FALA QUE EU NÃO TE ESCUTO

// April 14th, 2008 // JORNALISMO

O texto que escrevi para o Observatório da Imprensa teve uns 30 comentários, a maioria me espinafrando por supostamente ser contra a participação do público – logo eu, que defendo totalmente isso, e que termino o texto dizendo que não deve haver nenhum controle sobre o que o público escreve na rede, a não ser o controle do próprio público.

Há boas análises ali também, como as que colocam que o espaço e o destaque para comentários é muito inferior ao espaço dado aos jornalistas – de fato. No OI, inclusive, o autor não recebe notificações sobre os comentários no seu texto, distanciando ainda mais público e autor.

Mas gostei especialmente dessa avaliação de Amanda Vieira:

(…) Pode soar meio autoritário para os que não estudam teorias de comunicação, mas na verdade é bem libertador. O artigo todo chama a atenção para a responsabilidade do leitor, e isso incomoda porque leva a uma outra pergunta incômoda: “que responsabilidade, cara pálida? quem é você pra me dizer o quanto sou ou deixo de ser responsável? Já não basta a tv entregar o lixo q eu vejo calado, nao posso externar minha raiva ao menos em comentários na internet?”. Acho louvável tocar nesse tema, porque de fato os leitores podem cometer violências. Só não se sabe que instrumentos podem coibir esse tipo de violência sem que se tire a liberdade de expressão das pessoas. É uma linha muito tênue. (…)

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