FIZEMOS O HIPERVIDEO

Você assiste a um telejornal e no momento em que aparece uma determinada pessoa na tela – um ministro, por exemplo – você clica nele. O telejornal congela e outro vídeo surge na tela, mostrando a biografia daquela pessoa. Quando termina de assistir, continua vendo o resto do jornal. Mais: você gostou da roupa usada pela apresentadora. Clica na roupa dela e acessa dados como preço, tamanho disponível, cores possíveis e onde comprar. Aliás, se quiser comprar na hora, é só clicar em outro botão, passar seus dados e esperar para receber em casa.

Não se trata do amanhã, mas do ontem. A experiência da navegação em vídeo já era possível há algum tempo. No início de 2006 uma campanha de marketing da marca francesa de roupas Shaïwear lançou na rede vídeos que rapidamente se espalharam e foram baixados por 1 milhão de pessoas. Os vídeos foram muito comentados por dois aspectos: primeiro, eram vídeos de sexo explícito, produzidos por Marc Dorcel.

Além disso, usavam, paralelamente, a tecnologia flash para que o espectador pudesse, ao clicar em cada peça de roupa que ia sendo tirada pelos modelos, parar o vídeo e ter mais informações sobre o produto. Inclusive preço, cores, onde e como comprar. Infelizmente, a campanha já saiu do ar e não acho o vídeo que eu tinha feito download para mostrar. Achei só umas imagens. Era muito, mas muuito bacana. Inclusive, houve quem falasse já em TV interativa.

Um ano depois, tentamos algo semelhante na Agência Brasil – sem o sexo explícito, claro. Chamamos de reportagem especial multímidia Consumo Consciente. São cinco vídeos que tratam do assunto, e em cada um deles, em vários momentos, é possível interagir com a tela. Ao clicar em algumas imagens que aparecem, abrem-se outros vídeos, ou textos, relacionados ao assunto tratado naquele momento. É o mesmo conceito do hiperlink, ou hipertexto, aplicado ao vídeo. Pode-se chamar também de hipervídeo. O blog da Yasodara, a artista do projeto, mostra bem como foi desenvolvido. (abaixo, a capa do especial)

A possibilidade que se abre para o jornalismo na rede, ou futuramente na TV, é contar uma história curta, mas com profundidade, caso o telespectador se interesse por ela. Em três minutos pode-se apresentar a história principal, mas em cada momento, caso o telespectador queira, pode interromper a narrativa e abrir outra janela de conteúdo. Pode navegar entre os conteúdos livremente, assistindo ao programa da maneira como preferir, construindo, inclusive, sua própria narrativa da história, de maneira não-linear. Esse é só um esboço de um texto que farei sobre isso, em breve.

E logo, também, devemos fazer alguns experimentos com sexo explícito.

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This entry was posted on Thursday, May 3rd, 2007 and is filed under INFOGRAFIA, JORNALISMO. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

10 Responses to “FIZEMOS O HIPERVIDEO”

  1. Marcos Palacios on May 3rd, 2007 at 14:32

    Oi André,

    fiz uma chamada para o Consumo Conscinte no Jornalismo & Internet.
    O multimídia está muito competente.
    Um abraço,
    marcos palacios

  2. yaso on May 4th, 2007 at 12:37

    No do sexo explícito eu vou ser a camera e os outros membros da multimídia os atores, ok?

    (repare nos trocadilhos)

  3. Vince Vader on May 4th, 2007 at 13:30

    Grande André!!! Que alegria estar por aqui!
    Vou te linkar no meu blog também!

    Meu, puta coisa loca.

    Soco no baço joooovem!

  4. Daniela Bertocchi on May 10th, 2007 at 08:00

    Oi, André, postamos e comentamos sobre o hipervídeo no Intermezzo. Beijos.

  5. Nivaldo on July 12th, 2007 at 15:35

    André,

    cheguei aqui pelo link da sua ótima matéria sobre o assunto no Overmundo. E gostei muito do que li, espero outros textos sobre o assunto que é do meu maior interesse. Parabéns, abraços.

  6. Hipertexto, HiperVideo, HiperFoto: Asterpix, Flickr e outras palavras » Gattune! on September 12th, 2007 at 08:29

    [...] O serviço preparou uma barra lateral com dados sobre os vídeos e outros links. A idéia é excelente pois permite um cronograma da apresentação do vídeo. A internet se torna cada vez mais interativa e cria novos comceitos. Em um texto da Daniele Bertocchi percebemos que o HiperVideo ganha outras proporções mas que suas idéias podem ser trabalhadas e acopladas a serviços de vídeos online. No Asterpix temos um pedaço do que no “verdadeiro hypervideo”, como a autora do artigo o pintou, encontramos. (Outro post muito interessante sobre o tema é o do André Deak intitulado Fizemos o hipervídeo) [...]

  7. ASTERPIX: FERRAMENTA DE HIPERVÍDEO : André Deak on September 16th, 2007 at 23:37

    [...] diferença para aquele que fizemos antes, que comentei aqui,é que no Asterpix ainda não dá para fazer links de vídeo sobre vídeo. Mas já é uma grande [...]

  8. MAKING OF NAÇÃO PALMARES : André Deak on November 25th, 2007 at 19:22

    [...] A concepção Eu e Rodrigo Savazoni queríamos há algum tempo explorar melhor a experiência com o hipervídeo que tínhamos realizado com a reportagem Consumo Consciente. Naquela ocasião, apesar do bom [...]

  9. Fernanda on April 10th, 2008 at 10:30

    Como vc defini Hipervideo?

  10. O que é Hipervídeo? | Bit a Bit on October 25th, 2009 at 16:13

    [...] e criação, os três primeiros links retratam exemplos de hipervídeos. Consumo Consciente Fizemos o Hipervídeo Asterpix, um exemplo Considerações sobre o hipervídeo Hipertexto, HiperVideo, HiperFoto: [...]

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