Beth Saad (USP) e Charo Sádaba (Navarra) apresentaram a situação dos estudos sobre convergência no jornalismo. Convergência significa na prática, quase sempre, diz Saad, a integração de redações. Mas o próprio conceito de convergência ainda é bastante discutido e está em evolução.
“Dizer que convergência reduz custos é falso. É um reposicionamento da empresa, com custos até elevados num primeiro momento”, diz. Ela explica que houve, no cenário internacional, uma primeira onda de convergência antes de 2005, pouco publicizada. Em 2006 a integração das redações começou a ser publicizada – não que fosse a única convergência que as empresas jornalísticas estivessem realizando, mas foi a mais comentada. A mais comum, aliás, é a redação formato estrela, modelo Daily Telegraph. A maioria das empresas, também, usou uma consultoria.
No Brasil, diz, o ambiente é conservador e reativo a invoções. Publishers e editores que deveriam liderar os processos de convergência não fazem isso. Ela aponta apenas iniciativas tímidas: G1, que iniciou construções narrativas integradas, e o grupo RBS, que anunciou uma reforma física – apenas – da redação do jornal Zero Hora.
