Andre Deak: JORNALISMO E INTERATIVIDADE

Essa é uma apresentação utilizando o software húngaro Prezi, que costumo utilizar em aulas por aí. Ela se modifica com o tempo, conforme vou tirando ou acrescentando conteúdos interessantes.

No mínimo, é um resumão de links que julgo bacanas sobre jornalismo interativo. Tem algum pra recomendar?

Apresentei hoje isso na aula do curso de jornalismo online do Eugênio Bucci na USP. As outras aulas estão neste site aqui: www.jornalismodigital.org

Andre Deak: CURSO JORNALISMO ONLINE – USP 2010

Segunda-feira (dia 1) começa o curso de Jornalismo Online 2010 da turma de graduação da USP. O professor será o jornalista Eugênio Bucci, e eu farei a monitoria da turma. Isso inclui organizar as aulas para que estejam online o quanto antes. E já está de pé o blog www.jornalismodigital.org , que é onde o material será organizado.

O curso terá 15 aulas, que deverão ser gravadas e colocadas online. A ideia é também produzir textos a partir destas aulas, que depois poderão virar uma espécie de manual básico para jornalismo online. Nós (professores e alunos) tentaremos deixar tudo editado e online logo após o término das aulas, que ocorrem durante fevereiro.

Pela programação, dá pra ter uma ideia do que será o curso. Algumas coisas devem se modificar no decorrer do mês, mas no geral é isso aí.

Sugestões, dúvidas, mandem pra mim, ou comentem este post. Notícias sobre o desenrolar das aulas eu mando pelo twitter: @andredeak

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Andre Deak: HAITI.ORG.BR – JORNALISMO E SOLIDARIEDADE

Um projeto que o jornalista Aloisio Milani desenvolvia faz tempo com a gente – um site sobre o Haiti – acabou nascendo às pressas por conta da catástrofe que se abateu sobre o país mais pobre das Américas.

É o Haiti.org.br.

O Aloisio é um dos maiores especialistas em Haiti do Brasil. Esteve lá várias vezes, e fez um raro e belo trabalho de reportagem, não uma, mas muitas vezes.

Na semana passada, o Rodrigo Savazoni e ele subiram o site (um wordpress usando uma variação do template Mimbo). O Aloisio já tinha o conteúdo mais ou menos estruturado. Estamos fazendo ainda alguns ajustes, mas já está plenamente funcional.

Como disse o Rodrigo:

Estamos lançando este fim de semana o projeto http://www.haiti.org.br
– Jornalismo, Direitos Humanos e Solidariedade

Conto com a visita e o apoio de tod@s nessa empreitada…

Nossa ideia é mostrar que informação qualificada também pode ajudar a
salvar vidas.

Também é uma boa hora, com a tragédia haitiana, de constituirmos um
veículo que mostre que essa tragédia não começou agora. Um veículo que
seguirá existindo mesmo depois de o circo midiático se desmontar em
Porto Príncipe.

A ideia é trabalhar com colaboração e auxílio, nas ações jornalísticas
e nas ações de solidariedade.

Andre Deak: NEWSGAMES: ENTREVISTA COM FRED DI GIACOMO

Conheci Fred Di Giacomo numa mesa que participamos juntos em Florianópolis, na Semana de Jornalismo Digital da UFSC (e que teve também a argentina Maria Arce). Fred é um dos principais caras que fazem os newsgames da Abril – pelo menos na Superinteressante, na Mundo Estranho e no núcleo Abril Jovem. Já escrevi algumas vezes sobre os newsgames da Super, que produziu alguns dos melhores que já vi no Brasil.

Abaixo, umas perguntas que ele me respondeu por email.

Como é que você foi parar na área de newsgames? Qual sua formação? E como, quando e por que a Abril resolveu começar a desenvolver newsgames?

Eu sou formado em jornalismo pela Unesp – Bauru, mas sempre puxei para a área de multimídia. Meu estágio foi em Rádio e TV, e na faculdade eu desenvolvi vários projetos de audiovisual, além de fazer o site do meu fanzine na raça, usando Front Page e html basicão. Quando passei no Curso Abril (2006), caí num grupo que deveria desenvolver uma revista digital para a Capricho. De lá fui contratado para o site da Mundo Estranho, no qual criamos jogos, testes, vídeos e podcasts.

Quando voltei a trabalhar no Internet Núcleo Jovem (novembro/2008), o Rafael Kenski era o editor e estava começando a produzir newsgames. Ele nem conhecia esse termo. Achávamos que estávamos criando os “jogos jornalísticos”, com a experiência que o núcleo já tinha em infográficos online. Foi aí que eu me envolvi com esse formato e foi aí que a a Abril começou a desenvolvê-lo. Não foi uma iniciativa corporativa, foram iniciativas pessoais.

Como é seu dia-a-dia?

Hoje eu sou o editor da Internet Núcleo Jovem, então acumulo algumas funções mais burocráticas, além de tocar esses projetos especiais, como os newsgames. Eu chego no trabalho por volta de 11h e fico até umas 20h30. Coordeno uma equipe de mais 6 pessoas que cuidam dos sites da Mundo Estranho, Superinteressante, Guia do Estudante e Aventuras na História. Abro o dia me atualizando com as notícias, via Twitter, RSS e portais. Faço algumas reuniões. Temos reuniões de pautas semanais no Núcleo e também faço reuniões semanais com os editores das revistas. Geralmente tocamos uma produção multimídia por mês e atualizamos os sites diariamente com notícias, blogs, enquetes e um pouco de conteúdo ligado às edições impressas. Reuniões com TI, fornecedores, marketing e publicidade também fazem parte da rotina.

As equipes dos newsgames da Abril costumam ser grandes – roteiro, apuração, programação, design… Com quantas pessoas trabalham normalmente? O que faz cada um?

As equipes de newsgames incluem gente da nossa equipe fixa (que também toca todos os sites) trabalhando com  frilas. São no mínimo 5 pessoas por produção (editor, repórter, designer, programdor e ilustrador). Às vezes aproveitamos uma apuração que o repórter tenha feito para uma matéria da revista, em outras pagamos alguém pela apuração. O editor coordena a parte de texto do newsgame e muitas vezes também é responsável por desenvolver o roteiro e a mecânica do jogo. O designer cuida do layout e coordena o trabalho do ilustrador e do programador.

O que você acha necessário que um jornalista saiba para trabalhar com newsgames? Quais os pré-requisitos?
É importante que o jornalista tenha alguma experiência como gamer, para ter referências de mecânicas e também de estética, de jogabilidade. Conhecimento de infográficos online e outras narrativas multimídias (vídeos, slide shows, etc) também são bem-vindas. E,claro, a pessoa precisa ser criativa.

Games são entretenimento. Jornalismo trabalha com notícia. Como fica essa mistura? Não há risco de cair muito para o entretenimento e acabar esquecendo “qual é o lead” do game? Como vocês trabalham esta questão?

Essa é uma das principais discusões que temos na equipe. Como aliar a diversão e a informação de uma forma equilibrada? Não existe uma fórmula, newsgames são uma linguagem nova. O Rafal Kenski tinha uma ideia legal sobre isso. Quando você estiver com a ideia do jogo pronta pergunte: “ele diverte? ele informa?”. Se cumprirmos essas duas missões, estamos no caminho certo. Sem informar, o newsgame é só game.

Games, infografias interativas… Esse é um futuro para o jornalismo? Por onde vamos?

Acho que o jornalismo tradicional sempre vai existir. Demora bastante pra produzir um newsgame, não dá pra noticiar a morte de um presidente só quando o infográfico ficar pronto. Mas esses serão os “cadernos especiais, as grandes reportagens do século XXI”. Acho que só estamos começando a explorar, de verdade,  as linguagens multimídia agora. Temos muito caminho para desbravar no universo do jornalismo online.

Andre Deak: DOCUMENTÁRIOS PARA BAIXAR

Foi-se (ou está indo) a época em que o barato dos estudantes de jornalismo era fazer um livro reportagem usando técnicas do new journalism. Agora, parece, a onda é o documentário. Quem sabe na década seguinte veremos as reportagens multimídia pegando no breu.

De qualquer forma, as faculdades parecem continuar formando apenas redatores, preparando, no máximo, um jornalista cujo sonho é ser empregado num jornalão pra reclamar do editor vendido/carrasco/direitoso/todas as anteriores. Creiam, existe vida fora da grande imprensa.

Mas este post nem é pra falar isso.

Deu um boom de bons documentários ultimamente. Mas os clássicos também são muito bons. Andei perguntando por aí o que vale a pena ver. E baixar, aliás. O jornalista Felipe Lavignatti me mandou uma lista dele, a qual acrescentei algumas coisas, mais 3 filmes de uma lista do Pedro Valente.

COMO FAÇO DOWNLOAD DOS DOCUMENTÁRIOS?
O primeiro passo é saber o nome original do documentário. Procure no Internet Movie Database. Depois, faça uma busca em sites de torrent, como estes aqui. A maioria deverá estar sem legenda – aí você busca separado, legendas pt-br (português do Brasil). Players como o Classic ou o VLC podem juntar, depois, as legendas com os vídeos.

Abaixo, uma lista com algumas coisas sugeridas pelo Lavignatti:

Crips And Bloods Made In America
(dirigido por um ex-skatista, Stacey Peralta). O cara praticamente inventou o skate na california nos anos 60. Estreou em filme contando a história da turma de skate dele. O doc gerou um filme ficção. Mas esse conta outra história, a das gangues de Los Angeles. Usa muito bem recurso gráfico pra mapas mostrando qual gangue domina que pedaço. É mais ou menos explicando o efeito Rodney King. Como se no Brasil fizessem um falando como os morros cariocas foram tomados pelo CV e pelo Terceiro Comando. Aqui pelo Pirate Bay.

Crumb
(sobre o Robert Crumb, tá na lista dos 1001 filmes daquele livro de mesmo nome. O Diretor é Terry Zwigoff , que, depois, passou pra ficção. O cara é bom)

Gonzo The Life and Work of Dr Hunter S Thompson
Muito foda pra jornalista esse. Mostra como o cara era bom em reportagem. Mesmo se tratando de um filme sobre um suicida, tem final feliz. Feito pra HBO. Pirate Bay.

häxan
Documentário sobre bruxaria. É sueco, mudo e feito em 1922. Sem saber direito o que é ficção ou doc, o diretor mescla as duas coisas. Torrentz.

Im Toten Winkel Hitler’s
“Eu fui a secretária de hitler”. Mal filmado pra porra. Mais de uma hora duma véia falando pra uma câmera, sem fotos, sem mudança de plano nem nada. Mas segura pela história da véia. Parece uma fita bruta de uma entrevista qualquer, só que a mulher não é uma qualquer, ela ficou no bunker até o bigodinho se matar.

Jonathan Ross in Search of Steve Ditko
Um cara atrás do desenhista co-criador do Homem aranha. O cara é recluso, é o trabalho do repórter de achar. No fim ele acha, mas não filma. Interessante.

Paradise Lost
História duns moleques acusados de assassinato, só que sem provas. Tudo porque eram metaleirinhos. Os diretores passaram a fazer sucesso depois desse doc/denúncia e dirigiram o documentário do Metallica (SOme Kind OF Monster), que é bem bom também.

Roman.Polanski.Wanted.And.Desired
Parecido com docudrama. Conta a vida de bonvivant do polanski até ser acusado de estupro de menor. Mostra cenas de filmes dele para ilustrar a personalidade do diretor.

Joe_Strummer:_The_Future_Is_Unwritten
(Sobre o líder do THe CLash). Sobre o filme, tem mais aqui, na Wikipedia.

Standard.Operating.Procedure
Esse mostra o que foi crime e o que não foi em Abu Ghraib. [N.E.: É de um dos mais famosos documentarias americanos, Errol Morris. O livro também é muito foda, e tem tradução para o português]

Stranded – The Andes Plane Crash
Docudrama sobre a queda do avião nos Andes, que originou o filme Vivos. Muito foda. Eu demorei alguns minutos pra perceber que era reencenado.

The Bridge
Sobre os suicidas da Ponte Golden Gate. Esse é polêmico e faz pensar um pouco sobre o papel do jornalista. Leia isso.

Da lista de Pedro Valente:

The Corporation
Uma aula de como a figura da “corporação” surgiu, passou a ser vista pela lei como uma pessoa com direitos e deveres e acabou causando mais mal do que bem pra sociedade. O filme mostra como o diagnóstico de um psicopata se encaixa direitinho com os traços de “personalidade” das grandes empresas. Site oficial aqui e torrent aqui.

Good Copy Bad Copy
Documentário sobre direitos autorais, música e filmes nos dias de hoje. Muito bom porque foge daquela visão fechada nos EUA e vai na Suécia falar com os caras do Pirate Bay, na Nigéria pra mostrar a maior indústria cinematográfica do mundo – com produções de dar inveja ao Zé do Caixão – e vai a Belém do Pará pra investigar o movimento Tecno-brega, a pujante indústria do remix local e da “aparelhagem”. Além de falar com cabeções do assunto como o Lessig. Site oficial e download do torrent aqui.

Sicko
Esse é o filme novo do Michael Moore, que desce o pau na indústria dos planos de saúde dos EUA. Não é distribuído de propósito pela rede, mas teve um conveniente “vazamento” assim que rolou o boato de que seria proibido por ter uma parte filmada em Cuba ou outra desculpinha qualquer.  Ele  mostra ao redor do mundo como governos do Canadá, Reino Unido, França e Cuba cuidam da saúde,  expondo a vergonheira que é o sistema dos americanos. Torrent aqui.

Zeitgeist
Pra quem gosta de teorias da conspiração esse é um prato cheio. Achei legal a explicação de que Jesus e todos os seus “clones” anteriores são na verdade alegorias para constelações e o Sol, equinócios e solstícios e tudo mais. Se for verdade o que eles dizem faz bastante sentido. Aí depois enfiam tudo que é conspiração no mesmo balaio e fica um troço meio chato. Vem o 11 de setembro, segunda guerra, o FED e tudo que você puder imaginar. Vale pela primeira meia hora. No Google Video via site oficial.

Meus acréscimos

Steal this film I e II
Gostei muito, na linha do Good Copy, Bad Copy. E é um projeto interessante, sobretudo, de contravenção ao copyright. Baixe aqui.

PBS Frontline
É um programa fodidaço da rede pública de TV norte-americana, que ganhou todos os prêmios possíveis. Exemplo de bom jornalismo. Dá uma olhada aqui.

Ashes and Snow
A melhor fotografia que já vi num documentário na vida. Esse é o site oficial, mas dá pra baixar o filme por aí.

Thin Blue Line
Esse é do Errol Morris também, mas de 88. Docudrama, assisti em Cuba, num curso de roteiro / documentário. Umas infos aqui.

Gimme Shelter: The Rolling Stones. Uncut. Uncensored. Unsurpassed
Maysles Brothers (1970). Sobre a morte de um cara durante o show em que os Hells Angels fizeram a segurança.

Salesman (1968)
Também deles, mas é o filme mais legal que já vi de cinema verité. Também conhecido como Fly On The Wall – ou seja, grava tudo, como se a câmera não estivesse lá. Depois edita como ficção. Animal.

Don’t Look Back
Filme de D.A. Pennebaker, sobre Bob Dylan. Também é muito, muito bom.

Buena Vista Social Club
Todo mundo já viu, ok. Win Wenders (1999). Mas precisava estar aí.

O Equilibrista (Man on Wire)
Ainda não vi, mas um monte de gente já me disse que é muito bom. Oscar 2009. Olha, vi nas férias agora, gostei, mas como muita gente falou, fiquei com uma expectativa alta demais. Gostei mais de outros aí da lista de cima. UPDATE: Passado um dia, acho que é realmente um pusta filme. Fiquei aqui pesquisando sobre, achei entrevistas ótimas aqui e aqui. Não é um filme só sobre a caminhada entre as torres, mas sobre determinação, poesia e loucura inconsequente. Uma ode a tudo isso, aliás.

Alexandre Praça me passou algumas anotações também, num caderninho que achei aqui em casa:

Nick Broofield
Qualquer coisa do cara. Aqui tem o site dele. Fez um doc sobre a morte dos rappers Tupac Shakur e Biggie Smalls.

Chronique d’un été
A experiência do Edgar Morrin no campo dos documentários. Tem um texto sobre isso aqui, e vários outros na rede.

Night Mail
Documentário de 1936 sobre Londres. Na wiki.

Dignidad de los Nadies
Do Solanas, argentino.

E você? Indica alguma coisa?

Andre Deak: PARTIDO PIRATA: ENTREVISTA COM AMELIA ANDERSDOTTER

Amelia Andersdotter é a mais jovem membro do Parlamento Europeu. Com 22 anos, eleita pelo Partido Pirata sueco, e empossada agora em dezembro, ela esteve no Brasil em novembro para o Seminário Internacional de Cultura Digital Brasileira, realizado em São Paulo.

ameliaivojose

Em paralelo à programação oficial, rodas de conversas entre os participantes foram organizadas e gravadas para discutir os assuntos abordados no Seminário. Participei da conversa entre a parlamentar pirata sueca, o diretor de políticas públicas do Google, Ivo Corrêa, e o gerente de Cultura Digital do Ministério da Cultura, José Murilo Jr. (da esq pra direita, na foto).

Abaixo, os principais trechos:

Por que ser contra o copyright?
Andersdotter: É um modelo antigo e estou confiante que existem novos modelos. O Creative Commons (CC), por exemplo, está ficando mais forte. [O CC é um contrato que permite uma flexibilidade na utilização de obras protegidas por direitos autorais, sem infringir as leis de proteção à propriedade intelectual].

Os cinemas també estão indo muito bem, ficando mais fortes. Nós estamos rodeados de informação todos os dias. Uma cópia é só um produto, ninguém quer pagar por isso, mas o cinema é toda uma experiência que as pessoas estão dispostas a pagar. É um serviço. Vemos isso ocorrer com a música ao vivo, uma experiência única que as pessoas querem pagar, colocar tempo e esforço nisso. Acho que é por aí que os criadores culturais terão que ir, terão que ser mais criativos, encontrar novos modelos. E não é papel de um legislador exigir que as pessoas fiquem agarradas a um modelo que está vencido há pelo menos 10 anos.

Ivo Corrêa: E é importante acrescentar algo. É um pequeno grupo de artistas que, hoje, pode viver vendendo cópias de livros ou CDs. A maioria dos artistas não vive de vender CDs. Deveríamos gastar energia e dinheiro em novos modelos. A Apple faz muito dinheiro vendendo música online de maneira criativa. Melhor tentar descobrir o novo do que tentar lutar para manter o antigo.

Andersdotter: Muitas das políticas feitas hoje são feitas para manter o velho mercado. E as políticas públicas deveriam se focadas em permitir a participação e a colaboração das pessoas. Pensando bem, talvez, numa economia digital, sem copyright, nós não tenhamos mais um Paul McCartney dirigindo uma BMW. Talvez esse tipo de artista não possa existir mais. Eu ouço esse argumento sempre: onde estarão os Hitchcocks numa economia digital? Como eles irão surgir? Bom, nós não temos mais um Hitchcock desde os anos 60. Talvez não tenhamos que ter outro. Talvez o ambiente digital seja completamente diferente, e deva ser mesmo. E a política tem mesmo que pensar mais na política colaborativa em vez de defender os velhos mercados.

O Partido Pirata propõe mudanças substanciais nas leis de direito autoral. Mudanças no mercado de telecomunicações. Mais privacidade. Menos vigilância, nenhuma censura. Mais compartilhamento de informações, transparência, mesmo as que sejam controversas. Esses são problemas que vemos na Europa nos últimos anos: governos querendo vigiar cidadãos.

Quem são seus eleitores?
Andersdotter: A maioria homens e jovens. Existem pessoas tanto de esquerda quanto de direita. Por que mais homens que mulheres? Bem, acho que esse debate é bastante dominado pelos homens, você não vê tantas mulheres discutindo copyright. E acho que o efeito multiplicador ocorre dentro dessas estruturas masculinas.

Como o partido lida com as diferenças entre esquerda e direita?
Andersdotter: Temos bastante acordo sobre quais mudanças precisam ser feitas para uma sociedade da informação mais justa. Então há acordo sobre onde queremos chegar. Algumas vezes temos alguma discordância sobre como vamos traçar este caminho. Em geral a maioria das pessoas [do partido] é liberal. Então você tem a esquerda liberal junto com a direita liberal. A grande diferença, e o grande problema atual, é construir o mapa desta estrada para o objetivo final. Você vê a mesma coisa ocorrer com anarquistas, com socialistas, até mesmo com sindicalistas. Você olha a sociedade ideal deles e a visão é bastante similar. Mas eles têm soluções completamente distintas para chegar lá.

E isso ocorre em todos os assuntos? Meio ambiente, trabalho…
Andersdotter: Não, não. Nós não discutimos esses assuntos. Estamos totalmente voltados para inovações nas políticas culturais criativas, em geral. Mas eu poderia perguntar a mesma coisa sobre o Brasil. Me disseram que vocês têm um governo que incentiva a participação social, mas o Senado, parece, não coopera muito a respeito disso… Como vocês lidam com isso?

José Murilo Jr.: Me parece um problema de gerações. Aqui no Brasil os jovens não acreditam mais no governo. Eles preferem movimentos sociais em vez de criar um novo tipo de partido político. As pessoas me parecem mais felizes em fazer isso do que entrar nos velhos esquemas partidários. Por que vocês optaram por este caminho?

Andersdotter: Apesar de todas as redes sociais que existem na sociedade civil, quase toda regulamentação é feita nos parlamentos. Ali é o campo de batalha, ainda. E tudo o que sai do Parlamento Europeu tem impacto no mundo todo. É uma batalha importante também, mudar as coisas de dentro. Movimentos sociais são ótimos. O parlamento é mais lento. Mas, provavelmente, também é bom, em algum nível.

O modelo do Creative Commons é uma solução?
Andersdotter: Laurence Lessig [criador do CC] é um advogado. O que eu sempre observo em advogados é que eles não são contrários aos direitos de propriedade. É conveniente transformar o conhecimento em propriedade, porque facilita a criação de contratos mais amarrados, facilita a solução de conflitos. Se você quer ser radical sobre copyright, então você precisa defender o copyleft, não o CC [o copyleft é a oposição ao copyright. No copyleft, tudo é permitido]. Porque o copyleft é um modelo mais comunitário (dos “commons”). O sistema CC é mais uma maneira de flexibilizar o sistema atual de copyright.

Ivo Corrêa: O Creative Commons tem um mérito: de informar os autores que eles podem decidir como sua obra será usada. O autor fica sabendo que tem uma escolha. O principal mérito, acho, é informar as pessoas que a lei não precisa determinar tudo. No Brasil, a maioria acha que não tem opção. Que é tudo copyright.

Andersdotter: Existe uma falha nessa argumentação, que é a seguinte: consideremos que o Creative Commons mostra às pessoas que elas podem fazer uma escolha. Mas elas não deveriam ter essa escolha. Quando alguém decide criar informação, ou cultura, toda a produção deveria, automaticamente, ser livre. E, talvez, apenas em poucos casos, a escolha pudesse ser ao contrário: escolher proibir o acesso. Mas tudo, em geral, por definição, seria livre.

Mas o sistema de Creative Commons garante, ao menos, que o autor seja reconhecido pela obra. Pode tudo, desde que citada a fonte. No copyleft não existe essa garantia.
Andersdotter: Na comunidade artística, me parece que existe uma integridade mínima de não se apropriar do trabalho do outro. Se você faz um filme, não acho que niguém pegaria seu filme e colocaria o nome dele em cima. Em primeiro lugar, seria vergonhoso. Segundo, você faria inimigos. Acho que isso seria autoregulado pela comunidade. Assim, me parece que o copyleft, basicamente, resolve tudo.

*Texto feito originalmente para o jornal Brasil de Fato.

Andre Deak: PIRATARIA TAMBÉM É POLÍTICA

Nos anos 80, quando alguém copiava uma fita de música ou gravava a novela das oito no video-cassete pra ver mais tarde, ninguém chamava isso de crime; hoje, ao emprestar um tocador de MP3 de um amigo e copiar suas músicas ou baixar da internet algum filme, você pode ser processado por algumas das maiores empresas do mundo. As leis são as mesmas, mas agora o cenário mudou:  gravadoras e distribuidoras estão em crise. E um dos culpados pela crise, segundo eles, pode ser facilmente identificado: é você.

Nos últimos anos, processar usuários de internet e fechar sites de compartilhamento de arquivos tem sido a estratégia das maiores empresas do mundo da música. Paradoxalmente, a criminalização da troca de arquivos online deu início a um movimento contrário: a luta pela alteração do atual sistema de propriedade intelectual e direito de cópia – o chamado copyright. Assim surge, na Suécia, em 2006, o Partido Pirata. De lá pra cá, a ideia se espalhou pelo mundo e partidos piratas começaram a se organizar em pelo menos 25 países. Entre eles, o Brasil.

“Eles criaram um fórum internacional, abriram tópicos por país, de gente interessada. No segundo semestre de 2006 um grupo começou a organizar o partido no Brasil. Eu participei desde o começo”, explica Jorge, membro do grupo de trabalho de Comunicação do Partido Pirata do Brasil, porta-voz de São Paulo, que prefere não usar o sobrenome. “No caso do Brasil, em 2007 e 2008 houve uma expansão, mas não foi tão grande. Em 2009 sim. Os partidos piratas crescem no mundo conforme cresce a repressão”, diz.

A repressão a que Jorge se refere foi o projeto de lei que ficou conhecido como Lei Azeredo, e foi chamado até mesmo de AI-5 digital, em referência à lei que instaurou a ditadura no Brasil. Proposto pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que alegou ser um projeto contra crimes cibernéticos, o texto foi atacado em diversas frentes e terminou praticamente enterrado quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em fevereiro, que vetaria a lei, se fosse aprovada no Congresso, por considerá-la  censura.

“O AI-5 digital ajudou o Partido Pirata crescer. Em janeiro fizemos o primeiro encontro presencial, no Campus Party, uma desconferência com umas 35 pessoas. Hoje temos cerca de 1.500 pessoas cadastradas e coletivos em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife. Estamos próximos da legalização. Mas concluímos que, mais importante que legalizar, é ter um estatuto colaborativo. A ideia não é ser uma filial do partido sueco, mas um partido com cara brasileira”, diz Jorge.

As diferenças entre o Brasil e a Suécia não são poucas. O Partido Pirata sueco nasce com apenas três pontos em sua plataforma política: alterar a lei do copyright para que todo o conhecimento e produção cultural possam ser copiados, se não forem usados para fins comerciais; abolir o sistema de patentes; e respeitar o direito à privacidade. No Brasil, além dessas bandeiras, existem várias outras. “Aqui, batemos muito na transparência”, diz o porta-voz do Partido Pirata do Brasil. “Lá, até o conteúdo dos emails dos parlamentares são públicos. Aqui, lutar pela transparência na política ainda é importante. A questão da inclusão digital, banda larga, também é muito importante. Banda larga não é um problema por lá. E o uso do software livre e formatos abertos na administração pública. Quebrar os monopólios. Essa é a diferença principal. O resto não é muito significativo.”

Segundo Jorge, o momento do partido agora é de estruturação da rede brasileira, organizar os coletivos locais em encontros presenciais, não apenas no mundo online. A legalização do partido será consequencia. Jorge não acha, também, que as alianças no Brasil seguirão as tendências suecas. “Lá são aliados do PV, aqui é difícil que isso aconteça. A gente bate forte na transparência, e os partidos tradicionais não defendem isso. Não queremos repetir as mesmas práticas dos partidos tradicionais.”

*texto produzido originalmente para o jornal Brasil de Fato.

Andre Deak: MANY EYES: INFOGRAFIA DO ESTADÃO

Vale prestar atenção no que anda fazendo o Daniel Jelin, editor de especiais do Estadão. Depois de ter feito algumas das poucas experiências brasileiras com newsgames (ele fez o SuperTrunfo do Brasileirão), agora usou o software Many Eyes para apresentar infografias sobre assassinatos no Brasil.

O Many Eyes é um projeto da IBM, que aposta que o que falta não são dados, mas visualização inteligente deles. Assim, fornece ferramentas para qualquer um montar gráficos interessantíssimos. (Uma crítica boa que vale ser feita ao software é que nada é livre, nem os gráficos são exportáveis, nem nada; tudo fica preso lá dentro. Mas é claro: é um projeto da IBM.)

Jelin uma vez me disse que poucos comentam isso, mas para ser jornalista multimídia, especialmente em trabalhos como esse, o chamado jornalismo de banco de dados, o sujeito tem que ser “pé-de-boi”. Ou seja: trabalhar bastante, preenchendo tabelas repetitivas, checando três vezes tudo de novo depois. Tem gente que não agüenta (“mas eu queria sair na rua e conhecer o mundo”. “senta aí moleque e termina essa tabela”).

Esse é um desses casos. O resultado é sensacional. Mas precisa de um pé-de-boi pra preencher os dados e gerar as planilhas…

Abaixo, o Daniel Jelin conta um pouco como fez a coisa:

o datasus é a base de um certo mapa da violência no brasil, que a gente representou lá mesmo no blog, com dados até 2006 (http://blogs.estadao.com.br/crimes-no-brasil/2009/11/10/a-geografia-da-violencia/). um dia eu soube pelo jose roberto de toledo que a base havia sido atualizada com os dados de 2007. o próprio toledo me chamou a atenção para alguns pontos interessantes, como o fato de o rio de janeiro ter passado são paulo em número de homicídios. bom, fui ao datasus, comecei a gerar planilhas e mais planilhas e procurei o bruno paes manso. o bruno cobre e estuda violência tem 10 anos. é dele a ideia do blog, e foi ele que me convidou pra participar. a gente deu uma olhada na montanha de dados e nos decidimos pelas séries históricas. como a coisa tem evoluído nas grandes cidades? pensamos a princípio em trabalhar só com capitais ou só com as dez cidades mais violentas. é um recorte que a gente faria, tipicamente, se tivéssemos que produzir nós mesmos os gráficos, no flash, no illustrator, ou coisa parecida (dá uma trabalho danado mexer com montanhas de dados). mas não temos que inventar a roda, né? não, não temos. o manyeyes – é o que eu acho mais maravilhoso – permite que o jornalista faça um recorte, e o leitor, tantos quantos mais quiser. e tem ainda uma otura coisa, super sutil e interessante, que é preservar separadamente o conjunto de dados (‘datasets’) e suas representações gráficas (‘visualizations’). você sobe a base e pode testar à vontade, até chegar na ‘visualization’ que mais lhe agradar. e ainda funciona como rede social! quer dizer…  quer mais o quê? eu quero mais é que eles continuem investindo na ferramenta e – isso é importante – que lancem logo uma versão em português.

Andre Deak: CONVITE – FÓRUM DA CULTURA DIGITAL BRASILEIRA

Como coordenador do eixo de comunicação digital do Fórum, faço aqui o convite a todos os interessados: na semana que vem, de 18 a 21, acontece em São Paulo, na Cinemateca, um seminário internacional para discutir in loco as políticas públicas propostas durante os últimos meses na plataforma www.culturadigital.br .

Reproduzo, abaixo, o release que está sendo distribuído para os veículos de comunicação em geral. Qualquer dúvida, os contatos estão no final do post.

Espero você lá.

Fórum colaborativo inova para criar política pública de cultura digital

Evento internacional em São Paulo, entre os dias 18 e 21 de novembro, vai apresentar e discutir o acúmulo de debates abertos via internet para produzir as diretrizes de uma política pública de cultura digital para o Brasil

As novas tecnologias transformam a cultura e a democracia. Então, é necessário que os realizadores de cultura e os agentes políticos debatam o que fazer com esses novos meios de criar, informar e conversar, que expandem e potencializam as relações entre as pessoas. Foi para ocupar esse espaço que o Fórum da Cultura Digital Brasileira foi criado. Trata-se de um processo que reúne, em uma rede social pública e livre, gente que atua no governo, na sociedade, no mercado, na academia, para pensar o país.

Essa iniciativa pioneira, resultado de uma aliança entre o Ministério da Cultura, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a sociedade civil organizada, destaca-se por usar as novas tecnologias para ampliar a participação da sociedade na construção de políticas públicas democráticas, valorizando os processos, complexos, do mundo contemporâneo. O Fórum Digital, como vem sendo chamado por alguns de seus participantes, foi lançado extra-oficialmente no fim de junho, durante o Festival Internacional de Software Livre, em Porto Alegre, pela ministra Dilma Roussef.

No final de julho, em uma coletiva inédita apenas para blogueiros e gestores de Mídias Sociais, realizada durante o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), a coordenação executiva do projeto, capitaneada pelo Ministro da Cultura, Juca Ferreira, lançou o processo oficialmente. Desde então, cerca de 2.300 internautas aderiram a uma rede social que discute novas regras e formas de incentivar o conteúdo digital brasileiro.

Para consolidar o que foi produzido até agora e colocar as pessoas em contato presencial, será realizado entre os dias 18 e 21 de novembro o Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Os participantes vão acompanhar mesas de debate com pesquisadores, ativistas, representantes do governo, convidados internacionais, além de atividades culturais e oficinas – a programação completa do evento estará em breve no endereço www.culturadigital.br. Além disso, os integrantes da rede social também poderão propor atividades auto-gestionadas, em espaços abertos para isso. Uma lona de circo está sendo levantada para ser ocupada pelo futuro.

O seminário também será transmitido pela internet no endereço www.culturadigital.br.

Os debates do Fórum de Cultura Digital Brasileira estão divididos em cinco eixos temáticos: memória, comunicação, arte, infraestrutura e economia. Cada um deles conta com um curador, responsável por estimular os debates e sistematizar as contribuições e diretrizes apontadas pelos participantes.

Na rede culturadigital.br, o cidadão pode se cadastrar, criar o seu perfil e articular grupos, postar conteúdos, além de interagir com pessoas que pensam a cultura digital. Em três meses de funcionamento, o fórum já conta com mais de 2.300 participantes, 143 grupos de debate, 233 blogs, 711 posts, 649 seguidores no twitter e mais de 45 mil visitantes.

PROGRAMAÇÃO:

1ª Dia – 18/11 – 4ª feira
9h/17h
Credenciamento/ inscrição

13h/14h
Intervenção artística – tendas do hall

14h/17h
Plenária de Memória – Sala Petrobrás
Seminário de Infraestrutura – Sala BNDES
Palestrantes:
José Luiz Ribeiro Filho (Diretor de Serviços e Soluções da RNP)
Sérgio Amadeu da Silveira (Sociólogo e professor da Faculdade Casper Libero)
Franklin Coelho (Universidade Federal Fluminense e Projeto Piraí Digital) Antônio Carlos dos Santos Silva, o TC (Casa de Cultura Tainã)
Convidado do Governo (a confirmar)
Moderador: Diogo Moyses (Curador do eixo infraestrutura do Fórum da Cultura Digital Brasileira)

Ações auto-gestionadas – tendas do hall

19h/21h
Ato Inaugural e coquetel com Ministro da Cultura, Juca Ferreira, e outros ministros


2ª Dia – 19/11 – 5ª feira
9h/12h
Plenária de Comunicação – Sala Petrobrás
Seminário de Memória – Sala BNDES
Palestrantes:
Angela Bettencourt (Fundação Biblioteca Nacional)
Pedro Puntoni ou Edson Gomi (Brasiliana- projeto de acervo digital da USP)
Dalton Martins (Coordenador de tecnologia social do Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária Weblab)
Geber Ramalho (Games, interfaces e acervos – UFPE)
Jomar Silva (Padrões e protocolos – ODF Alliance)
Moderador: José Murilo Jr. (Gerente de Cultura Digital do Ministério da Cultura)

Ações auto gestionadas – tendas do hall

13h/14h
Intervenção artística – tendas do hall

14h/17h
Plenária de Economia da Cultura Digital – Sala Petrobrás
Seminário de Arte – Sala BNDES
Palestrantes:
Patrícia Canetti (Artista digital, criadora do Canal Contemporâneo)
Bia Medeiros (Professora de arte digital da UnB, coordenadora do Grupo de Pesquisa Corpos Informáticos)
Pau Alsina (pesquisadora da Universidade Aberta da Catalunã, na Espanha)
Laymert Garcia dos Santos (Sociólogo da UNICAMP)
André Vallias (Poeta e produtor de mídia interativa)
Moderador: Cicero Inácio da Silva (curador de arte digital do Fórum da Cultura Digital Brasileira)

Ações auto gestionadas – tendas do hall

a partir das 18h
Ação musical/ cinema – lona de circo externa

3º Dia – 20/11 – 6ª feira
9h/12h
Plenária de Infraestrutura – Sala Petrobrás
Seminário de Comunicação – Sala BNDES
Palestrantes:

Jean Burgess (pesquisadora da Universidade de Queensland, na Austrália, e co-autora do livro “Youtube a Revolução Digital)
Ivana Bentes (professora da UFRJ)
Alex Primo (professor da UFRGS)
Anápuaká Muniz (Web Brasil Indígena)
Jamie King (Steal This Film)

Moderador: André Deak (
curador do eixo comunicação do Fórum da Cultura Digital Brasileira)

Ações auto gestionadas – tendas do hall

13h/14h
Intervenção artística – tendas do hall

14h/17h
Plenária de Arte – Sala Petrobrás
Seminário de Economia da Cultura Digital – Sala BNDES
Palestrantes:

Daniel Granados
(Producciones Doradas, de Barcelona)
Pablo Capilé (Circuito Fora do Eixo)
Ladislaw Dowbor (Economista e professor da PUC-SP)
Ronaldo Lemos
(Professor de direito da FGV-Rio)
Juliana Nolasco (Coordenação de Economia da Cultura – MinC)

Moderador:
Oona Castro (curadora do eixo economia do Fórum da Cultura Digital Brasileira)
Ações auto gestionadas – tendas do hall

a partir das 21h
Ação musical – lona de circo externa

4º Dia – 21/11 – Sábado
9h/12h
Transmissão da sala BNDES na Sala Petrobrás
Contexto Internacional da Cultura Digital – Sala BNDES
Palestrantes:

Raquel Rennó (pesquisadora de arte digital e integrante da Associaçao Cultural de Projetos em Cultura Digital ZZZinc, de Barcelona)
David Sasaki (diretor do Rising Voices)

Ivo Corrêa (Responsável pelas políticas públicas e governamentais da Google Brasil)
Alfredo Manevy (Secretário executivo do Ministério da Cultura)
Amelia Andersdotter (membro do Partido Pirata Sueco)
Moderador: Álvaro Malaguti (Gerente de projetos da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa- RNP)
Transmissão da sala BNDES nas tendas do hall

12h/14h
Encerramento

14h/17h
Cerimônia de encerramento – Sala BNDES
Entrega do resultado do trabalho realizado ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira
Atividades culturais – lona de circo externa

SERVIÇO:
Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital
Data:
18/11 a 21/11
Local:
Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino)

Credenciamento de imprensa será feito previamente pelo e-mail [email protected]. Quem não conseguir mandar os dados antes, poderá se credenciar nos dias do evento. Mande seu nome, e-mail, contato telefônico e veículo.

Contato:
Christiane Peres (Fórum da Cultura Digital) – 11 7547-0289 – [email protected] / [email protected]
Marcelo Lucena (Ministério da Cultura) – 61 2024-2401 – [email protected]

Andre Deak: VÍDEO-ENTREVISTA: BLOGUEIRA CUBANA YOANI SANCHEZ

Estive em Cuba em 2008, e entrevistei a blogueira Yoani Sánchez. Finalmente publico o vídeo resultante do encontro, filmado na casa dela pelo Alexandre Praça, que estava comigo. Fiz na época um post sobre essa visita.

Yoani Sanchez – interview from andre deak on Vimeo.

Recentemente, Yoani foi agredida e presa durante um curto período de tempo. Publicou um post sobre isso no blog Generación Y: La culpa de la víctima.

Na época em que conversei com ela, ainda não era a personalidade internacionalmente premiada, símbolo de tantas coisas que se tornou através de seu blog. Hoje é lida por milhões de pessoas todos os meses. Cada post tem milhares de comentários, e é traduzido para várias línguas. E agora ela também tem twitter (publica por telefone, quando não consegue estar online). E continua publicando seus posts a partir de estruturas precárias – a internet na ilha é bastante limitada, tanto por causa do bloqueio econômico, quanto pelo racionamento de banda que o governo determinou: médicos, universidades, governo, algumas empresas e turistas, basicamente, são os que têm acesso. O resto da população utiliza uma intranet que é feita apenas dos sites que tem domínio .cu – como se só pudéssemos acessar sites .br

Queria ter publicado o vídeo com um post mais demorado, analítico, mas faço uma atualização depois. Alguma coisa já publiquei na série de posts Diários de Havana, quando estive lá. Depois escrevo mais.

PS: Um livro com suas postagens foi publicado também estes dias – De Cuba com Carinho. Ainda não consegui ler todo ele, mas já acompanhava seus posts. Leitura bastante interessante sobre o dia a dia de Yoani, e da ilha. E é ótima a análise feita no posfácio pelo Demétrio Magnoli.



all posts



2012
July
16O maior túnel do mundo
April
1A piscina no Minhocão
March
2indicado para o blog awards!


2011
February
1Novo site da Casa da Cultura Digital


2010
October
27NEWSCAMP 2010
July
2119 VÍDEOS SOBRE ACERVOS DIGITAIS
June
6NOVOS BLOGS
May
27JORNALISMO DIGITAL.ORG E O FIM DESTE BLOG COMO VOCÊ O CONHECE
March
9ENTREVISTA: JAMIE KING, STEAL THIS FILM E VODO.NET
4ENTREVISTA: JOSHUA GREEN E O VÍDEO ONLINE
February
2JORNALISMO E INTERATIVIDADE
January
31CURSO JORNALISMO ONLINE – USP 2010
17HAITI.ORG.BR – JORNALISMO E SOLIDARIEDADE


2009
December
26NEWSGAMES: ENTREVISTA COM FRED DI GIACOMO
15DOCUMENTÁRIOS PARA BAIXAR
11PARTIDO PIRATA: ENTREVISTA COM AMELIA ANDERSDOTTER
9PIRATARIA TAMBÉM É POLÍTICA
4MANY EYES: INFOGRAFIA DO ESTADÃO
November
13CONVITE – FÓRUM DA CULTURA DIGITAL BRASILEIRA
9VÍDEO-ENTREVISTA: BLOGUEIRA CUBANA YOANI SANCHEZ
October
31COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM EDUARDO TESSLER
27COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM EUGÊNIO BUCCI
21ARGENTINA VENCEDORA DO FNPI: ENTREVISTA COM MARIA ARCE, DO CLARÍN
September
28COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM BETH SAAD
18CIBERCULTURA 10+10
13#FAIL FSP ONLINE SEGUE ONDA ULTRAPASSADA
13AULA COM EUGENIO BUCCI
12PODCAST COM TREMOÇO 0.0
6WATERLIFE: DOCUMENTÁRIO COM INTERFACE EM FLASH
3TODOS A POSTOS: SENADO PREPARA ATAQUE À INTERNET
August
28PRESTE ATENÇÃO NESTE FILME: ABRAÇO CORPORATIVO
21ESPECIAL MULTIMÍDIA RAUL SEIXAS
14O QUE É COMUNICAÇÃO DIGITAL?
6NOVO TEMPLATE
July
31FÓRUM DA CULTURA DIGITAL LANÇADO NO FILE
29SEXTA-FEIRA: LANÇAMENTO DO FORUM DA CULTURA DIGITAL
27LULA CANTA RAUL – REMIX
13FÓRUM DA CULTURA DIGITAL BRASILEIRA
5CASA DA CULTURA DIGITAL: UTOPIAS REUNIDAS
June
26LULA, SALA 41B – DIRETO DO #FISL
25FOTOS DO #FISL NO FLICKR
25BLOG DO LULA #FISL
25BLOG DA PETROBRAS #FISL
25MÚSICA PARA BAIXAR #FISL10
24FISL 10 – NOTAS, ENTREVISTAS E OPINIÃO
7JORNALISMO NA INTERNET: CURSO DA REVISTA CULT
May
25ENTREVISTA: MANUEL CARLOS CHAPARRO
23JOGOS, INTERATIVIDADE E JORNALISMO: NEWSGAMES
22SEM RUMO: MULTIMÍDIA MEDIASTORM
18DESDE CUBA: MULTIMÍDIA GARAPA.ORG
5REALIDADE AUMENTADA NO ESTADÃO
April
29NEWSGAME: CONSUMER CONSEQUENCES
24REALIDADE E REPRESENTAÇÃO
23VILÉM FLUSSER: O MUNDO CODIFICADO
22BRASILEIROS DIGITAIS
11SONDAS NO UNIVERSO / MALOFIEJ 17
10Sobre homens e máquinas
8NEWSGAMES: JOGO DA MÁFIA
6CRÍTICA: O CULTO DO AMADOR
2SLIDESHOW: A TRANSIÇÃO PARA O DIGITAL STORYTELLING
March
31INFOGRAFIA NYT: HOW DO YOU FEEL ABOUT THE CRISIS?
21MAKING OF: CRÔNICA DE UMA CATÁSTROFE AMBIENTAL
19REPÓRTER DO FUTURO: INSCRIÇÕES ATÉ DIA 27
11PENSADORES DO CIBERESPAÇO – TEXTOS
5TANGO LESSONS
February
22ENTREVISTA: IDELBER AVELAR
18SELEÇÃO 100 MAIS
6MULTIMÍDIA NYT: ONE IN 8 MILLION
1MULTIMÍDIA LAS VEGAS SUN: THIRST IN MOJAVE
January
31JOIN US – A ERA DA COLABORAÇÃO
24ALGUMAS IMPRESSÕES: CAMPUS PARTY 2009
18INFOGRAFIA NYT: A POSSE DO OBAMA
15ENTREVISTA: ANDRE DAHMER
14GAZA-SDEROT: A VIDA APESAR DE TUDO
11GAZA MULTIMÍDIA
5O JORNALISMO CEGO E O ESTADO TERRORISTA


2008
December
11NEW YORK TIMES CONVERSATIONS
November
30HOME WITHIN – 3 MINUTE WONDERS
27NEWSCAMP NO SÁBADO COM INTERAÇÃO ONLINE
24CURSO DE EDIÇÃO PARA JORNALISMO MULTIMÍDIA
17GAGGED IS BACK
9JORNALISMO E VIDEO GAME
4DISCUSSÃO COM GARAPA
350 PESSOAS, UMA QUESTÃO
3JORNALISMO E ENTRETENIMENTO
2PROJETO PUBLICO.ORG
1BOUNCE RATE
October
30GREVE DE JORNALISTAS NA EBC
24CONVITE
21JORNALISMO MULTIMÍDIA, ONLINE, 2.0, JORNALISMO DIGITAL ETC
16NAÇÃO PALMARES LEVA O VLADIMIR HERZOG
9PANORAMAS FOR DUMMIES
8HACK THE DEBATE NA CURRENT TV
6NOTAS SOBRE A COBERTURA EXPERIMENTAL RODA VIVA
6PUBLICIDADE E INTERATIVIDADE
1GREVE MULTIMÍDIA INTERROMPIDA
1DIGITAL AGE 2.0 – O MERCADO DISCUTE A REDE
September
29GREVE MULTIMÍDIA
18SECTOR SNAPSHOT: O NEW YORK TIMES MOSTRA O RETRATO DA CRISE
15O BLOG DO SARAMAGO E O SPLASHCAST
12CIDADANIA DIGITAL LATINO-AMERICANA – LIVE BLOGGING
9ALBERTO CAIRO E INFOGRAFIA NO NUPEJOC
9WANDERLUST: INFOGRÁFICO SOBRE ROTAS FAMOSAS
2INFOGRAFIA DO CLARÍN SOBRE PRÉ-SAL
1INFOGRAFIA INTERATIVA NO NEW YORK TIMES
August
31POEMAS AOS DOMINGOS
28INFOGRAFIA COM FOCO NO CIDADÃO 2
27COISA DO PASSADO
24INFOGRÁFICO: REGISTROS DE UM TORNADO
21VEREADOR DIGITAL
21HACKERS NO MINISTÉRIO DA CULTURA – ENTREVISTA: JOSÉ MURILO JUNIOR
13DE QUE ME SERVEM AS NOTÍCIAS DE ONTEM?
7EM DEFESA DAS UTOPIAS
4INTEGRAÇÃO NO CORREIO DA BAHIA
3TEMPOS DIFÍCEIS PARA OS DEFENSORES DO COPYRIGHT
July
30PARA GASTAR ALGUNS MINUTOS
23O FUTURO D / A TELEVISÃO ONLINE HOJE
22A EXPERIÊNCIA DO TWITTER NO RODA VIVA
19BLOCO DE NOTAS: III NEWSCAMP
18COBERTURA AO VIVO: ZELJKO LOPARIC
17MURILO SALLES: “NOME PRÓPRIO” VAI PRA REDE
15ENTREVISTA: DANIEL FLORÊNCIO
9O “ARREVISTAMENTO” DOS JORNAIS
7ENTREVISTA: DANIELA RAMOS – PARTE 2
6ENTREVISTA: DANIELA RAMOS – PARTE 1
4NEWSCAMP 3 – SÃO PAULO DIA 19
3LENTES COM LEDS
1O TWITTER COMO COMPLEMENTO
June
25HACKERS CUBANOS
18VOCÊ DIZ O QUE QUER VER: A INTERNET MONTA O VÍDEO
17AMBULANTES NO TREM: TCC MULTIMÍDIA
13MISTURA EXPLOSIVA: TSE, INTERNET E ELEIÇÕES
6MAPA GLBT – GOOGLE MAPS PARA POLÍTICAS PÚBLICAS
3HISTÓRIA DAS COISAS: DOCUMENTÁRIO INTERATIVO
May
28LEITORES DO FUTURO
24LINKS PARA UM FERIADO PREGUIÇA
21RACISMO NA TURMA DA MÔNICA?
17OS REPÓRTERES DO FUTURO
15ENTREVISTA: MARÍLIA BERGAMO
13PUBLICIDADE HIPERMÍDIA
11INFOGRAFIA DE COLETA SELETIVA
9LINKS PARA JORNALISMO DIGITAL
8MAIS UM LOTE
8AS 1001 UTILIDADES DO TWITTER
7NOVAS FOTOS NO FLICKR
7JORNALISMO MÓVEL: VIDEOSTREAM DIRETO DO CELULAR
6DE ROUPA NOVA
6DO QUE É FEITA A INFLAÇÃO?
5GARAPA – GET UP AND MAKE JOURNALISM
April
30JORNALISMO MULTIMIDIA JÁ É ADOLESCENTE?
29CURSO DE JORNALISMO E INTERATIVIDADE
28CIRANDA DE TEXTOS: CHAMADA PARA 4ª RODADA
23FERRAMENTAS MULTIMÍDIA ONLINE
23GLAUCO LARA: BLOG DE INFOGRAFISTA
23INTEGRAÇÃO DE REDAÇÕES: DISCUSSÕES EM AUSTIN, TEXAS
21CURSO DE TV MULTIMÍDIA EM BELO HORIZONTE
21PODCAST: JORNALISMO OPEN SOURCE
19PODCAST: INTERNET SOB ATAQUE
18TV DIGITAL E GINGA
18“EU BAIXO JOGOS DE GRAÇA NA INTERNET. É ERRADO?”
16PRÉ-FISL 9.0
16ENTREVISTA: LUIZ IRIA
15BLOG DO FISL
15FISL 9.0 – FÓRUM INTERNACIONAL DE SOFTWARE LIVRE
14FALA QUE EU NÃO TE ESCUTO
14NEWSCAMP 2ª EDIÇÃO – EU FUI
10COMEÇOU A CAMPANHA
8INTERATIVIDADE ESTILO BEAVIS E BUTTHEAD
7EM BRASÍLIA, 19 HORAS
4MARTIN LUTHER KING ASSASSINADO HÁ 40 ANOS
3ENTREVISTA: MARINA MOTOMURA
1MELHORA NO VIDEOCAST DA FOLHA – MAS AINDA FALTA MUITO
March
28O VERDADEIRO NEWJOURNALISM
27PHOTOSHOP EXPRESS – ONLINE E GRÁTIS
27NEWSCAMP 2ª EDIÇÃO
25CIRANDA DE TEXTOS: CHAMADA PARA 3ª RODADA
25URBANO E AS NOVAS POSSIBILIDADES PARA O JORNALISMO
25CULTURA DA INTERFACE
24BLOG TRAZ A MELHOR DISCUSSÃO SOBRE O HAITI
21REUTERS + MEDIASTORM
21O IG E A DEMISSÃO DE PAULO HENRIQUE AMORIM
20ZACH WISE RECOMENDA
19O BRASIL NO MALOFIEJ E AS DICAS DE ALBERTO CAIRO
19EU, BLOG – POST DE UM ANO
17INFOGRAFIA ONLINE DO NEW YORK TIMES LEVA PRÊMIO MALOFIEJ
13CIRANDA DE MARÇO
12GOVERNO DRIBLA OPOSIÇÃO E CRIA TV PÚBLICA
10ENTREVISTA: JUANTXO CRUZ
10PICTURES OF THE YEAR
10ENTREVISTA: SERGIO LEO
9JORNALISMO DE VANGUARDA NA CURRENT TV
9POR QUE A INFOGRAFIA SALVARÁ O JORNALISMO
5JUMPCUT – EDIÇÃO DE VÍDEO ONLINE
5GEOPOLÍTICA DO CERCO
5POSTS PAGOS, POSTS PUBLICITÁRIOS E OUTROS NOMES DA BESTA
4CUBA NO FLICKR
3ELIZA, CHATTERBOTS E A ENTREVISTA INFINITA
February
29ASHES AND SNOW
23DIÁRIOS DE HAVANA – RADIOBEMBA
23TROQUE SEU ORKUT POR UM BLOG
23DIÁRIOS DE HAVANA – TURISTAS
21DIÁRIOS DE HAVANA – FIDEL
15HIPERDOCUMENTÁRIO
15DIÁRIOS DE HAVANA IX – NOTÍCIAS DE CUBA
15DIÁRIOS DE HAVANA VIII – SOFTWARE LIVRE E PIRATARIA EM CUBA
13DIÁRIO DE HAVANA VII – MEETINGS DE REPÚDIO
11DIÁRIO DE HAVANA VI – NOVELAS BRASILEIRAS
11DIÁRIOS DE HAVANA V – DOCUMENTÁRIO X ROTEIRO NA EICTV
8DIÁRIOS DE HAVANA IV
8DIÁRIOS DE HAVANA III
8DIÁRIOS DE HAVANA II – A MORTE DE UM BUROCRATA
5DIÁRIOS DE HAVANA I
3O CONFLITO COMO BASE DOS RELATOS
3QUATRO PROPRIEDADES DO AMBIENTE DIGITAL
January
30BAJO LAS CAPUCHAS
25SIN PERDER LA TERNURA
24BLOG CARNIVAL BRASILEIRO: SUCESSO DE PARTICIPAÇÃO
231ª RODADA DA CIRANDA DE TEXTOS
22CIRANDA DE TEXTOS SOBRE JORNALISMO ONLINE
21IRA GLASS: DICAS PARA BOAS HISTÓRIAS
19AS IDÉIAS LIBERTADAS
19ENTRE A FOTO E O VÍDEO: MULTIMÍDIA
17MULTIMIDIA DO LAS VEGAS SUN
16PÓLOS PARA ESTUDO DE CYBERJORNALISMO
15CINCO PASSOS PARA MODERNIZAR UMA REDAÇÃO
15CARNIVAL OF JOURNALISM
15FÓRUM DE ACESSO A INFORMAÇÕES PÚBLICAS
14O INFERNO SEM FRONTEIRAS
13SCROOGLED: O GOOGLE ONIPRESENTE
11INFOGRAFIAS CIENTÍFICAS
10BEEKEEPERS: ESPECIAL DO CHICAGO TRIBUNE
10DESTINO: HAVANA
9ESTÁDIOS BRASILEIROS: INFOGRAFIA COM GOOGLE MAPS
8PERSÉPOLIS – JORNALISMO EM QUADRINHOS
8INFOGRAFIA NOVA LEI DO CIGARRO
8PUBLICIDADE MULTIMÍDIA
8BASTIDORES DO VIDEOCAST DA FOLHA
7LIVRO DO RICHARD KOCI HERNANDEZ
7OS MALES DO SALTO-ALTO


2007
December
29PARADA PARA O ANO NOVO
29SLIDESHOW DO NYT: BENAZIR BHUTTO
24MOBY GRATIS
24NO ANO QUE VEM
19O CHEIRO DO RALO
19DICAS SOBRE JORNALISMO MULTIMÍDIA
17GUARDIAN E O PODCAST DE 41 MINUTOS
16O BRASIL DE ALOYSIO BIONDI
14BLOGS SOBRE JORNALISMO NOS EUA
14JORNALISMO NA INTERNET
10INFOGRAFIAS PORTUGUESAS COMENTADAS POR MÁRIO CAMEIRA
8ÍNTEGRA DO COLÓQUIO BRASIL-ESPANHA SOBRE CIBERMEIOS
8ENSINO DE JORNALISMO DIGITAL
8CONVERGÊNCIA
7GÊNEROS JORNALÍSTICOS NO CIBERESPAÇO
7NARRATIVIDADE
7AOS PROFESSORES DE JORNALISMO DIGITAL
7COLÓQUIO BRASIL-ESPANHA DE CIBERPERIODISMO
7BLOGS E MARMOTAS
7CORONELISMO ELETRÔNICO NO RS
6JORNALISMO PARTICIPATIVO
6LIVRO SOBRE INFOGRAFIA
5ENTREVISTA: POLLYANA FERRARI
5TV DIGITAL: NOVOS VELHOS PROBLEMAS
4NAÇÃO PALMARES: MAIS HISTÓRIAS POR TRÁS DA HISTÓRIA
4INFOGRAFIA – ESCASSEZ DE PESQUISA
4JORNALISMO DE BASE DE DADOS, CONSUMO DE INFORMAÇÕES NA WEB
3JORNALISMO DIGITAL NO BRASIL E NA ESPANHA: O ESTADO DA QUESTÃO
November
30KIT MULTIMIDIA DA REUTERS
30BONS DOCUMENTÁRIOS EM TORRENT
29DESIGN PARA BLOGS
29PRESOS INJUSTAMENTE – 137 ENTREVISTAS APRESENTADAS EM FLASH
29QUALIFICAÇÕES PARA O JORNALISTA MULTIMÍDIA
26JORNALISMO DIGITAL WIKI
26A REDAÇÃO DO NEW YORK TIMES
26ESPECIAL AMAZÔNIA
25MAKING OF NAÇÃO PALMARES
21SAIU O NAÇÃO PALMARES: DOCUMENTÁRIO INTERATIVO
19WIKI DE LEITURAS SOBRE JORNALISMO ONLINE
17FOTOJORNALISMO MULTIMÍDIA
16LIVROS PARA FAZER JORNALISMO ONLINE
16WILLIAN GIBSON E A REDE ONIPRESENTE
15MANUAL PARA PANORÂMICAS
14DE VOLTA À REDE
2IMAGENS DE SÃO PAULO
October
29O QUE FAZ UM EDITOR MULTIMÍDIA?
25MEU CLIPPING 2: ENTREVISTA PARA O SUBLIDE
25MEU CLIPPING
18DEIXO A AGÊNCIA BRASIL
16WEB-DOCUMENTÁRIO: BON BAGAY HAITI
15O ARCADE FIRE E O VÍDEO INTERATIVO
15INFOGRÁFICO DE FÓRMULA 1
12ESTADÃO ERRA DE NOVO
11SAIU
8O HAITI SEM MEIAS PALAVRAS
4SEMINÁRIO DE CONVERGÊNCIA DIGITAL
3REDAÇÕES INTEGRADAS: NÃO BASTA ARRASTAR OS MÓVEIS
2A LIBERDADE DE IMPRENSA É UM DEVER
1INFOGRAFIA COM FOCO NO CIDADÃO
1PRÊMIO DE DOCUMENTÁRIO PARA MEDIASTORM
September
29GRANDES ENTREVISTAS DO SÉCULO 20
26JORNALISMO LIVRE DOS GOVERNOS
25VÍDEOS ONLINE NO CHANNEL 4 NEWS
24INFOGRAFIA NO G1
22PANORAMAS
21ENTREVISTA: ZACH WISE
20ESTADÃO: RECONHECER O ERRO É DIFÍCIL
20DUAS DICAS
19CONHECIMENTO BÁSICO DE MULTIMÍDIA
19O FIM DA PIRÂMIDE INVERTIDA?
18A DOUTRINA DO CHOQUE
17ENTREVISTA: JOSÉ ANTONIO MEIRA DA ROCHA
16ASTERPIX: FERRAMENTA DE HIPERVÍDEO
14ENTREVISTA PARA O JORGE ROCHA
13ESPECIAIS MULTIMÍDIA FINALISTAS
11JORNALISMO LIVRE NA AGÊNCIA BRASIL
10PIRAÍ – REDE WIRELESS PÚBLICA
3INFOGRAFIA: NOVAS REDAÇÕES
August
30GANHEI
28TV PÚBLICA OU CHAPA BRANCA?
27O COMEÇO DO FIM DO SECOND LIFE
25NOVAS REDAÇÕES PARA NOVAS MÍDIAS
22REPORTAGENS MULTIMÍDIA FINALISTAS
21ENTREVISTA: EDUARDO TESSLER
20NYT PASSA A HOSPEDAR BLOGS INDEPENDENTES
19RÁDIOS COMUNITÁRIAS
18DICAS DE ALBERTO CAIRO
18CAMPANHA DO ESTADÃO: A TALENT RESPONDE
17ESTADÃO v. BLOGS: OS BLOGS CONTRAM ATACAM
12US BRIDGE MAP: O GOOGLE MAPS AO EXTREMO
10GOOGLE MAPS NA AGÊNCIA BRASIL
8LONGE DA CASINHA DE BONECA
8NOVOS DESENHOS PARA INFOGRÁFICOS
7FLOCK
6“A TELEVISÃO NÃO SERÁ REVOLUCIONADA”
3EM CRISE
1SOBRE A AGÊNCIA BRASIL
July
30GALERIA YOUTUBE
28FAT NATION
25DOCUMENTÁRIOS TELEFÔNICOS
18O PRIMEIRO CASO
11O BOM E VELHO DEBATE
8O BOM E VELHO JORNALISMO ESTÁ MORRENDO
5DAILY TELEGRAPH x NYT
3BEN HAMMERSLEY E A EXPERIÊNCIA TURCA
June
27BLOG DA AGÊNCIA BRASIL
21PROPRIEDADE CRUZADA NA COMUNICAÇÃO
19PODCAST: MediaOn
16Luana, a Igreja e o Estado
14BBC IPLAYER
13MEDIAON
10JORNALISMO & VIDEO-GAME
4VAGA PARA JORNALISTA VIRTUAL
2FIREFOX, EU USO
May
27ENTREVISTA: ALBERTO CAIRO
27MÍDIA PÚBLICA x MÍDIA COMERCIAL
20PRATELEIRA
17MULTIMEDIA SHOOTER
15O CARA DA INFOGRAFIA DO WASHINGTON POST
8“BOM TEXTO NÃO SERVE MAIS”
3FIZEMOS O HIPERVIDEO
April
24ALBERTO CAIRO & APPLE
20INFOGRAFIA EL PAIS
19GOOGLE – INFINITAMENTE ALÉM DO CIDADÃO KANE
16FISL NA AGÊNCIA BRASIL
7FISL 8.0
3INFOGRAFIAS VENCEDORAS – MALOFIEJ
1SOCIEDADE DO AUTOMÓVEL
March
31CASOS: A INFOGRAFIA EM BOGOTÁ E UMA FÁBRICA DE IDÉIAS
31INFOGRAFIA E JORNALISMO ONLINE NO TEXAS
31A IMPORTÂNCIA DO VÍDEO EM WASHINGTON POST E EL PAIS
2830 ANOS
28ZEITGEIST
28RELATO-RELÂMPAGO
26PRÊMIO MULTIMÍDIA PARA O WP
26OBJETIVIDADE E INFOGRAFIA
26PARA LER
26GOOGLE GRID
26WTF – E MAIS DOIS BLOGS
26DOIS BONS BLOGS
26STEVE OUTING
26JORNALISTAS DA WEB
19NOVOS TEMPOS, NOVOS PROCESSOS
17ANO NOVO, VIDA NOVA

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