mnmlist: 1ª RODADA DA CIRANDA DE TEXTOS


Vários blogs irão publicar textos sobre jornalismo online nesta quarta-feira na primeira rodada da Ciranda e, a cada mês, um deles fará uma espécie de guia de leitura: um resumo de cada texto e um link para o endereço onde ele se encontra. É o modelo dos Blogs Carnivals, que por aqui estamos chamando de Ciranda de Textos.

Hoje o guia de leituras está aqui e será atualizado conforme os blogs forem publicando suas colunas sobre o tema. Boa leitura!
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Meio Digital
Pedro Penido
inaugurou a ciranda e publicou ontem mesmo um texto onde parte dessa idéia para falar de web 2.0. Ótimo começo, porque conta como surgiu a Ciranda – numa lista de e-mails, de maneira totalmente colaborativa e no melhor estilo do it yorself da rede – para então falar sobre a navegação na rede. “Não há porque tentar aprisionar a audiência. A grande jogada é abrir o conteúdo, oferecer caminhos e tentar se estabelecer como um vendedor de mapas, de linhas de leitura, de possibilidades de narrativas, ou, ao menos, mostrar os pontos-chave e deixar que cada um faça o caminho que quiser”. Exatamente o que faz esse guia de leitura dos Blogs Carnivals.

Mil idéias e ideais de todos
Flavia Garcia Reis, jornalista especializada em web e saúde, diz que “não dá pra fazer jornalismo online sem pensar em web 2.0, del.icio.us, technorati, via6, podcast, seo… Não que você precise usar todas essas ‘novidades’, mas é necessário saber que existem e para que servem. Além disso, é preciso exercitar o seu espírito marketeiro. Quem não se divulga não tem destaque”. Ela conta como começou no online (em 2001), e quanta coisa mudou desde então.

Freelancer – O profissional que rala
Ceila Santos fala sobre a participação dos leitores – ou melhor, como ela mesmo diz: colaboradores. “O papel do jornalista digital é se orientar pelos interlocutores que o rodeiam. E, para isso, é necessário, no mínimo, conhecer quem são seus interlocutores. Quem linka a sua notícia é um potencial colaborador para sua próxima reportagem. É ele quem lhe fortalece e também quem poderá lhe orientar para sua próxima pauta”.

Butuca Ligada
Raphael Perret trata da diferença entre blogs e veículos tradicionais do jornalismo, contando de onde vieram e de que forma estão se encontrando. “A pergunta atual não é como os jornais podem sobreviver diante do avanço dos blogs, mas como ambos poderão coexistir. Não vejo antagonismo entre as duas abordagens, mas sim intercâmbio e complementaridade”.

Libellus
Ana Brambilla dá quatro importantes dicas para a sobrevivência do jornalismo. Levar a informação até onde está o leitor é o mínimo que qualquer veículo precisa fazer. (Faço aqui uma comentário, lembrando aquele mantra: levar a notícia onde ele estiver, na hora em que quiser, na plataforma em que preferir). Domínio do texto, produção multimídia e a tão temida integração das redações também estão lá.

ius communicatio
Gabriela Zago discute o que é mais importante em termos de jornalismo online: ser o primeiro a falar sobre um assunto, ou tratar o assunto de forma diferente dos demais? Ela faz uma boa análise sobre o que poderia ser feito na rede e o que de fato se realiza nas coberturas em geral. Ela faz uma análise da cobertura da morte do ator australiano Heath Ledger, ocorrida ontem (22), e oferece uma grande coleção de links para sites brasileiros e internacionais que noticiaram o assunto de diferentes modos. Muitos optaram pelo mais simples, enquanto outros se preocuparam em utilizar recursos multimídia, apuração detalhada e infografias. Um breve exemplo do que poderia ser feito por aqui, se houvesse disposição.

Gêneros Jornalísticos
Lia Seixas faz uma ótima análise do caso Rue89. Quatro jornalistas franceses saídos do Libéracion e outros cinco colegas juntaram 20 mil euros para lançar o site Rue89 – “que ainda não fez um ano, mas já tem 1 milhão de visitantes únicos por mês”. Talvez pelo modo inovador como trabalha a informação, não separando cada formato em um bloco (leia o texto, veja o vídeo, ouça o áudio, como fazem os jornalões), mas publicando tudo junto, conforme a história “pede”.

Jornalismo & Internet
Marcos Palacios dá uma grande contribuição à Ciranda: reuniu num post a discussão feita por Mindy McAdams e Erik Ulken sobre a qualificação de um jornalista profissional. Ambos apontam para um profissional multimídia. Palacios diz que as universidades ainda pensam e agem com base em “modelos ‘feudais’, com o jornalismo ainda concebido fundamentalmente em termos de ‘suportes’ (jornalismo impresso, radiofônico, televisivo, empresarial, etc) solenemente ignorando os fenômenos de convergência, que saltam à vista”. A partir daí, conta o que está sendo feito para mudar isso e aponta alguns caminhos.

Jornalismo & Web 2.0 – Singular-idade
Emersom Satomi comenta que o design do New York Times pode estar virando padrão para sites de notícias. E faz um belo recolhido do que houve com o jornal nos últimos meses, apontando para um futuro hipotético… O Google compraria o NYT?!

NovasM, NMídias
Carlos d’Andréa, de Belo Horizonte, fala sobre Hiperlocalismo – e aproveita para criar, porque não existia, o artigo na wikipedia. Eu mesmo tinha dedicado pouca atenção ao tema, como ele mesmo diz, muito pouco discutido ou aplicado. E é especialmente interessante a análise que ele faz considerando o prefixo “hiper” como sinônimo de “expandido”. Aplicado ao jornalismo local, seria então “um localismo expandido, isto é, que não está preso aos limites da localidade. A discussão pública de interesse local poderia assim ultrapassar os limites geográficos, com um ex-morador de uma cidade, por exemplo, mostrando-se mais ativo nas discussões locais que um atual morador. Esta efetiva apropriação das discussões locais mediadas não eram possíveis na transmissão broadcast de rádio e TV.”

O Jornalismo Morreu
Jorge Rocha, aos 47 do segundo tempo, manda o post dele para a Ciranda. Critica o pensamento Pequenos Blogs, Grandes Negócios, e defende a formação de redes que esses novos meios facilitam. E cita o ótimo caso do Urgente!, convocando leitores e blogueiros do Norte Fluminense a participar do Dia do Abandono. Ótimo exemplo pra nós todos.

A vida como a vida quer
Samantha Shiraishi fala sobre fazer jornalismo online sem culpa ou preconceito – “uma metamorfose constante, um desafio diário. Tudo muda todo dia, a atualização que se exige é imensa e somos levados por uma cyberchase sem fim, com widgets, redes sociais, tags e novos modelos surgindo diariamente.”

Impressões://
Liliana Ribeiro diz que ainda há muito recurso a ser explorado pelo jornalismo digital. E que o bom, entre outras coisas, é que sendo uma experimentação de baixo custo, permite que comunicadores comuns encontrem quem lhes deseje apreciar.

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