ENTREVISTA: JOSÉ ANTONIO MEIRA DA ROCHA
// September 17th, 2007 // ENTREVISTAS, JORNALISMO, MULTIMIDIA
Boas as respostas do professor de Porto Alegre à entrevista publicada no blog O Jornalismo Morreu.
Alguns trechos:
Porque Second Life serve menos do que o Google Earth ao jornalismo:
Embora o grande hype de ambientes tridimensionais hoje seja o Second Life (mais por marqueteiros que por jornalistas), vejo o Google Earth (GE) como tendo possibilidades jornalísticas muito mais consistentes. Costumo fazer uma comparação: Google Earth é o retrato retocado da realidade sócio-geográfica. Então é jornalismo. Second Life são personagens de mentira num ambiente tridimensional de mentira . Então é ficção, literatura. Vejamos um exemplo: se acontece um acidente de avião, é possível fazer um mashup (maquete) no GE com as rotas, com aerovias corretas consultadas no NASA World Wind. Pode-se inserir modelos de aviões convertidos do MS Fligh Simulator, colocar fotos, prédios, vídeos do You Tube, links para diversas fontes. Isso tudo enriquece tremendamente uma narrativa jornalística. Um site web com a notícia textual pode terminar com um link para um arquivo KML do GE com toda a maquete. Neste caso, como o Second Life (SL) poderia enriquecer a matéria?
O webjornalista ideal:
A pessoa deveria saber:
1.Ler muito, inclusive em inglês.
2.Escrever bastante.
3.Pesquisar na internet e relacionar as informações encontradas.
4.Operar planilhas e editores de texto.
5.Operar programas de email e messengers.
6.Participar de diversos fóruns e listas de discussão.
7.Fotografar, manipular as fotos em programas específicos, distribuir as fotos em fotologs.
8.Fazer e editar vídeos em celular ou câmeras domésticas, publicar e embutir estes vídeos em páginas Web.
9.Gravar entrevistas com seu MP3 player ou celular.
10.Editar áudio digital e fazer podcast.
11.Contratar e instalar serviços em hospedagem internet (CMS, blogs, sistemas de workgroup, fóruns, galerias de fotos).
12.Gerenciar um sistema gerenciador de conteúdo (CMS), blog, fórum.
13.Conhecer HTML o suficiente para fazer links ou modificar templates e skins.
14.Usar sistemas de anúncios tipo AdSense.
15.Assinar e gerenciar uma enorme lista de feeds RSS sobre sua especialidade.
16.Trocar arquivos em sistemas peer-to-peer ou de troca de grandes arquivos.
17.Fazer mashups, mapas e modelos 3D com Google Maps, Google Earth e Google SketchUp.
18.Gerenciar, com diplomacia, comunidades de leitores.
19.Resolver pepinos e abacaxis em seu computador.
20.Estar sempre antenado com as tendências das mídias digitais.
Só isso. É pedir demais?![]()
Só não acho que o sujeito precise usar o AdSense.





André,
também não concordei com o “Usar sistemas de anúncios tipo AdSense.” Tem como justificar isso, será?
Acho que seria para conhecer um novo modelo de publicidade, mas não acho que você precisa USAR esse modelo – ou qualquer modelo.
Olá, André! Blz?
AdSense, no caso, é para quem quiser trabalhar independentemente de grandes empresas, como os “probloggers”. Eu sempre recomendo aos alunos não serem empregados de ninguém, montarem a própria empresa. Emprego é o substituto da escravatura. mas se o profissional trabalhar como empregado, o patrão cuida de publicidade com departamento específico. Aí não seria necessário.
Oi José, agora entendi.
Mas apesar do adsense ter o potencial de tornar o blog independente financeiramente, acho ainda um pouco distante disso – e, do jeito que é hoje, acho que faz uma bruta “sujeira” no blog, colocando anúncio bem no meio da tela. Sem nenhuma estatística pra comprovar o que digo, creio que conta mais contra do que a favor…
Talvez um modelo melhor seja criar reconhecimento (que não é nem um pouco fácil) e depois receber para levar o seu crédito a portais, jornais e coisas do gênero. Não se trata de ser empregado – como não são os blogs pendurados no NYT.
De qualquer forma, no Brasil, parece ainda distante essa perspectiva… Grande abraço, e parabéns pelo trabalho.