BASTIDORES DO VIDEOCAST DA FOLHA
// January 8th, 2008 // CONVERGÊNCIA, JORNALISMO
Essa eu soube recentemente, e prova o nível de amadorismo mesmo dos grandes jornais no que se refere ao processo multimídia.
A Folha de S. Paulo lançou seu videocast, junto com o novo site, no ano passado. Tentava ser um jornal impresso que também produz vídeos – como o New York Times. As semelhanças param por aí. O NYT deu um treinamento para boa parte da redação, que logo começou a produzir vídeos bastante interessantes – um híbrido da linguagem de TV e internet.
O que fez a Folha? Começou a pedir para os jornalistas falarem na frente de uma câmera, sem treinamento algum. A pessoa responsável pelo vídeo precisava “mendigar” a participação dos colegas. O vídeo era gravado com um plano de fundo horrível – mudou, mas não melhorou, aliás. Quem assistia ficava com vergonha alheia. Mas o ápice não é isso: a câmera era uma câmera pessoal de um repórter. Quando ele saiu, a redação quase fica sem equipamento para os vídeos.
Fazer vídeo na internet não se trata de ler para uma câmera a matéria escrita no jornal. Qual o maior valor da imagem em movimento? Qual o valor de uma fotografia? De um som? De um texto? Quando cada um pode ser usado para contar melhor uma história? Sem fazer essas perguntas, é melhor tomar cuidado com o que se chama de jornalismo multimídia.
E segue um link para um exemplo atual disso
(note-se a barulheira da redação atrapalhando o áudio)
No início, no entanto, era até pior.





tá bom, vai, eles podem ter ‘cabulado’ a aula de telejornalismo na USP, mas que tem todo um charme aquele barulho da redação ao fundo, ah isso tem sim…