Archive for October, 2007

O QUE FAZ UM EDITOR MULTIMÍDIA?

// October 29th, 2007 // 4 Comments » // JORNALISMO, MULTIMIDIA

O Marcos Palacios fez um post a partir de uma pergunta interessante que me fizeram: o que diabos faz um editor multimídia?*

Aí, curiosamente, achei um post do António Granado chamado Editor 2.0, indicando um post homônimo do blog BuzzMachine, que é uma compilação de informações sobre o que deve ser o trabalho de editor no século 21. Abaixo, um compilado comentado:

O Guardian estava contratando um jornalista para editar as tag words. Ou seja, um editor de palavras-chave que garanta que todas as reportagens saiam sob o mesmo “chapéu”, que hoje em dia são centenas. Nós não conseguimos resolver esse problema na Agência Brasil – e o Estadão, na reformulação, resolveu de uma forma que me pareceu meio suicida. Explico. Tags são aquelas palavrinhas que agrupam as reportagens, os assuntos. Tipo, se um texto é sobre o Brasil no Haiti, provavelmente pode ter como tags as palavras “Haiti, Exército, Política Externa, Forças Armadas, etc.” Existem hoje duas formas de fazer isso: ou você abre para o cidadão cadastrar, e corre o risco – como faz o Flickr – de ter “exército, ezército, invasão, sub-imperialismo brasileiro” e coisas mais variadas, ou cria uma listagem de palavras-chave e deixa só os editores e repórteres cadastrarem. Problema: quem vai lembrar de todas? O Guardian resolve o assunto contratando alguém só pra isso (o que deve ser o trabalho mais chato do mundo, ou quase). O Estadão diz que todo editor de área deve ser responsável pelo cadastro. Só que as tags do Estadão são infinitamente específicas, do tipo “HIV no Exército”, ou “Hernandes” (sobre o casal renascer). Imagine ter que lembrar de centenas de tags a cada matéria… Pior: demitindo o editor, como um novo editor vai saber o que o anterior criou e lembrar de tudo?

Aí o BuzzMachine lembra que o Times de London contratou um “search editor”, para explicar aos outros a importância da indexação das páginas nos serviços de busca e tratar de aumentar o ranking deles nos sites como Google, Yahoo etc etc. Isso se faz não só com palavras chave, mas com tecnologia – colocando códigos “por trás” do que aparece na tela.

O New York Times foi mais agressivo e contratou o papa do SEO (Search Engine Optimization) para eles, o Marshall Simmonds.

Mas tem mais: o Jay Rosen coloca pré-requisitos como ser capaz de organizar comunidades e apresentar dados estatísticos (infografia). Muitos já pregam que o papel do jornalista será mais o de mediador de comunidades produtoras de notícias ou guia para cidadãos interessados em produzir conteúdo jornalístico.

Por fim: estar conectado 24 horas por dia, 7 dias por semana, parece que pode vir a ser visto com bons olhos, e não apenas como vício. Isso porque fazer parte de listas, assinar RSS, receber newsletters, e saber o que se passa no YouTube pode ser uma ferramenta útil de apuração. O BuzzMachine cita o caso de coberturas de assembléias estudantis, e é inevitável lembrar o caso da ocupação da reitoria da USP. Estar perto do hacktivismo pode ser muito interessante em certos casos.

O post deles termina assim:

“A qualificação número 1 para o jornalista de hoje: aceitar mudanças”.
*Para entender o que é uma história multimídia

MEU CLIPPING 2: ENTREVISTA PARA O SUBLIDE

// October 25th, 2007 // 4 Comments » // ENTREVISTAS, JORNALISMO, MULTIMIDIA

Dei uma entrevista por e-mail para Nayara Rocha, do site Sublide.com. Copio ela abaixo, com link para o texto completo aqui.

SubLide.com - Você está saindo agora do cargo de editor multimídia da Agência Brasil. Essa não é ainda uma função muito comum. O que faz um editor multimídia?

André Deak - Como é um cargo novo, ele talvez seja um pouco diferente para cada empresa, uma vez que nem todas são multimídia da mesma forma. Lembro de um anúncio do New York Times para editor multimídia em que se pedia, claro, muita experiência com texto e TV,  mas também conhecimentos de HTML e programação em Flash. Quando criamos o cargo em 2006, basicamente era preciso possibilitar, desenvolver e gerenciar a entrada de áudios, vídeos e infografias na página. O site da Agência Brasil é apenas um dos veículos da Radiobrás, que tem também cinco rádios e três canais de televisão. No caso das TVs, tudo analógico. Tive que criar um fluxo diário para que o melhor que estivesse sendo produzido nesses canais fosse também para a internet. Com a rotina criada, pude me envolver com o desenvolvimento dos projetos multimídia, como o Rio Madeira, Consumo Consciente, Bon Bagay Haiti e Nação Palmares (que deve sair essa semana). Também sempre gerenciei o desenvolvimento das infografias, estáticas ou animadas (em Flash). No final, aprendi a editar vídeos no Premiere, e dá pra dizer que sei um pouco de flash (pelo menos entendo como funciona). Como o setor multimídia da Agência Brasil agora está mais desenvolvido, certamente os pré-requisitos para um novo editor lá serão outros – talvez mais próximos dos do New York Times…

SubLide.com - Para muitos, a noção de inteatividade se restringe a uma caixa de comentários. Na sua opinião, como é possível aprofundar a interatividade e dar ao leitor mais autonomia para seguir seu próprio caminho, não necessariamente linear?

André Deak - As formas de se contar uma história estão mudando novamente. Há alguns anos o hype era o novo jornalismo criado por Rodolfo Walsh, Truman Capote, Norman Mailer, Kapuscinski. Usaram as ferramentas da literatura para contar histórias do jornalismo. Hoje, já é possível usar as ferramentas do video-game para fazer jornalismo. Ainda é inscipiente, ainda é experimental, mas vivemos uma época tão excitante quanto àquela que viu surgir o new journalism. A TV digital está chegando, haverá demanda para esse tipo de jornalismo. Na verdade, a internet já está se tornando – ou já é – uma TV digital. Quem está experimentando as novas formas possíveis? Imagine um vídeo de três minutos, onde você pode interagir com a tela e abrir novos vídeos, textos, sites, relacionados ao que está sendo dito naquele momento. Você teria, a princípio, um vídeo de três minutos, mas poderia ter todo um documentário de duas horas ali. Esse é só um dos jeitos possíveis de aprofundar a interatividade, mas existem muitos outros, e certemente muitíssimos outros que ainda ninguém imagina.

SubLide.com - E nesse ambiente de interatividade e multimidialidade criado pela Internet, qual é, ou deve ser, o papel e o perfil do novo jornalista?

André Deak - O papel do jornalista sempre será o de contar histórias. E especialmente trazer à tona histórias obscuras, esquecidas e sujeiras debaixo do tapete em geral. A diferença agora é que as ferramentas para isso são muitas. É muito simples fazer vídeo, foto e áudio – qualquer um pode fazer. Então, se uma história requer alguma ou várias dessas mídias para ser contada, por que não usá-las? Já é preciso sair da cápsula “sou jornalista de texto”, para se tornar apenas “sou jornalista”. Estar aberto ao novo mundo que nos chega. Além disso, talvez o jornalista esteja muito mais próximo de seu público, que na verdade já não é mais só público, porque produz. Estar aberto a essa nova relação e perceber que o monopólio da produção de informação saiu das mãos do jornalista também é importante.

SubLide.com - De dossiês temáticos, até jogos informativos, passando por webdocumentários, são muitas as experiências de Jornalismo e informação multimídia e interativa. Mas não existe uma distância muito grande entre essas novas exigências de conhecimento, muitas vezes até técnicas, e a formação que o jornalista recebe hoje no país? Existem recursos e ferramentas que sejam acessíveis para quem não domina totalmente a tecnologia?

André Deak - Ainda não se faz diretamente uma exigência nas redações para que o jornalista seja multimídia. Ainda. De qualquer forma, muitas universidades não estão preparadas – porque se preocupam mais com a técnica do que com o conteúdo do profissional. Sempre haverá espaço para os que sabem pensar criticamente. Quanto aos recursos acessíveis, não sei se entendi bem a pergunta: máquinas de vídeo e de foto são bem simples e bem acessíveis hoje em dia – inclusive os celulares já fazem isso. Em se tratando de programação, não é preciso saber fazer, é preciso saber o que se quer fazer. Aí é só sentar do lado dos programadores e designers e executar o projeto.

SubLide.com - Colocando tudo isso em prática… Como foi produzir para a Agência Brasil o webdocumentário “Bon Bagay Haiti – histórias de Cité Soleil“?

André Deak - A pior parte da produção ficou por conta do editor Aloisio Milani, que contou tudo num ótimo “making of” em seu blogue. Eu tive que aprender a editar vídeos com um pouco mais de cuidado do que com o Windows Movie Maker, utilizando o Premiere. Mas para fazer uma edição como a que fizemos, o programa é bem simples, especialmente depois que tive umas dicas de alguns amigos editores de vídeo. O pior de tudo, sinceramente, foi tentar fazer a edição dos vídeos em máquinas com memória baixa. Perdemos o trabalho algumas vezes, mesmo salvando a cada clique (partes dele simplesmente desapareciam e tínhamos que refazer). O que poderia ter sido feito em cinco ou seis horas levou cerca de três dias.

SubLide.com - O Bon Bagay Haiti foi celebrado como uma iniciativa, de certa forma, pioneira. No meio acadêmico, já se discute sobre as possibilidades multimídia e interativas do Jornalismo na Internet. Mas o que tem sido feito de concreto no país? Na mídia brasileira as iniciativas ainda parecem tímidas quando comparadas a outros países…

André Deak - Fora o JC OnLine e a Agência Brasil (ambos vencedores de prêmios de jornalismo online), não me recordo de outro site jornalístico brasileiro que explore as possibilidades abertas pelo digital e pela interatividade. Não saberia dizer o porquê, mas imagino que não tenham acordado para isso. É preciso tempo e investimento para criar projetos multimídia interessantes. Mais tempo até do que investimento. Mas as redações estão enxutas, todos trabalham por três… Onde encontrar tempo? Isso, aliado a essa falta de percepção de para onde o jornalismo caminha, talvez explique um pouco.

SubLide.com - É habito do site finalizar as entrevistas com exemplos. Bons ou ruins. Para você, o que de melhor já foi feito no Jornalismo Online mundial e quem levaria o “Troféu Framboesa” do Webjornalismo?

André Deak - Em relação à exploração multimídia e interativa, os maiores são The New York Times, Washington Post e El Pais. Não se pode deixar de citar o coreano OhMyNews pela inovação em relação à participação cidadã. Duas das piores coisas que vi nos últimos tempos: os webvídeos da Folha e a campanha do Estadão contra os blogs.

Blogue do André Deak.

Leia mais sobre o assunto aqui.

MEU CLIPPING

// October 25th, 2007 // 1 Comment » // A REDE, JORNALISMO

provao9901.jpgEstudantes de jornalismo contrários ao exame distribuem panfletos na entrada da Fatec, em São Paulo

Essa foto saiu na Folha de S. Paulo em 1999, na primeira vez em que fui entrevistado. Fazia campanha contra o Provão, que nem existe mais (existe algo parecido, pelo que me contam).

Lembrei disso porque, quase dez anos depois, virei notícia de novo. Dessa vez, pelo Comunique-se, por conta da minha saída da Radiobrás (André Deak despede-se da Agência Brasil).

Será que deixo crescer o cabelo de novo?

DEIXO A AGÊNCIA BRASIL

// October 18th, 2007 // 6 Comments » // JORNALISMO, PODCAST

 
icon for podpress  Rolling Stones - I´m free [2:28m]: Play Now | Play in Popup | Download

No meu primeiro dia longe da redação da Agência Brasil, essa é minha trilha sonora. Como ainda estou finalizando um projeto pra lá, não vai dar ainda para desaparecer em alguma praia. Mas já dá para ir para as piscinas do Água Mineral.

Copio abaixo a carta que enviei à turma da Radiobrás.

Caros amigos e colegas,

Depois de mais de três anos numa mesma empresa – um recorde para mim –, deixo vocês. Sentimento de missão cumprida, fim de uma etapa na minha vida e na dessa empreitada em direção à comunicação pública. Ficam aqui novos e velhos amigos, conquistas realizadas e outras a realizarem-se. Levo comigo a experiência de ter participado de um momento histórico da construção de um jornalismo feito na esfera pública. Aqui foi possível realizar um jornalismo honesto, apaixonado, livre, verdadeiro, inovador. Coisa rara. Aqui vai meu muito obrigado aos que se dispuseram a realizá-lo conosco, dos estagiários aos presidentes da Radiobrás.

Essa passagem por aqui foi capaz de me reanimar o sentimento de que é possível fazer jornalismo ético, sem nenhum tipo de concessão senão ao interesse público. Foi esse o trabalho com o qual estive envolvido, junto com alguns de vocês, e pelo qual, hoje, somos amplamente reconhecidos.

Costumo lembrar uma história que, creio, serve como mais um elemento para ter noção do que alcançamos. Trabalhei nos primórdios do Último Segundo. Era um dos encarregados por receber todo o material das agências noticiosas, verificar se era material repetido, formatar segundo o “manual de redação e estilo” do IG e publicar (algo como encaixar aquelas peças de madeira coloridas e com formas diferentes nos buracos correspondentes, mas chamavam de estágio).

O caso era que eu recebia a newsletter da Agência Brasil, com aquele logo verde e amarelo, a agência oficial. A ordem dos editores era olhar, mas jamais publicar. Caso alguma coisa interessante surgisse – no meio daqueles “presidente inaugura…” –, a regra era simples: atenção para ver se a Reuters dava, para publicar o da Reuters.

Hoje, veja só, a Agência Brasil faz parte do planejamento estratégico da Reuters, que teme o crescimento da empresa. Por que pagar a Reuters se se pode ter de graça na ABr?

Além do reconhecimento pelo trabalho bem feito, a agência também foi capaz de avançar tecnologicamente, multimidiaticamente, virando inclusive referência. As experiências de jornalismo em múltiplas plataformas são enormes, maiores do que qualquer coisa já feita nesse país em veículos jornalísticos, e comparáveis a bons trabalhos feitos no exterior. Não é pouco.

Isso é especialmente incrível se pensarmos que foi feito dentro de uma empresa pública. Recebi uma mensagem certa vez nos parabenizando pelos avanços tecnológicos, pela inovação multimídia. O sujeito dizia que éramos mais ou menos um mamute com um blog. Ou seja: uma estrutura enorme, velha, utilizando o que há de mais novo nas tecnologias de comunicação. Ele nos elogiava porque, além de estarmos na ponta, estamos na ponta dentro de uma empresa pública. E cada um aqui sabe como é difícil avançar dentro dessas estruturas.

Parabéns para todos aos que estão dispostos a realizar o século 21 com um novo pensamento. E – por que não? – um novo jornalismo.

Aos que quiserem porventura entrar em contato, pelos próximos dias pretendo estar numa praia qualquer. Talvez pelos próximos meses. Ou anos.

Grande 4bs
André Deak

WEB-DOCUMENTÁRIO: BON BAGAY HAITI

// October 16th, 2007 // 12 Comments » // JORNALISMO, MULTIMIDIA

Publicamos um dos últimos dois grandes projetos.

Sem dúvida um dos trabalhos mais belos que fizemos aqui, especialmente por conta das imagens do grande Marcello Casal Jr., chefe de fotografia da Agência Brasil. Trata-se do web-vídeo-slide-show-documentário Bon Bagay Haiti. “Bon Bagay” significa algo como “gente boa”, e é como os haitianos cumprimentam os estrangeiros. São depoimentos em vídeo e fotografias de pessoas que vivem no bairro mais pobre do Haiti, Cité Soleil. Uma equipe multimídia (repórter, fotógrafo e cinegrafista) passou cerca de quatro horas em Porto Príncipe preparando esse material. Ajudei a editar, junto com Rodrigo Savazoni, e esse é o resultado. O Aloisio Milani, que dirigiu o roteiro, irá contar os detalhes fez um making of sensacional no blog dele. A Yaso, chefe de arte, deve falar algo também no dela. A programação em action script – flash – é em grande parte do Mario Marco.

Tudo está licenciado em Creative Commons 2.5. Podem usar, copiar, moficar, distribuir, desde que citada a fonte. Alguns detalhes ainda ficaram faltando, nos próximos dias deve estar tudo ok (opção para download, barra de navegação retrátil, código embed, essas coisas).

Esse trabalho também é resultado de meu aprendizado com o editor de vídeos Premiere. Muitas horas errando, errando, errando, e às vezes acertando. O resultado é a prova de que se eu posso fazer isso, qualquer um pode.

[UPDATE] : botei no YouTube

O outro projeto sai nos próximos dias.

O ARCADE FIRE E O VÍDEO INTERATIVO

// October 15th, 2007 // 2 Comments » // MULTIMIDIA

Arcade Fire lançou um vídeo interativo da música Neon Bible. Quais são as possibilidades dessa aplicação para o jornalismo?

Via Tiago Doria.

INFOGRÁFICO DE FÓRMULA 1

// October 15th, 2007 // 1 Comment » // INFOGRAFIA, JORNALISMO

Taí um exemplo interessante, que peguei na lista de discussão do Jornalistas da Web, de uma infografia interativa. Você arrasta os pilotos na posição de chegada e o info te calcula o resultado do campeonato. um de futebol para o Brasileirão, onde se digitasse inclusive número de gols, seria bem bacana.

Nós fizemos essa experiência de arraste-e-cole antes na Agência Brasil, como já mostrei aqui. Só que o assunto era menos entretenimento: as relações do trabalho escravo, PIB agrícola e desmatamento.

ESTADÃO ERRA DE NOVO

// October 12th, 2007 // 2 Comments » // JORNALISMO

Depois de publicar a história fantasiosa de que um homem teria feito uma operação que diminuía os dedos da mão para facilitar o uso de um iPhone, o Estadão errou de novo. Publicou - algumas horas antes – a morte de Paulo Autran.

Ou eles contrataram a Mãe Dinah de repórter, ou erraram de novo. 

Quem fez um printscreen da página deles foi o Milani.

SAIU

// October 11th, 2007 // No Comments » // JORNALISMO

A tão esperada medida provisória sobre a nova empresa pública de comunicação.

Agora ainda deverá sair um decreto presidencial explicando detalhes, talvez já com os nomes definitivos dos membros do conselho.

Sugiro enfaticamente acompanhar os próximos acontecimentos.

O HAITI SEM MEIAS PALAVRAS

// October 8th, 2007 // No Comments » // JORNALISMO

Aloisio Milani, o jornalista brasileiro que mais sabe sobre o Haiti, que esteve lá umas tantas vezes, acaba de entrar na rede para compartilhar suas notas e pesquisas sobre o país mais pobre das Américas. Parte das anotações deverá entrar num livro que está sendo gestado.

Longa vida ao novo blog, amigo.