Archive for March, 2008

O VERDADEIRO NEWJOURNALISM

// March 28th, 2008 // 7 Comments » // CONVERGÊNCIA, INFOGRAFIA, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Vivemos uma época privilegiada. Presenciamos o rápido desenvolvimento da internet e da integração das mídias, e ainda ninguém sabe o que será possível fazer com isso. Ao mesmo tempo, vemos novas formas de comunicação se desenvolvendo, se alastrando sem controle e sem muita direção. O futuro é uma página em branco, e raras vezes na história as possibilidades para o amanhã são tão grandes.

No campo do jornalismo, especificamente, alguns caminhos ainda estão por ser percorridos. Talvez a maior questão atual seja a participação do público no noticiário (como, quando e por que deixar eles participarem da produção?), mas a interatividade proporcionada pela internet atualmente, e possivelmente pela televisão e pelos celulares num tempo não tão distante, também levanta perguntas interessantes.

O que é a interatividade no jornalismo, afinal? Tomando por base sites do século passado, interatividade era a possibilidade do leitor interagir, de alguma forma, com o conteúdo recebido. Os portais gostavam de mostrar como exemplo máximo da interatividade a enquete. Enquete que era puro entretenimento, uma vez que não tem valor algum jornalístico, já que a base de dados da enquete é totalmente aleatória (o que quer dizer qualquer resultado que venha de uma pesquisa feita entre as pessoas que passaram por um site e resolveram clicar numa enquete?).

Outra forma que até hoje é comum, e é também chamada de interativa, é o clique-para-ver a foto, para ouvir o áudio, para ler o texto, para assistir ao vídeo. A soma das formas tradicionais, especialmente sem o uso do que há de melhor em cada mídia, mas apenas o uso de veículos diferentes para contar a mesma história. O jornal online Último Segundo recebeu um prêmio do talvez mais importante concurso de infografia do mundo, o Malofiej, com um infográfico deste tipo – mostrando que a produção de infografias mais complexas ainda é rara, apesar das possibilidades existentes.

Avançando no conceito de interatividade, há reportagens especiais que apresentam uma variedade de possibilidades narrativas ao leitor, e é ele quem decide qual parte da história gostaria de descobrir. Por exemplo, infografias como as que mostram uma visita a um museu, onde o usuário escolhe qual parte do museu irá visitar (e lá pode entrar na sala, por exemplo, e ver uma panorâmica do lugar, ou ler textos sobre as obras, ou ver vídeos com entrevistas com artistas, ou fazer uma visita guiada por um áudio – todos conteúdos complementares, que utilizam o melhor de cada plataforma). O New York Times foi um dos pioneiros, mas hoje já é feito por vários outros jornais norte-americanos.

Para além disso entramos em áreas ainda pouco exploradas pelo jornalismo. Há muito o que se descobrir com a possibilidade do hipervídeo, em que ao assistir um filme, em qualquer momento é possível clicar em elementos na tela e ir a outro vídeo, ou abrir outras informações, ou mesmo comprar o vestido que a apresentadora está utilizando. No documentário interativo Nação Palmares, da Agência Brasil, foi feito um teste avançado neste sentido (depois do primeiro teste com outra reportagem interativa de hipervídeo chamada Consumo Consciente). Já existem inclusive ferramentas online para este tipo de trabalho, como o Asterpix, mas pouca disposição ou conhecimento para os jornalistas experimentarem. As possibilidades narrativas são infinitas.

Mas talvez o máximo de interatividade no campo em que o leitor/usuário não produz informação, apenas a consome, é o newsgaming. São jogos de videogame com fins jornalísticos. Em vez de ler uma reportagen, ou assistir, você navega dentro de um ambiente. Seria como se, para saber como funciona o Congresso, você fizesse uma visita virtual, num ambiente como o Second Life, e conversasse com outras pessoas lá dentro, inclusive parlamentares. Isso ainda não existe, mas existem jogos mais simples. Tiago Doria é alguém que acompanha esse setor e publica regularmente sobre isso.

“Newsgames é um conceito que surgiu, mais ou menos, em 2003 e refere-se a jogos feitos com base em notícias ou um acontecimento em curso. Desde o ElPais até o The New York Times já fizeram alguns experimentos com o formato. Aliás, o ElPais foi responsável por publicar um dos primeiros newsgames – o Play Madrid, sobre os ataques terroristas em Madri, na Espanha, em 2004. Poucos dias após a tragédia, o game já estava no ar. (…) E aqui, no Brasil? Bom, por aqui, neste ano, o G1 fez alguns experimentos na área e lançou o AudioPops, um jogo no qual você tem que descobrir, por meio de discursos bem recentes, quem são as principais personalidades da política internacional. Para mim, uma das coisas mais interessantes dos newsgames está aí. Trazem um caráter educacional e lúdico de volta ao jornalismo.”

Na outra trajetória, onde o leitor é também produtor de informação, a situação se torna mais complexa. Há duas grandes vertentes entre os defensores da participação do público no noticiário. Os primeiros, que defendem a aplicação de filtros antes da publicação – como ocorre em quase todos os sites dos maiores veículos de comunicação brasileiros. O sujeito se cadastra, envia textos ou fotos, eles são avaliados por jornalistas – ou por outros cidadãos, como é o caso do Overmundo - e depois são publicados.

O segundo modelo é quando o filtro é aplicado depois da publicação, como ocorre no Youtube, na Wikipedia e em qualquer site colaborativo deste tipo, onde tendo um cadastro, imediatamente depois do upload o seu material está no ar. Muitos disseram que esse tipo de negócio não sobreviveria aos processos judiciais, mas o YouTube segue firme e cada vez mais forte, aparentemente. Os blogs, aliás, são talvez o maior exemplo disso.

Cada um dos caminhos tem seus méritos e seus problemas, e nesse campo poucos podem falar com propriedade. Quem discute bastante o assunto é a Ana Brambilla, em seu blog. Aqui, especialmente, o futuro está por ser escrito. O que você, aliás, vai escrever?

Este post faz parte da Ciranda de Textos. O blog que faz o guia de leitura da vez é o Mil Idéias e Ideais de Todos.

PHOTOSHOP EXPRESS – ONLINE E GRÁTIS

// March 27th, 2008 // 3 Comments » // A REDE, CONVERGÊNCIA

pelourinho Joguei essa foto que tirei no Pelourinho, em Salvador, para testar o Photoshop online lançado esses dias. É tudo aquilo que eles diziam que ia ser há uns seis meses: grátis, fácil de usar, com menos funcionalidades que o photoshop normal. É feito todo em Flash 9.0, como a maioria dos programas online que estão surgindo, especialmente os de edição de foto e vídeo.

O Photoshop online é um avanço em direção ao desktop online. Com uma boa conexão de internet você pode, hoje, sem instalar nada no seu computador, editar textos e planilhas, (Google Docs), fotos (Picasa, do Google, e agora o Photoshop), vídeos (o Jumpcut, só pra citar um, mas existem outros), manter uma agenda (também o google é referência, mas existem muitas), usar antivírus (o HouseCall da Trend, por exemplo), ler seus RSS e… Bem, pra que mais serve um computador mesmo?

Já faz tempo, também, que existem as chamadas HDs virtuais (os assinantes UOL têm uma, o chamado Disco Virtual). Lembro de antigamente, quando era preciso ter instalado um programa até para ler os seus e-mails.

Não está longe o dia em que você irá ligar o computador (qualquer computador), ele irá se conectar automaticamente com a internet e abrir o seu desktop, web-based desktop, com tudo o que você precisa e todos os seus arquivos.

ATUALIZAÇÃO: Um grande problema do Photoshop online: onde está a integração com o Flickr?

NEWSCAMP 2ª EDIÇÃO

// March 27th, 2008 // No Comments » // CONVERGÊNCIA, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Não fui no primeiro, mas dessa vez estarei por lá. “A segunda edição do NewsCamp está confirmada. Será dia 12 de abril no Espaço Gafanhoto (em São Paulo), gentilmente cedido por Cazé mais uma vez para a realização do evento. A proposta é a mesma: discutir temas relacionados a blogs, jornalismo, mídia digital, mídias sociais, sistemas, ciberjornalismo, monetização, impactos da internet na comunicação em todas as esferas, entre diversos outros temas”, diz a Ceila no blog do Newscamp.

Ela dá algumas dicas pra quem quiser ir.

CIRANDA DE TEXTOS: CHAMADA PARA 3ª RODADA

// March 25th, 2008 // 1 Comment » // A REDE, JORNALISMO

Pronto, está decidido: na próxima sexta-feira (28 de março), será realizada a 3ª rodada da Ciranda de Textos. O evento digital é organizado por jornalistas intergrantes da lista de discussões do site Jornalistas da Web, com base no formato do Carnival of Journalism.

O tema desta edição será Jornalismo e Interatividade. Os interessados em fazer parte devem publicar, em seus respectivos blogs, um texto sobre o tema e avisar o “blog-guia”, que fará um post com links para todos os textos publicados.

O blog que será o guia de leitura da vez será o da Flavia Garcia Reis: Idéias de Todos. Para que ela saiba quem publicou, basta fazer um referência para o blog dela – ou, para ter certeza de que os trackbacks não vão falhar, mandar um e-mail pra ela ( (flavia80@gmail.com)

Dê uma olhada na primeira e na segunda rodadas da Ciranda.

E se tiver dúvidas, leia o FAQ da Ciranda de Textos, feito pelo Meio Digital.

URBANO E AS NOVAS POSSIBILIDADES PARA O JORNALISMO

// March 25th, 2008 // 3 Comments » // CONVERGÊNCIA, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Dei uma “entrevista” esses dias para o programa Urbano, do Multishow, um canal da Globosat. Digo entrevista entre aspas porque a idéia, bem interessante, era que fosse um bate-papo pela rede, algo como uma reunião de pauta colaborativa com as web-cams ligadas.

A interface para essa reunião de pauta é um programa que eles criaram, em flash (essa imagem acima). Cada um acessa uma url diferente que eles te enviam e a central, no Rio de Janeiro, organiza as entradas. O programa também grava as imagens e os aúdios, que depois eles editam e colocam no programa na TV. Ainda não vi como é, nunca assisti, mas imagino que possam surgir coisas boas daí. Achei que não ia rolar participar com minha conexão de 200 kbps, mas fora umas engasgadas do áudio e do vídeo que não comprometeram muito, funcionou. Prova de que o flash é bom mesmo pra transmissão de vídeo (quatro ao mesmo tempo, streaming!).

O programa é entretenimento total – a pauta era “latinos” e me chamaram para palpitar qualquer coisa junto com um designer do Rio e uma médica de Brasília. Quero só ver o resultado…

Mas serviu pra ver o que a Globo Globosat anda testando. Achei bacana.

PS: eu sou o que tem a webcam mais jurássica. Acho que está na hora de comprar uma nova…

CULTURA DA INTERFACE

// March 25th, 2008 // No Comments » // CONVERGÊNCIA, MULTIMIDIA

Steven Johnson escreveu o livro “Cultura da Interface” há mais de dez anos, e o texto continua atual. Aliás, mais que atual: é uma previsão do que já começa a acontecer.

“Os vitorianos tinham escritores como Dickens para facilitar seu trânsito em meio às revoluções tecnológicas da era industrial, escritores que traçavam mapas romanescos do território novo e ameaçadore das relações sociais que ele produzia. Nossos guias para as cidades virtuais do século 20 vão prestar um serviço comparável, só que dessa vez a interface – e não o romance – será seu meio”.

Quando ele diz “interface”, é justamente aí que enxergo o jornalismo digital, os especiais multimídia, os avanços de interatividade que facilitam a produção colaborativa.

Se antes o newjournalism era a ferramenta para levar a realidade às pessoas de uma maneira inovadora, hoje o novo jornalismo é aquele que consegue melhor construir interfaces.

Preciso escrever sobre isso.

BLOG TRAZ A MELHOR DISCUSSÃO SOBRE O HAITI

// March 24th, 2008 // No Comments » // JORNALISMO

Aloísio Milani está fazendo uma série de entrevistas sobre “a possibilidade e a viabilidade da atuação dos capacetes-azuis se tornar uma doutrina de intervenção das Forças Armadas na segurança pública de cidades violentas brasileiras, onde o crime organizado está na rotina da população”. Ele ouviu fontes do Exército, do Ministério da Defesa, organizações não-governamentais, movimentos de direitos humanos e especialistas em segurança pública. Está publicando tudo onde? Num blog.

Milani, que já foi para o Haiti um punhado de vezes, criou um blog onde acompanha a ação da ONU, produzindo inclusive conteúdo inédito, o que diferencia bastante o seu site da blogosfera em geral, que pratica mais o clipping (qualificado, às vezes) do que produção jornalística mesmo. Com menos de um ano de existência, vai se tornando referência na rede sobre uma visão brasileira do assunto. Especialmente por conta do tipo de material que ele está publicando agora: inédito e de qualidade.

Até agora ele publicou três partes das análises. A quem se interessa, os links:

Parte 1O Exército pronto para atuar. O que diz a lei?
Parte 2 - Haiti, laboratório para estratégia militar
Parte 3A fina navalha da força militar

REUTERS + MEDIASTORM

// March 21st, 2008 // 1 Comment » // CONVERGÊNCIA, INFOGRAFIA, JORNALISMO, MULTIMIDIA

A Reuters e o MediaStorm fizeram um especial multimídia sobre cinco anos de Iraque.

Acabo de navegar pelo trabalho, de peso. Infografias bem feitas, imagens incríveis, uma timeline muito bem feita. É um pouco também um especial sobre o trabalho dos jornalistas da Reuters no Iraque, nada fácil.

Mas depois de ver tudo isso não dá a impressão de que os EUA vão perder essa guerra – dá a impressão que eles já perderam.

Via PontoMedia

O IG E A DEMISSÃO DE PAULO HENRIQUE AMORIM

// March 21st, 2008 // 4 Comments » // A REDE, JORNALISMO

Desde o dia 18, quando o IG tirou do ar o blog do Paulo Henrique Amorim sem aviso prévio, foram quase 100 reações na blogosfera, de acordo com o Technorati. É pouco.

A história, resumida, foi assim: O IG, sem avisar os leitores, bloqueou o acesso ao site, cancelou o domínio e tirou do ar todas as páginas do arquivo. Renato Rovai conta que a razão do cancelamento do contrato veio por uma nota publicada pelo Portal da Revista Imprensa. “Essa nota em tom lacônico afirmava que a apuração realizada pelo veículo dava conta de que o jornalista teria sido demitido por ter baixa audiência. Quatro horas após sua publicação a nota foi atualizada e acabava desmentindo a tal fonte da mesma matéria. Paulo Henrique em dados do próprio IG teria 475 mil visitantes únicos ao mês. É muita audiência. Palhaçada falar em problemas com acessos. Evidente que sua demissão tem a ver com qualquer outra coisa”, diz Rovai.

Luiz Carlos Azenha coloca bem o problema: “Não vou entrar no mérito de qualquer disputa entre o IG e o Paulo Henrique Amorim. Faltou audiência? Foi censura? Pouco importa. O que importa, em minha opinião, é que o IG desplugou o site de um jornalista sem dar satisfação àqueles que importam: os internautas.”

Azenha retirou sua candidatura do IBest, prêmio ligado ao IG. Renato Rovai fez o mesmo. Mino Carta, que tinha seu blog hospedado no IG, pediu demissão em um post:

“Meu blog no iG acaba com este post. Solidarizo-me com Paulo Henrique Amorim por razões que transcendem a nossa amizade de 41 anos. O abrupto rompimento do contrato que ligava o jornalista ao portal ecoa situações inaceitáveis que tanto Paulo Henrique quanto eu conhecemos de sobejo, de sorte a lhes entender os motivos em um piscar de olhos. Não me permitirei conjecturas em relação ao poder mais alto que se alevanta e exige o afastamento. O leque das possibilidades não é, porém, muito amplo. Basta averiguar quais foram os alvos das críticas negativas de Paulo Henrique neste tempo de Conversa Afiada.

Paulo Henrique Amorim já está num site novo, domínio próprio. Seu arquivo ainda não está disponível, e na capa há uma nota:

O Conversa Afiada ficou fora do ar por 08 horas e 58 minutos. (…) O iG se limitou a enviar uma notificação assinada por Caio Túlio Costa, para avisar que o contrato se rescindia de acordo com clausula que previa um aviso prévio. Não é a primeira vez que me mandam embora de uma empresa jornalística. Só o Daniel Dantas me “tirou do ar” duas vezes: na TV Cultura e no Uol. E ele sabe que não vai me tirar, nunca …

Com isso, se encerrou a vida deste blog num portal da internet.
Nenhum blog de relevância política nos Estados Unidos, por exemplo, está pendurado num portal.

Clique aqui para ver: http://www.huffingtonpost.com ou http://www.talkingpointsmemo.com, para ficar em dois dos melhores exemplos.

Essa é a virtude da internet: último reduto do jornalismo independente.
(…)
Em tempo: o Conversa Afiada anuncia publicamente que não é candidato a nada no iBest. Nunca levou isso a sério. Não vai ser agora que vai levar.

O assunto ainda vai dar o que falar. Concordo com Rovai, quando ele diz que “é hora de o movimento social, os setores progressistas e o veículos de comunicação independentes se juntarem para criar um portal”. Na verdade, essa hora já passou. Mas nunca é tarde.

Curioso como isso acontece exatamente depois de um encontro que os “jornalistas de esquerda” tiveram em São Paulo, muito bem relatado pelo Rodrigo Savazoni, o único jornalista com menos de 30 anos que estava por lá. Não dá mais para ficar refém de portais ligados aos grandes grupos, de jornalões, dos canais tradicionais de comunicação. É preciso pensar o jornalismo do século 21 com as ferramentas que estão à mão.

Por curiosidade, reproduzo a última capa do PHA. O cache do google (algo como uma memória recente da rede, que o buscador faz com todas as páginas) ainda mantém ela no ar.

ATUALIZAÇÃO: O ombudsman do Ig, Mario Vitor Santos, publicou a explicação do portal (junto com dezenas de críticas).

“O contrato com o site Conversa Afiada foi rescindido de forma unilateral a partir do dia 18 de março, respeitando todas as cláusulas contratuais. Haverá multa e o jornalista está sendo indenizado. A decisão de rescindir foi feita por conta de um processo de reestruturação de contratos de colaboradores do iG, que já começou há algum tempo. O site Conversa Afiada era altamente desvantajoso para o modelo de negócios do iG, principalmente em função da baixa rentabilidade provocada por poucos anúncios”.

ATUALIZAÇÃO 2: Discussão quente no blog Imprensa Marrom – Gravatai diz que não vê conspiração alguma: “o contrato foi rescindido pela péssima qualidade dos textos de PHA, sem contar sua risível audiência”. Sobre a audiência, ele diz que seu blog tem 40 mil acessos/dia quando está na capa do portal, e compara com o 400 mil/mês do PHA. E o assunto foi parar no Global Voices em inglês

ZACH WISE RECOMENDA

// March 20th, 2008 // No Comments » // CONVERGÊNCIA, JORNALISMO

Escutei um podcast com o Zach Wise, fotógrafo do Las Vegas Sun que entrevistei aqui uma vez, e encontrei lá duas dicas interessantes dele.

Uma, esse vídeo do YouTube chamado Put it to use, que trabalha com o efeito time-lapse muito bem.

Depois, Wise indica um tutorial dele mesmo explicando como fazer filmes em time-lapse.