ENSINO DE JORNALISMO DIGITAL
O professor Elias Machado foi o útimo a apresentar suas conclusões, na palestra sobre os estudos sobre jornalismo digital. Levantou o processo pelo qual foi passando o ensino de jornalismo digita nas faculdades, sempre em descompasso com as novas demandas. Num primeiro momento, quando as redacões já estavam aplicando, surge nas universidades como disciplina optativa, para só depois se tornar obrigatória.
Ainda assim, não há nenhum sistematização – cada professor ensina o que lhe parece adequado. O ensino de jornalismo é pouco estudado, diz Machado. Se os jornalistas não gostam de ser alvo de reportagens, os professores de jornalismo não gostam de ser alvo de teses.
Infelizmente não peguei o áudio da apresentação do professor Xosé Pereira (Santiago de Compostela) sobre o tema. Ele contou o caso da universidade, que oferece estudos de Periodismo Eletronico, Sistemas e Inovações Tecnológicas, Linguagem multimídia e Produtos na Rede. E fez uma proposta para o estudo do ensino de jornalismo:
Observação das matérias
Grupos de discussão
Entrevistas em profundidade estratégicas
Análise crítica dos conteúdos dos cursos
Vale destacar um dado que Marcos Palácios levantou ao final: na Inglaterra, 43% dos jornalistas dizem ter recebido cursos de treinamento para o multimídia em suas empresas, e 30% disseram que já tiveram, por isso, suas rotinas alteradas.
Beth Saad e Palácios, no entanto, lembram o importante: a parte humanística, cultural, intelectual, ainda é o que o mercado procura. Habilidades digitais se aprendem rapidamente.











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