Ao estudar aqui em Cuba a estrutura básica de um roteiro, fica cada vez mais claro como documentários bem feitos devem também seguir a forma de um relato: situação inicial, onde se apresentam os personagens e seu mundo; um evento detonante, onde surge um conflito; um segundo ato, anticlímax e clímax.
Essa é uma simplificação bastante grosseira, mas me parece que – como diz Juán Madrid – todos os relatos seguem essa estrutura. Ou não são relatos, mas ensaios, artigos, reportagens ou qualquer outra coisa.
Agora, as reportagens de novo jornalismo, e bons documentários, usam também a técnica do relato. As ferramentas da narrativa ficcional para criar um relato interessante. Isso, somado às possibilidades do ambiente digital, para fazer jornalismo, ainda está para ser feito.