Posted on Sep 20, 2007

DUAS DICAS

A palestra “A quem servirá a TV Digital“, no blog do Savazoni. Segue um trecho:

(…) a idéia de interesse público, do comum, associada ao mundo digital, passa necessariamente por uma afirmação da liberdade em todos os níveis: na infra-estrutura física, nos códigos e no gerenciamento de conteúdos.

Isso porque no mundo digital, o que você vê, na interface gráfica, é tão importante como o que roda no ambiente dos códigos e na base técnica. Se os códigos e as redes não forem livres, a liberdade vivenciada é apenas aparente: é a liberdade que usufrui um tigre nascido em cativeiro, que conhece tudo dentro dos limites de sua cela, mas jamais foi a uma caçada.

Não se trata de defender o software livre porque ele é uma opção economicamente mais viável. Isso é uma conseqüência, gerada pela possibilidade de produzir serviços gratuitos. Há de se defender o software livre porque só ele permite que o conhecimento circule, que a troca ocorra, que a sociedade acumule. Um software proprietário é uma receita deliciosa que o autor não permite que seja reproduzida.

Então, não há como dissociar esse debate da defesa da neutralidade de rede (a idéia é simples: uma estrada, mesmo quando construída e operada pela iniciativa privada deve permitir que todos os carros nela passem. Uma infovia também deve permitir que qualquer conteúdo trafegue, não somente aquele que interessa ao seu proprietário), sofware livre e, principalmente, da flexibilização dos direitos autorais.

Como afirma o professor de economia Ladislau Dowbor. “A batalha do século XX, centrada na propriedade dos meios de produção, evolui para a batalha da propriedade intelectual no século XXI. De certa maneira, temos aqui uma grande tensão, de uma sociedade que evolui para o conhecimento, mas regendo-se por leis da era industrial”.

Outra dica (que encontrei no PontoMedia) são os manuais de reportagem multimídia do Knight Digital Center. Estão em inglês (talvez eu traduza alguns).

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