O TWITTER COMO COMPLEMENTO
Na sexta-feira passada (27) aconteceu uma experiência de utilização do Twitter em um evento ao vivo. Tiago Doria e Pedro Markun responderam a um convite meu para vir a Campinas twittar durante a palestra do engenheiro Silvio Meira sobre “O que pode a tecnologia”. Foi a última de uma série organizada pela filósofa Viviane Mosé na CPFL Cultura .
A experiência foi inspirada no que a TV Cultura fez no Roda Viva: uma bancada twittando ao vivo enquanto os jornalistas entrevistavam Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. Em Campinas, a transmissão ao vivo aconteceu pela internet, também em teste, e não se tratava de entrevista, mas de bate-papo com o público que depois é editado e se tranforma num programa que vai ao ar na TV Cultura, o Café Filosófico.
Qual é a graça de usar o twitter num evento como esse? Há pelo menos duas aplicações interessantes, experimentais. Primeiro, o twitter pode ser um complemento à reportagem que será escrita, mais completa. O Twitter mostra alguns bastidores, algumas informações de rodapé que não entrarão num texto final. Outra é que o twitter acaba sendo aquela conversinha do fundão, aqueles comentários que o pessoal mais engraçadinho faz no cinema, num discurso ou numa palestra. A grande diferença é que não é em voz alta, mas escrito.
O resultado dessa conversa, como disse o Pedro Markun, não é apenas instantâneo, mas pode ser revisitado depois. Há vários serviços que agregam mensagens do Twitter, como o Summize, ou o Tweme, que recupera todo o histórico da discussão, contanto que se combine, antes, que todos vão usar a mesma “senha”. No caso, foi #CPFLcultura.
Markun contou uma coisa interessante também: ele segue mais de 600 pessoas – o que, a princípio, desvirtua totalmente a idéia inicial do Twitter. Para que serve ter um fluxo contínuo do que 600 pessoas estão escrevendo? Segundo ele, que instala um programa que roda na tela esse fluxo, é como observar uma espécie de fluxo de consciência coletiva. Quando algo que o interessa passa na tela, ele entra no fluxo. Esqueci qual era o programa que ele usava (se estiver lendo aí, Markun, me diz).
Uma das grandes dificuldades sobre o Twitter é explicá-lo. Não há nada parecido, nem nenhuma metáfora que sirva para facilitar seu entendimento por quem não o utiliza. Novos usos ainda estão sendo testados. Qual será o próximo?
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