Visit our archive

Fiz meus dois primeiros panoramas – aquelas fotos de 360° –, sem ter lido muito a respeito, sem nenhuma habilidade tecnológica, sem tripé e sem prestar muita atenção em luz e enquadramento. Ficou um lixo, claro. Mas me diverti bastante, e o resultado ficou até apresentável (desde que o público alvo seja a mãe). Seguem algumas dicas se você for tentar algo assim.

O primeiro panorama que fiz foi no Pelourinho, em Salvador (acima). Tinha um monte de gente em movimento e eu, que sou de São Paulo, fiz umas 10 ou 15 fotos em uns 30 segundos porque estava com receio de ficar com cara de turistão com máquina fotográfica dando sopa (aliás, a máquina é uma Minolta de filme de rolo, já que eu não tenho uma digital e meu celular é um Nokia 100, que saiu de linha há uns vários anos e não tira foto, nem tem tela colorida, nem acessa a internet – mas tem lanterna).

Não é à toa que todos dizem pra usar um tripé para panorâmicas. Basicamente, o maior problema é tirar algumas fotos mais pra cima e outras mais para baixo. No final, para não ficar umas faixas pretas horríveis, você tem que cortar muito da área fotografada. Sem tripé, portanto, além de ter que prestar atenção nos pontos comuns horizontais – que é o que o programa vai usar para juntar as fotos –, é importante também prestar atenção na altura. Tirar fotos na horizontal também ajuda, para ter uma área maior de navegação.

O outro panorama foi feito no Farol de Barra Grande (acima). Aluguei uma moto na paradisíaca praia baiana de Barra Grande e fui explorar o local. Aproveitei para tentar o segundo panorama, agora com mais calma. Levei, acho, um ou dois minutos – ok, nem tanta calma -, para fazer todas as fotos, umas 15. Ainda tive problemas com a ondulação, mas menos que no Pelourinho. Lá no farol, com o sol à pino, o problema foi mesmo a luz. Algumas fotos ficaram mais claras que outras. Isso só porque provavelmente não coloquei no automático. Mas pelo menos lembrei de tirar a tampa da lente.

Tentei usar dois programas para fazer os panoramas. O Panorama Maker – esse é para dummies mesmo – e o Photoshop CS3. Todos esses que estão aqui são os do PM, porque a memória do meu lap-top Acer 512 RAM não foi o bastante. Consegui ir até certo ponto, depois de ter desligado tudo, mas não deu. O CS3, óbvio, é muito melhor. A diferença é como comparar o PaintBrush e o Photoshop. Pra quem não quer nada mais que se divertir, o PM até que serve. O programa é totalmente intuitivo. É só sair clicando.

O que faltou, até hoje, foi achar um programa gratuito para converter o .jpg gerado em um .mov e jogar na rede, para ser acessado pelo QuickTime. O amigo Paulo Fehlauer indicou dois programas (um é o hugin, que faz as costuras das imagens, e outro, que converte para .mov, é o PTMAC), mas o segundo só serve para MAC. Se souber de algum para windows que faça o .mov, avise que eu jogo as imagens com interatividade.

SAIBA MAIS: Tem um manualzinho bacana para vários programas que o UOL preparou, algo tipo Como Fazer Panoramas. No final, decidi duas coisas: preciso de uma máquina digital, e quero um tripé de natal.

E aqui um post meu sobre o trabalho de gente profissional.

Blog Widget by LinkWithin
  • Name (Required)

  • Email (Required, but not published)

  • Url (Optional)

  • Comment (Required)

*

Background pattern
Colors
Skin
Layout style