Steven Johnson escreveu o livro “Cultura da Interface” há mais de dez anos, e o texto continua atual. Aliás, mais que atual: é uma previsão do que já começa a acontecer.
“Os vitorianos tinham escritores como Dickens para facilitar seu trânsito em meio às revoluções tecnológicas da era industrial, escritores que traçavam mapas romanescos do território novo e ameaçadore das relações sociais que ele produzia. Nossos guias para as cidades virtuais do século 20 vão prestar um serviço comparável, só que dessa vez a interface – e não o romance – será seu meio”.
Quando ele diz “interface”, é justamente aí que enxergo o jornalismo digital, os especiais multimídia, os avanços de interatividade que facilitam a produção colaborativa.
Se antes o newjournalism era a ferramenta para levar a realidade às pessoas de uma maneira inovadora, hoje o novo jornalismo é aquele que consegue melhor construir interfaces.
Preciso escrever sobre isso.