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O Marcos Palacios fez um post a partir de uma pergunta interessante que me fizeram: o que diabos faz um editor multimídia?*

Aí, curiosamente, achei um post do António Granado chamado Editor 2.0, indicando um post homônimo do blog BuzzMachine, que é uma compilação de informações sobre o que deve ser o trabalho de editor no século 21. Abaixo, um compilado comentado:

O Guardian estava contratando um jornalista para editar as tag words. Ou seja, um editor de palavras-chave que garanta que todas as reportagens saiam sob o mesmo “chapéu”, que hoje em dia são centenas. Nós não conseguimos resolver esse problema na Agência Brasil – e o Estadão, na reformulação, resolveu de uma forma que me pareceu meio suicida. Explico. Tags são aquelas palavrinhas que agrupam as reportagens, os assuntos. Tipo, se um texto é sobre o Brasil no Haiti, provavelmente pode ter como tags as palavras “Haiti, Exército, Política Externa, Forças Armadas, etc.” Existem hoje duas formas de fazer isso: ou você abre para o cidadão cadastrar, e corre o risco – como faz o Flickr – de ter “exército, ezército, invasão, sub-imperialismo brasileiro” e coisas mais variadas, ou cria uma listagem de palavras-chave e deixa só os editores e repórteres cadastrarem. Problema: quem vai lembrar de todas? O Guardian resolve o assunto contratando alguém só pra isso (o que deve ser o trabalho mais chato do mundo, ou quase). O Estadão diz que todo editor de área deve ser responsável pelo cadastro. Só que as tags do Estadão são infinitamente específicas, do tipo “HIV no Exército”, ou “Hernandes” (sobre o casal renascer). Imagine ter que lembrar de centenas de tags a cada matéria… Pior: demitindo o editor, como um novo editor vai saber o que o anterior criou e lembrar de tudo?

Aí o BuzzMachine lembra que o Times de London contratou um “search editor”, para explicar aos outros a importância da indexação das páginas nos serviços de busca e tratar de aumentar o ranking deles nos sites como Google, Yahoo etc etc. Isso se faz não só com palavras chave, mas com tecnologia – colocando códigos “por trás” do que aparece na tela.

O New York Times foi mais agressivo e contratou o papa do SEO (Search Engine Optimization) para eles, o Marshall Simmonds.

Mas tem mais: o Jay Rosen coloca pré-requisitos como ser capaz de organizar comunidades e apresentar dados estatísticos (infografia). Muitos já pregam que o papel do jornalista será mais o de mediador de comunidades produtoras de notícias ou guia para cidadãos interessados em produzir conteúdo jornalístico.

Por fim: estar conectado 24 horas por dia, 7 dias por semana, parece que pode vir a ser visto com bons olhos, e não apenas como vício. Isso porque fazer parte de listas, assinar RSS, receber newsletters, e saber o que se passa no YouTube pode ser uma ferramenta útil de apuração. O BuzzMachine cita o caso de coberturas de assembléias estudantis, e é inevitável lembrar o caso da ocupação da reitoria da USP. Estar perto do hacktivismo pode ser muito interessante em certos casos.

O post deles termina assim:

“A qualificação número 1 para o jornalista de hoje: aceitar mudanças”.
*Para entender o que é uma história multimídia

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