA RAUL – REMIX
13FÓRUM DA CULTURA DIGITAL BRASILEIRA
5CASA DA CULTURA DIGITAL: UTOPIAS REUNIDAS
June
26LULA, SALA 41B – DIRETO DO #FISL
25FOTOS DO #FISL NO FLICKR
25BLOG DO LULA #FISL
25BLOG DA PETROBRAS #FISL
25MÚSICA PARA BAIXAR #FISL10
24FISL 10 – NOTAS, ENTREVISTAS E OPINIÃO
7JORNALISMO NA INTERNET: CURSO DA REVISTA CULT
May
25ENTREVISTA: MANUEL CARLOS CHAPARRO
23JOGOS, INTERATIVIDADE E JORNALISMO: NEWSGAMES
22SEM RUMO: MULTIMÍDIA MEDIASTORM
18DESDE CUBA: MULTIMÍDIA GARAPA.ORG
5REALIDADE AUMENTADA NO ESTADÃO
April
29NEWSGAME: CONSUMER CONSEQUENCES
24REALIDADE E REPRESENTAÇÃO
23VILÉM FLUSSER: O MUNDO CODIFICADO
22BRASILEIROS DIGITAIS
11SONDAS NO UNIVERSO / MALOFIEJ 17
10Sobre homens e máquinas
8NEWSGAMES: JOGO DA MÁFIA
6CRÍTICA: O CULTO DO AMADOR
2SLIDESHOW: A TRANSIÇÃO PARA O DIGITAL STORYTELLING
March
31INFOGRAFIA NYT: HOW DO YOU FEEL ABOUT THE CRISIS?
21MAKING OF: CRÔNICA DE UMA CATÁSTROFE AMBIENTAL
19REPÓRTER DO FUTURO: INSCRIÇÕES ATÉ DIA 27
11PENSADORES DO CIBERESPAÇO – TEXTOS
5TANGO LESSONS
February
22ENTREVISTA: IDELBER AVELAR
18SELEÇÃO 100 MAIS
6MULTIMÍDIA NYT: ONE IN 8 MILLION
1MULTIMÍDIA LAS VEGAS SUN: THIRST IN MOJAVE
January
31JOIN US – A ERA DA COLABORAÇÃO
24ALGUMAS IMPRESSÕES: CAMPUS PARTY 2009
18INFOGRAFIA NYT: A POSSE DO OBAMA
15ENTREVISTA: ANDRE DAHMER
14GAZA-SDEROT: A VIDA APESAR DE TUDO
11GAZA MULTIMÍDIA
5O JORNALISMO CEGO E O ESTADO TERRORISTA


2008
December
11NEW YORK TIMES CONVERSATIONS
November
30HOME WITHIN – 3 MINUTE WONDERS
27NEWSCAMP NO SÁBADO COM INTERAÇÃO ONLINE
24CURSO DE EDIÇÃO PARA JORNALISMO MULTIMÍDIA
17GAGGED IS BACK
9JORNALISMO E VIDEO GAME
4DISCUSSÃO COM GARAPA
350 PESSOAS, UMA QUESTÃO
3JORNALISMO E ENTRETENIMENTO
2PROJETO PUBLICO.ORG
1BOUNCE RATE
October
30GREVE DE JORNALISTAS NA EBC
24CONVITE
21JORNALISMO MULTIMÍDIA, ONLINE, 2.0, JORNALISMO DIGITAL ETC
16NAÇÃO PALMARES LEVA O VLADIMIR HERZOG
9PANORAMAS FOR DUMMIES
8HACK THE DEBATE NA CURRENT TV
6NOTAS SOBRE A COBERTURA EXPERIMENTAL RODA VIVA
6PUBLICIDADE E INTERATIVIDADE
1GREVE MULTIMÍDIA INTERROMPIDA
1DIGITAL AGE 2.0 – O MERCADO DISCUTE A REDE
September
29GREVE MULTIMÍDIA
18SECTOR SNAPSHOT: O NEW YORK TIMES MOSTRA O RETRATO DA CRISE
15O BLOG DO SARAMAGO E O SPLASHCAST
12CIDADANIA DIGITAL LATINO-AMERICANA – LIVE BLOGGING
9ALBERTO CAIRO E INFOGRAFIA NO NUPEJOC
9WANDERLUST: INFOGRÁFICO SOBRE ROTAS FAMOSAS
2INFOGRAFIA DO CLARÍN SOBRE PRÉ-SAL
1INFOGRAFIA INTERATIVA NO NEW YORK TIMES
August
31POEMAS AOS DOMINGOS
28INFOGRAFIA COM FOCO NO CIDADÃO 2
27COISA DO PASSADO
24INFOGRÁFICO: REGISTROS DE UM TORNADO
21VEREADOR DIGITAL
21HACKERS NO MINISTÉRIO DA CULTURA – ENTREVISTA: JOSÉ MURILO JUNIOR
13DE QUE ME SERVEM AS NOTÍCIAS DE ONTEM?
7EM DEFESA DAS UTOPIAS
4INTEGRAÇÃO NO CORREIO DA BAHIA
3TEMPOS DIFÍCEIS PARA OS DEFENSORES DO COPYRIGHT
July
30PARA GASTAR ALGUNS MINUTOS
23O FUTURO D / A TELEVISÃO ONLINE HOJE
22A EXPERIÊNCIA DO TWITTER NO RODA VIVA
19BLOCO DE NOTAS: III NEWSCAMP
18COBERTURA AO VIVO: ZELJKO LOPARIC
17MURILO SALLES: “NOME PRÓPRIO” VAI PRA REDE
15ENTREVISTA: DANIEL FLORÊNCIO
9O “ARREVISTAMENTO” DOS JORNAIS
7ENTREVISTA: DANIELA RAMOS – PARTE 2
6ENTREVISTA: DANIELA RAMOS – PARTE 1
4NEWSCAMP 3 – SÃO PAULO DIA 19
3LENTES COM LEDS
1O TWITTER COMO COMPLEMENTO
June
25HACKERS CUBANOS
18VOCÊ DIZ O QUE QUER VER: A INTERNET MONTA O VÍDEO
17AMBULANTES NO TREM: TCC MULTIMÍDIA
13MISTURA EXPLOSIVA: TSE, INTERNET E ELEIÇÕES
6MAPA GLBT – GOOGLE MAPS PARA POLÍTICAS PÚBLICAS
3HISTÓRIA DAS COISAS: DOCUMENTÁRIO INTERATIVO
May
28LEITORES DO FUTURO
24LINKS PARA UM FERIADO PREGUIÇA
21RACISMO NA TURMA DA MÔNICA?
17OS REPÓRTERES DO FUTURO
15ENTREVISTA: MARÍLIA BERGAMO
13PUBLICIDADE HIPERMÍDIA
11INFOGRAFIA DE COLETA SELETIVA
9LINKS PARA JORNALISMO DIGITAL
8MAIS UM LOTE
8AS 1001 UTILIDADES DO TWITTER
7NOVAS FOTOS NO FLICKR
7JORNALISMO MÓVEL: VIDEOSTREAM DIRETO DO CELULAR
6DE ROUPA NOVA
6DO QUE É FEITA A INFLAÇÃO?
5GARAPA – GET UP AND MAKE JOURNALISM
April
30JORNALISMO MULTIMIDIA JÁ É ADOLESCENTE?
29CURSO DE JORNALISMO E INTERATIVIDADE
28CIRANDA DE TEXTOS: CHAMADA PARA 4ª RODADA
23FERRAMENTAS MULTIMÍDIA ONLINE
23GLAUCO LARA: BLOG DE INFOGRAFISTA
23INTEGRAÇÃO DE REDAÇÕES: DISCUSSÕES EM AUSTIN, TEXAS
21CURSO DE TV MULTIMÍDIA EM BELO HORIZONTE
21PODCAST: JORNALISMO OPEN SOURCE
19PODCAST: INTERNET SOB ATAQUE
18TV DIGITAL E GINGA
18“EU BAIXO JOGOS DE GRAÇA NA INTERNET. É ERRADO?”
16PRÉ-FISL 9.0
16ENTREVISTA: LUIZ IRIA
15BLOG DO FISL
15FISL 9.0 – FÓRUM INTERNACIONAL DE SOFTWARE LIVRE
14FALA QUE EU NÃO TE ESCUTO
14NEWSCAMP 2ª EDIÇÃO – EU FUI
10COMEÇOU A CAMPANHA
8INTERATIVIDADE ESTILO BEAVIS E BUTTHEAD
7EM BRASÍLIA, 19 HORAS
4MARTIN LUTHER KING ASSASSINADO HÁ 40 ANOS
3ENTREVISTA: MARINA MOTOMURA
1MELHORA NO VIDEOCAST DA FOLHA – MAS AINDA FALTA MUITO
March
28O VERDADEIRO NEWJOURNALISM
27PHOTOSHOP EXPRESS – ONLINE E GRÁTIS
27NEWSCAMP 2ª EDIÇÃO
25CIRANDA DE TEXTOS: CHAMADA PARA 3ª RODADA
25URBANO E AS NOVAS POSSIBILIDADES PARA O JORNALISMO
25CULTURA DA INTERFACE
24BLOG TRAZ A MELHOR DISCUSSÃO SOBRE O HAITI
21REUTERS + MEDIASTORM
21O IG E A DEMISSÃO DE PAULO HENRIQUE AMORIM
20ZACH WISE RECOMENDA
19O BRASIL NO MALOFIEJ E AS DICAS DE ALBERTO CAIRO
19EU, BLOG – POST DE UM ANO
17INFOGRAFIA ONLINE DO NEW YORK TIMES LEVA PRÊMIO MALOFIEJ
13CIRANDA DE MARÇO
12GOVERNO DRIBLA OPOSIÇÃO E CRIA TV PÚBLICA
10ENTREVISTA: JUANTXO CRUZ
10PICTURES OF THE YEAR
10ENTREVISTA: SERGIO LEO
9JORNALISMO DE VANGUARDA NA CURRENT TV
9POR QUE A INFOGRAFIA SALVARÁ O JORNALISMO
5JUMPCUT – EDIÇÃO DE VÍDEO ONLINE
5GEOPOLÍTICA DO CERCO
5POSTS PAGOS, POSTS PUBLICITÁRIOS E OUTROS NOMES DA BESTA
4CUBA NO FLICKR
3ELIZA, CHATTERBOTS E A ENTREVISTA INFINITA
February
29ASHES AND SNOW
23DIÁRIOS DE HAVANA – RADIOBEMBA
23TROQUE SEU ORKUT POR UM BLOG
23DIÁRIOS DE HAVANA – TURISTAS
21DIÁRIOS DE HAVANA – FIDEL
15HIPERDOCUMENTÁRIO
15DIÁRIOS DE HAVANA IX – NOTÍCIAS DE CUBA
15DIÁRIOS DE HAVANA VIII – SOFTWARE LIVRE E PIRATARIA EM CUBA
13DIÁRIO DE HAVANA VII – MEETINGS DE REPÚDIO
11DIÁRIO DE HAVANA VI – NOVELAS BRASILEIRAS
11DIÁRIOS DE HAVANA V – DOCUMENTÁRIO X ROTEIRO NA EICTV
8DIÁRIOS DE HAVANA IV
8DIÁRIOS DE HAVANA III
8DIÁRIOS DE HAVANA II – A MORTE DE UM BUROCRATA
5DIÁRIOS DE HAVANA I
3O CONFLITO COMO BASE DOS RELATOS
3QUATRO PROPRIEDADES DO AMBIENTE DIGITAL
January
30BAJO LAS CAPUCHAS
25SIN PERDER LA TERNURA
24BLOG CARNIVAL BRASILEIRO: SUCESSO DE PARTICIPAÇÃO
231ª RODADA DA CIRANDA DE TEXTOS
22CIRANDA DE TEXTOS SOBRE JORNALISMO ONLINE
21IRA GLASS: DICAS PARA BOAS HISTÓRIAS
19AS IDÉIAS LIBERTADAS
19ENTRE A FOTO E O VÍDEO: MULTIMÍDIA
17MULTIMIDIA DO LAS VEGAS SUN
16PÓLOS PARA ESTUDO DE CYBERJORNALISMO
15CINCO PASSOS PARA MODERNIZAR UMA REDAÇÃO
15CARNIVAL OF JOURNALISM
15FÓRUM DE ACESSO A INFORMAÇÕES PÚBLICAS
14O INFERNO SEM FRONTEIRAS
13SCROOGLED: O GOOGLE ONIPRESENTE
11INFOGRAFIAS CIENTÍFICAS
10BEEKEEPERS: ESPECIAL DO CHICAGO TRIBUNE
10DESTINO: HAVANA
9ESTÁDIOS BRASILEIROS: INFOGRAFIA COM GOOGLE MAPS
8PERSÉPOLIS – JORNALISMO EM QUADRINHOS
8INFOGRAFIA NOVA LEI DO CIGARRO
8PUBLICIDADE MULTIMÍDIA
8BASTIDORES DO VIDEOCAST DA FOLHA
7LIVRO DO RICHARD KOCI HERNANDEZ
7OS MALES DO SALTO-ALTO


2007
December
29PARADA PARA O ANO NOVO
29SLIDESHOW DO NYT: BENAZIR BHUTTO
24MOBY GRATIS
24NO ANO QUE VEM
19O CHEIRO DO RALO
19DICAS SOBRE JORNALISMO MULTIMÍDIA
17GUARDIAN E O PODCAST DE 41 MINUTOS
16O BRASIL DE ALOYSIO BIONDI
14BLOGS SOBRE JORNALISMO NOS EUA
14JORNALISMO NA INTERNET
10INFOGRAFIAS PORTUGUESAS COMENTADAS POR MÁRIO CAMEIRA
8ÍNTEGRA DO COLÓQUIO BRASIL-ESPANHA SOBRE CIBERMEIOS
8ENSINO DE JORNALISMO DIGITAL
8CONVERGÊNCIA
7GÊNEROS JORNALÍSTICOS NO CIBERESPAÇO
7NARRATIVIDADE
7AOS PROFESSORES DE JORNALISMO DIGITAL
7COLÓQUIO BRASIL-ESPANHA DE CIBERPERIODISMO
7BLOGS E MARMOTAS
7CORONELISMO ELETRÔNICO NO RS
6JORNALISMO PARTICIPATIVO
6LIVRO SOBRE INFOGRAFIA
5ENTREVISTA: POLLYANA FERRARI
5TV DIGITAL: NOVOS VELHOS PROBLEMAS
4NAÇÃO PALMARES: MAIS HISTÓRIAS POR TRÁS DA HISTÓRIA
4INFOGRAFIA – ESCASSEZ DE PESQUISA
4JORNALISMO DE BASE DE DADOS, CONSUMO DE INFORMAÇÕES NA WEB
3JORNALISMO DIGITAL NO BRASIL E NA ESPANHA: O ESTADO DA QUESTÃO
November
30KIT MULTIMIDIA DA REUTERS
30BONS DOCUMENTÁRIOS EM TORRENT
29DESIGN PARA BLOGS
29PRESOS INJUSTAMENTE – 137 ENTREVISTAS APRESENTADAS EM FLASH
29QUALIFICAÇÕES PARA O JORNALISTA MULTIMÍDIA
26JORNALISMO DIGITAL WIKI
26A REDAÇÃO DO NEW YORK TIMES
26ESPECIAL AMAZÔNIA
25MAKING OF NAÇÃO PALMARES
21SAIU O NAÇÃO PALMARES: DOCUMENTÁRIO INTERATIVO
19WIKI DE LEITURAS SOBRE JORNALISMO ONLINE
17FOTOJORNALISMO MULTIMÍDIA
16LIVROS PARA FAZER JORNALISMO ONLINE
16WILLIAN GIBSON E A REDE ONIPRESENTE
15MANUAL PARA PANORÂMICAS
14DE VOLTA À REDE
2IMAGENS DE SÃO PAULO
October
29O QUE FAZ UM EDITOR MULTIMÍDIA?
25MEU CLIPPING 2: ENTREVISTA PARA O SUBLIDE
25MEU CLIPPING
18DEIXO A AGÊNCIA BRASIL
16WEB-DOCUMENTÁRIO: BON BAGAY HAITI
15O ARCADE FIRE E O VÍDEO INTERATIVO
15INFOGRÁFICO DE FÓRMULA 1
12ESTADÃO ERRA DE NOVO
11SAIU
8O HAITI SEM MEIAS PALAVRAS
4SEMINÁRIO DE CONVERGÊNCIA DIGITAL
3REDAÇÕES INTEGRADAS: NÃO BASTA ARRASTAR OS MÓVEIS
2A LIBERDADE DE IMPRENSA É UM DEVER
1INFOGRAFIA COM FOCO NO CIDADÃO
1PRÊMIO DE DOCUMENTÁRIO PARA MEDIASTORM
September
29GRANDES ENTREVISTAS DO SÉCULO 20
26JORNALISMO LIVRE DOS GOVERNOS
25VÍDEOS ONLINE NO CHANNEL 4 NEWS
24INFOGRAFIA NO G1
22PANORAMAS
21ENTREVISTA: ZACH WISE
20ESTADÃO: RECONHECER O ERRO É DIFÍCIL
20DUAS DICAS
19CONHECIMENTO BÁSICO DE MULTIMÍDIA
19O FIM DA PIRÂMIDE INVERTIDA?
18A DOUTRINA DO CHOQUE
17ENTREVISTA: JOSÉ ANTONIO MEIRA DA ROCHA
16ASTERPIX: FERRAMENTA DE HIPERVÍDEO
14ENTREVISTA PARA O JORGE ROCHA
13ESPECIAIS MULTIMÍDIA FINALISTAS
11JORNALISMO LIVRE NA AGÊNCIA BRASIL
10PIRAÍ – REDE WIRELESS PÚBLICA
3INFOGRAFIA: NOVAS REDAÇÕES
August
30GANHEI
28TV PÚBLICA OU CHAPA BRANCA?
27O COMEÇO DO FIM DO SECOND LIFE
25NOVAS REDAÇÕES PARA NOVAS MÍDIAS
22REPORTAGENS MULTIMÍDIA FINALISTAS
21ENTREVISTA: EDUARDO TESSLER
20NYT PASSA A HOSPEDAR BLOGS INDEPENDENTES
19RÁDIOS COMUNITÁRIAS
18DICAS DE ALBERTO CAIRO
18CAMPANHA DO ESTADÃO: A TALENT RESPONDE
17ESTADÃO v. BLOGS: OS BLOGS CONTRAM ATACAM
12US BRIDGE MAP: O GOOGLE MAPS AO EXTREMO
10GOOGLE MAPS NA AGÊNCIA BRASIL
8LONGE DA CASINHA DE BONECA
8NOVOS DESENHOS PARA INFOGRÁFICOS
7FLOCK
6“A TELEVISÃO NÃO SERÁ REVOLUCIONADA”
3EM CRISE
1SOBRE A AGÊNCIA BRASIL
July
30GALERIA YOUTUBE
28FAT NATION
25DOCUMENTÁRIOS TELEFÔNICOS
18O PRIMEIRO CASO
11O BOM E VELHO DEBATE
8O BOM E VELHO JORNALISMO ESTÁ MORRENDO
5DAILY TELEGRAPH x NYT
3BEN HAMMERSLEY E A EXPERIÊNCIA TURCA
June
27BLOG DA AGÊNCIA BRASIL
21PROPRIEDADE CRUZADA NA COMUNICAÇÃO
19PODCAST: MediaOn
16Luana, a Igreja e o Estado
14BBC IPLAYER
13MEDIAON
10JORNALISMO & VIDEO-GAME
4VAGA PARA JORNALISTA VIRTUAL
2FIREFOX, EU USO
May
27ENTREVISTA: ALBERTO CAIRO
27MÍDIA PÚBLICA x MÍDIA COMERCIAL
20PRATELEIRA
17MULTIMEDIA SHOOTER
15O CARA DA INFOGRAFIA DO WASHINGTON POST
8“BOM TEXTO NÃO SERVE MAIS”
3FIZEMOS O HIPERVIDEO
April
24ALBERTO CAIRO & APPLE
20INFOGRAFIA EL PAIS
19GOOGLE – INFINITAMENTE ALÉM DO CIDADÃO KANE
16FISL NA AGÊNCIA BRASIL
7FISL 8.0
3INFOGRAFIAS VENCEDORAS – MALOFIEJ
1SOCIEDADE DO AUTOMÓVEL
March
31CASOS: A INFOGRAFIA EM BOGOTÁ E UMA FÁBRICA DE IDÉIAS
31INFOGRAFIA E JORNALISMO ONLINE NO TEXAS
31A IMPORTÂNCIA DO VÍDEO EM WASHINGTON POST E EL PAIS
2830 ANOS
28ZEITGEIST
28RELATO-RELÂMPAGO
26PRÊMIO MULTIMÍDIA PARA O WP
26OBJETIVIDADE E INFOGRAFIA
26PARA LER
26GOOGLE GRID
26WTF – E MAIS DOIS BLOGS
26DOIS BONS BLOGS
26STEVE OUTING
26JORNALISTAS DA WEB
19NOVOS TEMPOS, NOVOS PROCESSOS
17ANO NOVO, VIDA NOVA

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