Posted on Apr 30, 2008

JORNALISMO MULTIMIDIA JÁ É ADOLESCENTE?

No PoynterOnline, Steve Myers diz que o jornalismo multimídia é adolescente, mas já não é órfão.

“O futuro que o jornalismo online prediz começa a tomar forma: organizações noticiosas estão usando vídeo, fotos e áudio para contar histórias de novas maneiras. Estão trazendo web-produtores e cinegrafistas para histórias que, antes, eram apenas projetos de publicação que levariam um mês para sair. E mesmo operações que não têm ninguém que saiba Flash envolvido são capazes de produzir audio-slide-shows, graças ao Soundslides.

Mas as mais de 700 inscrições no online categories do National Press Photographers Association awards mostram que o jornalismo multimídia ainda é adolescente: muitos projetos não alcançam seu potencial. Os juízes dizer que querem ver produções de qualidade maior, edição melhor e claro entendimento de como podem ser usados os recursos multimídia.”

Me parece que esses motivos apontados por Myers provam justamente que o jornalismo multimídia não é adolescente, mas infantil. A maioria das produções chamadas de interativas ainda seguem o velho modelo “leia-o-texto, veja-o-vídeo, -ouça-o-áudio”. Não há integração de linguagens, fora poucos e raros casos.

O próprio texto de Myers aponta para links de experiências interessantes. No Brasil é mais difícil ainda encontrar casos exemplares.

Posted on Apr 29, 2008

CURSO DE JORNALISMO E INTERATIVIDADE

Entre os dia 22 e 26 de abril, estive em Belo Horizonte dando um curso para 33 jornalistas, parte de um extenso treinamento sobre jornalismo multimídia do grupo Diários Associados (Estado de Minas, TV Alterosa, Portal Uai e Rádio Guarani). Coloco, abaixo, links para diversos sites utilizados no programa. Alguns dos links foram organizados primeiro por Rodrigo Savazoni, para um curso similar no Acre.

O HIPERVÍDEO E AS NOVAS LINGUAGENS DO JORNALISMO

Aula 1: O vídeo na internet
Apresentação do vídeo Bon Bagay Haiti e discussão sobre a utilização da fotografia mixada com vídeos, além da linguagem do documentário aplicada à reportagem. Vídeos, áudios e textos como conteúdos complementares, não repetindo em cada mídia a mesma informação que está na outra. Demonstração do sistema P2P e as novas formas de assistir TV na rede, inclusive baixando softwares especiais para isso. TVs colaborativas como Current e FizTV.
Falamos sobre a experiência da Radiobrás com a integração das redações: acertos e falhas do processo, onde avançamos e onde não conseguimos ir. Como está avançando o processo de integração de redações pelo mundo.

Repórter multimídia: foram feitas em experiências de reportagens para todas as mídias ao mesmo tempo, pelo mesmo repórter, e isso já se mostrou bastante ruim. Não se tornará o modelo. No entanto, o jornalista deverá conhecer todas as mídias e usar ferramentas da rede. Em muitos casos, os jornalistas sabem operar diversas plataformas, mas utilizam apenas uma de cada vez (sabem filmar e fazer reportagem para internet, por exemplo).

Usos da linguagem – vídeo e fotografia podem, diversas vezes, ser integrados numa reportagem ou documentário. A rede convenciona, por enquanto, que os vídeos não ultrapassem 7 minutos (Current TV). Portanto vale demonstrar, como exemplo de concisão, o vídeo da Naomi Klein, Doutrina do Choque.

Exemplos:

Bon Bagay Haiti, da Agência Brasil
Efeito time-lapse: Air Sick, The Star (Quick Time)
Doutrina do Choque
– Naomi Klein e Alfonso Cuaron, com legenda
On Being – Washington Post

Sites de vídeos colaborativos:

http://www.youtube.com.br
http://video.google.com/
http://www.dotsub.com/
http://www.revver.com

TVs online:

Joost – http://www.joost.com
Miro – http://www.getmiro.com
Apple TV – http://www.apple.com/br/appletv/
BBC IPlayer - http://www.bbc.co.uk/iplayer
Current TV – www.current.com
FIZ TV – www.fiztv.com.br
Texto sobre a Current - http://www.savazoni.com.br/?p=85
Ustream – www.ustream.tv - é uma programadora onde qualquer um pode ter uma emissora 24 horas no ar pela internet.

Aula 2: Ferramentas básicas da rede / Soma ou Fusão das linguagens / Hipervídeo e interatividade
A internet chega permitindo a soma das linguagens, mas propondo mais que isso: sua fusão. Como se dá, atualmente, a soma e a fusão das linguagens?

Exemplos de hipervídeo:

Consumo Consciente, na Agência Brasil
(Foi a primeira experiência de hipervídeo que fizemos na ABr, baseado em uma campanha de marketing viral francesa, da Shai. Aqui está o making of.)

Nação Palmares, na Agência Brasil
a experiência anterior levada ao extremo, com 12 vídeos paralelos, além de outros arquivos e textos em narrativas secundárias e terciárias. Aqui também tem um making of.)

Ferramentas da web (de organização, compartilhamento):
Desktop virtual: www.netvibes.com
RSS: www.google.com/reader
Arquivos: RapidShare

Ferramentas da web (de publicação, compartilhamento):
Para criar blogs: WordPress / MovableType
Microtexto: www.twitter.com
Fotos: www.flickr.com
Vídeos: YouTube e dezenas de outros

Ferramentas da web (de edição, compartilhamento):
Foto: Photoshop Express, Picnik (este, integrado com Flickr, Picasa e outros agregadores de fotos), Pixenate, Phixr, Fotoflexer e Flauntr, todos similares. Splashup, mais avançado, similar ao Photoshop
Redução de imagens: http://reduzfoto.com.br/
Vídeo: Jumpcut, Eyespot, Photobucket, outros
Texto: Google.com/docs
Slideshows: http://www.slideroll.com/, http://www.slideshare.net/
Criação de vídeo interativo: Asterpix

Remix de vídeo: http://www.opensourcecinema.org/

Ferramentas de Software Livre: Estudio Livre

Para entender a web 2.0:
A Máquina somos nós
– web 2.0 (legendado)

Redações integradas:
Cinco dicas para modernizar uma redação de um jeito fácil e – melhor – de graça:

1. Utilize o Google Docs (ou ferramentas similares) para dividir trabalho na redação. É um jeito muito mais fácil de compartilhar documentos entre as mesas e acessar de qualquer parte.

2. Faça uma conta de algun instant messenger para todo repórter e editor na redação e peça para deixarem ligado o tempo todo. Se eles estão na redação, é como deveriam estar compartilhando links e fontes, documentos e referências. Se estão na rua, com um laptop, é o jeito mais fácil de falar com eles. [Nota do T.: aqui no Brasil não é muito comum levar laptop pra rua… Mas a dica 5 resolve isso]

3. Faça um arquivo OPML dos blogs locais, fontes e pesquisas em jornais, inclusive pesquisas com o nome do próprio veículo. Se seus repórteres e editores ainda não estão usando Google Reader, Bloglines, ou outro leitor de RSS, importe o arquivo OPML para uma conta coletiva.

4. Abra uma conta coletiva do Flickr para toda a redação e faça com que todos saibam fazer upload de fotos. Mais do que colocar as fotos que irão para o jornal, isso é para colocar fotos das festas da redação, conferências e eventos. Torne a redação mais humana; faça com que os leitores sintam que podem pegar o telefone e ligar pra você.

5. Dê para cada repórter um telefone celular com câmera. OK, isso custa dinheiro, mas se você leva a sério o negócio e pretende continuar nele, precisa ser capaz de publicar a notícia quando ela acontece, não horas ou dias depois. Um repórter com uma câmera pode mandar fotos da rua para a redação, ou mesmo direto para a web. Isso pode ser um investimento tremendo. Compre primeiro uns dois para as editorias de polícia, cidade e geral, depois compra mais conforme necessário.

Texto: Novas redações para novas mídias

Aula 3: Hamlet no Holodeck – jornalismo videogame – interfaces
Regras de Janet Murray (Hamlet no Holodeck, ed. Itau Cultural):

- Ambientes digitais devem ser procedimentais Com isso, ela quer dizer que devem ser baseados em regras, processos. “O computador deve ser um atraente veículo para contar histórias (…) se as regras puderem ser criadas de uma maneira tão acessível quanto as anotações musicais o são para um compositor”. Ou seja: é preciso pensar em todas as possibilidades de navegação, para que não gere nenhum erro durante a navegação. Imaginar todos os passos e possíveis clicks do usuário, por exemplo. E pensar num roteiro que possa seguir a lógica de uma programação.
- Ambientes digitais devem ser participativos Ação e reação intuitiva. Não é um filme, nem um livro. Quando se clica em alguma parte, há reação. Quando se escreve, quando se organiza uma comunidade virtual. Quanto mais participação, melhor.

- Ambientes digitais devem ser espaciais A representação de espaços navegáveis, seja pelo modelo Second Life (que não existia quando ela escreveu o livro), video-games, ou mesmo o conceito de navegação por hiperlinks, melhora qualquer ambiente virtual

- Ambientes virtuais são enciclopédicos Esse é o meio de maior capacidade de armazenamento jamais inventado. Produzir conteúdo o suficiente para qualquer narrativa, de maneira que seja quase impossível explorar todas as possibilidades, é um grande desafio.

Um exemplo:
Liberia, do Star Tribune

Infografias
Possibilidades de narrativas multi-lineares e não-lineares. Infográficos enciclopédicos e específicos, e independentes e complementares.

Quando um infográfico explica melhor que um texto?
Exemplo: Peça cónica ou cilíndrica, estriada em hélice, que se embute, fazendo-a girar sobre seu eixo longitudinal, seja noutra peça (chamada porca), atarraxada em sentido contrário, seja num meio resistente, por efeito combinado de rotação e pressão. Leia isso ou clique aqui

Dicas básicas de infografia:
1. O infográfico é bom se consegue transmitir em segundos o que um texto levaria minutos.
2. Deve ser completo, mas não profuso. Simples, claro e, sobretudo, unívoco.
3. Um bom infográfico não precisa de muito texto. O excesso de informação dispersa o interesse do leitor.
4. No primeiro lugar está a idéia clara do que se quer dizer; no segundo, a beleza. Se alguma falta, o leitor vai notar.
5. O titulo deve ser direito, sintético e expressar o conteúdo.
6. O subtítulo deve ser sucinto e oferecer a explicação necessária para entender o quadro.
7. O espaço deve estar estruturado, com uma ordem de leitura clara e que revele as informações essenciais.
8. Não deve ter elementos gráficos nem termos técnicos desnecessários.
9. A fonte de informação tem que estar sempre presente, em um lugar que não distraia a atenção.
10. Fazer uma prova: caso alguém demorar mais do que uns poucos segundos para entender tudo, o melhor e jogar fora e repensar.

Lista de infográficos interessantes:
A tentativa de agregar conteúdo, mas apenas somando as linguagens sem fundi-las. O velho modelo “ouça o áudio, veja as fotos, assista ao video, leia o texto”, como nesse exemplo do IG:

Especial do IG sobre acidentes aéreos no Brasil

El Pais, sobre o acidente da TAM.

Infografias REALMENTE interativas:

Que se pode fazer com 25 metros quadrados? (El Mundo)

É melhor alugar ou comprar? (NYT)

O jogo do candidato (USA Today)

Sistema de transporte (Metrô de Madrid)

Eleições nos EUA – as primárias (NYT)

Aluguar onde? (Housing Maps)

Visita a um museu (NYT)

Faces of Dead in Iraq (NYT)

Segurança nos aeroportos (MSNBC)
BitchMap (o brasileiro é um povo criativo)

Jornalismo Video Game (artigo no Observatório da Imprensa)

Tiago Doria fala sobre newsgames

Aula 4: TV digital
O que é, o que muda. HDTV, vídeos para celular. Middleware Ginga. A interatividade “quintal com cerca” da TV digital, o modelo escolhido para impedir a democratização da comunicação, a divisão dos canais digitais, o chamado “canal de retorno” e seus problemas.

Vídeo feito no Forum Internacional Software Livre (com uma webcam plugada num laptop) mostra o Ginga em ação.

Aula 5: Planejamento de cobertura multimídia
Apresentação e comentários sobre os dois projetos de cobertura multimídia desenvolvidos durante a semana: eleições municipais e olimpíadas de Pequim.

Posted on Apr 28, 2008

CIRANDA DE TEXTOS: CHAMADA PARA 4ª RODADA

Acontece nesse dia 30 a próxima rodada da Ciranda de Textos.

Esse mês vai discutir jornalismo e educação e a idéia surgiu na lista do Jornalistas da Web, a partir de uma discussão sobre as perguntas sobre jornalismo online que saem nas provas de concurso público. Dessa vez, quem faz a listagem dos blogs é a Ceila Santos. É só mandar um email para ceilasan@gmail.com quando publicar seu texto, dando link para o site dela, que ela faz um resumo do seu texto e dá link para seu blog.

Posted on Apr 23, 2008

FERRAMENTAS MULTIMÍDIA ONLINE

Fiz uma lista de algumas ferramentas online, das mais básicas até algumas menos conhecidas, para mostrar aos jornalistas do curso de convergência do grupo Diários Associados.

Ferramentas da web (de organização, compartilhamento):

Desktop virtual: www.netvibes.com
RSS: www.google.com/reader
Arquivos: RapidShare

Ferramentas da web (de publicação, compartilhamento):

Texto: WordPress / MovableType
Microtexto: www.twitter.com
Fotos: www.flickr.com
Vídeos: YouTube e dezenas de outros

Ferramentas da web (de edição, compartilhamento):

Foto: Photoshop Express, Picnik (este, integrado com Flickr, Picasa e outros agregadores de fotos), Pixenate, Phixr, Fotoflexer e Flauntr, todos similares. Splashup, mais avançado, similar ao Photoshop
Redução de imagens: http://reduzfoto.com.br/
Vídeo: Jumpcut, Eyespot, Photobucket, outros
Vários outros

Texto: Google.com/docs
Slideshows: http://www.slideroll.com/, http://www.slideshare.net/
Criação de vídeo interativo: http://www.asterpix.com/

Um serviço chamado Animoto permite a criação instantânea de clipes de música. Basta importar imagens e áudios e o programa faz o resto. Diz que o Animoto “sente” a música e produz o vídeo.

Posted on Apr 23, 2008

GLAUCO LARA: BLOG DE INFOGRAFISTA

Glauco Lara é infografista do jornal O Estado de S. Paulo, e tem um blog onde detalha como foram produzidos seus trabalhos. Tenho que dar uma olhada lá com calma.

Posted on Apr 23, 2008

INTEGRAÇÃO DE REDAÇÕES: DISCUSSÕES EM AUSTIN, TEXAS

Beth Saad esteve em Austin, Texas (EUA), no simpósio que discutiu as mudanças no jornalismo, e publicou uma série de posts sobre o que viu por lá no Intermezzo. Coloco aqui uma parte do que ela diz, porque é justamente esta a discussão aqui em Belo Horizonte, no curso de jornalismo integrado dos Diários Associados, onde estou dando algumas aulas.

Segundo ela, a integração operacional multimídia é um processo irreversível. Ela diz mais:

1 – Conveniência e relevância para a audiência são os grandes vetores para a uma redação híbrida. As formas desse hibridismo variam. No caso do The Daily Telegraph, de Londres a estratégia adotada foi uma combinação de mudança cultural da equipe editorial por meio de treinamentos e mudança física da redação para uma arquitetura que privilegia a integração no mesmo espaço e no mesmo fluxo de trabalho.

2 – O Miami Herald adotou um modelo de integração baseado no continuous news desk (CND) que não envolve processos de alteração física, mas numa redefinição de todas as funções editoriais para incluir a atividade digital na rotina dos jornalistas. O funcionamento do CND, com um representante de cada editoria, é contínuo – 24-7, numa instância decisória sobre a melhor forma de contar histórias para a operação.

3 – O jornal colombiano El Tiempo traz uma proposta interessante: reformou fisicamente a redação, agregou a equipe em dois grandes grupos de produção, de um lado um grupo dedicado aos diferentes produtos e marcas do El Tiempo, e de outro jornalistas divididos em grupos temáticos (especializações) que geram diferentes conteúdos em diferentes formatos, alimentando um banco de dados que poderá ser utilizado por qualquer produto informativo da empresa. Uma espécie de agência informativa interna.

4 – O The New York Times pensa na integração de uma forma compassada e respeitando a cultura de tradição do Times. A estratégia tem sido literalmente “plantar” redação afora jornallistas aficcionados pelo meio digital e fazer com que ocorra uma hibridação natural. Ao mesmo tempo, a empresa já implantou o processo operacional 24-7 para todas as mídias, e espera com isso evoluir para a integração total. Nada melhor do que reproduzir as palavras de Rich Meislin, Editor Associado para Internet do NYT:

“We needed to create a new culture, we had to experiment with ways to move faster than what was then The Times’ traditional deliberate pace. The shift was not without worries. We were concerned that we were giving away what we usually charge for. We also wanted to maintain the quality and traditions people have come to expect from The Times”.

Beth Saad diz que usaram uma metáfora sobre a integração de redações: pode-se escolher entre deixar o barco afundar, ou…

Posted on Apr 21, 2008

CURSO DE TV MULTIMÍDIA EM BELO HORIZONTE

Cheguei em Belo Horizonte para dar um curso sobre jornalismo interativo, para jornalistas dos Diários Associados. Fico até domingo, e depois vou colocar aqui o resumo do curso e os vários sites indicados.

Aproveito para avisar os amigos mineiros que Jorge Rocha já fez um convite via-twitter para um econtro hoje na Av. do Contorno…

Posted on Apr 21, 2008

PODCAST: JORNALISMO OPEN SOURCE

Rafael Evangelista apresentou no último dia do Forum Internacional Software Livre (FISL) a proposta do Jornalismo Open Source. É um paralelo à programação de código aberto, conhecida como software livre, ou open source, onde as linhas de código do programa são abertas e permitem que qualquer um que conheça a linguagem modifique o programa.

No caso do jornalismo, a proposta é que todas as fontes usadas para redigir a reportagem estejam abertas, disponíveis, permitindo inclusive novas reportagens a partir das mesmas fontes. Seria algo mais ou menos assim: Para escrever uma reportagem, o repórter faz cinco entrevistas, tira 20 fotos e lê uns 15 textos. No final, sai um texto de duas laudas onde entraram apenas 3 entrevistas e uma foto. A diferença é que estaria disponível para o leitor a íntegra de todas as cinco entrevistas (em texto ou áudio, ou os dois), as 20 fotos e os 15 textos originais.

Assim, pode-se reconstruir todo o processo de criação da reportagem, mostrando inclusive o viés editorial que o repórter optou na hora de construir seu texto. Mais: permite que o leitor se aproprie do processo e modifique a reportagem, ou construa outra, com base no material original.

Diz ele: “No software livre, todo o código-fonte é compilado de acordo com uma arquitetura. No processo jornalístico também funciona a compilação. Lê-se as fontes e depois gera um texto – como uma versão executável de um programa. A leitura das fontes não é unívoca. O jornalista destaca o que prefere. Se você faz uma abertura das fontes, permite que outras pessoas recompilem outros textos. Fatos iguais podem ter leituras diferentes a partir de quem os lê.”

Algo errado com os hiperlinks, copie o endereço do texto onde Rafael Evangelista fala sobre isso: www.dicas-l.com.br/zonadecombate/zonadecombate_20070514.php

Seguindo a sugestão, coloco aqui a íntegra do que ele disse, tranformando isso num post-jornalístico-open-source:

 
icon for podpress  Jornalismo open Source - Rafael Evangelista [18:23m]: Play Now | Play in Popup | Download

Posted on Apr 19, 2008

PODCAST: INTERNET SOB ATAQUE

O professor e ex-presidente do ITI (2002-2005) esteve no Fisl falando que vivemos um momento de disputa pela internet. De um lado, as grandes corporações, os governos. Do outro, a cultura hacker, os libertários, a economia da dádiva. A gravação ficou estourada, infelizmente. Mas mesmo assim resolvi colocar aqui o podcast, porque acho que todos deveriam ouvir o que o Sergio tem para dizer. O direito à comunicação está ameaçado. A liberdade que existe na internet não está dada nem consolidada. Vamos ter que lutar por isso.

Esse é o arquivo, de uns 30 minutos, com a íntegra da palestra do Sergio Amadeu

Aqui, Sergio Amadeu fala sobre uma “coisa estranha” no Windows

TRANSCRIÇÃO: a Yaso fez uma boa transcrição de parte da palestra. Podíamos editar isso e mandar pra várias listas, hein.

Posted on Apr 18, 2008

TV DIGITAL E GINGA

Acho que esse vídeo que fiz com minha pobre webcam é um dos únicos vídeos do software Ginga na rede. Foi mostrado aqui no Fisl como funciona a interatividade nele, e filmei o telão para dar uma idéia. Depois fiz uma edição safada e aí está. Dá pra ter uma idéia.