Postado em Jan 8, 2008

INFOGRAFIA NOVA LEI DO CIGARRO

A imagem do lado não tem nada a ver – só achei no Google. O que eu queria mostrar mesmo era a infografia da estagiária do Publico.pt, de Portugal, sobre a nova lei contra o cigarro instalada no país. Seguindo a escola do El País, inclusive no formato. E em cerca de um minuto você entende tudo. Ótima.

Postado em Jan 8, 2008

PUBLICIDADE MULTIMÍDIA

O jornalismo, sem dúvida, não é uma principais áreas onde ocorrem os processos de convergência multimídia. A publicidade sim. O entretenimento gera muito mais audiência – interesse principal de anunciantes – do que informação. Não à toa surgiu o termo infotainmet, para designar aquilo que é a mistura entre notícia e entretenimento. Mas esse é outro assunto.

O ponto é que é importante olhar o que estão fazendo os publicitários e pensar como cada uma dessas inovações pode ser usada pelo jornalismo. Foi assim que surgiu o hipervídeo na Agência Brasil, por exemplo.

Mas outros exemplos são bastante interessantes, como esse acima, do portal de informação norueguês S.ol. Os banners eram atualizados 24 horas por dia, por três redatores. Como o processo precisava ser rápido, para acompanhar as notícias, a ferramenta desenvolvida deixava o banner com cara de rascunho, cara de jornal rabiscado. Os rabiscos sempre tinham relação com a manchete, e normalmente faziam piada com ela. Imagine se o “rabisco” fosse aberto ao público. Isso sim seria interatividade.

Há mais exemplos bacanas, onde a publicidade está muito à frente do jornalismo. O newsgaming - jogos envolvendo notícias – é recente. A publicidade se apoderou da rede para criar jogos de realidade virtual de uma maneira incrível.

A Heineken criou o advergame Os Entregadores, em que os participantes precisam descobrir os bares que receberão os próximos carregamentos de cerveja. Pode-se usar o Google Maps e rastreadores, já que os entregadores reais usam celulares Nokia N95 equipados com GPS e câmera – inclusive enviando imagens da rotina para o site. Quem acerta o itinerário concorre a celulares iguais aos do entregadores (que, no Brasil, custam mais de R$ 2 mil).

Como fazer jornalismo usando as novas tecnologias e criatividade é um dos desafios de já. Descobrir uma maneira de financiar esse novo jornalismo tecnológico é outro.

Via Newz.

Postado em Jan 8, 2008

BASTIDORES DO VIDEOCAST DA FOLHA

Essa eu soube recentemente, e prova o nível de amadorismo mesmo dos grandes jornais no que se refere ao processo multimídia.

A Folha de S. Paulo lançou seu videocast, junto com o novo site, no ano passado. Tentava ser um jornal impresso que também produz vídeos  – como o New York Times. As semelhanças param por aí. O NYT deu um treinamento para boa parte da redação, que logo começou a produzir vídeos bastante interessantes – um híbrido da linguagem de TV e internet.

O que fez a Folha? Começou a pedir para os jornalistas falarem na frente de uma câmera, sem treinamento algum. A pessoa responsável pelo vídeo precisava “mendigar” a participação dos colegas. O vídeo era gravado com um plano de fundo horrível – mudou, mas não melhorou, aliás. Quem assistia ficava com vergonha alheia. Mas o ápice não é isso: a câmera era uma câmera pessoal de um repórter. Quando ele saiu, a redação quase fica sem equipamento para os vídeos.

Fazer vídeo na internet não se trata de ler para uma câmera a matéria escrita no jornal. Qual o maior valor da imagem em movimento? Qual o valor de uma fotografia? De um som? De um texto? Quando cada um pode ser usado para contar melhor uma história? Sem fazer essas perguntas, é melhor tomar cuidado com o que se chama de jornalismo multimídia.

E segue um link para um exemplo atual disso
(note-se a barulheira da redação atrapalhando o áudio)

No início, no entanto, era até pior.

Postado em Jan 7, 2008

LIVRO DO RICHARD KOCI HERNANDEZ

Ele é o cara do Multimedia Shooter, blog muito bacana sobre jornalismo digital. Lançou o livro Multimedia Journal. A introdução é assim (tradução livre, hein):

“O céu está caindo. Se você quer sobreviver como jornalista, é melhor aprender coisas novas. Assustado? Bem, você deveria.

“Na verdade, o céu não está caindo nem os jornais vão sumir em tão pouco tempo, mas é hora de aprender novas e excitantes maneiras de contar histórias na era digital. Se você pretende se tornar um jornalista ou manter o seu emprego de hoje, você precisa aprender novas habilidades.

“Os dias do jornalista-de-uma-habilidade acabaram. Não sou mais um fotojornalista, responsável pelos elementos visuais de uma história. Agora preciso capturar mais camadas: vídeo e áudio, inclusive. Sou videocâmera, sonoplasta, repórter, fotógrafo e produtor.”

Postado em Jan 7, 2008

OS MALES DO SALTO-ALTO

Sempre achei isso, mas faltava um infográfico para mostrar.

“O blog Sociological Images coleciona imagens que podem ser úteis em salas de aula. Muitas são realmente muito sugestivas e potencialmente utilizáveis para provocar debates em torno de tópicos específicos.”

Especialmente impressionante são as campanhas pró-armas.

Via Marcos Palacios.