NOTAS SOBRE A COBERTURA EXPERIMENTAL RODA VIVA

Há umas duas semanas o Roda Viva começou a experimentar novos canais online, com a transmissão de mais duas câmeras: uma livre, que filma os bastidores, e outra que fica fixa, sobre as mãos de Caruso, mostrando ele desenhar. Além dessas, há a transmissão da TV, que também fica disponível online.
A área de transmissão experimental do Roda Viva tem ainda um chat, pelo Cover it Live, e um agregador do Twitter, que reúne todos os tweets com a chamada #rodaviva. É bastante informação, e é quase impossível acompanhar tudo ao mesmo tempo. Mas é maravilhoso ter essa opção.
Mas se fosse apenas um recurso de mão única seria uma repetição de velhos modelos de broadcast. Não é isso. A grande sacada é que a jornalista Lia Rangel, que organizou essa integração com o online, aproveita os intervalos comerciais e continua transmitindo pela câmera dos Bastidores. Mais: aproveita os intervalos para levar até o entrevistado as perguntas que chegam via chat e via twitter. Tudo ao vivo.
A integração que vem sendo testada, nesse modelo, é a única que vi assim no mundo. Conhecia outros modelos, outras tentativas, como a cobertura eleitoral da Current TV, integrações com Twitter, mas nada deste porte, na TV aberta, ainda por cima.
Há algumas melhorias, mas nada que se sobreponha à essa grande iniciativa de integração. Colocar texto ao lado de texto, ou seja, o chat ao lado do Twitter, para facilitar a leitura; permitir a transmissão de áudio apenas, para quem tem conexão mais lenta; melhorar tecnicamente a captação da câmera dos bastidores; coisas pequenas, perto do avanço que estamos vendo.
Ainda é cedo, talvez, para tentar, mas será bem possível em breve transmitir ao vivo TODAS as câmeras do estúdio, permitindo que, de casa, o usuário possa ver o corte que bem entender – ou todos juntos. E instalar mais uma meia dúzia de câmeras filmando a equipe, a entrada do prédio, o cafezinho antes de começar o programa, o desmanche do estúdio ao final. O Making Of de cada programa de TV, ao vivo, para quem quiser.
E o caminho inverso: imaginem um Roda Viva onde ao lado de cada entrevistador real há uma tela – várias telas – com a cara de cada usuário que está assistindo, sendo filmado pela webcam de seu próprio computador. Em vez de meia dúzia de entrevistadores, um mosaico com dezenas ou centenas deles.
A audiência não está apenas deixando de ser passiva. Ela está entrando dentro do próprio set de gravação.










Você comentou, hoje aqui na Casper, sobre a cobertura experimental no Roda Viva e eu vim conferir a sua opinião sobre.
Acho uma idéia genial, com certeza.
Deveriam acontecer outras experiências desse tipo com muito mais frequência. São poucas as pessoas que têm consciência disso.
Só uma observação: a twitteira do meio sou eu. Ao vivo a experiência de estar constantemente online ao vivo é melhor ainda.
Até mais então.