Faltam alguns ajustes, mas já está no ar a página wiki com textos sobre jornalismo digital. Agora, durante os próximos dias – semanas, meses, anos – o negócio é engordar o conteúdo. Quem tiver sugestões, por favor, apareça lá.
Posted on Nov 19, 2007
Posted on Nov 17, 2007
FOTOJORNALISMO MULTIMÍDIA
Paulo Fehlauer publicou no NaRua.org uma boa entrevista com o fotógrafo da National Geographic Ed Kashi. Alguns trechos:
Ed, você tem experimentado novos formatos para a divulgação do seu trabalho, especialmente pela internet, como já vimos nos sites da MSNBC e da MediaStorm. Seu trabalho também já apareceu na TV e em festivais de cinema, o que parece incomum para um fotógrafo. Entretanto, há profissionais que reclamam por terem de fazer um trabalho que não seria sua especialidade (vídeo, por exemplo), e outros ainda que dizem que o fotojornalismo está morto. Também é um fato que já não há mais aquela tradição de grandes revistas publicando e bancando grandes ensaios fotojornalísticos. Baseado nessas afirmações, tenho algumas perguntas que gostaria de fazer:
O que o levou a procurar estes formatos menos tradicionais? O que o atraiu neles?
EK: Eu comecei a trabalhar com vídeo em 2000, durante o meu projeto “Aging In America”. Senti que era o momento de capturar também as vozes dos meus personagens, para adicionar camadas de sentido às imagens, enriquecendo o conteúdo final. A partir daí, comecei a colaborar com alguns websites, e passei a pensar mais nessa coisa de fotografar em sequência.
O que você acha que esse formato – audiovisual, interativo – acrescenta à experiência do público?
EK: Esse formato dá ao espectador uma riqueza maior de detalhes, além de ser mais convidativo. Quando você tem música, som ambiente, e as vozes reais dos personagens, a audiência ganha uma versão mais rica, mais detalhada, uma versão com mais nuances daquela realidade. Só a música mesmo já acrescenta uma dimensão que é mágica e poderosa.
Posted on Nov 16, 2007
LIVROS PARA FAZER JORNALISMO ONLINE
[ATUALIZAÇÃO 17/11]: Enquanto não fica pronta Está pronta a página wiki, vou fazer neste post as atualizações que encontro por aí Agora, todas as atualizações estão em www.andredeak.com.br/wiki
Paul Bradshaw tentou fazer uma lista dos dez livros mais importantes sobre jornalismo online, e encontrou apenas seis (todos em inglês). Segue a lista dele, com um resumo traduzido da descrição que ele faz:
1. Gatewatching by Axel Bruns: sobre P2P e novas maneiras de publicar notícias: Slashdot, Kuro5hin, e Wikinews, entre outros. Ele recomenda também: Digitizing the News by Pablo Boczkowski.
2. Online News by Stuart Allan: história do jornalismo online. Rathergate; 9/11; Drudge. Mito e realidade. E também: Online Journalism by Jim Hall.
3. Online Journalism Ethics by Friend & Singer: mudanças nos valores jornalísticos. Coloca perguntas, mas não dá respostas.
4. We The Media by Dan Gillmor: definitivo sobre jornalismo participativo. Não fica em cima do muro, mas Gillmor é o primeiro a defender que a objetividade está morta.
5. Journalism Online by Mike Ward: introdução sobre como escrever para web. Um pouco velho, mas ainda se aplica. A atualização pode ser Convergence Journalism by Janet Kolodzy ou Convergent Journalism by Stephen Quinn.
6. Flash Journalism by Mindy McAdams: para contar histórias interativas.
NA REDE
Há também uma seleção de textos que estão na rede (também em inglês) sobre jornalismo online. Vale dar uma boa olhada.
LIVROS EM PORTUGUÊS
Em português, eu faria a breve sugestão das seguintes leituras (que são menos específicas sobre jornalismo, mas mais abrangentes sobre o espaço virtual e suas possibilidades):
1. Hipertexto-Hipermídia (org. Pollyana Ferrari): um compêndio de textos que fala sobre novas ferramentas para a comunicação digital, uso do video-game, blogs, narrativas não-lineares, e-mail… Para abrir a cabeça.
2. Comunicação Digital e a construção dos commons (Gindre, Brant, Werbach, Amadeu, Benkler): Redes virais, novas possibilidades de regulação para as comunicações.
3. Roteiro para novas mídias (Vicente Gosciola): Do game à TV interativa, fala bastante sobre criar de modo não-linear.
4. Labirinto da hipermídia (Lúcia Leão): Mais sobre a viagem não-linear na rede, a comunicação fragmentada.
Confesso que não li esses mais básicos, tipo Jornalismo Online e Jornalismo na Internet, ou esses três sobre jornalismo digital (que me parecem bons, aliás, especialmente os do Marcos Palacios e Elias Machado).
NA REDE
Um wiki de Antonio Granado da cadeira de Questões Contemporâneas do Jornalismo, do Mestrado em Jornalismo na Universidade Nova de Lisboa. Vale a leitura atenta.
Aulas de Jornalismo Online do professor Francisco Madureira (em .pdf)
Vou tentar criar muito em breve um espaço wiki para sugestão de textos sobre jornalismo online. Enquanto isso, pode fazer sua sugestão na caixa de comentários.
PS: E quem, depois de ler, estiver interessado em FAZER, veja o tipo de equipamento que se usa.
Posted on Nov 16, 2007
WILLIAN GIBSON E A REDE ONIPRESENTE
Vi no blog do André Lemos, vale a pena repetir: Willian Gibson, em entrevista para a edição de 40 anos da Rolling Stone EUA, diz o seguinte:
Quais são os maiores desafios hoje?
Aquecimento global, alta do petróleo e computação onipresente.
Computação onipresente?
Computação totalmente onipresente. Um das coisas que nossos netos vão achar peculiar sobre nós é que diferenciamos o digital do real, o virtual do real. No futuro, isso será literalmente impossível. A distinção entre cyberespaço e o que não está no cyberespaço está se tornando inimaginável. Quando escrevi Neuromancer em 1984, o cyberespaço já existia para algumas pessoas, mas eles não passavam todo seu tempo lá. Ele estava lá, e nós aqui. Aqora o cyberespaço é aqui para muitos de nós. E lá é um estado de não-conectividade. Lá, agora, é onde eles não têm wi-fi.
Num mundo de computação superonipresente, você não vai saber quando está dentro e quando está fora. Você sempre está dentro, num tipo de mistura de estado de realidade. E você só pensará nisso quando algo der errado e você ficar fora.
Posted on Nov 15, 2007
MANUAL PARA PANORÂMICAS
O Uol fez um textinho interessante mostrando como fazer fotos panorâmicas usando os programas atualmente disponíveis. Reproduzo, abaixo, um trecho da abertura:
Se a paisagem é horizontal, é aconselhável que você tire as fotos na vertical (assim consegue pegar um maior campo da imagem). As fotos devem ser batidas seguidamente e ter pontos em comum para que os programas saibam onde juntar uma imagem com a outra —é por sobreposição de elementos comuns que os programas conseguem unir as imagens.
É importante também que você tire todas as fotos de um mesmo ângulo e até use um tripé para evitar “tremedeiras” que podem atrapalhar na hora de montar a panorâmica. Depois das fotos tiradas (de 0 a 360º), é só transferir as fotos para o computador. E editá-las com o programa que preferir.
Posted on Nov 14, 2007
DE VOLTA À REDE
Esse era o computador mais próximo que encontrei em Caburé – e não tinha internet. De um lado, o Rio Preguiça. Do outro, o mar. E mais nada. Fiquei lá nos últimos dias (ou foram semanas?), o que explica o desaparecimento súbito. As coisas devem se normalizar agora.
Estou colocando no Flickr as fotos da viagem. Até amanhã deve estar tudo lá.
Posted on Nov 2, 2007
IMAGENS DE SÃO PAULO
Durante minha breve passagem por São Paulo consertei minha maquininha Minolta e bati umas fotos. Desde que perdi minha Canon e minhas lentes na Dinamarca – inclusive uma 70-300 – , fiquei meio traumatizado.
Mas aí está. Uma hora eu faço um curso e aprendo. Assim que eu perder o trauma.
PS: Todas as fotos que publico estão licenciadas em Creative Commons – autorizadas para qualquer uso não-comercial. Essa aí de cima eu dei um Gimp nela pra usar como tela de fundo no meu desktop.

