O “ARREVISTAMENTO” DOS JORNAIS

Eugênio Esber, diretor de redação da revista Amanhã, que trata de economia, gestão e negócios, esteve no seminário promovido pela Associação dos Diários do Interior do RS para apontar alguns caminhos a esses jornais. Causou alguns calafrios com suas idéias sobre como deverão evoluir esses diários para não desaparecerem. Abaixo, alguns pontos que ele levantou:

Não é possível que os jornais dêem apenas “pílulas” de notícias – releases, matérias que não agreguem inteligência ao assunto. O jornal não pode dar tudo, nem de tudo um pouquinho. Para que gastar papel com isso? Já está tudo na internet.

N.E.: Lá eu soube que o preço da tonelada de papel subiu, no último ano, de US$ 600 para US$ 900.

Esber diz que os jornalistas não podem ter medo de se fazer algumas perguntas. E ele faz:

Será que precisamos imprimir jornais todos os dias? Sábado e domingo, por exemplo? Se o jornal vai ser mais analítico, precisa ter ênfase na reportagem. Matérias curtas, com uma fonte só, geralmente oficial, ou releases, isso tudo está na internet. No jornal de 2011 não vejo nenhum release.

Ele chama isso de “arrevistamento” dos jornais. Ou seja, os jornais irão tomar o espaço das revistas. Na visão dele, os jornais têm um problema nas mãos com o desenvolvimento das notícias rápidas da rede em várias plataformas. Mas as revistas têm outro, muito mais complicado.

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This entry was posted on Wednesday, July 9th, 2008 and is filed under CONVERGÊNCIA, JORNALISMO. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

One Response to “O “ARREVISTAMENTO” DOS JORNAIS”

  1. Demétrio de Azeredo Soster on July 18th, 2008 at 14:48

    Particularmente, tenho buscado deixar as contundências – “vai sumir, não vao sumir”, “será isso, será aquilo” – um pouco de lado, basicamente porque o cenário está a cada dia mais complexo, e, portanto, pouco afeito a certezas. Mas também não há como negar que está se investindo cada vez mais, quando o assunto é jornalismo impresso, nas particuaridades como forma de diferenciação em um sistema atilhado de dispositivos midiáticos, sejam eles jornalísticos ou não. Neste sentido, sugiro a leitura de “O destino do jornal”, de Lourival Sant’Anna (Record, 2008). Traz dados muito interessantes sobre redução nos índices de leitura dos jornais e revistas, apesar dos lucros.

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