Depois do blog do Flávio Dieguez, em abril de 2006, quando foi acompanhar o astronauta brasileiro na Rússia, a Agência Brasil abriu outra experiência de blog, para acompanhar o Seminário de Diversidade Cultural.
Posted on Jun 27, 2007
Posted on Jun 21, 2007
PROPRIEDADE CRUZADA NA COMUNICAÇÃO
Pesquisador Gustavo Gindre alerta para propriedade cruzada dos meios de comunicação na era digital durante encontro nacional na Câmara dos Deputados. Está bastante interessante e termina amanhã.
Agência Brasil irá cobrir o evento. (o vídeo é de lá)
Posted on Jun 19, 2007
PODCAST: MediaOn
O primeiro arquivo tem parte da abertura do MediaOn, e a apresentação do futurista do New York Times, Michael Rogers. Não se trata do cara do horóscopo, mas um especialista em novas mídias, que aponta o futuro, para que a redação comece a trabalhar já. Está em inglês.
O segundo é o pesquisador Samuel Possebom, com dados bem impressionantes sobre a ameaça pela qual passa a televisão e as velhas mídias. “O que se gasta com ringtones, joguinho, vídeo no celular, gera R$ 3 bilhões no Brasil, mais que o faturamento publicitário de revistas e jornais”.
Michael Rogers (NYT) [37:22m]: Play Now | Play in Popup | Download
Samuel Possebom (TelaViva) [2:20m]: Play Now | Play in Popup | DownloadPosted on Jun 16, 2007
Luana, a Igreja e o Estado
Imagine o seguinte: você conhece uma garota linda, e no primeiro encontro consegue levar ela para um motel. Chega lá, todo empolgado, ela começa a tirar a roupa, bem devagar. Parece um sonho. De repente, sai um cara do armário:
- Essa merece Bis, hein!
Ele te mostra a caixinha do biscoito de chocolate e vai embora. Você leva um susto, se recupera, e continua. Mais adiante, atenção total na garota, ela vai tirando o sutiã, super sensual, vai mostrando as partes devagarinho, você não se agüentando, querendo ver mais, ela faz que vai mostrar e… Te mostra uma Coca-Cola! Aí aparece outro cara:
- Por essa você não esperava, hein! Coca-Cola Zero, gostosa de verdade! E vai embora.
O ensaio da Luana Piovani para a Trip de junho me fez sentir mais ou menos assim. No meio das fotos – e até nas próprias fotos –, produtos. O único conteúdo anunciado na capa da revista é “Luana Piovani nua aos 30! Clicada por J. R. Duran”. Quem conhece os dois sabe que só pode ser coisa boa. O editor da capa escolheu, arriscada e talvez sabiamente, não dar pistas sobre todo o resto do conteúdo oferecido para não manchar com letras a imagem da Luana na capa. Basta dizer que tem Luana. Nua. Quem quiser que compre. Eu comprei. Só que, chegando lá, primeiro, nua nua, mesmo, não tem. Mas isso não é o pior: a publicidade invadiu o conteúdo. Sem avisar, se intrometeu em tudo. Aparentemente, não há mais limite. Ou, quem sabe, a próxima vítima será a capa (que para os jornais diários já virou oferta comercial há muito tempo).
Há algum tempo eu não comprava a revista, não sei desde quando isso vem acontecendo. Havia, antes, no jornalismo em geral, algumas regras sobre a separação clara entre o que se convencionou chamar de Igreja e Estado: de um lado, publicidade, do outro, jornalismo. Um não entra onde o outro está. Nem se falam. Nem se conhecem.
Parece que os muros construídos para separar esses limites foram virando pontes. Onde começa e onde termina? Imagino que um anúncio bem no meio do ensaio deve render um bom dinheiro. Mas e o leitor? Compra gata e é obrigado a olhar lebre. O máximo do sadismo é o pôster central da Trip. Uma daquelas fotos de três páginas, dobradas, que quando você abre para ver… é a Luana segurando uma Coca-Cola! E atrás, um calendário da Coca-Cola! Sacrilégio.
Fico imaginando como são negociadas essas coisas.
- Vamos fazer um ensaio com a Luana!
- Sensacional! Mas tem que ser um ensaio animal! Vamos chamar um pusta fotógrafo!
- O Duran!
- Isso!
Aí levam a idéia para o publisher. (Será que ele é a ponte entre a Igreja e o Estado?)
- Hum, podemos ganhar um bom dinheiro com isso…
Ele procura o setor comercial.
- Olha, vamos fazer um ensaio com a Luana. Que que podemos fazer?
- Tem um esquema novo aí, vamos vender o anúncio dentro do ensaio.
- Mas não vai atrapalhar o conteúdo?
- Nada, e com esse dinheiro a gente faz uma edição de luxo, com papel especial.
- Legal, legal.
Aí tem o ensaio.
- Isso Luana. Tira a parte de cima agora. Linda, isso. Faz biquinho. Agora segura a Coca-Cola.
Posted on Jun 14, 2007
BBC IPLAYER
A BBC quer oferecer online, on demand, TODO o conteúdo produzido pela empresa. Já testa um programa para isso chamado de IPlayer, ou BBC IMP (Interative, Media Player).
Toda a programação estará disponível para download.
Segundo a página do projeto (www.bbc.co.uk/imp) , é assim: tudo o que foi ao ar na BBC no rádio ou TV poderá ser baixado, em até sete dias depois que foi transmitido. Há proteção DRM (Digital Rights Management), ou seja, os arquivos perdem a validade depois de sete dias em que foram ao ar na mídia original – não se consegue mais assistir ou ouvir. Além disso, não se consegue fazer a troca de arquivos, seja por e-mail ou gravando em mídias (como CD ou DVD).
Posted on Jun 13, 2007
MEDIAON
Estou participando, pela Radiobrás, o 1º Seminário Internacional de Jornalismo Online (MediaOn), em São Paulo. Muita coisa boa, e o Portal Terra está fazendo uma cobertura em vídeo e texto. Vou tentar postar alguns áudios, e alguns trechos interessantes.
A cobertura do Terra você pode acompanhar aqui. E os vídeos do Terra sobre o MediaOn, aqui.
“Não quero que meus repórteres me digam que pretendem escrever uma matéria ou fazer um vídeo. Peço que me contem a história para decidirmos depois qual plataforma usar. Se você tem uma boa idéia, encontramos um jeito de contá-la na internet” – Derek Thomson, editor-chefe de Novas Mídias da France 24.
[atualização: estou publicando áudios da conferência na área PODCAST]
Posted on Jun 10, 2007
JORNALISMO & VIDEO-GAME
Vi no blog do GJol esse jogo acima: basicamente, é um curso que ensina algumas coisas do jornalismo. Você é um jornalista e precisa fazer entrevistas, ganhar confianças e, claro escrever a matéria – escolhendo o lead, as fotos, o enfoque. O jogo é pago, mas tem um vídeo de apresentação bem legal.
Eu havia escrito sobre a possibilidade de o jornalismo utilizar a narrativa do vídeo-game antes de descobrir que a idéia não só não é nova, como já há quem ganhe dinheiro com isso. Na educação, principalmente, mas no jornalismo também.
Foi no site do Tiago Doria onde vi que tem bastante gente pensando e estudando isso faz tempo. Como nesse caso aqui, em que o New York Times fez um editorial em forma de jogo. Logo depois, a CNN também entrou no jogo: fez um “game presidencial”, os candidatos jogam tênis juntos.
O jogo do jornalista é bem impressionante, enquanto esses outros são meio primários (até porque os assuntos são “quentes”, então não dá para fazer um jogo bom em cima da hora). Mas, sem dúvida, a interatividade e a narrativa multi-linear dos vídeo-games são alguns dos novos caminhos para o jornalismo multimídia.
Posted on Jun 4, 2007
VAGA PARA JORNALISTA VIRTUAL
Essa é nova: o jornal O Estado de S. Paulo contrata um jornalista para trabalhar no Second Life. O sujeito irá trabalhar no MetaNews – jornal virtual do SL, que será produzido pelo Estadão, depois de um acordo com a empresa dona do ambiente.
Resta saber: o pagamento é em Linden dollars?
(Notícia achada no Intermezzo)
Posted on Jun 2, 2007
FIREFOX, EU USO
Boa a campanha. Peguei no site do Tiago Dória
Diz que o Firefox foi condecorado pela ONU por seu trabalho na sociedade da informação. E várias outras coisas boas.
De fato, é muito melhor que o explorer.
E não pega vírus. E é software livre. E é grátis.