A BBC enviou o jornalista britânico freelancer Ben Hammersley (ao lado) para cobrir as eleições legislativas da Turquia. Além de fazer TV e online para os veículos BBC World e BBC News 24, ele fez um teste – que terminou hoje – de reportagem na web 2.0.
“Ele irá colocar suas impressões no seu blog, Flickr, YouTube, del.icio.us e Twitter. A idéia é expandir a reportagem e possivelmente alcançar novas audiências de novas maneiras”, diz o editor Richard Sambrook.
Ainda Sambrook: “Não é algo que todo repórter da BBC pode ou deve fazer”.
“Ben is particularly experienced at the use of the internet and social media sites of this kind. So it will be interesting to see what he is able to offer beyond normal news reporting in this way. He is also filing background material on how he has gone about his assignment – how he selected his interviews, what decisions lay behind his reports, and making his source material and notes available. We hope it will open a window on how international reporting is carried out. It won’t be perfect, but it will be interesting and will break open the conventional mould of foreign correspondent.”
Veja a página que a BBC criou para a experiência turca.
Dando uma olhada geral no material produzido por Hammersley para flickr, blogs, twitter, youtube, etc., me parece que ele sofre do problema crônico da falta de tempo para falar para todas essas mídias. O que não quer dizer que o resultado não seja interessante (achei especialmente interessante o Making of, no YouTube). Minha avaliação: façamos mais experiências dessas.
(encotrei isso no Infotendencias)
Ei, obrigada pela visita! Vocês que trabalham na mídia são todos revolucionários lindos!!
Um abraço
nem vi o material todo, mas numa primeira olhada na bbc, pela apresentação que eles fazem, fiquei com a impressão de que o trabalho dele é uma coisa mais do multimídia pelo multimídia do que pelo conteúdo. E talvez isso gere a impressão da falta de tempo para dar conta de todas as mídias. O multimídia é essencial na comunicação, mas sem um bom conteúdo por trás, é bullshit.
Então Julio, me pareceu também mais ou menos isso. Mas a proposta deles, também, não era outra senão fazer o máximo de multimídia possível, mantendo a qualidade para o conteúdo “mais importante” – ou seja, as gravações para a TV, que não consegui ver porque não funciona em software livre. Mesmo assim, gostei de ver no YouTube o Making of diário. Ok, quem quer ver o making of de uma reportagem? Não muita gente, talvez. Mas é a tal da cauda longa: atender vários pequenos nichos…