Posted on Jul 30, 2007

GALERIA YOUTUBE

O YouTube tem um sistema de publicação de galerias de vídeos bem interessante. O Ministério da Cultura já usa, inclusive.

Joguei aí os vídeos que publiquei no YouTube, alguns meus, alguns do Coletivo de Humor Fábrica de Isopor.

Posted on Jul 28, 2007

FAT NATION

Um infográfico simples e bem impressionante feito pela CNN, sobre como os norte-americanos engordaram nos últimos 20 anos.

Clique aqui.

Posted on Jul 25, 2007

DOCUMENTÁRIOS TELEFÔNICOS

Eu havia ouvido falar de algo semelhante em uma exposição em Berlin, onde as pessoas caminhavam com um fone de ouvido com GPS, e conforme caminhavam pelas ruas, ouviam a história do lugar.

Julian Gallo diz que Buenos Aires já fez isso, de um jeito mais simples e criativo: com telefones celulares.

Em 10 lugares da cidade existem placas como essa, onde qualquer um pode discar para o número e escutar uma reportagem sobre aquele local. É um projeto público de turismo para a cidade.

“Con el nombre de ‘Audioguía móvil’, en total se hicieron 12 circuitos cada uno con 10 paradas aproximadamente. Si marcás el número *8283 desde cualquier celular en Argentina, luego de seleccionar tu idioma de preferencia, podrás escuchar (sin cargo extra) cualquiera de esos documentales.”

Alguém já fez isso no Brasil?

Posted on Jul 18, 2007

O PRIMEIRO CASO

[atualização 23-07]: Ana Brambilla comenta o caso, no Jornalistas da Web e no blog dela, com dicas sobre checagem de conteúdo cidadão.

Deu na capa do UOL, e já virou assunto da ouvidora:

“Erramos: Foto enviada por internauta e publicada pelo UOL era montagem”

“O UOL publicou hoje, em sua home-page e no fotoblog Você Manda: Tragédia em Congonhas, fotomontagem enviada por um internauta como se fosse uma foto verdadeira. Assim que foi descoberto que se tratava de uma imagem falsa, a foto foi retirada da home do UOL e do fotoblog. “

“Às 12h48 surgiu o primeiro comentário de um internauta afirmando que a foto era, na verdade, uma fotomontagem. Outros internautas também enviaram e-mails para o vocemanda@uol.com.br.”

“Diante desses avisos, a redação consultou a Gerência de Interface do UOL. Na opinião deles, parecia ser uma fotomontagem e merecia investigação. Assim, a equipe de UOL Fotoblog passou a olhar álbuns da concorrência em busca de alguma foto que se assemelhasse a essa (ou seja, tirada por outra pessoa de um outro ângulo) ou que fosse idêntica, exceto por algum detalhes (ou seja, a foto original sobre a qual teria sido feita a fotomontagem).”

“A redação descobriu uma foto idêntica à enviada pelo internauta, exceto pela imagem do corpo que caía. Assim que a foto original foi descoberta, às 13h45, a fotomontagem foi retirada da home do UOL e do fotoblog, sendo substituída por um aviso do erro aos internautas.”

Posted on Jul 11, 2007

O BOM E VELHO DEBATE

O post abaixo gerou uma discussão enorme no Overmundo, com vários pontos de vista, que vale a pena acompanhar.

Também no Observatório da Imprensa o texto ganhou alguns comentários.

O assunto, deu para perceber, é quente. Esse deve ser o primeiro de alguns textos que quero escrever sobre jornalismo multimídia.

Vamos ver quando o assunto for: “Jornalistas multimídia devem receber multisalários?”

[Alterado em 16-09]: O Digestivo Cultural também publicou o texto. Também deve sair saiu no Comunique-se em breve. No Overmundo, a Roberta Tum publicou um texto-resposta muito interessante, “O bom e velho jornalismo não deve morrer”.

Posted on Jul 8, 2007

O BOM E VELHO JORNALISMO ESTÁ MORRENDO

Durante muito tempo se convencionou dizer que havia apenas dois tipos de jornalismo: o bom e mau jornalismo. Entretanto, o bom e velho jornalismo, puro e simples, está cada vez menos simples e mais velho. As novas tecnologias já começam a obrigar – e até há pouco o verbo era possibilitar – mudanças na forma como as notícias são produzidas.

Recentemente, num seminário em São Paulo – o MediaOn – Michael Rogers, futurista do New York Times (uma espécie de estudioso de novas mídias) disse uma dessas verdades absolutas que poucos costumam perceber. Hoje em dia, disse ele, pode não ser comum que um jornalista seja capaz de produzir ou editar texto, foto, áudio e vídeo. Mas os jovens jornalistas já fazem isso. E são esses jovens que, em 20 anos, estarão nas chefias das redações do mundo.

O mesmo raciocínio – apesar de mais contundente – segue Julian Gallo, editor do blog Mirá e um dos finalistas do prêmio da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano 2007 com um texto publicado no La Nacion chamado “Um novo jornalismo“. Ele diz que “na essência, uma história publicada hoje na internet segue sendo produzida da mesma maneira que se fazia historicamente nos meios impressos. O autor faz o importante (escreve) e outras pessoas se dedicam a ampliar ou enriquecer o texto com desenhos e conteúdos. Esta forma de trabalho concebe um autor com um só talento: escrever. Assim, se impõe que outro alguém fará a diagramação, outro fará fotos, outro escolherá as fotos, outro fará vídeos e áudios para que outro edite para que, finalmente, um técnico coloque tudo junto. Uma estrutura desse tipo confere a um jornalista menos habilidades do que tem um adolescente de 16 anos que faz seu blog”.

É claro que ser capaz de produzir em várias mídias não quer dizer que o jornalista será obrigado a produzir em várias mídias. Américo Martins, editor-executivo para as Américas do serviço mundial da BBC, diz que houve um tempo, há alguns anos, em que se imaginava que isso seria comum, mas as redações descobriram que é impossível mandar um jornalista para o campo com uma “maleta multimídia” e esperar que ele mande textos em tempo real, grave uma áudio-reportagem e ainda apareça no noticiário da noite, na TV, com uma reportagem contextualizada. A idéia de que um jornalista fará o trabalho diário de três (rádio, online e TV) já se mostrou inviável. Entretanto, o próprio Américo lembra que a BBC enviou um “multi-homem” para cobrir a guerra no Líbano e teve um bom resultado. Eles apenas não cobraram matérias diárias – o enviado fazia entradas diárias apenas no rádio e online, mas gravava para a TV em intervalos de alguns dias.

No Brasil, a experiência do repórter multimídia ainda está no início. A Agência Brasil é das poucas redações cujos mesmos repórteres produzem tanto para as rádios da empresa quanto para o online, em tempo real. As dificuldades não são poucas – mas o resultado é que temos uma equipe de repórteres perfeitamente capacitada para executar pautas diárias em ambos veículos (e alguns poucos fazem inclusive TV – não diariamente, claro).

O resultado de repórteres capacitados para várias mídias é benéfico em vários níveis. Uma operação jornalística multimídia pode oferecer uma história no melhor formato possível, seja ele qual for. Pode-se, por exemplo, gerar um tipo de reportagem que é a soma de vídeo, áudio, texto, foto e infografia, oferecendo ao cidadão a compreensão mais completa possível de um assunto – como tentamos fazer com a reportagem especial sobre o Rio Madeira. Mas o verdadeiro desafio é criar não apenas a soma das plataformas, mas a fusão delas. Isso significa criar um tipo de reportagem que não é mais simplesmente vídeo, texto ou áudio, mas a mistura disso tudo. O uso do recurso conhecido como hipervídeo é uma das experiências que fizemos nesse sentido, na reportagem sobre consumo consciente. (E quem quiser ler sobre esse processo pode acessar esse texto aqui)

E já há quem exija mais, pelo menos para testar alguns limites. A BBC terminou no início de julho o que chamou de “experiência turca“. Enviou o jornalista britânico freelancer Ben Hammersley para cobrir as eleições legislativas da Turquia. Além de gravar para a BBC World e BBC News 24, ele fez um teste utilizando ferramentas da web 2.0, colocando suas impressões no seu blog, Flickr, YouTube, del.icio.us e Twitter. “A idéia é expandir a reportagem e possivelmente alcançar novas audiências de novas maneiras”, diz o editor Richard Sambrook. Ainda Sambrook: “Não é algo que todo repórter da BBC pode ou deve fazer. Bem é particularmente experiente no uso da internet e sites sociais desse tipo”.

A BBC considerou interessante testar o limite do repórter, verificar o quanto ele é capaz de oferecer além de reportagens comuns. Todas as notas, métodos, entrevistas e problemas da apuração foram colocadas online. No YouTube, você descobre como um mal-contato num cabo do satélite quase acabou com toda a transmissão. “Esperamos que isso abra uma janela sobre como as reportagens internacionais são feitas. Não é perfeito, mas quebra o molde tradicional dos correspondentes internacionais”, diz o editor.

O modelo homem-multimídia pode não ser o ideal, mas o antigo modelo de reportagem está acabando. Para citar outro exemplo: a Agência Brasil decidiu fazer a cobertura do Seminário Internacional de Diversidade Cultural em um blog, e não somente com reportagens tradicionais. A avaliação geral é que o resultado foi muito melhor.

Tendo esse novo passo em vista, muitas dos grandes grupos de comunicação estão unificando inclusive fisicamente suas redações. Jornais como o Daily Telegraph – exemplo mundial de integração multiplataforma – se organizam agora para receber e produzir notícias, independente do veículo. Você não tem mais os jornalistas da TV ou os jornalistas do rádio, você tem jornalistas.

Arthur Sulzberger, dono do New York Times, disse em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial, algo que elucida um pouco o futuro do qual estamos falando. Perguntaram a ele se, com a constante erosão da imprensa escrita, ele achava que em cinco anos o New York Times ainda seria publicado.

“Não sei, mas sabe o quê? Eu não me importo”, disse. Ele explicou que está focado na melhor maneira de fazer a transição para a internet. O Times já tem mais assinantes online (1,5 milhão por dia) do que assinantes do jornal impresso (1,1 milhão). Sulzberger disse que o New York Times começou uma longa e dura jornada que irá terminar no dia em que a empresa decidir parar de imprimir jornais. E então o ciclo estará completo.

Muitos se recusam a enxergar, mas é fato: a velha mídia e a velha maneira de fazer jornalismo está morrendo. Cabe a nós ajudá-la a morrer mais rápido, ou sermos enterrados juntos.

PS: esse texto foi feito a pedido do Jornalistas da Web. Está neste momento na fila de edição do Overmundo, também. E deve sair saiu no Observatório da Imprensa na terça-feira (10).

Posted on Jul 5, 2007

DAILY TELEGRAPH x NYT

Eis aqui um vídeo da redação integrada do Daily Telegraph, em Londres.

E abaixo, uma foto de outra redação que se tornou multimídia, a do New York Times. Também há um vídeo dela, aqui.

No blog que juntou e comentou as duas, o Innovation in Newspapers, Juan Antonio Ginner diz que o The New York Times perdeu uma oportunidade histórica, fez apenas mudanças cosméticas e manteve “feudos” e pequenos “senhores” em seus feudos. O estilo “linha de montagem” permanece vivo no NYT.

Enquanto isso, argumenta Giner, a situação é muito diferente na nova redação do Daily Telegraph.

Encontrei a dica no GJol. Assisti aos dois vídeos, e pelos vídeos me parece que ele tem razão.

Mas não sei quanta. Fiquei encucado porque o vídeo do Telegraph foi produzido e publicado no YouTube pela Innovation – a empresa que fez a consultoria para o Telegraph durante a transição. O Ginner é sócio fundador da Innovation, com total interesse em dizer que “o nosso trabalho ficou muuito melhor”. Durante o MediaOn (aliás, todos os vídeos e PDFs do MediaOn estão aqui), em São Paulo, conversando com o Michael Roger, do NYT, ele me disse justamente que a idéia da integração era para descentralizar o poder na redação – e não manter “feudos”.

A verdade está lá fora.

[ATUALIZADO EM 07-08-07] : Eduardo Tessler, da Innovation Brazil, me disse que “a Innovation NÃO trabalhou na reestruturação do Telegraph. Usamos o exemplo como case, mas não estivemos por lá na construção do modelo”. Sendo assim, só se pode concordar com Ginner.

Posted on Jul 3, 2007

BEN HAMMERSLEY E A EXPERIÊNCIA TURCA

A BBC enviou o jornalista britânico freelancer Ben Hammersley (ao lado) para cobrir as eleições legislativas da Turquia. Além de fazer TV e online para os veículos BBC World e BBC News 24, ele fez um teste – que terminou hoje – de reportagem na web 2.0.

“Ele irá colocar suas impressões no seu blog, Flickr, YouTube, del.icio.us e Twitter. A idéia é expandir a reportagem e possivelmente alcançar novas audiências de novas maneiras”, diz o editor Richard Sambrook.

Ainda Sambrook: “Não é algo que todo repórter da BBC pode ou deve fazer”.

“Ben is particularly experienced at the use of the internet and social media sites of this kind. So it will be interesting to see what he is able to offer beyond normal news reporting in this way. He is also filing background material on how he has gone about his assignment – how he selected his interviews, what decisions lay behind his reports, and making his source material and notes available. We hope it will open a window on how international reporting is carried out. It won’t be perfect, but it will be interesting and will break open the conventional mould of foreign correspondent.”

Veja a página que a BBC criou para a experiência turca.

Dando uma olhada geral no material produzido por Hammersley para flickr, blogs, twitter, youtube, etc., me parece que ele sofre do problema crônico da falta de tempo para falar para todas essas mídias. O que não quer dizer que o resultado não seja interessante (achei especialmente interessante o Making of, no YouTube). Minha avaliação: façamos mais experiências dessas.

(encotrei isso no Infotendencias)