Postado em Apr 15, 2008

FISL 9.0 – FÓRUM INTERNACIONAL DE SOFTWARE LIVRE

Vou estar de novo no Fisl, em Porto Alegre, a partir de amanhã (16) até domingo (20). Espero postar aqui bastante coisa a respeito, sobretudo a respeito das tecnologias livres para produção multimídia.

Postado em Apr 14, 2008

NEWSCAMP 2ª EDIÇÃO – EU FUI

Dei um pulo no Newscamp que aconteceu no Gafanhoto, em São Paulo, no último sábado (12).

Achei bastante interessante o fato de que alguns blogueiros que trabalham em agências de publicidade estavam lá, e comentaram principalmente duas coisas:

1. as agências ainda não enxergam a rede como alvo prioritário, nem os blogueiros

2. algumas agências já percebem que alguns conceitos e práticas muito utilizadas na rede serão muito úteis num futuro muito próximo. Há quem aposte que a blogosfera será dizimada neste 2008 por um movimento de mercado. Em outras palavras: o mercado irá descobrir o potencial de várias ferramentas da rede e fagocitar tudo e todos. Talvez uma prova disso sejá justamente a presença dessa turma da publicidade no newscamp

Me pareceu um consenso de que o modelo do newscamp, de desconferência, serve menos para chegar em algum lugar, mas para partir para algum lugar. Todo mundo fala um pouco, não se chega a conclusão nenhuma, mas é ótimo porque depois os grupos se dividem e você vai falar somente com quem te despertou algum interesse – e aí fala em profundidade, troca contato, evolui o assunto.

A Ceila fala mais sobre a discussão geral que rolou.

Postado em Apr 8, 2008

INTERATIVIDADE ESTILO BEAVIS E BUTTHEAD

Talvez seja a hora de atualizar uma questão proposta por Platão há mais de 2 mil anos. Em suas discussões com Sócrates, chegaram a uma sociedade perfeita organizada sobre quatro categorias: trabalhadores, comerciantes, escravos e guardiões. Sócrates teria perguntado a ele então: “Quem vigia os vigilantes?”. Essa questão já foi bastante usada em outros sentidos: Quem fiscaliza a polícia? Quem fiscaliza os jornalistas? Para ambas as perguntas, costuma-se dar a mesma resposta: a sociedade.

Atualmente, entretanto, a situação pode ter se tornado mais complexa. Não apenas a polícia ou os jornalistas, agora, são capazes de cometer crimes impunemente (apesar de existirem ouvidorias e corregedorias de polícia para os primeiros e Lei de Imprensa e ombudsman para os segundos). Pessoas comuns, agora, podem usar a internet para caluniar ou difamar, sem medo algum de punição, inclusive. O que nos leva à atualização da questão platônica: quem vigia os vigilantes dos vigilantes?

Dezenas de leitores se indignaram com a sugestão do jornalista Eugênio Bucci de que deveria haver um código de ética para os leitores, assim como há um para os jornalistas, para que os leitores fossem mais responsáveis ao deixar comentários pela rede – comentários que, às vezes, se tornam ataques pessoais, apócrifos, inclusive [ver "Estereótipos e conspirações de leitores"].

Porta fica aberta

Dito assim, de supetão, pode parecer um argumento de jornalistas que não querem ouvir críticas de leitores, mas é um dos principais debates da rede hoje. Uma tradução para essa preocupação seria: é necessário moderação de comentários? Ou, indo mais além: é preciso criar alguma forma de identificar quem publica algo na rede para responsabilizar criminosos?

Hoje existem métodos que tornam quase impossível identificar alguém que resolva publicar anonimamente algo na internet. Não são métodos simples de serem aplicados, tanto que a organização Repórteres Sem Fronteiras criou uma cartilha explicando como fazer isso, alegando poder ser útil para escrever livremente em países onde o governo pode prender sem justificativa qualquer um que publica algo na internet. Como nos Estados Unidos, por exemplo, depois da lei chamada Patriot Act.

Se responsabilizar jornalistas por informações falsas é possível – apesar de que a lei, nesse caso, é usada menos para fazer justiça e mais para intimidar jornalistas –, o mesmo se torna muito mais complicado no caso dos usuários da internet, especialmente aqueles que fazem comentários maliciosos. A polícia até tem como descobrir um criminoso, já que é possível, na maior parte das vezes, localizar o endereço residencial de alguém a partir de uma publicação – como ocorre com a prisão de pedófilos. Mas é bem improvável que a polícia invista tempo localizando um comentarista de blog. Sem punição à vista, a porta fica aberta aos ataques.

Não há espaço para identificação

A Justiça, aliás, nem mesmo interpreta que a culpa por um comentário malicioso seja de quem escreveu – a culpa é de quem o publicou. Entre dezembro de 2005 e janeiro de 2006, alguns dos autores do blog coletivo Direitos de Resposta (eu, inclusive) foram intimados em uma investigação policial que pretendia descobrir o proprietário do site. O inquérito, iniciado a pedido de João Kleber, provavelmente seria usado para processar os donos do veículo por calúnia e difamação – por conta, justamente, de comentários dos leitores. O blog tratava dos bastidores do programa de televisão que foi ao ar na RedeTV! por decisão judicial, a partir de um pedido de resposta de seis organizações civis e do Ministério Público Federal ao programa Tardes Quentes, do qual Kleber era apresentador.

As ONGs alegaram que uma parcela da sociedade foi ofendida pelo programa e exigiram reparação, concedida pela Justiça – o programa saiu do ar e no lugar dele, durante 30 dias, foi transmitido outro programa, feito pelas ONGs, chamado Direitos de Resposta. No blog deste programa, vários leitores deixaram alguns impropérios contra o apresentador. Segundo a Justiça, a responsabilidade dos comentários é de quem mantém o site. Os xingamentos saíram do ar, o processo não seguiu adiante, mas casos semelhantes se dão com certa freqüência. A responsabilidade, hoje, não está com quem escreve, mas com quem publica – o que modifica um pouco as coisas. Interpretações assim determinaram, por exemplo, que o YouTube fosse bloqueado no Brasil durante alguns dias.

A cultura atualmente desenvolvida pelos usuários da rede impediria qualquer tentativa de regular ou monitorar a participação das pessoas. Projetos como os do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que propõe que o usuário tenha um cadastro para entrar na internet e seus passos sejam monitorados – just in case, na base do “quem não deve não teme” – são fortemente combatidos pelos defensores do direito à privacidade. Não há espaço, aparentemente, para exigir que usuários da internet se identifiquem. Qual a saída então?

“Convenci e fui convencido”

A cultura desenvolvida pela televisão talvez seja mesmo culpada pela forma como muitas pessoas interagem hoje na internet. Bucci compara os comentários agressivos postados por alguns leitores com a atitude dos dois personagens da MTV dos anos 1990.

“Penso nas posturas habituais da dupla Beavis e Butthead diante da TV. Os dois se batem contra o monitor vomitando impropérios entre arrotos que parecem risadas e risadas que soam como arrotos. Imagino um sujeito grudado no sofá, berrando vulgaridades para a mocinha seminua que dá duro no programa de auditório e que, por certo, não pode escutá-lo. Ele não sabe que a insulta, ou, pior, supõe que a elogia. Em seu delírio, acredita que a rapariga, se o ouvisse, tomaria seu grunhido gutural por galanteio. A televisão adestrou o sujeito anônimo, diluído na multidão, a falar sozinho entre quatro paredes. Adestrou-o com a promessa de que ele jamais seria visto nem ouvido.”

É bem possível que as pessoas tenham se acostumado a uma participação pouco edificante diante da TV, com o passar das décadas no sofá. Qual seria a porcentagem de críticas construtivas que iriam ao ar em um sistema de comentários online, sem filtro, em tempo real, que acompanhasse uma transmissão de jogo narrada por Galvão Bueno?A interatividade cada vez mais simples, entretanto, e o hábito de participação no espaço público talvez sejam capazes de melhorar o nível dos comentários. Provocadores natos são banidos de listas de discussão e, por mais que voltem com outros nomes, são banidos novamente até que cessem as provocações; comentários criminosos são retirados do ar; comentários agressivos recebem também respostas agressivas quando são mantidos no ar – normalmente acabando com a discussão, mas ensinando que não dá para existir discussão assim.Filipe Fonseca escreveu um, entre as dezenas de comentários ao texto de Bucci, e creio que exemplifica esse raciocínio:

“Já tive discussões interessantes neste OI. Já convenci e já fui convencido, e isso só é possível se os envolvidos na discussão estiverem dispostos a discutir de fato. Também já errei. Já exagerei na crítica ou na agressividade, o que teve a serventia de me ensinar que não é possível travar um debate sem que se demonstre respeito pelo pensamento alheio.”

Mais participação
Steven Johnson, no livro Cultura da Interface, identifica Beavis e Butthead como um tipo de programa de uma fase de transição cultural. Ele chama de “formas parasitas” programas que surgem para dar sentido a outros dados, num mar de informação.

“As formas parasitas vicejam em situações em que a informação disponível excede em muito nossa capacidade de processá-la (…). Nesses climas, aparece todo tipo de metaforma: condensadores, satiristas, intérpretes, sampleadores, tradutores. Eles se alimentam do excesso de informação, da atordoante sobrecarga sensorial da mediasfera contemporânea.”"Podemos assistir ao vídeo musical diretamente da MTV, é claro, mas podemos também fazê-lo através dos filtros de Beavis e Butthead, com seus comentários staccato correndo como pano de fundo. Ou podemos ver o mesmo vídeo no Yak Live, da MTV, com um fluxo de comentários ao vivo rolando sob a imagem em tempo real, transmitidos diretamente de uma sala de conversa da AOL, como um cruzamento de texto de capa de disco com grafites de banheiro. Beavis e Butthead e Yak são metaformas, filtros; ainda assistimos ao próprio vídeo, mas a experiência é necessariamente transformada (se não sempre intensificada) pelo filtro que a transmite para nós.”

Os comentários de Beavis foram talvez o primeiro ensaio de interatividade – uma interatividade falsa, onde o próprio emissor (a MTV) comentava os seus próprios vídeos na pele de dois adolescentes (uma sátira ao seu próprio público, aliás). A evolução para o modelo Yak, que existe até hoje, é mais verdadeira: coloca o próprio telespectador comentando – assim como são as caixas de comentários.A internet semântica talvez resolva isso. No Overmundo, por exemplo, é possível votar não apenas nos textos – que sobem de lugar na edição da página se são julgados interessantes, ou vão para um limbo onde quase ninguém os lerá –, mas também se pode votar nos comentários. Ou seja: os leitores também decidem quais comentários são úteis ao debate e quais são nocivos, jogando os nocivos no fundo da rede.A solução contra os baderneiros da rede não precisa vir do controle sobre a participação, mas justamente do outro lado: mais participação. Se o leitor vigia o jornalista, quem vigia o leitor? Os vigilantes dos vigilantes serão vigiados por outros vigilantes: nós mesmos, os cidadãos. Inclusive nós, os jornalistas…

Este artigo também foi publicado no Observatório da Imprensa com o título “Quem vigia os vigilantes dos vigilantes?”.

Postado em Mar 28, 2008

O VERDADEIRO NEWJOURNALISM

Vivemos uma época privilegiada. Presenciamos o rápido desenvolvimento da internet e da integração das mídias, e ainda ninguém sabe o que será possível fazer com isso. Ao mesmo tempo, vemos novas formas de comunicação se desenvolvendo, se alastrando sem controle e sem muita direção. O futuro é uma página em branco, e raras vezes na história as possibilidades para o amanhã são tão grandes.

No campo do jornalismo, especificamente, alguns caminhos ainda estão por ser percorridos. Talvez a maior questão atual seja a participação do público no noticiário (como, quando e por que deixar eles participarem da produção?), mas a interatividade proporcionada pela internet atualmente, e possivelmente pela televisão e pelos celulares num tempo não tão distante, também levanta perguntas interessantes.

O que é a interatividade no jornalismo, afinal? Tomando por base sites do século passado, interatividade era a possibilidade do leitor interagir, de alguma forma, com o conteúdo recebido. Os portais gostavam de mostrar como exemplo máximo da interatividade a enquete. Enquete que era puro entretenimento, uma vez que não tem valor algum jornalístico, já que a base de dados da enquete é totalmente aleatória (o que quer dizer qualquer resultado que venha de uma pesquisa feita entre as pessoas que passaram por um site e resolveram clicar numa enquete?).

Outra forma que até hoje é comum, e é também chamada de interativa, é o clique-para-ver a foto, para ouvir o áudio, para ler o texto, para assistir ao vídeo. A soma das formas tradicionais, especialmente sem o uso do que há de melhor em cada mídia, mas apenas o uso de veículos diferentes para contar a mesma história. O jornal online Último Segundo recebeu um prêmio do talvez mais importante concurso de infografia do mundo, o Malofiej, com um infográfico deste tipo – mostrando que a produção de infografias mais complexas ainda é rara, apesar das possibilidades existentes.

Avançando no conceito de interatividade, há reportagens especiais que apresentam uma variedade de possibilidades narrativas ao leitor, e é ele quem decide qual parte da história gostaria de descobrir. Por exemplo, infografias como as que mostram uma visita a um museu, onde o usuário escolhe qual parte do museu irá visitar (e lá pode entrar na sala, por exemplo, e ver uma panorâmica do lugar, ou ler textos sobre as obras, ou ver vídeos com entrevistas com artistas, ou fazer uma visita guiada por um áudio – todos conteúdos complementares, que utilizam o melhor de cada plataforma). O New York Times foi um dos pioneiros, mas hoje já é feito por vários outros jornais norte-americanos.

Para além disso entramos em áreas ainda pouco exploradas pelo jornalismo. Há muito o que se descobrir com a possibilidade do hipervídeo, em que ao assistir um filme, em qualquer momento é possível clicar em elementos na tela e ir a outro vídeo, ou abrir outras informações, ou mesmo comprar o vestido que a apresentadora está utilizando. No documentário interativo Nação Palmares, da Agência Brasil, foi feito um teste avançado neste sentido (depois do primeiro teste com outra reportagem interativa de hipervídeo chamada Consumo Consciente). Já existem inclusive ferramentas online para este tipo de trabalho, como o Asterpix, mas pouca disposição ou conhecimento para os jornalistas experimentarem. As possibilidades narrativas são infinitas.

Mas talvez o máximo de interatividade no campo em que o leitor/usuário não produz informação, apenas a consome, é o newsgaming. São jogos de videogame com fins jornalísticos. Em vez de ler uma reportagen, ou assistir, você navega dentro de um ambiente. Seria como se, para saber como funciona o Congresso, você fizesse uma visita virtual, num ambiente como o Second Life, e conversasse com outras pessoas lá dentro, inclusive parlamentares. Isso ainda não existe, mas existem jogos mais simples. Tiago Doria é alguém que acompanha esse setor e publica regularmente sobre isso.

“Newsgames é um conceito que surgiu, mais ou menos, em 2003 e refere-se a jogos feitos com base em notícias ou um acontecimento em curso. Desde o ElPais até o The New York Times já fizeram alguns experimentos com o formato. Aliás, o ElPais foi responsável por publicar um dos primeiros newsgames – o Play Madrid, sobre os ataques terroristas em Madri, na Espanha, em 2004. Poucos dias após a tragédia, o game já estava no ar. (…) E aqui, no Brasil? Bom, por aqui, neste ano, o G1 fez alguns experimentos na área e lançou o AudioPops, um jogo no qual você tem que descobrir, por meio de discursos bem recentes, quem são as principais personalidades da política internacional. Para mim, uma das coisas mais interessantes dos newsgames está aí. Trazem um caráter educacional e lúdico de volta ao jornalismo.”

Na outra trajetória, onde o leitor é também produtor de informação, a situação se torna mais complexa. Há duas grandes vertentes entre os defensores da participação do público no noticiário. Os primeiros, que defendem a aplicação de filtros antes da publicação – como ocorre em quase todos os sites dos maiores veículos de comunicação brasileiros. O sujeito se cadastra, envia textos ou fotos, eles são avaliados por jornalistas – ou por outros cidadãos, como é o caso do Overmundo - e depois são publicados.

O segundo modelo é quando o filtro é aplicado depois da publicação, como ocorre no Youtube, na Wikipedia e em qualquer site colaborativo deste tipo, onde tendo um cadastro, imediatamente depois do upload o seu material está no ar. Muitos disseram que esse tipo de negócio não sobreviveria aos processos judiciais, mas o YouTube segue firme e cada vez mais forte, aparentemente. Os blogs, aliás, são talvez o maior exemplo disso.

Cada um dos caminhos tem seus méritos e seus problemas, e nesse campo poucos podem falar com propriedade. Quem discute bastante o assunto é a Ana Brambilla, em seu blog. Aqui, especialmente, o futuro está por ser escrito. O que você, aliás, vai escrever?

Este post faz parte da Ciranda de Textos. O blog que faz o guia de leitura da vez é o Mil Idéias e Ideais de Todos.

Postado em Mar 27, 2008

PHOTOSHOP EXPRESS – ONLINE E GRÁTIS

pelourinho Joguei essa foto que tirei no Pelourinho, em Salvador, para testar o Photoshop online lançado esses dias. É tudo aquilo que eles diziam que ia ser há uns seis meses: grátis, fácil de usar, com menos funcionalidades que o photoshop normal. É feito todo em Flash 9.0, como a maioria dos programas online que estão surgindo, especialmente os de edição de foto e vídeo.

O Photoshop online é um avanço em direção ao desktop online. Com uma boa conexão de internet você pode, hoje, sem instalar nada no seu computador, editar textos e planilhas, (Google Docs), fotos (Picasa, do Google, e agora o Photoshop), vídeos (o Jumpcut, só pra citar um, mas existem outros), manter uma agenda (também o google é referência, mas existem muitas), usar antivírus (o HouseCall da Trend, por exemplo), ler seus RSS e… Bem, pra que mais serve um computador mesmo?

Já faz tempo, também, que existem as chamadas HDs virtuais (os assinantes UOL têm uma, o chamado Disco Virtual). Lembro de antigamente, quando era preciso ter instalado um programa até para ler os seus e-mails.

Não está longe o dia em que você irá ligar o computador (qualquer computador), ele irá se conectar automaticamente com a internet e abrir o seu desktop, web-based desktop, com tudo o que você precisa e todos os seus arquivos.

ATUALIZAÇÃO: Um grande problema do Photoshop online: onde está a integração com o Flickr?

Postado em Mar 27, 2008

NEWSCAMP 2ª EDIÇÃO

Não fui no primeiro, mas dessa vez estarei por lá. “A segunda edição do NewsCamp está confirmada. Será dia 12 de abril no Espaço Gafanhoto (em São Paulo), gentilmente cedido por Cazé mais uma vez para a realização do evento. A proposta é a mesma: discutir temas relacionados a blogs, jornalismo, mídia digital, mídias sociais, sistemas, ciberjornalismo, monetização, impactos da internet na comunicação em todas as esferas, entre diversos outros temas”, diz a Ceila no blog do Newscamp.

Ela dá algumas dicas pra quem quiser ir.

Postado em Mar 25, 2008

URBANO E AS NOVAS POSSIBILIDADES PARA O JORNALISMO

Dei uma “entrevista” esses dias para o programa Urbano, do Multishow, um canal da Globosat. Digo entrevista entre aspas porque a idéia, bem interessante, era que fosse um bate-papo pela rede, algo como uma reunião de pauta colaborativa com as web-cams ligadas.

A interface para essa reunião de pauta é um programa que eles criaram, em flash (essa imagem acima). Cada um acessa uma url diferente que eles te enviam e a central, no Rio de Janeiro, organiza as entradas. O programa também grava as imagens e os aúdios, que depois eles editam e colocam no programa na TV. Ainda não vi como é, nunca assisti, mas imagino que possam surgir coisas boas daí. Achei que não ia rolar participar com minha conexão de 200 kbps, mas fora umas engasgadas do áudio e do vídeo que não comprometeram muito, funcionou. Prova de que o flash é bom mesmo pra transmissão de vídeo (quatro ao mesmo tempo, streaming!).

O programa é entretenimento total – a pauta era “latinos” e me chamaram para palpitar qualquer coisa junto com um designer do Rio e uma médica de Brasília. Quero só ver o resultado…

Mas serviu pra ver o que a Globo Globosat anda testando. Achei bacana.

PS: eu sou o que tem a webcam mais jurássica. Acho que está na hora de comprar uma nova…

Postado em Mar 25, 2008

CULTURA DA INTERFACE

Steven Johnson escreveu o livro “Cultura da Interface” há mais de dez anos, e o texto continua atual. Aliás, mais que atual: é uma previsão do que já começa a acontecer.

“Os vitorianos tinham escritores como Dickens para facilitar seu trânsito em meio às revoluções tecnológicas da era industrial, escritores que traçavam mapas romanescos do território novo e ameaçadore das relações sociais que ele produzia. Nossos guias para as cidades virtuais do século 20 vão prestar um serviço comparável, só que dessa vez a interface – e não o romance – será seu meio”.

Quando ele diz “interface”, é justamente aí que enxergo o jornalismo digital, os especiais multimídia, os avanços de interatividade que facilitam a produção colaborativa.

Se antes o newjournalism era a ferramenta para levar a realidade às pessoas de uma maneira inovadora, hoje o novo jornalismo é aquele que consegue melhor construir interfaces.

Preciso escrever sobre isso.

Postado em Mar 21, 2008

REUTERS + MEDIASTORM

A Reuters e o MediaStorm fizeram um especial multimídia sobre cinco anos de Iraque.

Acabo de navegar pelo trabalho, de peso. Infografias bem feitas, imagens incríveis, uma timeline muito bem feita. É um pouco também um especial sobre o trabalho dos jornalistas da Reuters no Iraque, nada fácil.

Mas depois de ver tudo isso não dá a impressão de que os EUA vão perder essa guerra – dá a impressão que eles já perderam.

Via PontoMedia

Postado em Mar 20, 2008

ZACH WISE RECOMENDA

Escutei um podcast com o Zach Wise, fotógrafo do Las Vegas Sun que entrevistei aqui uma vez, e encontrei lá duas dicas interessantes dele.

Uma, esse vídeo do YouTube chamado Put it to use, que trabalha com o efeito time-lapse muito bem.

Depois, Wise indica um tutorial dele mesmo explicando como fazer filmes em time-lapse.