MÚSICA PARA BAIXAR #FISL10

O direito de quem produz ou o direito de quem consome? Mais: são excludentes?

Vários músicos que estão no FISL, no debate sobre MPB – Música Para Baixar – contaram casos escabrosos sobre o ECAD.  O Teatro Mágico, por exemplo, contou que foi multado por tocar, em público, música do… Teatro Mágico. Outros artistas contaram casos idênticos. A Rádio Favela, presente também, disse que precisam pagar o “jabá” para o ECAD para tocar música.

Interessante é uma advogada do ECAD estava na platéia e entrou no debate. “Vocês culpam muito o ECAD, mas o modelo que existe é a legislação atual. O ECAD é apenas o mandatário das associações. Apenas cumpre a lei”. Outra: “Vocês falam em multa, mas é retribuição autoral atribuída em lei”. A platéia riu. “O sistema funciona de acordo com a lei, não de acordo com nossa vontade. Não critiquem os funcionários do ECAD, critiquem a lei”.

Sobre isso, lembro de um texto do Proudhon, A Propriedade é um Roubo. Por ali, se não me engano, em algum canto ele diz que os cobradores de impostos, se não concordam com a legalidade do imposto, deviam pedir demissão e recusar-se a obedecer um Estado. Gandhi também dizia, aliás, que não se devem obedecer as leis injustas – e veja onde esse pensamento levou a Índia.

E o FISL segue quente, mesmo com 10 graus C lá fora.

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This entry was posted on Thursday, June 25th, 2009 and is filed under A REDE, CONVERGÊNCIA, CulturaDigitalBR. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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