BLOCO DE NOTAS: III NEWSCAMP
Este post está sendo redigido do NewsCamp, em São Paulo. Será atualizado constantemente, como meu bloco de notas online (já que o Twitter está fora do ar…)
“O jornalismo é olhos, ouvidos e os outros orifícios da sociedade”
O divertido e o irritante do Newscamp, desse modelo de desconferência, é o total descompromisso das falas de cada um com as falas anteriores. Em cinco minutos, dez pessoas falam sobre todos os assuntos possíveis. A parte boa: sempre tem um fiapo de informação nova. Para continuar a conversa na linha mais interessante, o negócio é esperar a hora do cafezinho.
Para acompanhar pelo twitter: newscamp no twemes
Caru informa: 17 e 18 de novembro terá o segundo Colóquio Brasil-Espanha sobre jornalismo digital, provavelmente no hotel Tulip Inn (?), em São Paulo.
Sugestão de leitura: Convergent Journalism (2005), Stephen Quinn
Um .pdf sobre convergência no jornalismo
Fabiana Zanni: “Acredito na proposta de convergência porque se consegue passar conhecimento novo para os jornalistas mais antigos sem perder o acúmulo de experiência que esses mais velhos têm.”
“Pauteiro está tão raro de encontrar quanto editor de 60 anos” (essa não foi a Zanni que disse)
A Abril foi durante 50 anos editora de revistas. Agora é uma produtora de conteúdo, não importa mais a plataforma. A migração de audiência está acelerada. O que justificava para as empresas o freio no investimendo de verdade era que a verba publicitária não estava migrando. Nos últimos dois anos essa verba está migrando muito rápido. Deixou de ser testezinho, devagar, para ser pauta do dia. E nós fomos aprender nos jornais, que é onde isso bateu mais forte e antes. Se for buscar benchmarks em redações de revista, isso está começando. As semanais estão nesse movimento. Mas o conteúdo segmentado ainda não foi”.
No Daily Telegraph: o site como hardnews, serviço e personalização, regional (bairros), e no jornal reservada a interpretação e análise. E aí começou a fazer mais sentido. Não faz sentido guardar a notícia, mas faz sentido assimilar e depois analisar. Assim não é preciso competir consigo mesmo.
Dos 470 jornalistas, o Daily Telegraph perdeu 54 pessoas, por vários motivos, durante a transição. Dentro dessas, 50% estava no core group – editores pra cima. A resistência foi notada mais na área de decisão. Foi cultural, mais que tecnológica, a barreira.
Hoje, quase 50% da audiência é de fora da Inglaterra.
Recomendações da Caru: Gatewatching, Axel Bruns, e Making online News, Chris Patterson











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