Archive for May, 2007

ENTREVISTA: ALBERTO CAIRO

// May 27th, 2007 // 1 Comment » // ENTREVISTAS, JORNALISMO

O especialista do El Mundo em infografia dá entrevista sobre livro que deverá sair em 2008, para a Online Journalism Review

Alguns trechos:

“Infographics have been crucial throughout the history of journalism to explain things that could not have been told otherwise. It is obvious that there is not better way to display large sets of data than with a good statistical chart, or to provide geographical context to a story than with a map. In my book I explain that, on an abstract level, an information graphic is an aid to thinking and understanding. This is not a new idea, of course. A good infographic makes patterns arise, discovers trends, condenses enormous amounts of information in a very small space.”

Q: What are the most common mistakes multimedia journalists make when creating animated infographics? How can they avoid them?

A: The first and gravest mistake that individuals make believing that infographics are a branch of graphic design or that they have anything to do with illustration.

Infographics, like any other form of journalism storytelling rely on solid, accurate content. It is great if you can create cool 3-D animations and great interactive scenes, but if your content is weak, the presentation will be weak. There are not good infographics without good reporting.

As a second mistake is the fact that many people think that online infographics can be created just by “translating” print pieces to the Web. Unfortunately, this is what is happening in many newsrooms worldwide. That’s the wrong approach because what you usually end with is with a still picture with a bunch of roll-over buttons. In order to create a great multimedia infographics piece, you have to think about it from the very beginning, on the planning process, rather than consider it a subsidiary element that depends on the content generated by the print side. Print and online use different languages that share the same root grammar. They are dialects.

MÍDIA PÚBLICA x MÍDIA COMERCIAL

// May 27th, 2007 // 1 Comment » // INFOGRAFIA, JORNALISMO

Depois da reportagem multimídia sobre Consumo Consciente que fizemos na Agência Brasil, o G1 também escolheu o tema para uma infografia. É bastante interessante notar o tratamento dado ao assunto em um site com viés público e outro com viés comercial. Um fala para o cidadão, outro para o consumidor.

Enquanto a ABr fala sobre cuidados com determinadas marcas (como a Hering, ou Vicunha, ou tantas outras), porque podem ter trabalho escravo na cadeia de produção, e como descobrir se as empresas praticam responsabilidade social,  o G1 diz para não comprar produtos piratas, reclamar no Procon e tomar cuidado com o crédito…

PRATELEIRA

// May 20th, 2007 // No Comments » // JORNALISMO

Inauguro a seção Prateleira. Vou botar lá coisas que acho que podem servir pra alguém – no mínimo, para mim mesmo. Livros, textos despretensiosos, rabiscos, receitas de comidas italianas que jamais farei. Coisas desse tipo. De tempos em tempos, dê uma entrada pra ver o que tem por lá: quem sabe interessa.

MULTIMEDIA SHOOTER

// May 17th, 2007 // 1 Comment » // INFOGRAFIA, JORNALISMO

Um site interessante esse Multimedia Shooter - se propõe a mostrar links para trabalhos multimídia jornalísticos interessantes, como essa galeria de fotos ao lado. Mas o bacana mesmo é isso aqui.

Via NewsUniversity Blog

O CARA DA INFOGRAFIA DO WASHINGTON POST

// May 15th, 2007 // No Comments » // INFOGRAFIA, JORNALISMO

Adrian Holovaty

Interessante o blog dele, que é o editor de inovações editoriais do Washington Post.com (ele mesmo reclama que o jornal impresso ainda não se fundiu com o online). Ele defende que o jornalista precisa conhecer programação, mesmo que seja no nível mais básico.

O bacana é que ele compartilha com os leitores (e mostra, inclusive) os projetos de infografia que estão em gestação no WP. Por exemplo, o site sobre a campanha presidencial de 2008, que já está sendo abastecido, muito antes de ir ao ar.

Vale acompanhar.

“BOM TEXTO NÃO SERVE MAIS”

// May 8th, 2007 // 2 Comments » // JORNALISMO

Veja o que foi publicado na Abraji:

“Os jornalistas têm de aceitar a idéia que a comunicação visual se tornou fundamental”, diz o designer infográfico da Folha de S. Paulo, Mário Kanno. Por isso, afirma, devem trabalhar junto aos diagramadores, fotógrafos e infografistas pensando que o resultado final, a página, é o mais importante.

“Nos dias de hoje, apenas um bom texto não é o suficiente.” Kanno e a diretora de infografia de O Estado de S. Paulo, Beth Silva, estarão na palestra Iconografia na Reportagem, Kanno e Beth falarão aos participantes sobre as “iscas visuais” que criam diariamente para atrair os leitores. Explicarão como os recursos visuais funcionam como ferramentas para despertar interesse nos leitores e facilitar a compreensão do assunto em pauta. “Além disso, a concorrência com outras mídias faz com que sejam necessários mais recursos visuais para servir de entrada para o leitor. Assim, infografia, foto, ilustração e outros recursos de diagramação são necessários para tornar a leitura mais dinâmica e agradável”, diz Kanno.”

O designer destaca que as informações de texto e arte devem ser complementares e não redundantes. Para isso, repórter e infografista devem conversar e decidir juntos o que mostrar na arte. Além disso, o infografista, que, segundo ele, é um “repórter visual”, não deve ficar apenas esperando as informações trazidas da rua.

“Ele tem de pensar como um repórter e agir como um repórter ajudando na apuração e buscando recursos e referências visuais que levem a um resultado mais interessante, mais eficiente. Sempre que possível, deve ir ao local da notícia e colher ele mesmo as informações.”

FIZEMOS O HIPERVIDEO

// May 3rd, 2007 // 10 Comments » // INFOGRAFIA, JORNALISMO

Você assiste a um telejornal e no momento em que aparece uma determinada pessoa na tela – um ministro, por exemplo – você clica nele. O telejornal congela e outro vídeo surge na tela, mostrando a biografia daquela pessoa. Quando termina de assistir, continua vendo o resto do jornal. Mais: você gostou da roupa usada pela apresentadora. Clica na roupa dela e acessa dados como preço, tamanho disponível, cores possíveis e onde comprar. Aliás, se quiser comprar na hora, é só clicar em outro botão, passar seus dados e esperar para receber em casa.

Não se trata do amanhã, mas do ontem. A experiência da navegação em vídeo já era possível há algum tempo. No início de 2006 uma campanha de marketing da marca francesa de roupas Shaïwear lançou na rede vídeos que rapidamente se espalharam e foram baixados por 1 milhão de pessoas. Os vídeos foram muito comentados por dois aspectos: primeiro, eram vídeos de sexo explícito, produzidos por Marc Dorcel.

Além disso, usavam, paralelamente, a tecnologia flash para que o espectador pudesse, ao clicar em cada peça de roupa que ia sendo tirada pelos modelos, parar o vídeo e ter mais informações sobre o produto. Inclusive preço, cores, onde e como comprar. Infelizmente, a campanha já saiu do ar e não acho o vídeo que eu tinha feito download para mostrar. Achei só umas imagens. Era muito, mas muuito bacana. Inclusive, houve quem falasse já em TV interativa.

Um ano depois, tentamos algo semelhante na Agência Brasil – sem o sexo explícito, claro. Chamamos de reportagem especial multímidia Consumo Consciente. São cinco vídeos que tratam do assunto, e em cada um deles, em vários momentos, é possível interagir com a tela. Ao clicar em algumas imagens que aparecem, abrem-se outros vídeos, ou textos, relacionados ao assunto tratado naquele momento. É o mesmo conceito do hiperlink, ou hipertexto, aplicado ao vídeo. Pode-se chamar também de hipervídeo. O blog da Yasodara, a artista do projeto, mostra bem como foi desenvolvido. (abaixo, a capa do especial)

A possibilidade que se abre para o jornalismo na rede, ou futuramente na TV, é contar uma história curta, mas com profundidade, caso o telespectador se interesse por ela. Em três minutos pode-se apresentar a história principal, mas em cada momento, caso o telespectador queira, pode interromper a narrativa e abrir outra janela de conteúdo. Pode navegar entre os conteúdos livremente, assistindo ao programa da maneira como preferir, construindo, inclusive, sua própria narrativa da história, de maneira não-linear. Esse é só um esboço de um texto que farei sobre isso, em breve.

E logo, também, devemos fazer alguns experimentos com sexo explícito.