Jul 18, 2007

O PRIMEIRO CASO

[atualização 23-07]: Ana Brambilla comenta o caso, no Jornalistas da Web e no blog dela, com dicas sobre checagem de conteúdo cidadão.

Deu na capa do UOL, e já virou assunto da ouvidora:

“Erramos: Foto enviada por internauta e publicada pelo UOL era montagem”

“O UOL publicou hoje, em sua home-page e no fotoblog Você Manda: Tragédia em Congonhas, fotomontagem enviada por um internauta como se fosse uma foto verdadeira. Assim que foi descoberto que se tratava de uma imagem falsa, a foto foi retirada da home do UOL e do fotoblog. “

“Às 12h48 surgiu o primeiro comentário de um internauta afirmando que a foto era, na verdade, uma fotomontagem. Outros internautas também enviaram e-mails para o vocemanda@uol.com.br.”

“Diante desses avisos, a redação consultou a Gerência de Interface do UOL. Na opinião deles, parecia ser uma fotomontagem e merecia investigação. Assim, a equipe de UOL Fotoblog passou a olhar álbuns da concorrência em busca de alguma foto que se assemelhasse a essa (ou seja, tirada por outra pessoa de um outro ângulo) ou que fosse idêntica, exceto por algum detalhes (ou seja, a foto original sobre a qual teria sido feita a fotomontagem).”

“A redação descobriu uma foto idêntica à enviada pelo internauta, exceto pela imagem do corpo que caía. Assim que a foto original foi descoberta, às 13h45, a fotomontagem foi retirada da home do UOL e do fotoblog, sendo substituída por um aviso do erro aos internautas.”

Blog Widget by LinkWithin

2 Comments

  • julio says:

    jornalista já é louco pra publicar uma coisa chocante (eu, inclusive). hoje em dia, então, com a quantidade de informação que circula por aí, e com tanta gente produzindo textos e imagens, a chance de dar uma dessa é enorme. eu mesmo admito que, no calor do fechamento, era bem capaz de publicar essa cascata. a vantagem é que, na net, pra consertar essas barrigadas tb é bem mais fácil do que quando sai impresso no papel.

  • deak says:

    Então Julio, o negócio é que, nesse modelo de colaboração, existe um filtro (ou deveria existir). E aí, a desconfiança sobre o que se manda para a redação deveria ser até maior do que a desconfiança que o editor tem quando recebe um texto de um repórter.

    Em outro modelo, o colaborativo mesmo, não existem filtros de jornalistas sobre cidadãos, apenas de cidadãos sobre cidadãos.

*