JORNALISMO E VIDEO GAME

A Superinteressante tem uma área dedicada a jogos, ligada diretamente às reportagens que realiza. Em outubro publicou uma capa chamada Ciência contra o Crime, e no site publicou um jogo onde você é o investigador.
O jogo é bem feito, sem grandes recursos multimídia, mas alguma interatividade estilo clique-aqui e clique-ali que leva a descobrir as pistas. Montou junto um eficiente fórum de discussão, onde os leitores compartilham as pistas e as conclusões.
Trabalho muito bem feito para o que se propõe, realizado por uma equipe de várias pessoas:
História: André Sirangelo, Leandro Narloch, Tarso Araújo / Roteiro: André Sirangelo / Design: Fabiane Zambon, Júlia Blumenschein, Julia Cabral, Marco Moreira / Programação: CPC Informática / Fotos: Dulla, Marco Moreira / Efeitos especiais: Kapel Furman / Produção: Claudia Campos Ator: Rui Longo / Agradecimentos: Daniel Schneider, Fabricio Leotti, Julio Ponce, Leandro Cavalcante, Nina Weingrill, Pedro Barrera
Newsgames estão se tornando cada vez mais comuns, e cada vez melhores. Se jornalismo continua sendo uma maneira de contar histórias, em tempos de interatividade, os videogames têm muito a ensinar sobre isso. As novas narrativas talvez passem justamente por aí.
Fica uma questão: Um newsgame com as evidências reais de um crime, como o caso Nardoni, por exemplo, seria melhor que uma reportagem para fazer entender as conclusões que condenaram o casal? As evidências são públicas? A defesa dos advogados poderia ser ouvida, como se fôssemos os jurados?
É mais fácil, por enquanto, realizar jogos de ficção, mas certamente veremos jogos mais realistas em breve. O que levará a novos patamares as discussões de objetividade e de ética no jornalismo.
PS: Recebi essa dica de um estudante da USP, durante uma palestra que fui dar por lá a convite do Rodrigo Savazoni e do Eugênio Bucci.










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